16 de mai. de 2011

A INFÂNCIA DE CLARA.


A INFÂNCIA DE CLARA
Sempre servindo-nos do texto  Chiara di Assisi. Um silenzio qui grida, de Chiara Giovanna Cremaschi (Ed. Porziuncola, Assisi) continuamos a refletir sobre a história de Clara. Hoje nos detemos nos primeiros anos de vida da santa.

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
1. Ao chegar ao mundo, Clara foi acolhida com todo afeto por sua família. Certamente Ortolana, a mãe, haveria de tomar  a peito a educação  da menina.  O pai aparece pouco presente em seu caminho e em sua história, o que não exclui contacto com a filha quando de sua presença em casa, entre uma e outra  de suas viagens.  Podemos imaginar que Ortolana tenha ensinado a Clara os fundamentos  da fé cristã, iniciando-a na oração com métodos adaptados à sua idade. Celano lembra que Clara , não dispondo de contas para repassar os  Pai-nossos, usava um monte de pedrinhas para contar suas pequenas orações  ao Senhor (LSC 4).
2. Ortolana ( como todas as mães e todos os pais cristãos) transmite a fé pela vida.  É todo o ser do catequista que é digno de credibilidade. Há um clima educacional e “catequético” que se cria por pessoas que sabem amar os educandos e os filhos e que têm o costume de se aquecer com os raios do amor de Deus.  Ortolana é uma pessoa humanamente madura.  Clara se sente respeitosamente amada  pela mãe. Assim foi crescendo  interiormente. Na casa paterna haveria Clara de encontrar um terreno propício para o desenvolvimento de suas características pessoais adultas: firmeza de vontade acompanhada de grande doçura, senso positivo diante da vida, gratidão pelos benefícios recebidos da parte de Deus, abandono filial nos braços do Pai que é terno como uma mãe.  Estamos convencidos de que as mães ( e os pais)  precisam ser os primeiros e fundamentais catequistas dos filhos e estes  necessitam crescer num espaço de acolhimento-amor.  A feminilidade que a filha de Favarone haverá de manifestar de modo tão refinado tem na mãe sua raiz e exemplo.  Acrescente-se ainda que a capacidade de criar união entre as irmãs de São Damião foi possível  porque teve o seu primeiro germe nos relacionamentos cordiais e respeitosos vividos com a mãe  e as irmãs, bem como com mulheres que freqüentavam a casa da Praça de São Rufino.
3. As Fontes dão a entender que, nos primeiros anos de vida, Clara já se interessa pelos pobres. Essa atenção pelos mais necessitados também aprendeu de sua mãe que, com simplicidade e sem ostentação se ocupava desses que necessitavam.  A descoberta da indigência de tantos faz com que Clara coloque gestos bem concretos.  Não se limita a socorrer os pobres com a abundância de sua casa, com o supérfluo.  Priva-se de alimentos delicados. Novamente Celano: “Para que o seu sacrifício fosse mais agradável a Deus privava seu próprio corpinho dos alimentos mais delicados enviando-os às ocultas por intermediários, reanimava o estômago de seus protegidos” (n.3).
4. Depois Clara receberá outros elementos de sua família para sua formação. Não se tem muitos elementos para descrever os estudos feitos pela menina e mocinha. Como adulta mostrará um bom conhecimento do latim. Com inteligência intuitiva  apreende a realidade e a reelabora intuitivamente. “Parece que podemos afirmar que Clara é formada no estilo clássico de escrever, através do qual o vassalo se dirige ao seu senhor que está acima dele, porque não pode permitir-se errar no tom, vocábulos, atitudes em relacionamento tão delicado. Muito provável ainda que a primogênita dos Favarone tenha aprendido a literatura cortês, apreciada pelo seu tempo.  Tem ela um temperamento ardente, tipicamente mediterrâneo, levado a decisões radicais, sem meias medidas. É límpida e sincera. Assumindo uma linha de comportamento, persegue-a a todo custo, sem se deixar abater.  Clara é, por natureza, alegre, levada sempre a ver o lado bom das situações, dos acontecimentos e das pessoas. Fundamentalmente tem grande confiança na capacidade presente em todas as criaturas humanas no sentido de realizar a plenitude do que se propõe” ( p. 24-25).
5. Durante a infância  Clara veio a experimentar na própria pessoa as conseqüências da luta entre os nobres e a burguesia. Devido aos conflitos entre e uns e outros, o tio Monaldo optou pelo exílio e leva toda a família para Perugia onde permanecerão alguns anos.  Ali a primogênita dos Favarone cresce ao lado da irmã menor Catarina, experimentando a vida numa cidade diferente daquela em que nascera, tanto pela posição geográfica quanto pela arquitetura, hábitos e costumes de seus cidadãos.   Dilata-se o círculos dos relacionamentos, sobretudo graças à mãe  que cria à sua volta uma rede de amizades com mulheres de sua classe social.  Delas as filhas aprendem a arte di diálogo, o acolhimento do outro e um certo estilo de convivência feminina.  Pode-se dizer que Clara não ressentiu negativamente a mudança de cidade, não perdendo o sentido positivo diante das coisas da vida e a atitude de acolhimento das pessoas.
6. Antes do retorno para Assis  que deve ter se dado quando Clara tinha dezessete anos, ou logo depois, vem à luz a última filha dos Favarone, Beatriz. Nada podemos dizer dos sentimentos que  suscitaram a chegada desta irmã na primogênita, agora já adulta.  Depois vem a idade da adolescência.
Sempre servindo-nos do texto  Chiara di Assisi. Um silenzio qui grida, de Chiara Giovanna Cremaschi (Ed. Porziuncola, Assisi) continuamos a refletir sobre a história de Clara. Hoje nos detemos nos primeiros anos de vida da santa.

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
1. Ao chegar ao mundo, Clara foi acolhida com todo afeto por sua família. Certamente Ortolana, a mãe, haveria de tomar  a peito a educação  da menina.  O pai aparece pouco presente em seu caminho e em sua história, o que não exclui contacto com a filha quando de sua presença em casa, entre uma e outra  de suas viagens.  Podemos imaginar que Ortolana tenha ensinado a Clara os fundamentos  da fé cristã, iniciando-a na oração com métodos adaptados à sua idade. Celano lembra que Clara , não dispondo de contas para repassar os  Pai-nossos, usava um monte de pedrinhas para contar suas pequenas orações  ao Senhor (LSC 4).
2. Ortolana ( como todas as mães e todos os pais cristãos) transmite a fé pela vida.  É todo o ser do catequista que é digno de credibilidade. Há um clima educacional e “catequético” que se cria por pessoas que sabem amar os educandos e os filhos e que têm o costume de se aquecer com os raios do amor de Deus.  Ortolana é uma pessoa humanamente madura.  Clara se sente respeitosamente amada  pela mãe. Assim foi crescendo  interiormente. Na casa paterna haveria Clara de encontrar um terreno propício para o desenvolvimento de suas características pessoais adultas: firmeza de vontade acompanhada de grande doçura, senso positivo diante da vida, gratidão pelos benefícios recebidos da parte de Deus, abandono filial nos braços do Pai que é terno como uma mãe.  Estamos convencidos de que as mães ( e os pais)  precisam ser os primeiros e fundamentais catequistas dos filhos e estes  necessitam crescer num espaço de acolhimento-amor.  A feminilidade que a filha de Favarone haverá de manifestar de modo tão refinado tem na mãe sua raiz e exemplo.  Acrescente-se ainda que a capacidade de criar união entre as irmãs de São Damião foi possível  porque teve o seu primeiro germe nos relacionamentos cordiais e respeitosos vividos com a mãe  e as irmãs, bem como com mulheres que freqüentavam a casa da Praça de São Rufino.
3. As Fontes dão a entender que, nos primeiros anos de vida, Clara já se interessa pelos pobres. Essa atenção pelos mais necessitados também aprendeu de sua mãe que, com simplicidade e sem ostentação se ocupava desses que necessitavam.  A descoberta da indigência de tantos faz com que Clara coloque gestos bem concretos.  Não se limita a socorrer os pobres com a abundância de sua casa, com o supérfluo.  Priva-se de alimentos delicados. Novamente Celano: “Para que o seu sacrifício fosse mais agradável a Deus privava seu próprio corpinho dos alimentos mais delicados enviando-os às ocultas por intermediários, reanimava o estômago de seus protegidos” (n.3).
4. Depois Clara receberá outros elementos de sua família para sua formação. Não se tem muitos elementos para descrever os estudos feitos pela menina e mocinha. Como adulta mostrará um bom conhecimento do latim. Com inteligência intuitiva  apreende a realidade e a reelabora intuitivamente. “Parece que podemos afirmar que Clara é formada no estilo clássico de escrever, através do qual o vassalo se dirige ao seu senhor que está acima dele, porque não pode permitir-se errar no tom, vocábulos, atitudes em relacionamento tão delicado. Muito provável ainda que a primogênita dos Favarone tenha aprendido a literatura cortês, apreciada pelo seu tempo.  Tem ela um temperamento ardente, tipicamente mediterrâneo, levado a decisões radicais, sem meias medidas. É límpida e sincera. Assumindo uma linha de comportamento, persegue-a a todo custo, sem se deixar abater.  Clara é, por natureza, alegre, levada sempre a ver o lado bom das situações, dos acontecimentos e das pessoas. Fundamentalmente tem grande confiança na capacidade presente em todas as criaturas humanas no sentido de realizar a plenitude do que se propõe” ( p. 24-25).
5. Durante a infância  Clara veio a experimentar na própria pessoa as conseqüências da luta entre os nobres e a burguesia. Devido aos conflitos entre e uns e outros, o tio Monaldo optou pelo exílio e leva toda a família para Perugia onde permanecerão alguns anos.  Ali a primogênita dos Favarone cresce ao lado da irmã menor Catarina, experimentando a vida numa cidade diferente daquela em que nascera, tanto pela posição geográfica quanto pela arquitetura, hábitos e costumes de seus cidadãos.   Dilata-se o círculos dos relacionamentos, sobretudo graças à mãe  que cria à sua volta uma rede de amizades com mulheres de sua classe social.  Delas as filhas aprendem a arte di diálogo, o acolhimento do outro e um certo estilo de convivência feminina.  Pode-se dizer que Clara não ressentiu negativamente a mudança de cidade, não perdendo o sentido positivo diante das coisas da vida e a atitude de acolhimento das pessoas.
6. Antes do retorno para Assis  que deve ter se dado quando Clara tinha dezessete anos, ou logo depois, vem à luz a última filha dos Favarone, Beatriz. Nada podemos dizer dos sentimentos que  suscitaram a chegada desta irmã na primogênita, agora já adulta.  Depois vem a idade da adolescência.
Fonte: http://www.franciscanos.org.br/v3/almir/artigos/clara/02.php

