18 de jul. de 2012

Cardeal Herranz assegura que há mais mártires atualmente que em qualquer momento da história



O Presidente Emérito do Pontifício Conselho para os Textos legislativos, Cardeal Julián Herranz, está seguro de que neste momento há mais mártires que em qualquer outra etapa da história da Igreja.
Em entrevista concedida ao grupo ACI, o Cardeal Herranz explicou que tem muito presente os países onde a Igreja é perseguida, e em especial guarda uma lembrança preciosa da Igreja na China, “pobre e perseguida, mas cheia de vida”.
“Já faz 10 anos, escrevi uma carta ao Papa João Paulo II desde China, na qual lhe dizia que estava emocionado em ver uma Igreja pobre e perseguida, mas cheia de vida, uma Igreja na qual a vida de fé se notava continuamente na forma de comportar-se diante dos sofrimentos, das dificuldades, da profissão da própria fé sem nenhum temor, e com uma vida sacramental muito intensa”.
Após celebrar a Santa Missa com motivo da Jornada de Oração pela Igreja na China com alguns membros da China Prayer Group –um grupo nascido para seguir o chamado do Papa Bento XVI a orar pela evangelização e a unidade da Igreja do país–, o Cardeal Herranz indicou que esta oração é uma resposta ao chamado do Papa para “pedir pelos cristãos, pelos católicos que estão sendo perseguidos em muitas nações do mundo”.
“É um momento no qual estão havendo mais mártires que em qualquer outro momento da história da Igreja, mártires cuja maioria nem sequer são conhecidos, mas que diante do Senhor estão muito pressente, pois eles receberam a coroa da glória no Céu, e sobre tudo estão dando um testemunho de fortaleza na fé”, explicou.
O Cardeal Herranz assinalou que é verdade que a Igreja na China está passando por momentos difíceis; “mas quando a Igreja não passou por momentos difíceis de um tipo ou de outro? Pensando na Igreja dos primeiros tempos, quando estava mais acossada por tantas dificuldades, ali o que faziam os cristãos era ser unânimes na oração, na comunhão -participação do corpo do Senhor-, e na doutrina dos apóstolos”, animou.
A autoridade vaticano indicou que Bento XVI fundamentalmente deseja ajudar a população chinesa a crescer na fé. “Se Cristo é caminho, verdade e vida, caminho da Igreja na China, a vida, a força da vida missionária e apostólica que tenham os católicos na China depende muito da amizade que tenham com Cristo, quer dizer, como eles crescem por dentro”.
Finalmente, o Cardeal considerou que a situação dos católicos na China está melhorando, “tudo o que tem vida, tudo o que cresce e se expande é bom e os católicos estão num momento de grande crescimento por dentro e por fora, por dentro porque há um grande esforço por melhorar a formação na fé, e por fora porque todos têm, e especialmente os leigos –e me dá muita alegria-, um grande ardor leigo e missionário”.
China é um país hostil para os católicos, o Estado só permite o culto católico unicamente à Associação Patriótica Católica Chinesa, ajudante do Partido Comunista da China, e em numerosas ocasiões rechaçou a autoridade do Vaticano. A Igreja Católica, fiel ao Papa e clandestina na China, é perseguida permanentemente.
As relações diplomáticas entre a China e o Vaticano se romperam em 1951, dois anos depois da chegada ao poder dos comunistas que expulsaram aos clérigos estrangeiros. Anteriormente, a Igreja Patriótica nomeou alguns bispos sem a permissão do Santo Padre.
No ano 2007, Bento XVI escreveu uma Carta aos bispos, presbíteros, pessoas consagradas y fiéis leigos da Igreja Católica da China. Através dela, animou à unidade, o perdão e a reconciliação, o diálogo respeitoso e construtivo entre os fiéis, e exortou às comunidades eclesiásticas e organismos estatais a viver suas relações “na verdade e na caridade”.
“As autoridades civis são muito conscientes de que a Igreja, em seu ensino, convida aos fiéis a ser bons cidadãos, colaboradores respeitosos e ativos do bem comum no seu País, mas também está claro que ela pede ao Estado que garanta aos mesmos cidadãos católicos o pleno exercício da sua fé, no respeito de uma autêntica liberdade religiosa”, expressou naquela ocasião.
Fonte: ACI Digital

