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2 de dez. de 2014

Gerando uma cultura do agradecimento

Fonte:  domtotal.com
Quantas vezes já não tivemos essa sensação de que 'eu não mereço tudo isso que estou recebendo'.
É esse o maior dom que recebemos de Deus, seu amor incondicional.
Por João Antônio Johas Leão

Toda última quinta-feira do mês de novembro, celebramos aqui no Brasil o Dia Nacional de Ação de Graças. Esse dia é inspirado no Thanksgiving celebrado nos Estados Unidos também na mesma data. É um feriado no qual as pessoas são convidadas a agradecer a Deus pelas boas colheitas do ano. Começou a ser celebrado oficialmente no século XVII, quando depois de algumas más colheitas, os norte-americanos conseguiram finalmente uma boa safra.

Mas hoje em dia, o que temos para agradecer? Muitos já não dependem diretamente da boa ou má safra para sobreviver. Será que ainda é valido separar um dia para agradecer?

A resposta, sobretudo para nós, católicos, deve ser um contundente "Sim!" Se olharmos para a Palavra de Deus veremos como o Apóstolo nos lembra que tudo é dom de Deus. Na primeira carta aos Coríntios, no capítulo 4, versículo 7, lemos: "Que possuis que não tenhas recebido?"

A vida, a família, os amigos, os estudos, todos os bens materiais. Tudo isso é fruto da misericórdia infinita de Deus para conosco. Misericórdia que supõe a nossa cooperação, que não invalida todos os nossos esforços, pelo contrário, os leva em consideração e os recompensa de maneira incrivelmente generosa. Quantas vezes já não tivemos essa sensação de que “eu não mereço tudo isso que estou recebendo.”

Se hoje você já não se preocupa tanto com as safras (sem esquecer as muitas pessoas que ainda hoje trabalham diretamente com a lavoura e que são fundamentais na nossa sociedade) ainda possui muito por agradecer. Esse dia de Ação de Graças é uma oportunidade para nós sermos como aquele leproso do Evangelho que volta a Jesus para agradecer a cura que tinha recebido, enquanto seus amigos leprosos continuam o seu caminho sem voltar.

De fato, essa passagem do Evangelho ilumina muito a nossa realidade, muitas vezes pouco agradecida. Hoje nos experimentamos cada vez mais autossuficientes, sem a necessidade de ajuda. Sem a necessidade de Deus. E isso colabora para a geração de uma cultura egoísta, fechada em si mesmo. Se somos como o leproso que retorna, contribuiremos para uma cultura de abertura, de solidariedade, de generosidade. Uma cultura que não se esquece dos dons que recebeu e que não se esquece também de Quem os recebeu. Por fim, construiremos uma cultura agradecida.

Mas se todos os bens citados acima um dia vão passar, também recebemos alguns bens que são eternos e por tanto mais dignos ainda de serem lembrados nesse dia de ação de graças.

Nós recebemos a Vida Nova no Batismo, que é um dom de Deus impagável, porque somos feitos filhos no Filho. As portas do Céu se abriram para nós e desde já podemos degustar essa vida eternamente feliz que somos chamados a viver junto a Deus. Também pelo batismo recebemos o dom da Fé, pelo qual assentimos de coração a esse Deus que se revela como Amor, como Pai.

Recebemos o Espírito Santo, que é o mesmo Deus, e que habita em cada um de nós, especialmente os que já foram confirmados na fé com a unção do Santo Crisma. Somos templo desse Espírito e Ele nos auxilia cotidianamente a caminhar pelos caminhos de Deus.

E esses dons não vão ser nunca tirados de nós. Pois como diz o apóstolo: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a fome, a nudez, os perigos, a espada? ... Mas em tudo isso somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou.”

Nada pode me separar de Deus. É esse o maior dom que recebemos de Deus, seu amor incondicional. Se hoje podemos lembrar um pouco melhor desse e de todos os outros dons, teremos aproveitado bem a oportunidade que nos foi brindada por celebrar esse dia.
A12, 27-11-2014.