11 de mai. de 2011

O encontro com a Verdade na vida de S. Agostinho”

  Publicado 2011/03/14
Autor: Gaudium Press
Secção: Espiritualidade

Captura_de_tela.png

Uma das áreas mais atraentes da teologia é a patrística. Não só pelas lutas dos primeiros padres em prol da Fé e difusão da Santa Igreja, mas, sobretudo, com as obras doutrinárias surgidas em defesa da Fé frente às perseguições contra os cristãos. Os primeiros teólogos faziam com que as verdades contidas no Evangelho fossem ressaltadas para assim abater a ostensiva investida dos inimigos da Igreja.
Comentaremos um pouco a fascinadora história de um dos mais famosos padres da Igreja, Santo Agostinho, que depois de passar boa parte da vida procurando a luz da verdade onde ela não estava, converteu-se ao vislumbrar os formosos raios contidos na sólida doutrina cristã.
O bispo de Hipona, S. Agostinho, foi um dos principais padres da Igreja do ocidente. Nasceu em Tagaste na África Setentrional no dia 13 de novembro de 354. Sua mãe, Santa Mônica, sendo muito virtuosa e piedosa, transmitiu-lhe uma educação cristã. Mas infelizmente, aos dezenove anos rejeitou a religião de sua mãe dizendo ser essa uma "fábula de velhas".
Com o passar do tempo, cresceu em sua alma o desejo pela verdade, principalmente ao ler Cícero. Graças aos sacrifícios e orações de sua mãe, converteu-se aos 32 anos de idade, em 386. Anos depois, se lamentou por tardar encontrar o que todo homem procura, a verdade, e se entristece de ter procurado em tantos lugares menos no seu interior.
Um dos trechos mais belos da sua literatura mostra essa demora que teve em encontrar a verdade única: Deus.
"Tarde eu te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde eu Te amei. Mas como? Tu estavas dentro de mim, e eu estava fora de mim mesmo... Tu estavas comigo, e eu não estava contigo. Retinham-me longe de Ti as criaturas, que não existiriam se não existissem em Ti...
Tu me chamaste, e teu clamor venceu a minha surdez. Tu exalaste o teu perfume, eu respirei, e eis que por Ti suspiro. Provei-Te, e tenho fome de Ti. Tu me tocaste e eu ardo de amor por causa da paz que Tu deste".
A partir de então, Deus foi a sua única sabedoria. Dedicou o resto de sua existência a Ele, combatendo muitas heresias que faziam com que as verdadeiras doutrinas da Igreja fossem desviadas.

Lucas Antonio Pinatti

10 de mai. de 2011

Cardeal Raymundo Damasceno é o novo presidente da CNBB.

O arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis foi eleito o novo presidente da CNBB. Com 196 votos, dom Damasceno foi eleito no segundo escrutínio. O cardeal de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer ficou em segundo lugar, com 75 votos.

No primeiro escrutínio, dom Damasceno havia obtido 161 votos contra 91 de dom Odilo. Por não ter alcançado 2/3 dos votos (182), houve a necessidade do segundo escrutínio. Dom Damasceno foi secretário da CNBB por dois mandatos consecutivos (1995-1998; 1999-2003).
Fonte:http://www.cnbb.org.br/site/eventos/assembleia-geral/6511-cardeal-raymundo-damasceno-e-o-novo-presidente-da-cnbb

2 de mai. de 2011

SEMANA NACIONAL DE VIDA CONSAGRADA (IV)

LA MÍSTICA QUE SE EXPRESA Y CELEBRA
El sábado, último día de la 40 edición de la Semana Nacional de Vida Consagrada, nos dejó el buen sabor de la experiencia. La síntesis vital de la vida consagrada es ser propuesta de Dios para el mundo, por eso la centralidad de la vida es la unión con Dios mismo. Así el colofón de la XL SEMANA NACIONAL DE VIDA CONSAGRADA, fue la celebración de la Eucaristía presidida por Mons. Santiago Agrelo, OFM. Su homilía, colgada en el Blog, "Guante de Seda" de esta página, abundó en la necesidad de tener y ser visión para nuestro tiempo. Éstas fueron sus palabras: No me preguntéis qué es la mística, pues no sabría decirlo, aunque sospecho que tenga mucho que ver con la experiencia del misterio, con ‘los sentidos’ de la fe, con ese ‘ver’ y ‘oír’ al que hacen referencia los apóstoles cuando dan razón de la fuerza que les obliga al testimonio.
“No podemos menos de contar lo que hemos visto y oído”. De eso se trata: Ver, oír, contar. Son ésos los verbos de la experiencia pascual: “El ángel habló a las mujeres… Ha resucitado… Venid a ver el sitio donde yacía, e id aprisa a decir a sus discípulos: Ha resucitado de entre los muertos y va por delante de vosotros a Galilea. Allí lo veréis… Ellas se marcharon a toda prisa del sepulcro. Llenas de miedo y de alegría corrieron a anunciarlo a los discípulos”.
Oír, ver, temer, alegrarse, correr, anunciar: Mística y testimonio.
El misterio de gracia que las mujeres y los otros discípulos vivieron de manera asombrosa, sorprendente y oscura en el día de la resurrección de Cristo, ese mismo misterio vivimos nosotros en la memoria cultual de los acontecimientos, en su icono ritual, en los sacramentos que Cristo nos dejó para la edificación de su cuerpo que es la Iglesia.
Considéralo, hermana mía, hermano mío, considera si puedes decir con verdad: “El Señor sacó a su pueblo con alegría, a sus escogidos con gritos de triunfo”. Creer es ver. Si has creído que Cristo ha resucitado, entonces has oído y has visto que “el Seños sacó a su pueblo”, has oído y has visto de dónde lo ha sacado, has oído y has visto a dónde lo ha llevado, has oído y has visto con qué poder lo hizo y con qué alegría los condujo. Si has creído que Cristo ha resucitado, entonces has oído y has visto que “el Seños te sacó con alegría, te condujo con gritos de júbilo”.
De dónde ha salido Jesús, de dónde la Iglesia, de dónde has salido tú: de la opresión, de la esclavitud, de la oscuridad, del llanto, del luto, del pecado, de la muerte.
A dónde: a la ciudadanía del cielo, a la liberación, a la luz, a la alegría, a la fiesta, a la gracia, a la justicia, a la vida.
Con qué poder: con el poder de la debilidad, con el poder del amor, con el poder de la cruz.
Considera, Iglesia cuerpo de Cristo, que no hiciste tu paso como Cristo, sino que lo hiciste en Cristo: y si no puedes ya verte separada de tu Señor en la salvación experimentada, no te separes de él en el reconocimiento, en la alegría, en el asombro, en la alabanza: “Te doy gracias, Señor, porque me escuchaste… Dad gracias al Señor porque es bueno, porque es eterna su misericordia”.
Creer es ver. Espabila el oído para que veas con claridad. Escucha la palabra el apóstol: “Los que os habéis incorporado a Cristo por el bautismo, os habéis revestido de Cristo”. Primero escuchas: crees. Luego te ves: revestido de Cristo. Oyes, ves, te asombras, alabas, corres y anuncias lo que has oído y has visto.
Ésta es, queridos, la verdad más honda de nuestra Eucaristía: Escuchamos a Cristo resucitado, comulgamos con él, resucitamos con él, damos gracias con él. Aquí creemos, aquí vemos, aquí somos enviados, de aquí salimos para ir y anunciar a todos lo que hemos visto y oído.
Ésta es la lógica de la misión: Ir de la Eucaristía a la vida, de la experiencia mística al testimonio de fe.
Oír, ver, temer, alegrarse, correr, anunciar: Mística y testimonio.