Suíça: encontro entre bispos católicos e ortodoxos

Foi particularmente significativo o encontro de dois dias que se concluiu na última quarta-feira, em Friburgo, na sede da Conferência Episcopal Suíça (CES). Pela primeira vez, de fato, os membros da CES se encontraram com a Assembleia dos bispos ortodoxos do país helvécio (Aeos). Como informa uma nota assinada por Dom Norbert Brunner e pelo Metropolita Jéremie, presidente dos dois organismos episcopais, “no centro do encontro o conhecimento recíproco, a oração e o intercâmbio de reflexões sobre os desafios pastorais e teológicos mais importantes”.
“As Igrejas Católica e Ortodoxa – continua a nota – se reconhecem reciprocamente como Igrejas irmãs” e durante o encontro, Dom Brunner e Metropolita Jéremie sublinharam a “importância de manter viva a fé e a sua difusão na Suíça”. E isso sobretudo porque “aos desafios pastorais comuns corresponde uma responsabilidade pastoral compartilhada, em vista da evangelização da fé e dos valores cristãos”. Então o desejo de que católicos e ortodoxos presentes no encontro de pode continuar a trabalhar juntos.
A nota, divulgada na conclusão do evento destaca, ainda, alguns dados numéricos: “Na Suíça, os cristãos ortodoxos provenientes de diversos países são cada vez mais numerosos e devem superar a cifra de 150 mil pessoas”. Um crescimento rápido devido também ao fato que, dois anos atrás, foi constituída oficialmente no país a Assembleia dos bispos ortodoxos. Hoje, tal Assembleia conta 7 bispos, cinco a menos dos bispos católicos.
A ser recordado, enfim, que à margem do encontro, o Instituto de Estudos Ecumênicos de Friburgo homenageou o Núncio Apostólico em Londres, Dom Antonio Mennini, conferindo-lhe a “Rosa de prata de São Nicolau”, um reconhecimento pelo seu trabalho ecumênico realizado entre 2002 e 2010 como núncio apostólico em Moscou.

17 de jul. de 2012

Justiça social-Justiça ecológica

Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.
A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar ao dia. E há, 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas. Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.
Essa anti-realidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.
A segunda injustiça, a ecológica está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial) respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos pais mais pobres (3,4 bilhões da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões".
Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.
Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insuficientes, pois a solução global remete a uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se reflete na dificuldade de mudar estilos de vida e hábitos de consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe (não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes foram vividos globalmente?  Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?
Talvez somente após uma grande catástrofe que afligiria milhões e milhões de pessoas poder-se-ia contar com esta radical mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a fim de salvar a pátria e a vida. Hoje a pátria é a  vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las. 
 Fonte: www.leonardoboff.com
Leonardo Boff é autor de Opção-Terra: a solução para a Terra não cai do céu, Record (2008).