25 de out. de 2014

O Maior dos Mandamentos

                                             Júlio Lázaro Torma*
                              " Mestre, qual é o maior mandamento da Lei ?"
                                                                            ( Mt 22,36)
    Após o embate de Jesus com os fariseus e herodianos sobre a " moeda de César" ( Mt 22, 15-21) e ter silenciado o partido dos saduceus, que eram ligado ao poder financeiro ( chefes do Sinédrio), aliado dos romanos, sobre o tema da ressurreição ( Mt 22,23-33).
    No tempo de jesus as pessoas eram obrigadas a cumprir 613 mandamentos, 248 prescrições e 365 proibições. As pessoas humildes não conseguiam cumprir e eram chamadas de" menos informados", " ignorantes", de " quem não está com nada" e " povinho, que não conhece a Lei é maldito" ( Jo 7,49) e que não entrariam no Reino dos céus.
    Os fariseus levam o debate deles para pegar Jesus sobre o amor a Deus e amor ao próximo o que seriá mais importante?
      Ele responde á um Amor, mas tem dois destinatários Deus e o próximo. Não é um sem o outro, os dois juntos...o que dizer?
      " A Palavra de Deus faz sentido: Amarás o Senhor teu Deus...Amarás teu próximo. O segundo mandamento é como o primeiro, mas não há um único amor.Há uma única fonte, mas dois rios diferentes", como escreve o teólogo francês Patrick Jacquemont.
        Ao amar o nosso próximo estamos manifestando a nossa filiação divina " Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo o que ama é nascido de Deus", pois " Deus é Amor" ( I Jo 4,7-8).
      E como Deus nos ama, nós devemos amar nos mutuamente, e isso traz algumas exigências preferenciais como  defender aqueles que são vítimas da exclusão social ( Ex 22,20-26) e como  fala Jesus acolher" aqueles que tem fome, sede, são migrantes, estão nus, enfermos e presos" ( Mt 25,31-45).
    Isso exige o amor a DEUS, como podemos falar que amo a Deus? e desprezo o meu próximo que esta ao meu lado, que tem os seus direitos básicos negados.
     Um cristão, deve ser " movido por grandes sentimentos de amor", como fala Ernesto Che Guevara, isso faz com que saímos de nós mesmos e do nosso comodismo, individualismo. Vivemos numa sociedade a onde devo me importa com o " eu", com o cada um por si e deus por todos; o que importa é eu me dar bem. Não importa o outro, os seus sentimentos, problemas e angústias.
     Onde vale é a livre concorrência o mundo é dos espertos, dos bons.
      A nossa sociedade se concentrou no " eu", onde importa sou eu, a fé e a religião é aquela que me agrada, eu faço o meu mandamento e não aceito exigências.
       E se critica aqueles que defendem e fazem algo para os pobres e querem a sua dignidade como filhos e filhas de Deus. Amar a Deus que não vejo é amar o próximo que vejo que esta ao meu lado, bem como aquele que não conheço, que nunca vi, pois só assim estou de fato e concretamente amando a DEUS,pois essa é a exigência do Evangelho e do seguimento de Jesus, só assim somos discípulos de fato.
     O escritor francês Eric Julien nos traz está reflexão:
     " Por que é tão difícil amar a Deus? Porque significa amar o próximo. E por que é tão difícil amar o próximo? Porque devemos amá-lo como a si mesmo, e que muitos sabem o amor pelo seu valor justo.E como amamos a nós mesmos? Tentamos olhar como Cristo está assistindo. Com o maior respeito, ternura e ... paciência"
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   * Membro do Colegiado Nacional da Pastoral Operária

7 de abr. de 2014

El centro de la vida religiosa

La vida con centro
Hay un religioso de edad que se toma muy en serio colaborar con nuestra revista. Tiene la jornada bien ocupada. Dedica buenas horas a echar una mano en la misión con sus hermanos más jóvenes y además encuentra tiempo para orar por la misión y el mundo que, como bien dice, “tanto ama Dios”. Tiene este hermano una vida serena, equilibrada y feliz. Está ocupado en las necesidades de los demás porque sufre cuando percibe privaciones, carencias e injusticias… leia mais:

5 de abr. de 2014

Irmãos do Livre Espírito

De onde vem a expressão "Livre Espírito"? Encontram-se também "Novo Espírito", "Espírito de Liberdade", "Liberdade pelo Espírito", utilizadas para denominar a mesma coisa. A expressão provém das invenções da Igreja, habituada a nomear o que lhe escapa para melhor o circunscrever e combater. O Manual dos Inquisidores de Eymerich estabelece então listas em que aparecem pneumatômacos, para quem Pai e Filhos são Deus, mas não o Espírito Santo; papianistas, que acreditam que mil anos após sua morte Cristo irá reinstaurar o reino dos judeus com os eleitos; pepuzistas, que consagram leite e não vinho durante a missa, ao contrário dos hidroparastatas, apreciadores da água para os cálices; messalinianos - ou euquitas, ou entusiastas -, que passam toda a vida rezando, sem nenhuma outra atividade; audianos, leia mais:

23 de mar. de 2014

" Maldito o homem que confia no homem"

                                 Júlio Lázaro Torma*
   Tem se visto muitas pessoas bajulando políticos e decepcionadas com os políticos.No caso sejam radicais na defesa daqueles que tanto defendem, fazendo-os se tornarem verdadeiros deuses ou semi deuses.
   Na qual ao converterem os políticos, seus líderes em seres supremos que estão acima do bem e do mal,num verdadeiro culto a personalidade.
   Que chega a retomar as práticas dos regiemes totalitários como os da Itália e Alemanha nos anos de 1920-1945, onde não se podia criticar o líder e o guia que sabia conduzir o povo e das suas necessidades,em que o povo não precisa se preocupar.
   Tais atitudes de confiar em políticos, nos falsos líderes, foi criticado pelo profeta Jeremias nos anos de 627-580 a.C,quando no reinado de Joaquim ( 609-597 a.C), ( II Rs 23;36-24,16; II Cr 36,5-16), o reino do sul foi destruído pelo império da Babilônia,pelas poderosas tropas do Rei Nabucodonosor, que fez a primeira destruição de Jerusalém ( 598 a.C), onde foi a elite do país.O profeta faz uma crítica profunda ao olhar cego do povo aos políticos, as autoridades que levaram o povo a ruína e a sua própria destruição como povo e nação livre. Ao afirmar " Maldito seja o homem que confia no homem" ( Jr 17,5).
   Tal cegueira ideológica que encontramos em tais pessoas, na qual não aceitam escutar, ler as criticas aos seus ídolos.Qualquer crítica acaba-se convertendo em algo pessoal em ofensas a sua própria pessoa.Na qual muitas vezes esta defesa cega do führer, lhes fazem praticar atos intolerantes contra aqueles na qual consideram como seus inimigos e de forma equivocada usam todos os meios lícitos e ilícitos para denegrir a imagem do adversário.
   Tais pessoas correm com o seu fanatismo cego e doentio, em busca de poder e cargo e para conquistar o que tanto almejam e a onde os " fins justificam os meios",para conseguir uma boquinha ou algum cargo, daquele político de plantão na qual entregaram a sua vida.Muitas vezes sem ter uma ideologia, ideal, mas sim o desejo pelo poder e o amor pelo poder que os move.
   Quando não conseguem conquistar tal ato se tornam como cães raivosos contra aqueles que se dedicaram em uma obediência cega e fazem de tudo para destruir aqueles que um dia foram os seus führer.
     Na qual no pior momento de suas vidas, quando a obediência cega os fez cair em desgraças.São deixados no abandono, para não prejudicar a boa imagem do Führer.
    Jeremias ao criticar o povo de seu tempo,por confiar cegamente no Rei Joaquim e nos políticos quer dizer ao povo, que não deve confiar cegamente nos líderes que só pensam em si próprio e no seu bem estar, mas que busca se libertar.
   O povo deve ele mesmo buscar saídas para os problemas que o aflige e não ficar confiando cegamente em falsos líderes que não aceitam ouvir criticas e nem os apelos que saem das ruas, mas prefere ficar encerrados em seus gabinetes.
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   * Membro do Colégiado Nacional da Pastoral Operária

7 de mar. de 2014

Grande en lo pequeño

Escrito por José Moreno.