Previamente, Gonzalo Fernández, responsable del área de espiritualidad de los misioneros claretianos, pronunció una conferencia pedagógica, brillante y bien estructurada. En ella hizo caer en la cuenta de que la esencia de las acciones y propuestas de los consagrados tienen que estar sustentadas en el amor. La vida del religioso no está (no puede estarlo) libre de las circunstancias de la vida. En ellas, tiene que saber encontrar las claves de verdad e ir atajando aquellos virus que no nos permiten caminar en verdad. Con un lenguaje actual, apoyándose en la web, la navegación y las redes sociales, Fernández, supo mantener viva la atención de un auditorio que valoró muy positivamente su intervención.
La segunda conferencia de la mañana la impartió Carlos M. Oliveras, claretiano, director de la Escuela Regina Apostolorum. Centró su exposición en la explicación de la razón de nuestra celebración y cómo ésta, no es sino la manifestación de lo que vivimos y anhelamos vivir.
Las dos conferencias pusieron el broche de oro a una semana intensa y novedosa. Un tema como la mística, lejos de llevarnos a un ayer que no volverá, ha supuesto una proyección importante para la vida religiosa europea quizá cansada de cifras; agotada de cálculos y previsiones, pero sobre todo, sedienta de nueva vida. Así, de manera explícita, quedamos motivados para volver a lo más originario de nuestra consagración: ser maestros y maestras del Espíritu para nuestro tiempo.
Fonte:http://www.vidareligiosa.es/index.php?option=com_content&view=article&id=221:semana-nacional-de-vida-consagrada-iv&catid=4:noticias&Itemid=5

1 de mai. de 2011

SEMANA NACIONAL DE VIDA CONSAGRADA (III)

MÍSTICOS DESDE LA REALIDAD DEL MUNDO
Las sesiones de la 40 semana de vida consagrada siguen profundizando en la misión y mística de los consagrados.
El jueves día 28 pudimos comprobar cómo la mística está en el arte: Carlos Pereira, Redentorista y Marcos Rincón, Franciscano… nos dejaron su testimonio vital. Cómo Dios anima y sostiene aquellas experiencias que alimentan las palabras que emocionan el corazón de la humanidad.
Ya por la tarde, Antonio Sánchez Orantos, Claretiano y Martha Zechmeister, de la Congregación de Jesús, trataron aspectos tan nucleares como la “mística de la misión”. Antonio, centró su reflexión en la llamada a amar la realidad y a integrarla desde una lectura fundante de Dios. Superar así dos dramas de nuestro tiempo; por un lado la dispersión y por otro la ideología. Zechmeister nos dejó un discurso duro y muy incisivo. De formas frágiles, sin embargo, comunicó energía al auditorio. Sus palabras no sólo reflejaron bien lo que estamos viviendo, sino que apuntó cauces de salida para la situación actual. Es cierto que estamos viviendo un proceso de muerte, apuntó… “la cuestión está en la calidad con la que estamos viviendo este proceso de muerte”. Sólo nacerá una nueva vida religiosa, dejando que brote y nazca .
 
El día 29, viernes, entramos en la mística del dolor. Pilar Samanes Hermana de la Caridad de Sta. Ana y Francisco Álvarez, Religioso Camilo nos ayudaron a hacerlo con dos propuestas creativas y lúcidas. Como en tantos momentos de la semana, volvimos a oír que en toda experiencia, en todo contexto es posible la relación con Dios, de manera particular en ámbitos de dolor.
Paola Zavatta, seglar y teóloga italiana y José María Bautista, seglar, responsable del programa Escuela y Familia de Fere-Ceca fueron los encargados de las ponencias de la tarde. La primera desarrolló la teología del sábado santo como el contexto de la vida consagrada de este tiempo. Una propuesta profunda, intensa y necesaria. Hay muchos signos de muerte y silencio; nuestros institutos viven una cierta vuelta al pasado y, éste, ya pasó… y esa vuelta es fruto del miedo. Sin embargo el sábado santo nos invita a una esperanza mística, a esa confianza en lo que no controlamos y dominamos… porque la conclusión del sábado santo, es la vida y está en Dios…como el futuro de nuestras instituciones. José Mª, por su parte, intervino proponiendo un cambio de mentalidad para entender y amar nuestro tiempo. La pregunta no es por qué no hay vocaciones; sino, si hay congregaciones que dialoguen y entiendan los cambios de paradigma que vive nuestro contexto.
 
Fonte: http://www.vidareligiosa.es/index.php?option=com_content&view=article&id=220:semana-nacional-de-vida-consagrada-iii&catid=4:noticias&Itemid=5

30 de abr. de 2011

SEMANA NACIONAL DE VIDA CONSAGRADA (II).

La centralidad de Cristo en la consagración religiosa
La intervención de Marc Hayet, ex-prior general de los Hermanos de Jesús, consiguió incendiar el ánimo y la esperanza de la vida religiosa española. Su testimonio, marcado por la presencia en ámbitos no expresamente religiosos (se acaba de jubilar como barrendero), ayudó a oxigenar la sensación, tan frecuente, de que el peso de las obras puede ahogar la llamada a la mística de la vida consagrada.
Ya por la tarde, de maneras distintas, tanto el Cardenal Óscar R. Maradiaga, como Olegario González de Cardedal centraron la reflexión de la semana que ya llega a su ecuador.
MARADIAGA: “EL CONSAGRADO NO PUEDE CONFUNDIR TOLERANCIA CON CONVALIDACIÓN ÉTICA…”
El Cardenal Maradiaga desde el testimonio de la propia vida ofreció un encendido testimonio de cómo la vida de un consagrado tiene que estar empapada del martirio.
Estas son algunas de las ideas guía que desarrolló. Hoy se necesita más misión que voluntariado, más entrega que préstamos”. No sería verdadera una amistad con Dios que no tuviese este horizonte. La cuestión es saberte impulsado más allá de cualquier posibilidad humana. Pasión por Cristo es llevar el Evangelio a todos con el martirio de sangre si fuese necesario. Estas son la líneas fuerza que tienen que sostener al consagrado. Desde estas afirmaciones sostuvo un texto vibrante que, sin perder la tensión de la esperanza, no ocultó la invitación y exigencia de la responsabilidad para nuestro momento A veces nos sentimos más siervos que amigos, con más resistencia que libertad. Si en el martirio se muestra la perfección de la caridad… en la consagración se muestra la perfección de ese martirio. Las vocaciones se realizan por la fuerza del amor. El consagrado cree a Dios; el mártir y el místico certifican el valor de los mandamientos divinos que son el punto de llegada. Lo nuestro no es mero seguimiento de Cristo… lo nuestro es configuración con Cristo.
“Seréis mis testigos hasta los confines de la tierra”. El espíritu desciende sobre nosotros para convertirnos en testigos valientes, profundos y coherentes. Tenemos que ver el testimonio que tenemos que dar. Hay una cierta vergüenza en algunos consagrados para manifestarse como tal: o nos configuramos con Cristo o no tenemos nada que decir. Tenemos que ser testigos. No podemos ignorar entonces que una falta de coherencia oculta la verdad. El consagrado debe denunciar, no puede confundir tolerancia con una convalidación ética. El martirio de tantos religiosos son para nosotros una apelación y un imperativo. Dios nos quiere enteros, no a medios. Hemos de hacer patente el amor del consagrado a Cristo que nos ha precedido. El configurado con Cristo ofrece un modo nuevo de comprender la historia. La coherencia del consagrado impone una determinada lectura: nadie puede permanecer indiferente ante el modo de afrontar la vida y la muerte.