14 de jul. de 2012

Descoberta abre novas perspectivas, afirma jesuíta astrônomo

A descoberta de uma nova partícula subatômica – o chamado bóson de Higgs – pode ajudar os cientistas a descobrir como a estrutura oculta de toda a matéria do universo funciona, disse um astrônomo do Vaticano. "Isso indica que a realidade é mais profunda e mais rica e estranha do que a nossa vida cotidiana", disse o irmão jesuíta norte-americano Guy Consolmagno.
Quando as pessoas fazem seus trabalhos diários ou relaxam, elas não pensam sobre os menores blocos constituintes da matéria física, mas, "sem essas pequenas coisas subjacentes, nós não estaríamos aqui", afirmou.
Os físicos que trabalham com o Grande Colisor de Hádrons do CERN, o laboratório da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear em Genebra, anunciaram no dia 4 de julho que estavam 99,999% certos de terem encontrado evidências de uma nova partícula que pode ser a chave para a estrutura do universo e para compreender a natureza.
O físico britânico Peter Higgs hipotetizou pela primeira vez a existência da partícula nos anos 1960 como o último elemento faltante de um quadro chamado Modelo Padrão, que explica como as partículas e as forças subatômicas interagem.
Ao longo das décadas, com a ajuda de aceleradores de partículas de alta energia cada vez mais poderosos e sofisticados, os cientistas procuram pela composição dos átomos, pela composição dos menores componentes dos átomos, pela natureza desses menores componentes, e assim por diante, disse o Ir. Consolmagno.
Mas não está claro por que alguns materiais, como os prótons e os elétrons, têm massa e, portanto, são atraídos uns aos outros pela gravidade, enquanto outros materiais, como os fótons, não têm massa, explicou.
"Higgs, há 50 anos, elaborou um modelo chamado de Modelo Padrão, que forneceria razões para a atração e para explicar por que há massa", disse o jesuíta.
Higgs previu que, se existe uma partícula que produz o efeito da massa, ela deveria ser "visível" depois que dois átomos fossem esmagados juntos em velocidades suficientemente altas.
Os experimentos no CERN revelaram que "há algo que parece ser o bóson de Higgs", comentou o Ir. Consolmagno. Os novos dados "serão usados para testar o Modelo Padrão e como as partículas subatômicas funcionam", disse.
O bóson de Higgs foi apelidado de "partícula de Deus" como "uma piada" em uma tentativa de retratar a partícula como "quase um presente de Deus para ajudar a explicar como a realidade funciona no mundo subatômico", disse. Como se acredita que a partícula é o que dá massa à matéria, foi-lhe atribuído o status divino de ser capaz de criar algo do nada.
Mas essas conjeturas sobre um "Deus das lacunas" não são apenas más razões para acreditar em Deus, mas também são má ciência, disse o Ir. Consolmagno. "Você vai parecer tolo em 2050, digamos, quando descobrirem a verdadeira razão" para um fenômeno que foi explicado anteriormente como a mão de Deus, disse.
No entanto, outro tipo de fé e de esperança realmente existem na comunidade científica, afirmou o jesuíta. "Ninguém teria construído essa enorme experiência", unindo o tempo e o talento de milhares de cientistas de todo o mundo, "sem fé de que iriam encontrar algo", disse.
"Minha crença em Deus me dá a coragem de olhar para o universo físico e esperar encontrar ordem e beleza", afirmou. "É a minha fé que me inspira a fazer ciência".
A reportagem é de Carol Glatz, publicada no sítio Catholic News Service, 08-07-2012.
fonte: Dom Total