“Dios o el dinero…”

Hoy he tenido que ir a bancos y manejar cuestiones de dinero. En la fila, frente a la ventanilla, me precedía un padre joven –vestido muy sencillo- que durante todo el tiempo ha tenido a su pequeño hijo en cabrito, sobre sus hombros; el niño se sentía sin duda el más grande y seguro de todos los que estábamos allí. En ese momento me surgía una oración sencilla: “Padre, te revelas para mí en cada detalle…hoy en la fila ante la ventanilla del banco, te haces grande en el más pequeño y padre en el más sencillo. Y yo me siento más seducido por ti que por el dinero”. Recordaba el evangelio del próximo Domingo y lo unía al tema del decrecimiento con el que estamos trabajando con los universitarios, y del que da cuenta un monográfico de “Imágenes de la Fe” (PPC) que se publicó en Diciembre pasado.........leia mais:

1 de fev. de 2014

Uma flor para todos os inocentes mortos pela nossa "mediocridade cristã"

Papa Francisco: quando falta a presença de Deus, perdemos o sentido do pecado e achamos que mesmo um ato grave se torna apenas um problema a ser resolvido.

Fonte: Zenit.org 

Salvatore Cernuzio |

"O maior pecado de hoje é que as pessoas perderam o sentido do pecado". Por trás do jogo de palavras que o papa Francisco retomou de Pio XII, esconde-se uma grande verdade: quando falta a presença de Deus e do seu Reino, até mesmo os pecados graves, como o adultério e o homicídio, se reduzem a "um problema a ser resolvido". 

Este foi o cerne da homilia do papa na missa de hoje, celebrada na Casa Santa Marta. Ele começou falando novamente sobre o rei Davi e focando em particular na primeira leitura de hoje, que fala da forte paixão do rei por Betsabá, esposa de Urias, um dos seus generais. A paixão leva Davi a mandar o general para as linhas de frente de batalha, a fim de lhe causar a morte e assim obter a sua mulher livremente.
O rei, na verdade, perpetra o assassinato de um homem inocente, cometendo um pecado mortal adicional ao de adultério. No entanto, observa o papa Francisco, nem uma coisa nem a outra o afeta muito: "Davi está diante de um grande pecado, mas não sente que pecou", "não lhe ocorre pedir perdão. O que lhe vem à mente é: como é que eu posso resolver isso?".
O problema, disse o papa, não é tanto o fato de que o rei tinha pecado: "Para todos nós pode acontecer isso. Todos somos pecadores e somos tentados, e a tentação é o nosso pão de cada dia". Aliás, “se algum de nós dissesse: ‘mas eu nunca tive tentações’, significa ou que é um querubim ou que é um pouco bobo, não acham?”. É normal, na vida, lutar e cair, porque "o diabo não fica quieto: ele quer a vitória".
O problema "mais grave" surge a partir da passagem do profeta Samuel: "não é a tentação e o pecado contra o nono mandamento, mas o modo de agir de Davi", que "não fala de pecado", mas de "um problema que precisa de solução. Isto é um sinal!”: um sinal de que, “quando o Reino de Deus não está presente, quando o Reino de Deus diminui, perde-se o sentido do pecado”.
Por esta razão, pedimos, no pai-nosso, “Venha a nós o vosso Reino”. Pedimos que Deus faça crescer o seu Reino, porque, quando perdemos o sentido do pecado, também perdemos o sentido do Reino de Deus. Em seu lugar, disse o papa, emerge uma "visão antropológica superpotente", para a qual "eu posso tudo"; e esse "poder do homem" é sobreposto à "glória de Deus". Deveríamos nos lembrar sempre de que "a salvação não virá da nossa esperteza, da nossa astúcia, da nossa inteligência", mas "da graça de Deus e da prática de todos os dias desta graça na vida cristã".
“Eu”, revelou o papa, “confesso que, quando vejo essas injustiças, essa soberba humana, quando vejo o perigo de que isso aconteça comigo mesmo, o risco de perder o sentido do pecado, me faz bem pensar nos muitos Urias da história, nos Urias que ainda hoje sofrem a nossa mediocridade cristã, quando perdemos o sentido do pecado...".
Eles "são os mártires dos nossos pecados não reconhecidos". Rezar nos fará bem, "para que o Senhor nos dê sempre a graça de não perder o sentido do pecado". E também nos faria bem "levar uma flor espiritual até o túmulo desses Urias contemporâneos, que pagam a conta do banquete daqueles cristãos que se sentem seguros".