GONZÁLEZ DE CARDEDAL: “SER SACERDOTE O RELIGIOSO O RELIGIOSA ES LA MEJOR FORMA DE TOMARSE EN SERIO LA VIDA”
El Profesor González de Cardedal, nos regaló una brillante disertación sobre la esencia misma de Cristo Salvador. Desde un análisis del momento y de las distintas propuestas pseudo místicas, hizo una reivindicación de Cristo mismo como centro de la historia y de la relación personal, sin caer en las relativizaciones. La enseñanza que sobre Jesús nos han dejado los grandes místicos es una posibilidad para que cada generación pueda llevar a cabo la respuesta en su momento. Ninguna respuesta es repetible. Cada uno de nosotros tiene que concretar ese don de la gracia recibida.
Nos dejó además seis criterios claves para centrar la vida:
• En la vida hay centro y periferia: El misterio de Dios es el centro y la raíz de toda mística.
• En el cristianismo hay una jerarquía de verdades. La creatividad implica la responsabilidad de cumplir la propia misión y de la comunidad
• El cristianismo es constitutivamente eclesial. La relación de Dios es con un Pueblo. Hay hijos de Dios en el Pueblo de Dios.
• La vida cristiana es vocación a la configuración con Cristo, Él es el fundamento permanente. No hay absolutos que corran paralelos a Él.
• La mística es principio de humanización y libertad.
• Si no nos hacemos conscientes de la ambigüedad de muchos movimientos contemporáneas, no volvemos a las fuentes… la situación ambiental costará muchas pérdidas de fe… y conllevará incluso el descentramiento de muchos consagrados.
Y seis frases del momento bien intencionadas pero equívocas:
• Dios Transpersonal… No estamos de acuerdo si se habla de un Dios apersonal…
• Dios Transhistoria… Dios es en quien creemos tal y como lo expresamos en el credo: Hijo de María en tiempo de Poncio Pilato…
• Dios es Transverbal… Dios ha hablado, llamó a Abrahán, Moisés… Cristo. Dios es la Palabra, no es el silencio la última palabra.
• Dios es Inobjetivable. Dios es transcendente al mundo, pero desde dentro de él, siendo su principio de constitución.
• Dios es Transreligioso. Ninguna religión es dueña, pero no todas son iguales.
• Dios es Trasncristiano. Dios Creador, se nos ha dado en su Hijo Jesucristo y nos ha dado el espíritu para que lo conozcamos.
Y seis afirmaciones que requieren matiz…
• Dios es amor. Pero el amor sin más no es Dios
• Dios es absoluto. Pero n o cualquier absoluto es Dios.
• Dios es todo gracia y perdón. Por supuesto, en la verdad y la justicia. Una gracia que otorga él, no nosotros.
• Dios no necesita nuestras oraciones y peticiones. Un cristiano que no habla a Dios como Padre… ni es padre, ni nosotros hijos.
• Dios es el ideal para el hombre. Pero no cualquier ideal…Para muchos hoy el ideal es el poder o el sexo…
• Dios quiere el bien para el hombre. Pero no cualquier cosa que nos parece natural es de Dios. La ley de la gracia no es la de la gravedad. El hombre es hombre superando la animalidad instintiva.

Fonte: http://www.vidareligiosa.es/index.php?option=com_content&view=article&id=219:semana-nacional-de-vida-consagrada-ii&catid=4:noticias&Itemid

27 de abr. de 2011

MUJERES Y HOMBRES DE DIOS: MÍSTICA Y TESTIMONIO


Arrancó la semana nacional de Vida Consagrada. Un año más el acontecimiento más significativo de la Vida Religiosa en España ha congregado a más de 700 religiosos y religiosas.

La primera sesión se abrió con los saludos de las diferentes personas que se han querido hacer presente en este congreso. El Decano de la Facultad de Teología de la Universidad Pontificia de Salamanca por ejemplo, expresó que la Mística es el gran argumento evangelizador para este tiempo. Además señaló como el Instituto Teológico de Vida Religiosa está suponiendo un impulso notable en la vitalidad de la Facultad. Tras él, el P. Provincial de los Claretianos, expresó que la semana es un signo del movimiento que viven los consagrados. Nuestra vocación es una vocación inquieta, apuntó. Por su parte, el P. Cristo Rey, como director del ITVR, declaró abierta la semana con palabras de esperanza sobre el momento de la vida consagrada y la trayectoria ofrecida por el centro académico en estos 40 años.

El P. L.A.Gonzalo Díez, director de la Revista y moderador de la semana, dio paso a los dos ponentes de esta primera sesión. Nuria Calduch y Juan de Dios Martín Velasco, desde ámbitos distintos nos introdujeron en la clave mística necesaria para los consagrados de este tiempo. La Profesora Calduch centró su reflexión en aquellas ausencias y anhelos que encontramos en la Sagrada Escritura y que siguen siendo las mismas posibilidades de encuentro con Dios para los hombres y mujeres de hoy. Martín Velasco, apasionado de la mística, ofreció una nítida disertación abordando las palabras y lugares de la experiencia mística hoy.

Los dos ponentes se ofrecieron para en la mañana de hoy, miércoles 27, responder a tantos interrogantes como las dos exposiciones dejaron. En las respuestas de esta mañana regalaron con maestría aspectos tan importantes como aceptar la presencia de Dios en los contextos de debilidad y muerte. Palabras bien argumentadas y sustentadas por una experiencia vital intensa.

El auditorio ofreció una valoración muy positiva de esta primera jornada.

La segunda se abrió con la presencia de Marc Hayet, exprior de los Hnos. de Jesús. Un hombre con una experiencia mística muy singular. Los contextos de debilidad de nuestro planeta han sido, para él, los lugares más claros de la manifestación de este Dios “presente-ausente” de nuestro creer.

La tarde del miércoles, se presenta como uno de los núcleos fuertes de la semana. El testimonio del Cardenal Maradiaga, Arzobispo de Tegucigalpa y testigo de la persecución a quienes en nombre de Dios son libres y ayudan a la libertad de los desheredados; y el teólogo González de Cardedal, uno de los grandes maestros de Teología que con agilidad y brillantez ofrece un discurso teológico y místico capaz de dialogar con los contextos culturales de nuestro mundo.

26 de abr. de 2011

Pode hoje a Paróquia ser uma Comunidade Eclesial?

 

Frei João Fernandes Reinert

Editora Vozes – 2010

O fenômeno da urbanização colocou a Igreja em estado de alerta. Se há algum tempo ela vem sentindo os abalos das mudanças culturais, hoje, no limiar do terceiro milênio, a crise parece chegar ao seu limite. A atual configuração eclesial se vê incapaz de conviver com a inevitável cultura urbana, presente em maior ou menor intensidade, tanto nas zonas rurais como no coração das grandes metrópoles.

Trata-se fundamentalmente de um problema estrutural. Ao perscrutar a atual realidade cultural e religiosa, o autor chama a atenção para a urgência de uma renovação da Igreja em âmbito paroquial.

Conhecer o dinâmico e complexo terreno contemporâneo é o primeiro

passo da urgente caminhada em direção à conversão pastoral e estrutural.

A obra pretende ser um instrumento de trabalho a todos que estão empenhados na missão evangelizadora e acreditam na renovação eclesial.

João Fernandes Reinert é frade franciscano da Província Franciscana

da Imaculada Conceição do Brasil.