8 de jul. de 2012

Premiado o Capuchinho ambientalista

JAKARTA, Indonésia  Frei Samuel Onton Sidin, capuchinho, recebeu o prêmio máximo Kalpataru, em reconhecimento de seu trabalho pela conservação do ambiente e tutela da natureza. Através da "Sunshine Home" - na língua local Rumah Pelangi. - Ele promoveu programas de reflorestamento e recuperação, em particular no distrito de Kabu Raya, em West Kalimantan, semeando plantas alto porte e renovando a área com a iniciativa: "tudo verde!" Frei Sidin após anos de obscuro trabalho, recebeu a honraria no dia 04 de junho, das mãos do chefe de Estado Susilo Bambang Yudhoyono, no Palácio presidencial em Jakarta. No dia 05 de junho festejou-se em todo o planeta, com várias iniciativas e modos, a Jornada Mundial do Ambiente.
Também na Indonésia, país em via de desenvolvimento e centrado no progresso econômico, começam a emergir a sensibilidade pelo tema "verde" e pela ecologia. Entre tantas, há o subsídio anual do Kalpataru Award, o reconhecimento de maior prestígio pois é "apoiado" pelo governo e instituições, para homenagear os verdadeiros "heróis" na luta para salvaguardar a natureza. Dentro da Sunshine Home, em Kubu Raya, frei Sidin criou também um "Centro de oração" usado pelos católicos da zona, no dia de repouso. O nome do espaço foi inspirado em Noé e no seu interior são promovidas iniciativas de tutela do patrimônio ambiental, exercitando ao mesmo tempo a fé cristã e a espiritualidade particular da ordem Franciscana. Entre as muitas iniciativas promovidas por frei Sidin no tema ambiente, está o projeto de reflorestamento de uma área de mais de 90 ha. iniciado em 2000, nas montanhas de Benuah, em especial no Monte Tunggal. A zona fora devastada por um incêndio doloso, explica o religioso, foi aí que ele criou a iniciativa: "tudo verde!" para reflorestar o local. Na zona frei Sidin também plantou árvores locais muito raras e em risco de extinção, preparando ao mesmo tempo um espaço para dar o que comer aos pássaros.
fonte: BICI

A transbordante alegria de Francisco de Assis

 
Escrito por Frei João Mannes, OFM Os antigos biógrafos e hagiógrafos de São Francisco de Assis atestam que a sua vida caracterizava-se por uma manifestação de intensa alegria. Segundo Tomás de Celano, a “costumeira alegria” (1Cel 2,5) de Francisco era tão intensa que, para extravasá-la, “de vez em quando, colhia do chão um pedaço de pau [...]

4 de jul. de 2012

O viver das irmãs em São Damião

Aproximar-se  das comemorações dos oitocentos anos do carisma clariano. E no intuito de nos colocar no espírito das comemorações clarianas frei Almir Guimarães  transcreve umas poucas páginas do livro “O Poverello. São Francisco de Assis ” de Fernando Felix Lopes,escritor  português. Este autor segundo frei Almir escreveu uma das mais encantadoras biografias de São Francisco.  (O Poverello. São Francisco de Assis  (Ed. Franciscana, Braga,  5ª. ed, 1996)).  
O autor relata a vida das irmãs em São Damião e dos últimos dias daquela que se definia como  “plantinha”  do Seráfico Pai. segundo frei Almir:"Os leitores não encontrarão novidade alguma, mas poderão saborear o jeito  charmoso português de dizer as coisas mais simples da vida".
A celebrados dos 800 anos será celebrado de  modo particular da cidade de Canindé (CE),  nos dias 9  a 11 de agosto de 2012. 
leia mais:

A maravilhosa sinfonia da quietude

Uma escritora deixa o agito da grande cidade para abraçar seu grande amor: o silêncio.
Por Marília de Camargo César*
Sara Maitland deixou tudo para unir-se a seu grande amor - o silêncio -, mudando-se de Londres para uma cabana numa planície remota da Escócia e com quilômetros de vistas para o nada. A autora inglesa, que vive em Galloway, passou antes por longos períodos de introspecção e solitude a fim de pesquisar e escrever "The Book of Silence" (Granta Books), isolando-se em diferentes regiões do mundo, dos vales verdes no interior da Inglaterra às tempestuosas colinas escocesas ou o deserto do Sinai.
A jornada culminou num profundo relato sobre a história cultural do silêncio, no qual trata, com delicadeza e paixão, das dimensões religiosa, mística, artística e psicanalítica do assunto. É um livro delicioso para quem deseja conhecer o que a literatura, a poesia e a ciência registram sobre o poder da quietude.