27 de jan. de 2014

Vida Religiosa Consagrada; presença do Reino

Qual a finalidade da Vida Religiosa Consagrada, como presença do Reino? Antes de tudo, sabemos que o chamado é uma iniciativa de Deus a cada pessoa. Deus que chama a uma íntima comunhão com Ele, convidando-nos a conformar nossa vida à do Cristo sob a luz do Espírito Santo. Portanto, a finalidade principal da vida religiosa consagrada é a vivência da primeira consagração na aliança do sacramento do batismo, do qual todos os cristãos leigos também assumem igualmente. leia mais:

14 de nov. de 2013

Francisco e a Fé




Frei Venildo Trevizan, OFMCap
 Francisco de Assis um Francisco diferente. Teve seus momentos de incertezas, dúvidas e questionamentos: crer em Deus? Crer no seu amor? Crer em sua bondade? Em sua misericórdia?

Perguntas e mais perguntas. Questões e mais questões. Aliás, em qualquer mente humana existem momentos de clareza e momentos de dúvidas, momentos de euforia e momentos de apreensão.
São Francisco de Assis em sua juventude experimentou na carne esses momentos e esses sentimentos. Após um período de muita euforia, muita festa e muitas aventuras, entrou num  processo de profundas dúvidas e de intensos questionamentos: “Senhor, que queres que eu faça”?
E quando se prostra de joelhos diante do crucificado abre os braços como o próprio Cristo e grita: “Fala-me”! “Diga-me algo”! Foi então que, de acordo com a tradição, recebeu os mesmos sinais do crucificado. E sua vida se transformou. Aquilo que o questionava agora se tornou convicção e segurança em sua decisão de seguir o Cristo pobre e humilde.
Sua fé se tornou uma luz firme e forte. Nada mais a duvidar. E passa a cantar e a louvar o Criador por ter-lhe proporcionado um pouco do seu sofrimento e de suas dores. No silêncio e na humildade continua sua tarefa de acolher irmãos que estivessem em busca de santidade, de fraternidade e de perfeição.
A todos ele tinha algo a comunicar. Seu coração ardia de amor pelos pobres, pelos leprosos e pelos pecadores. Por onde passava irradiava alegria, esperança e muito amor a todas as criaturas, pois todas fazem parte da grande família de Deus.
Francisco, homem de fé, homem de esperança e homem de alegria. Ensinava a quem quer que fosse a acreditar em Deus como alguém atento às necessidades humanas. Solidário com os sofredores, luz para quem estivesse nas dúvidas e companheiro para quem se encontrasse em busca de um caminho seguro.
Essa fé está faltando em muitas pessoas. Pessoas que pensam e querem um Deus que resolva seus problemas, atenda seus pedidos e recompense suas obras realizadas em favor dos mais necessitados. Pessoas assim querem fazer da fé um recurso para conquistar o bom e o melhor para si. Querem retorno e recompensa.
A fé é algo mais profundo e mais comprometedor. É uma força que leva a pessoa a assumir sua tarefa na comunidade com todo o empenho e toda a dedicação. Sabe que a tarefa é sua. E deverá executá-la com o máximo de amor. Não esperar recompensa. Não querer negociar com Deus. Simplesmente realizá-la por ser tarefa sua.
Essa fé é uma atitude serena e, ao mesmo tempo, firme de quem tem consciência de suas
capacidades e de seus dons. E leva a surpreender o próprio Deus. Por ela será possível superar dificuldades, enfrentar desafios e transpor barreiras.
Nela não haverá lugar para o desânimo. Não faltarão coragem e empenho. Não faltarão amor e entusiasmo. A fé tudo supera e tudo vence. Com ela certamente celebraremos conquistas e vitórias para a glória de Deus.

 Fonte: Boletim FFB
capuchinhosbc.org.br