Mestre em Teologia Sistemático-pastoral pela PUC-Rio, é doutorando

na mesma instituição. É professor no Instituto Teológico Franciscano em

Petrópolis, RJ. Exerce o ministério de vigário paroquial na Paróquia São

Francisco de Assis, Diocese de Duque de Caxias, RJ.
 Fonte: http://www.franciscanos.org.br/v3/cultura/literatura/publi38.php
no dia 26-04-011

Iglesia Católica critica corrupción e impunidad y convoca a los fieles a la acción

25.04.11 - Honduras

Camila Queiroz

Periodista de ADITAL
Durante la misa celebrada el Domingo de Resurrección, ayer (24), el obispo auxiliar de la arquidiócesis de Tegucigalpa, capital de Honduras, Mons. Juan José Pineda, declaró que solo unidos en la fe, el amor y la esperanza, el pueblo podrá enfrentar la "pesada cruz del desempleo, la violencia, la falta de justicia, la impunidad y la corrupción”.


Recordando que el día era de alegría por la resurrección de Cristo, el obispo advirtió a los fieles que "no podemos quedarnos aquí adentro celebrando, aleluya, gloria a Dios, Jesucristo ha resucitado. Debemos salir por esas puertas y ser testigos de la vida”. Agregó que hay todavía muchas formas de "muerte, infidelidad, desamor, pobreza, dolor y violencia” a ser enfrentadas.

Uno de los aliados para una sociedad más solidaria y justa sería la educación. "Nuestro país necesita ser educado en valores y en principios, ya que no es un secreto para nosotros que somos un país que necesita educación para los niños y para los jóvenes”, afirmó. Reflexionando más sobre la infancia, Pineda citó problemas como la dificultad de acceso a los alimentos y a la salud, así como la falta de cuidados parte de padres y madres.

El Viacrucis fue también un momento propicio para la reflexión sobre la realidad hondureña. En cada una de las estaciones, Pineda comparó al pueblo con Jesús en su sufrimiento, recordando sus orígenes humildes, la falta de medios para defenderse y la injusta condena a muerte, sin derecho efectivo a defensa. El sacerdote pidió que los fieles reflexionasen sobre sus acciones en nombre del amor a Dios y al prójimo.

"(…) cuántos pobres maltratados, cuántas caídas para los pobres y para los indefensos, cuántos desánimos y cuántas desilusiones a lo largo del camino, cuántas promesas incumplidas, cuántas muertes injustas, cuántos reclamos en contra de la impunidad” afirmó.

Corrupción y violencia

Según la organización no-gubernamental Transparencia Internacional (TI), en el informe Índice de Percepción de la Corrupción (IPC), publicado en octubre de 2010, Honduras es el cuarto país más corrupto en América Latina.

Otras ONGs denuncian además, que más de 260 jóvenes, menores de 23 años, murieron en el país a consecuencia de la violencia, tan solo en los tres primeros meses de este año.

Con informaciones de La Prensa (Honduras), La Tribuna (Honduras) y Prensa Latina

Traducción: Ricardo Zúniga
N

13 de abr. de 2011

O futuro do Cristianismo

J. B. Libanio

Padre jesuíta, escritor e teólogo.
Adital
O Cristianismo retorna, de certo modo, a seus inícios históricos. Embora Jesus tenha sido camponês com toques de artesão de região rural, o Cristianismo, que surgiu depois de sua morte, assumiu caráter urbano. Difundiu-se principalmente nas cidades helenizadas. Depois da queda do Império romano e da conversão dos bárbaros, ruralizou-se e se configurou em esquemas institucionais típicos do mundo do campo. Nas últimas décadas, acelerou-se o processo de secularização e urbanização. O Cristianismo do futuro sobreviverá se responder às exigências e demandas da sociedade urbana e secular, perdendo a função hegemônica de configurar a sociedade a partir do próprio universo religioso. Termos que se imporão como desafio: declínio da força social da religião, secularização do horizonte religioso, horizontalização dos valores transcendentes, autonomia das realidades terrestres, privatização religiosa em face do Estado, dessacralização. Nada impedirá surtos opostos conservadores, mas sem perspectiva de marcar o porvir.
O Cristianismo do futuro sofrerá de crescentes incertezas. Perderá a homogeneidade dos dogmas e se esforçará por interpretá-los nos diversos contextos culturais, geográficos, étnicos, religiosos. Ele se entenderá histórico, contextual, plural. Assistirá ao ocaso da cultura ocidental, cartesianamente racional, capitalista neoliberal, burocrática, centrada no varão conquistador, de raça branca e de religião católica romana hegemônica para ver surgir novo paradigma com valorização da ecologia, da mulher, da diversidade racial, do diálogo intercultural e inter-religioso e da relação entre as pessoas e povos.
O futuro do Cristianismo já não dependerá do imaginário religioso que teceu ao longo dos séculos no Ocidente, mas antes da vitalidade interna que tem de inculturar-se em outros horizontes culturais. Tal processo não se fará sem muito sofrimento. A expressão católica ocidental se identificou de tal maneira com a fé que qualquer divergência séria cultural se considera heresia. O Ocidente se imbuiu abusivamente da consciência de possuir a única verdade católica. O futuro do Cristianismo aponta noutra direção: diálogo, pluralidade, liberdade criativa.
As linguagens sofrem duplo movimento oposto. De um lado, diversificam até o extremo. E, de outro, cria-se enorme homogeneidade pela via da globalização midiática. E o Cristianismo se percebe dilacerado entre as duas vertentes e corre o risco de rigidez que não aceita a linguagem globalizada nem a pluralidade. Isola-se, então, em pequenas ilhas culturais religiosas.
O ponto de contacto entre a linguagem da fé e o público passa pela experiência que se desgarrou de parâmetros rígidos e uniformes. O futuro desafia o Cristianismo para que ele se aproxime e converse com os excluídos, com o mundo da intimidade das pessoas, com as ciências e tecnologias de ponta, com as novas instituições sociais e políticas em gestação sob o nome de ONG, Fórum Social Mundial e outras. O Cristianismo perpetuar-se-á, não pela força da imposição, mas pelo diálogo e pela busca comum da verdade e do bem em vista de convivência humana e civilizada.
[De J.B.Libanio, leia também "Qual o futuro do cristianismo?”, e não deixe de visitar o site:
www.jblibanio.com.br].

21 de mar. de 2011

João Paulo II, o Papa que falava ao povo.