Casada por 20 anos com um pastor anglicano, de quem se divorciou nos anos 1990, a católica praticante, socialista e feminista Sara faz no livro relato autobiográfico para explicar como surgiu o fascínio pelo silêncio. Criada numa ruidosa família de seis irmãos, na qual todos falavam alto e ao mesmo tempo e o recolhimento individual simplesmente não era permitido, ela conta como se tornou escritora e foi atraída pela alegria da liberdade e da solidão quando seu casamento já estava desmoronando, no fim dos anos 80.


"Em nossa cultura obcecada pelo barulho é muito fácil esquecer quantas das maiores forças das quais dependemos são silenciosas - gravidade, eletricidade, luz, marés, o não visto e não ouvido girar do cosmos. A terra gira, e gira rapidamente. Gira ao redor de seu eixo a cerca de 1.700 quilômetros por hora (no Equador); ela orbita ao redor do Sol a 107.218 quilômetros por hora. E todo o sistema solar gira através da galáxia a velocidades que eu mal ouso pensar. A atmosfera da terra também gira com eles, e é por isso que não sentimos o girar. Tudo acontece silenciosamente", escreve Sara.


Ela não respondeu aos pedidos de entrevista do Valor. Seu assessor na Granta gentilmente disse que tentaria outra vez contatar a escritora, mas possivelmente não haveria resposta, já que ela permanecia "desconectada, em seu lugar de isolamento". Mas em seu site (www.saramaitland.com), o leitor é informado de que no lugar onde mora com seu border terrier Zoe, tendo por vizinho só um bando de corujas, ela "escreve, ora e é feliz". Um conflito grave, contudo, tem tirado a sua paz: a notícia de que uma usina de energia eólica deve ser instalada nas proximidades, para tirar proveito da força dos ventos uivantes, uma das poucas sinfonias que fazem parte da intimidade de Sara.
 *A reortagem de Marília de Camargo César foi publicada pelo jornal Valor.
fonte: revista eletronica dom total

3 de jul. de 2012

Los jóvenes religiosos y las redes sociales

El primer dato que emerge al hablar de internet y, en particular, de las redes sociales, es el cambio radical que se ha efectuado en la vida y en el modo de hacer, de pensar y de actuar de las personas. Basta mirar alrededor para notar que en poquísimos decenios ha cambiado la sociedad tan rápidamente que no nos hemos dado cuenta de ello. Hoy es normal que, como en todas las casas, también en las parroquias y en las comunidades religiosas haya un ordenador conectado a internet, para mandar y recibir informaciones mediante e-mail o para mantener contactos en Facebook, Messenger, MySpace, Twitter, todos ellos instrumentos que han modificado notablemente la vida cotidiana y las relaciones. Esta revolución ha sido posible gracias a la aparición del web 2.0, entendido como medio que se caracteriza por la participación de los usuarios.
Cuando se habla de redes sociales se hace referencia al conjunto de personas con las que se está en contacto mediante una relación social que va de los lazos familiares a la simple amistad. En cambio, la diferente tipología de relación distingue los diversos grupos sociales presentes en la red. No hay nada imposible en este espacio virtual, donde cada uno tiene la posibilidad de descubrir su dimensión personal y de expresarse con una multiplicidad de códigos. Los social networks nacen de una necesidad fundamental de la persona.
No solamente las relaciones sociales, sino también el diálogo sobre las diferentes credos y entre los diferentes credos corre en internet. Precisamente la aparición del web ha llevado a la Iglesia a replantearse la misión que Cristo le ha confiado de anunciar el Evangelio hasta los confines del mundo. En efecto, el web está ampliando constantemente las formas en que las Iglesias y los institutos religiosos proponen el mensaje evangélico, con ideas comunicativas cada vez más estimulantes: blog religiosos, portales de news, espacios de reflexión personal o de discusión sobre temas espirituales, por no hablar de las numerosas presencias de religiosos y religiosas en social networks como Facebook. Sin duda da gusto encontrarse también los monasterios de clausura en Facebook, dando la posibilidad a quien lo desee, de entrar en contacto y dialogar con un mundo considerado misterioso.
¿Qué nuevas oportunidades se presentan para la formación?
La identidad real de una persona tiene como característica principal la de ser “polifacética”, porque está compuesta por numerosas dimensiones. “la identidad legal. La propia personalidad, las amistades, el propio credo y los propios valores. No siempre es posible apreciar todos estos aspectos en una relación interpersonal real. Para comprender la profundidad de una persona es necesario excavar, hablar, observar sus comportamientos. Además, la persona adopta comportamientos diferentes en contextos diversos. La identidad digital funciona así: quien decide aceptar la amistad de una persona en un social network es consciente de tener que revelar al otro todas las informaciones incluídas en su propio perfil, y viceversa. Con un solo click puedo conocer, aunque sea parcialmente, muchas de las características de mi interlocutor. Con la posibilidad de notar muchos particulares que no se hubieran manifestado en un encuentro cara a cara. Esta es una de las principales características de las redes sociales.
Otro factor para el desarrollo de la personalidad es la posibilidad de ensanchar los horizontes del conocimiento. Basta pensar en todo el material informativo y didáctico que se encuentra en la red. Las tradicionales instituciones encargadas de la producción de conocimientos se han visto flanqueadas por estos nuevos medios que permiten navegar entre muchísimas informaciones. Además, a diferencia de lo que sucedía en el pasado, la red acorta las distancias, y hace que las personas participen a acontecimientos interesantes y grandiosos que suceden en lugares lejanos. La formación de los jóvenes religiosos puede servirse de las siguientes formas que ofrece una red social:
- la comunicación, que hace intercambiar opiniones sobre los problemas cotidianos en la comunidad y en la pastoral;
- el compartir, que hace trabajar en proyectos comunes, en los que los jóvenes religiosos, que viven en contextos lejanos pero que poseen una visión común y unitaria sobre la evangelización y sobre la vida de comunidad, pueden llevar a cabo algo;
- la cooperación, aspecto que es diferente de la colaboración, porque implica la división de tareas que, una vez realizadas, formarán un gran proyecto común;
Estas son las posibilidades que las redes sociales ofrecen y que hay que hacer fructificar. Pensemos a los formadores en red, con la voluntad de construir un camino de comunión, con la voluntad de compartir las prácticas formativas, con el deseo de participar en la vida de la Iglesia que junta los carismas.
¿Qué experiencias se están
llevando a cabo?
El social network se ha convertido ya en un mundo afirmado en nuestra sociedad y sigue perfeccionándose. Pretender quedar fuera de él, como jóvenes religiosos, significa renunciar a una gran oportunidad de diálogo con el mundo juvenil. En los primeros momentos del desarrollo del fenómeno, la Iglesia tuvo alguna dificultad para aceptar esta nueva realidad, pero hoy las cosas han cambiado. Los consagrados y, de manera particular, los jóvenes religiosos no pueden permanecer ajenos a este fenómeno, es una posibilidad más para comunicar el Evangelio en un mundo que cambia. Leyendo los signos de los tiempos sobre los que insiste la Iglesia para una nueva evangelización.
Los social networks ofrecen numerosas experiencias: piénsese al mundo de la didáctica y a las diversas iniciativas propuestas por los Ministerios de educación de las diferentes naciones de la Unión Europea. También en el campo religioso han nacido proyectos significativos, llevados adelante a través de grupos en Facebook, páginas internet, blogs personales y comunitarios, foros virtuales: hasta hace poco tiempo se pedía a los religiosos que entraran en los bares frecuentados por los jóvenes, para llegar a los alejados; hoy las mesas de los bares se han trasladado a la red.
Otras experiencias positivas son los contactos en red entre parroquias e institutos religiosos. Esto podría convertirse en la forma justa de llevar a cabo una pastoral vocacional común y no de competencia. Por ejemplo, la Conferencia Episcopal Italiana ha promovido una gran red para favorecer la comunicación entre las diversas realidades de la Iglesia italiana (www.chiesacattolica.it), donde se pueden encontrar espacios informativos para las diócesis, las parroquias, los institutos religiosos, las asociaciones y los movimientos católicos. ¿Cómo se ha movido la Iglesia española? ¿Qué iniciativas han tomado las Iglesias locales y los institutos o congregaciones? Hagamos una estadística de todo lo que se hace, y pongámoslo en conocimiento de todos. Se tiene la posibilidad de contactar a los jóvenes sin obstáculos de tiempo o de espacio, para poder dialogar y mantenerse en contacto incluso a distancia, pudiendo establecer nuevas formas de relación. También los mundos virtuales atraen por la posibilidad de realizar cosas que, en la realidad, no pueden vivirse. Ofrecen a los usuarios la posibilidad de relaciones afectivas sólidas, de nuevas amistades, de colaboración, de familiaridad que crea confianza y convicción de pertenencia respecto a ese mundo virtual. Por eso se podría pensar en una Spiritual Second Life, una manera de hacer comprender la verdadera esencia del cristianismo a los jóvenes, que frecuentemente tienen, por desgracia, una idea de religiosidad falseada, y, en consecuencia invitarles a participar con gozo, aunque de manera digital, en la vida de la Iglesia.
¿Qué sugerencias hay que tener presentes?
Como en todas las realidades, también las redes sociales tienen sus pros y sus contras. Entrar en este mundo implica un gran sentido de responsabilidad. Internet nace como un red que ofrece grandes recursos y oportunidades, pero puede transformarse en una tela de araña que aprisione y esclavice. El fenómeno afecta sobre todo a los jóvenes, pero de las estadísticas resulta que se está extendiendo también a los adultos, con un número de inscritos cada vez mayor. No es infrecuente encontrarse personas enfermas de Internet, esclavas de la chat, que descuidan el cumplimiento de los propios deberes. La primera sugerencia es un uso equilibrado del web. También para evitar una autoexclusión, típica de estos ambientes, de manera que se está tan sumergido en ello que se olvida uno de todo, hasta de comer y dormir.
La presencia de religiosos en la red podría evitar el peligro de una “pseudoreligiosidad” cada vez más frecuente. La posibilidad que se le ofrece a quien quiera de colgar material en la red, abre la puerta al peligro de encontrar contenidos religiosos que no son típicamente cristianos. Por ese motivo, y por otros muchos, hay que estar bien formados, también desde el punto de vista teológico-espiritual, para no engañar o despistar a los usuarios.
fonte: www.vidareligiosa.es