Livro percorre vida “midiática” de Wojtyla
ROMA, segunda-feira, 21 de março de 2011 (ZENIT.org) - Figura amada inclusive pelos não-católicos, João Paulo II talvez seja o Pontífice mais "estudado", "analisado" e sobre quem foram escritos mais livros. O proposto por Sabina Caligiani, intitulado "João Paulo II, o Papa que falava ao povo" (Ed. Paulinas), é um deles.
Nascida em Perúgia em 1946, jornalista, também graduada em Direito e em Ciências Religiosas, Caligiani decidiu escrever estas páginas "porque não podemos nos esquecer de João Paulo II. (...) É como quando morre um ente querido, um familiar, e você quer que ele ainda esteja presente. Falando, lembrando suas palavras, suas ações, como se ainda estivesse conosco".
Escrito originalmente como tese universitária, o livro é dividido em duas partes: na primeira, são mostrados extrato de discursos do Pontífice polonês, os pontos cardeais da sua evangelização. Na segunda, mais específica e que, de fato, caracteriza o livro, descreve-se a relação entre João Paulo II e a comunicação.
Publicado em 2010, Caligiani retorna para falar sobre seu trabalho ao público de leitores, tendo em vista a próxima beatificação de Wojtyla, em maio. Acolhido em Roma pela ‘Livraria Internacional Papa Paulo VI', no centro do debate se coloca a figura de João Paulo II como um grande comunicador.
A autora, percorrendo o pontificado de Karol Wojtyla, destaca suas características, especialmente quando a atenção de João Paulo II incide sobre "a recuperação da pessoa como sujeito ativo de sua própria existência". Sublinha também que o fato de que a defesa da dignidade humana, inclusive através da mídia, tenha sido uma prerrogativa deste Papa, é algo histórico.
Porta-voz da cristandade através dos meios de comunicação, João Paulo II "é também quem enfrenta de forma radical as questões de fundo da informação e do jornalismo moderno. É uma mensagem forte, que se mantém intacta até hoje".
"Os comunicadores - disse o próprio Wojtyla - devem procurar a comunicação com o povo, devem aprender a conhecer as necessidades reais das pessoas, estar informados sobre suas lutas, devem ser capazes de apresentar todas as formas de comunicação com a sensibilidade que a dignidade do homem exige."
No início do pontificado, as visitas às paróquias romanas tornaram-se uma maratona desgastante para os que trabalhavam com ele, acostumados aos encontros sóbrios do Papa Montini. Com Wojtyla, era necessário correr, manter-se no seu ritmo. Um dia, no Vaticano, ele surpreendeu os presentes com uma frase: "O corpo, e somente ele, é capaz de tornar visível aquilo que é invisível: o espiritual e o divino". Este foi um ponto a seu favor.
"O fato de que a teologia abranja também o corpo não deve maravilhar ou surpreender quem está ciente do mistério e da realidade da encarnação: ‘Dado que a Palavra de Deus se fez carne - disse Wojtyla, na audiência geral de 2 de abril de 1980 -, o corpo entrou, digamos, pela porta da frente, na teologia, ou seja, na ciência que tem por objetivo a divindade'."
E, dirigindo-se aos jovens que se sentavam nas arquibancadas da ‘Arena di Verona', lembrou mais uma vez que o homem pode falar com seu corpo e, por isso, o corpo se torna linguagem. Uma comunicação cristológica a dele, "que lembra - diz Caligiani - a de Cristo com as parábolas".
Quando João Paulo II viajava de avião, "os jornalistas sentiam a mesma curiosidade dos apóstolos que seguiam Jesus, ouvindo as parábolas que o tornaram aceitável para as pessoas comuns, não cientes se serem a igreja primitiva, mas - conclui a autora - movidas pela curiosidade, pelo pressentimento do verdadeiro".
Pensando no breve papado de Albino Luciani, durante uma Missa concelebrada em sua memória, o então cardeal Wojtyla fez uma oração, que agora parece profética, dado o que logo depois aconteceria, com sua eleição para o trono pontifício: "Não podemos deixar de voltar a esse primeiro chamado, o dirigido a Simão, a quem nosso Senhor deu o nome de ‘Pedro'. Em especial o chamado definitivo, após a ressurreição, quando Cristo lhe perguntou três vezes: ‘Tu me amas?', e Pedro respondeu três vezes: ‘Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo'".
"Um coração humano deve estremecer, porque a pergunta é também um pedido. Deves amar! Deves amar mais do que outros." Um chamado de duplo significado: "É um convite a servir - concluiu Wojtyla -, é um convite a morrer".
E também com o último ato de sua vida terrena - a morte -, João Paulo II escreveu uma das páginas mais comoventes e acompanhadas pela mídia do mundo inteiro. Centenas de milhares de pessoas se emocionaram no dia do seu funeral, quando o evangelho, colocado sobre o seu caixão, na Praça de São Pedro, foi aberto pelo vento.
(Mariaelena Finessi)
Fonte:http://www.zenit.org/article-27546?l=portuguese
ZP11032110 - 21-03-2011

20 de fev. de 2011

Evangelizar é facilitar relação pessoal com Cristo. Papa recebe bispos filipinos em visita “ad limina”.


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - O segredo para a verdadeira realização humana é uma relação genuína e pessoal com Cristo, afirmou o Papa Bento XVI nesta sexta-feira, diante de um grupo de bispos filipinos.
O Papa saudou os bispos das Filipinas, por ocasião da sua visita "ad Limina Apostolorum", sublinhando a "relação profunda" dos católicos deste país com o Sucessor de Pedro, e pediu que esta comunhão "continue crescendo e florescendo", ajudando-os a enfrentar os "desafios desta época".
Estes, afirmou, não se referem apenas ao setor de desenvolvimento econômico, pois a cultura filipina "enfrenta muitos problemas sutis inerentes ao materialismo, ao secularismo e ao consumismo dos nossos tempos".
"Quando a liberdade e a autossuficiência se desprendem de sua dependência e realização em Deus - disse o Papa -, a pessoa humana cria para si mesma um falso destino e perde de vista a alegria eterna para a qual foi criada."
"O caminho de redescoberta do verdadeiro destino da humanidade só pode ser encontrado no restabelecimento da primazia de Deus nos corações e mentes de cada pessoa."
"Vossa grande tarefa de evangelização é, portanto, propor uma relação pessoal com Cristo como a chave para a realização plena", disse aos bispos.
Testemunho
Neste contexto, o Papa também destacou que "as novas iniciativas de evangelização só serão fecundas se, pela graça de Deus, seus propagadores forem pessoas que realmente acreditam e vivem a mensagem do Evangelho".
"Esta é certamente uma das razões pela qual as comunidades eclesiais tiveram um impacto positivo em todo o país", observou.
"Por serem formadas e lideradas por pessoas cuja motivação é a força de seu amor por Cristo, estas comunidades demonstraram ser instrumentos dignos de evangelização, já que trabalham em união com as paróquias locais."
A Igreja nas Filipinas, acrescentou, "tem a sorte de contar com um número de organizações leigas que continuam atraindo pessoas para o Senhor".
Para atender as exigências do nosso tempo, disse o Pontífice, "os leigos precisam ouvir a mensagem do Evangelho em sua plenitude, para compreender suas implicações em suas vidas pessoais e para a sociedade em geral e, portanto, estar constantemente convertidos ao Senhor".
Portanto, exortou os bispos presentes a "ter um cuidado especial na orientação desses grupos, para que a primazia de Deus continue na vanguarda".
Juventude e Vocações
Segundo Bento XVI, esta primazia é "particularmente importante" quando se trata de evangelizar os jovens.
Assim, expressou sua satisfação pelo fato de que, nas Filipinas, "a fé desempenha um papel importante na vida dos jovens", principalmente graças "ao trabalho paciente da Igreja local para chegar aos jovens em todos os níveis".
"Encorajo-vos a recordar aos jovens que o glamour deste mundo não vai satisfazer seu desejo natural de felicidade", disse ele aos presentes.
O cuidado pelos jovens, prosseguiu, deve envolver também o cuidado em "mostrar aos jovens a importância dos sacramentos como instrumentos da ajuda e graça de Deus".
Isso, sublinhou, principalmente em relação ao sacramento do matrimônio, "que santifica a vida do casal desde o início, de modo que a presença de Deus sustenta os casais jovens em seus problemas".
"O cuidado pastoral dos jovens, que tem como objetivo estabelecer a primazia de Deus em seus corações, se dá de maneira inerente, não só nas vocações ao matrimônio cristão, mas nos chamados vocacionais de todos os tipos", acrescentou,elogiando "o sucesso das iniciativas locais na promoção de numerosas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada".
Apesar destes progressos, "a necessidade de mais vocações de servos dedicados a Cristo, seja no próprio país ou no estrangeiro, continua sendo urgente". Os relatórios quinquenais mostram que, em muitas dioceses, o número de paróquias "não é suficiente para atender as necessidades espirituais da grande e crescente população católica".
"Junto a vós, rezo para que aqueles que sentem um chamado ao sacerdócio e à vida religiosa respondam generosamente aos impulsos do Espírito", afirmou.
Os bispos, concluiu, devem "dar a estas jovens vocações um plano de formação integral bem desenvolvido e implementado com cuidado, de modo que sua inclinação inicial a uma vida de serviço de Cristo e aos seus fiéis possa alcançar a plenitude espiritual e a maturidade humana."
Fonte: http://www.zenit.org/article-27299?l=portuguese

19/02/2011. Capuchinhos iniciam Ano Capitular na segunda-feira com a presença do Ministro Geral.

Estarão presentes cerca de 285 religiosos da Província e das vices-províncias do Mato Grosso, Rondônia, República Dominicana e do Haiti.

No encontro que vai até o dia 23 serão avaliados os 17 projetos da Província, que foram trabalhados nos últimos três anos, apresentar novas propostas e encaminhar a escolha do novo Provincial para o próximo triênio. O Capítulo Provincial, será realizado no final de agosto deste ano.


PROGRAMAÇÃO
Dia 21 – Segunda-feira
9: 30 hs – Aquecimento – Ensaio de cantos, boas-vindas,
10:00 hs – Celebração de abertura e instalação do encontro
11:00 hs – Relações fraternas – análise e situação atual (VER) - Frei Luiz Carlos Susin

13:30 hs – Retomada
14:00 hs – Relações fraternas: fundamentação no projeto de Deus e na experiência franciscana – Frei Aldir Crocoli

16:00 hs – Desafios da fraternidade capuchinha no mundo de hoje – Ministro Geral
18:30 hs – Celebração eucarística – Ministro Geral e Definidor Geral
19:30 hs – Jantar

Dia 22 – Terça-feira

8:00 hs – Oração
8: 20 hs – Breve retomada do dia anterior (Freis José Bernardi e Vanildo Zugno)
8:40 hs – Avaliação do processo, metodologia e consolidação do PEP – Equipe de Monitoramento... (Freis José Bernardi e Vanildo Zugno)
9:10 hs – Trabalho em grupos – Fazer um diagnóstico da Província:
Onde estávamos e onde estamos?