29 de jun. de 2012

Construa Sua Cela



Acompanho as notícias do trabalho da missão Portas Abertas desde meus tempos de adolescente (e olha que já faz tempo!). Recentemente, recebi um e-mail com o seguinte texto:
"Wang Mingdao foi o pastor e evangelista mais famoso da China. Ele ficou 23 anos na cadeia por crer em Deus. Durante uma entrevista, um jornalista da Portas Abertas lhe fez a seguinte pergunta:
- Nunca serei posto numa cadeia como o senhor. Como a sua fé pode impactar a minha?
Depois de refletir um pouco sobre o assunto, Mingdao respondeu:
- Quando me prenderam, fiquei arrasado. Eu desejava realizar cruzadas evangelísticas pela China; queria estudar minha Bíblia e escrever mais sermões. Mas, em vez de servir a Deus dessas formas, vi-me sentado sozinho numa cela escura. Não podia usar o tempo para escrever livros - não tinha papel e caneta. Não podia estudar a Bíblia e preparar sermões; tiraram a minha Bíblia de mim. Eu não tinha uma pessoa sequer a quem testemunhar, porque o carcereiro apenas empurrava minhas refeições pela porta da cela. Tudo o que me dava sentido como obreiro cristão fora tirado de mim. Eu não tinha nada a fazer. Nada, exceto conhecer Deus. E durante vinte anos aquele foi o melhor relacionamento que tive. Fui jogado numa cela, mas você terá de jogar-se numa. Você mesmo precisa construir uma cela para poder fazer por si próprio o que a perseguição fez por mim: simplificar sua vida e conhecer Deus."
Extraído do livro A fé que persevera.
Conheça mais sobre a missão Portas Abertas:
http://http://www.portasabertas.org.br

Vinicios Torres
Deixe o seu comentário no site: http://www.ichtus.com.br/dev/2012/06/28/construa-sua-cela/

28 de jun. de 2012

TRAIÇÃO VIRTUAL

  Júlio Lázaro Torma membro da PO Pelotas RS 
Estamos vivendo atualmente na " era da pós modernidade" e da " era virtual",onde tem se cada vez mais difundido as relações virtuais,através de salas de bate papo e de comunidades virtuais como Orkut,MSN,Twitter,Faceboock...
  Ao mesmo tempo tem se difundido em nosso meio a cultura do individualismo,onde moro num edifício e não tenho relação nenhuma com o meu vizinho do lado esquerdo,direito ou da frente.
  As vezes eu bato no elevador,escada e porta do prédio,dou um oi ou nada.Não sei o seu nome,sentimentos,se esta doente ou não.No maior dos casos nada de sua vida.
  Me sento em frente do computador,a janela virtual e fico conversando,nas salas de bate papo,tenho amigos, em qualquer parte do mundo,sei do que aquela pessoa que nunca vi,sente,pensa e até suas perversidades e manias.
  Ao mesmo tempo em que vivemos na " era da solidão",encontramos também,os relacionamentos virtuais,onde alguns podem dar certos ou alguma furada.
 Como enquanto a esposa está na cozinha,fazendo o jantar ou arrumando a casa,o marido fica teclando e conversando com a namorada que mora na Inglaterra.Ou quando o marido dorme,a esposa fica namorando o namorado chinês,português,espanhol,japonês,italiano,angolano ou o vizinho do lado.
  As vezes pode acontecer como aquele pai que ficou três meses namorando via on line e marca o encontro com a gatinha num badalado restaurante da cidade e ao chegar empolgado,para o primeiro encontro se depará com a própria filha.
  Ou o empresário que encerrado no seu escritório,fica o expediente inteiro namorando e depois não sabe o que está acontecendo dentro da própria empresa e acaba colocando a culpa da sua distração e irresponsabilidade nos seus funcionários.
  Pode as vezes no chamado namoro virtual o cara acreditar que está namorando uma mulher,uma top model e namorar um homem e a mulher o homem de seus sonhos e lavar gato por lebre.
  As chamadas traições virtuais,além de serem casos novos e inéditos,tem sido um dos grandes desafios no campo do direito,bem como da teologia moral.
  Na questão da chamada traição virtual,segundo o direito,se o marido ou a esposa desconfiar que o conjugue está traindo virtualmente.Ele ou ela podem usar o próprio PC como prova da traição e infedelidade conjugal,que poderá gerar o divórcio e a perda de direitos por parte do conjugue traidor.
  Na Teologia Moral,a relação só pode se considerada como pecado e adultério se houver toque e a relação corpo a corpo.Mas alguns teólogos consideram como pecado e adultério as relações virtuais,tendo como fundamento:" Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher,já adulterou com ela em seu coração"( Mt 5,28).
  Podemos dizer que a era virtual,da informática além de fazer que os distantes se aproximam,numa grande globalização.Ela também nos trouxe algumas realidades novas e novos desafios,como é o caso das traições virtuais,algo imagináveis alguns tempos idos.
  Como as tão freqüentes relações e traições virtuais,que podem destruir familias e acabar com as reputações das pessoas,pois não sabemos com quem estamos conversando do outro lado da tela do computador.