10:20 hs – Plenário
10:40 hs – Plenário – Comentários, pontualizações, explicações...

13:30 hs –Retomada
14:00 hs – Oração da tarde
14:20 hs – Grupos: Quais as prioridades para o próximo triênio?
15:40 hs – Intervalo
16 hs – Plenário, debates e definição das prioridades para o triênio 2011-2014
18:00 hs – Celebração eucarística e homenagem aos frades jubilandos 2011
19:00 hs –Jantar
Noite cultural

Dia 23 – Quarta-feira
7:00 hs – Café
8:00 hs – Oração
8:20 hs – Em grupos: A partir das prioridades, definir possíveis projetos (Não é elaboração do projeto, apenas o enunciado ou a abrangência do projeto)
9:00 hs - Eleição da equipe pré-capitular (Eleição Geral: votar em cinco frades – Os mais votados formarão a equipe pré-capitular)
Encaminhamentos e comunicações
10:00 hs - Intevalo
10:30 – Celebração de encerramento
12:00 hs – Almoço final
Fonte: www.capuchinhosrs.org.br

19 de fev. de 2011

Morto Salesiano em Manouba.





(ANS – Manouba) – O P. Marek Rybinski, jovem missionário polonês em Manouba, Tunísia, foi encontrado morto esta manhã na escola salesiana de Manouba. Incerto o motivo.
O P. Rybinski tinha sido visto pelos irmãos da sua comunidade ontem pelas 10 horas. O seu não comparecimento à oração da tarde nem à missa esta manhã alarmaram o P. Lawrence Essery, diretor da presença salesiana em Manouba. E não o encontrando em seu quarto, alertou a polícia local, que logo em chegando iniciou as buscas do P. Rybinski. Tragicamente foi o seu corpo encontrado numa saleta de depósito com a garganta cortada. Já é o segundo religioso achado morto neste recente período caracterizado por tumultos sociais.
Às 9.30 da manhã de ontem, o P. Rybinski mantivera contato telefônico com a Ir. Ewa Siuda, da Procuradoria Missionária de Varsóvia, pedindo o envio de um fax que atestasse a realizada transferência de uma quantia de dinheiro – transferência feita ainda no mês de dezembro – mas cuja entrega estava sendo dificultada pelo banco.
No dia 31 de janeiro, dia da festa de Dom Bosco, os salesianos de Manouba encontraram sob a porta da casa uma carta anônima que ameaçava os religiosos de morte caso não pagassem. Oficialmente a polícia não se expressou acerca do movente, que ainda continua incerto, entre furto e fundamentalismo religioso.
O P. Rybinski, de apenas 33 anos, originário da inspetoria salesiana de Varsóvia, Polônia, fora ordenado sacerdote no mês de maio de 2005. Em setembro de 2007 chegara a Manouba onde desempenhou o encargo de ecônomo da comunidade.
“Marek era extremamente eficiente e através dos seus contatos com a procuradoria missionária polonesa, onde havia trabalhado antes de ir à Tunísia, conseguiu financiar diversos projetos para o bem da escola” – declarou em nota a ANS o P. Essery. Pelo arcebispo de Túnis havia sido nomeado capelão da comunidade polonesa com a qual passava longo tempo preparando os jovens para a Crisma.
Esta tarde na catedral Dom Maroun Elias Nimeh Lahham, arcebispo de Túnis, presidirá uma Eucaristia de sufrágio pelo P. Rybinski. O Reitor-Mor dos Salesianos, P. Pascual Chávez Villanueva, apenas inteirado da notícia, manifestou toda a sua dor e consternação.
Publicado em 18/02/2011 fonte:
http://www.infoans.org/1.asp?sez=1&sotSez=&doc=6140&Lingua=5

16 de fev. de 2011

Sexto aniversário do assassinato de Irmã Dorothy Mae Stang, NDdN

Dom Erwin Krautler

Bispo do Xingu e Presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

"Sabemos que toda a criação geme" (Ro 8,22)

"Fogo eu vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!" (Lc 12,49)

Sexto aniversário do assassinato de Irmã Dorothy Mae Stang, NDdN

Irmãs e irmãos em Jesus Cristo,

querido povo de Deus de Anapu e da Transamazônica,

No dia 12 de fevereiro de 2005 o batismo na água e no Espírito Santo (cfr. At 1,5) de Irmã Dorothy Mae Stang e sua consagração a Deus como religiosa culminaram em seu batismo de fogo e de sangue. As fotos da irmã estendida na estrada nos mostram como o sangue que se esvaiu das perfurações mortíferas impregnou a terra do PDS "Esperança". Irmã Dorothy completou sua vida dedicada aos pobres e à Amazônia numa última e total doação. A vida lhe foi tirada pelos adversários dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS). Completou na sua carne "o que falta às tribulações de Cristo" (Col 1,24). Associou-se ao Sangue do Senhor, símbolo e realidade de seu amor levado até ao extremo.

"Fogo eu vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! Um batismo eu devo receber, e como estou ansioso até que isto se cumpra" (Lc 12,49-50).

Ao celebrarmos hoje o aniversário do assassinato, creio que não haja melhor referência bíblica para compreendermos a missão e o martírio de nossa Irmã. Os dois versículos do Evangelho de São Lucas nos remetem à VI Assembléia do Povo de Deus no Xingu realizada em novembro de 2009. Foi o lema daquele grande encontro que reuniu representantes de toda a Prelazia para elaborarmos as linhas e diretrizes que orientam nossa ação evangelizadora e pastoral até 2014. Irmã Dorothy, sempre participou de nossas assembléias. Assim a carta dirigida a todos os irmãos e irmãs que caminham conosco no Xingu não deixa de ser um reflexo de sua convicção: "Queremos ser uma Igreja engajada na construção do Reino de Deus, uma Igreja samaritana que abre seu coração aos que sofrem, mas também uma Igreja profética que denuncia com vigor as agressões e o desrespeito à dignidade e aos direitos humanos e se opõe a projetos e programas que destroem o lar que Deus criou para todos os povos."

A preocupação com a dignidade e os direitos humanos sempre norteou nosso engajamento em nome do Evangelho. Entendemos que a luta em favor da vida dos povos desta região nunca poderá ser separada da defesa da Amazônia como um todo: suas florestas, suas águas, sua maravilhosa biodiversidade, pois essa Amazônia é a garantia da sobrevivência física e cultural dos povos que nela habitam. Temos certeza de que o cuidado, o zelo com a dádiva divina da Criação faz parte do anúncio e do testemunho do Evangelho. Já em 1990 os bispos do Pará e Amapá deploraram "a sangria da Amazônia" que "já chega ao extremo e a criação de Deus geme no estertor da morte". Alertaram que os males que afligem a região podem redundar em um irremediável desastre ecológico com conseqüências que se tornam "catastróficas para todo o ecossistema e ultrapassam, sem dúvida, as fronteiras do Brasil e do Continente"(1).

Em setembro de 2007 os bispos de toda a Amazônia Brasileira se reuniram em Manaus e mais uma vez vieram a público com um documento que se baseia na primeira leitura desta celebração: "A criação espera ser libertada da escravidão da corrupção, em vista da liberdade que é a glória dos filhos e das filhas de Deus. Com efeito, sabemos que toda a criação geme até o presente" (Ro 8,21-22). Os pastores da Amazônia lamentam que "um suposto 'desenvolvimento para a Amazônia' têm gerado devastação das florestas, exploração dos seus recursos naturais, sem avaliar as consequências. É um processo de desenvolvimento que oprime a natureza e os seres humanos, pois está fundado sobre a perspectiva economicista, ligada ao lucro acima de tudo, sem responsabilidade social e ecológica. (...) A salvação da humanidade inclui a salvação do mundo criado. Isso significa pensar e agir por um desenvolvimento adequado e participativo de todos"(2).

Estamos hoje congregados aqui, não apenas para recordar a Irmã que barbaramente foi tirada de nosso convívio e agradecer-lhe a coragem com que sempre defendeu a Amazônia e seus povos. O principal motivo de estarmos celebrando o Sexto Aniversário de sua morte é pedir as graças de Deus para continuarmos firmes e corajosos na luta por um mundo em que reinam a justiça e a paz e se respeite o meio-ambiente. Queremos também avaliar o presente momento e nos perguntar como ficou o legado que Irmã Dorothy deixou para todos nós. Guardo comigo a última entrevista que ela concedeu a um jornalista em 2 de fevereiro de 2005, exatos 10 dias antes de ser assassinada. Dorothy confessou naquele último colóquio com a mídia: "O nosso povo anda muito angustiado (...). Os fazendeiros e os madeireiros estão com vários pistoleiros espalhados pelo PDS. Eles invadem os lotes, apontam armas e ameaçam matar o nosso povo (...) É um sofrimento muito grande. Eu acredito muito em Deus e sei que ele está comigo. Mas prefiro falar de vida e não de morte. O nosso povo tem um projeto de uma vida melhor com o PDS. Não tenho tempo de pensar em coisa ruim. Mas, se eles me matarem, eu gostaria de ser enterrada em Anapu, junto daquele povo humilde. O Pará é a minha terra."

Seis anos se passaram desde que Irmã Dorothy, através dos meios de comunicação dirigiu estas suas últimas palavras ao mundo. Pergunto-me hoje: O que realmente mudou? Qual é a realidade que as famílias assentadas no PDS estão vivendo? Uma coisa eu sei: elas continuam angustiadas. Mas o pior sofrimento é darmo-nos conta de que muitas pessoas que, quando Dorothy estava viva, apoiaram sua luta em favor dos pequenos, em favor do povo dos PDS, hoje não andam mais conosco. Pelo contrário, encontram-se do lado oposto. Para defender interesses particulares ou de um grupo tentam matar o sonho da Irmã Dorothy e não hesitam em trair os ideais pelos quais ela derramou o seu sangue.

"Sabemos que toda a criação geme"

"Fogo eu vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!"

Não é o fogo das queimadas!

É o fogo que faz arder o nosso coração para zelarmos pela dádiva divina da criação e, em nome de Deus, defendermos os direitos e a dignidade dos povos da Amazônia. Amém.

Anapu, 12 de fevereiro de 2011

Erwin Kräutler

Bispo do Xingu

Notas:

(1) Encontro dos bispos da Amazônia, Icoaraci 1990, Documento "Em defesa da Vida na Amazônia".

(2) Manaus 2007, "Discípulos Missionários na Amazônia", 28-29.

10 de fev. de 2011

Educação Sexual.

Falar em educação sexual nos dia de hoje se faz necessário e urgente. Fátima Rebollo alerta que os problemas da sociedade é a falta de educação. Portanto, não podemos negar que a civilização está vivenciando uma situação de crise que se manifesta em várias frentes; vivemos uma época de crise dos valores morais e éticos, uma crise econômica e política, e várias outras.

Assim sendo, o tema da educação é fundamental no desenvolvimento da humanidade, por conseguinte para o homem realizar-se por completo.. A educação tem o fim de ajudar à pessoa em seu processo de crescimento, lhe ajudando a descobrir suas potencialidades e conhecer seu entorno, de tal modo que ao estar educado possa tomar decisões e possa determinar sua própria vida com a máxima autonomia que seja capaz.
O desenvolvimento das características específicas do homem: a inteligência, a vontade, a afetividade dão bons resultados para o homem, o ponto é a seriedade que tomem os educadores sobre seu papel e a grande influencia que podem dar a seus alunos. Disse VANIER, J.:
"Educar na vida afetiva e sexual consiste, ante todo, em ajudar a alguém a ter em consideração ao outro, a ensina-lhe escutar, amar, ter compaixão e ternura; em definitiva, a virar responsável. A verdadeira educação sexual consiste em acordar ao coração; em ajudar a uma pessoa a caminhar para a maturidade afetiva"
A educação sexual deve ajudar por meio de seus conteúdos, a metodologia e atividades a que a pessoa desenvolva suas potencialidades, conhecendo e madurando os conhecimentos e habilidades que lhe permitam orientar o melhor possível suas decisões nesta matéria e que reforcem as atitudes necessárias para viver uma sexualidade sã, positiva, evolutiva e prevenir os problemas que pode ocasionar a falta de formação.
Adverte-nos Miguel Ángel Cárceles que a sexualidade não pode se reduzir a um fenômeno puramente biológico, à experiência genital, à união carnal homem-mulher. A sexualidade atinge categoria humana quando se vincula ao mistério do amor, essencial na existência do homem. “O homem e a mulher são criados em idêntica dignidade, a ‘Imagem de Deus’. Em Ser homem em ser mulher refletem a sabedoria e a bondade do Criador” (Catecismo da Igreja católica numero 369).
Por este motivo, a educação sexual deve estar incluída no marco da educação da afetividade, isto é, na educação dos sentimentos e tendências humanas, entre as quais o amor tem um caráter primordial.
Sendo o homem e a mulher criaturas de Deus, que é amor e vive em uma comunidade de amor assim ao criar o homem à sua imagem e semelhança, deu-lhe uma vocação semelhante à sua: uma vocação ao amor. Este amor é sempre dom de si mesmo.
O ponto é que se faça de uma forma integra e não ficar no plano informativo, pois hoje em dia mais que nunca se da informação, embora ficasse trancada o podemos ver, pois seguimos com a problemática a nível mundial. Assim que estamos chamados a EDUCAR, com ajuda do trinômio educativo, escola (professores), família (em especial os pais) e os alunos; dando uma visão íntegra de sua realidade sexual e afetiva, para que a possa vivenciar de maneira sã e satisfatória.
Obtendo maturidade afetiva se logrará:

• Relações interpessoais saudáveis.

• Saber reconhecer os sentimentos, suas idéias e forma de ser.

• Aceitar aos que nos rodeiam, com suas particularidades, fazendo ver nas diferencias mais uma riqueza que um obstáculo.

• Pessoas com boa auto-estima, conscientes de seu valor.

• Boa comunicação e confiança entre ambos os sexos, orientando e facilitando a tendência natural para o contato mutuo.
Fonte: http://pt.almas.com.mx/almaspt/

5 de fev. de 2011

A la intemperie

Hay quien piensa que nuestra presencia en el mundo es cada vez más irrelevante. No falta quien, incluso desde dentro de la misma Iglesia, desprecia la vida consagrada juzgando superficialmente que su tiempo pasó. Religiosos y religiosas seguimos, sin embargo, en el corazón de la Iglesia fieles al espíritu de nuestros fundadores.
Somos seguidores de Jesucristo hasta las últimas consecuencias. Identificados con el Maestro y enviados por Él a anunciar la buena noticia del amor de Dios, a sanar y liberar, a alentar la esperanza. Hoy como ayer, la vida religiosa quiere ser fuego en las entrañas mismas de la Iglesia, en medio de una sociedad que busca un rescoldo donde abrigar el alma o un poco de luz para iluminar la noche. Somos consagrados por Dios para proclamar el año de gracia del Señor con nuestra vida sencilla, entregada y silenciosa. Aunque a veces el tesoro esté contenido en frágiles vasijas de barro.
Somos hombres y mujeres que sentimos con pasión el latido del Reino oculto en los avatares de la historia. En ella, miles y miles de nuestros hermanos y hermanas ponen rostro al samaritano del evangelio, sin dar rodeos, curando con el aceite de la entrega gratuita, pagando con la vida cabalgadura y posada a los apaleados al borde del camino.
Contemplativos y en el corazón del mundo, los consagrados y consagradas amamos profundamente la Iglesia. En ella somos y vivimos nuestra alianza con el Señor. Fieles al Magisterio, fieles al Papa, fieles a la comunidad cristiana.
Hoy, como muchos cristianos en occidente, vivimos a la intemperie nuestra fe. Y hace frio. Algunos nos culpabilizan y nos auguran un pronto final. Bien nos gustaría experimentar el calor de nuestros hermanos y el aliento fraterno que sostiene en los momentos de zozobra y confusión. Hemos de reconocer errores. Hay cosas que cambiar. Pero necesitamos la fuerza eclesial para afrontar dificultades e impulsar la renovación que nuestros institutos han acometido con ilusión y esperanza.
El Espíritu sigue soplando con fuerza haciendo nuevas todas las cosas. También la vida religiosa. Confiamos en Dios que precede y acompaña. Y que seguirá suscitando en su Iglesia hombres y mujeres consagrados para ser signos elocuentes de su presencia y portadores de su amor en medio del mundo.
Fonte: htp://www.vidareligiosa.es/blogs/corazondelaciudad/