21 de mar. de 2011

João Paulo II, o Papa que falava ao povo.


Livro percorre vida “midiática” de Wojtyla
ROMA, segunda-feira, 21 de março de 2011 (ZENIT.org) - Figura amada inclusive pelos não-católicos, João Paulo II talvez seja o Pontífice mais "estudado", "analisado" e sobre quem foram escritos mais livros. O proposto por Sabina Caligiani, intitulado "João Paulo II, o Papa que falava ao povo" (Ed. Paulinas), é um deles.
Nascida em Perúgia em 1946, jornalista, também graduada em Direito e em Ciências Religiosas, Caligiani decidiu escrever estas páginas "porque não podemos nos esquecer de João Paulo II. (...) É como quando morre um ente querido, um familiar, e você quer que ele ainda esteja presente. Falando, lembrando suas palavras, suas ações, como se ainda estivesse conosco".
Escrito originalmente como tese universitária, o livro é dividido em duas partes: na primeira, são mostrados extrato de discursos do Pontífice polonês, os pontos cardeais da sua evangelização. Na segunda, mais específica e que, de fato, caracteriza o livro, descreve-se a relação entre João Paulo II e a comunicação.
Publicado em 2010, Caligiani retorna para falar sobre seu trabalho ao público de leitores, tendo em vista a próxima beatificação de Wojtyla, em maio. Acolhido em Roma pela ‘Livraria Internacional Papa Paulo VI', no centro do debate se coloca a figura de João Paulo II como um grande comunicador.
A autora, percorrendo o pontificado de Karol Wojtyla, destaca suas características, especialmente quando a atenção de João Paulo II incide sobre "a recuperação da pessoa como sujeito ativo de sua própria existência". Sublinha também que o fato de que a defesa da dignidade humana, inclusive através da mídia, tenha sido uma prerrogativa deste Papa, é algo histórico.
Porta-voz da cristandade através dos meios de comunicação, João Paulo II "é também quem enfrenta de forma radical as questões de fundo da informação e do jornalismo moderno. É uma mensagem forte, que se mantém intacta até hoje".
"Os comunicadores - disse o próprio Wojtyla - devem procurar a comunicação com o povo, devem aprender a conhecer as necessidades reais das pessoas, estar informados sobre suas lutas, devem ser capazes de apresentar todas as formas de comunicação com a sensibilidade que a dignidade do homem exige."
No início do pontificado, as visitas às paróquias romanas tornaram-se uma maratona desgastante para os que trabalhavam com ele, acostumados aos encontros sóbrios do Papa Montini. Com Wojtyla, era necessário correr, manter-se no seu ritmo. Um dia, no Vaticano, ele surpreendeu os presentes com uma frase: "O corpo, e somente ele, é capaz de tornar visível aquilo que é invisível: o espiritual e o divino". Este foi um ponto a seu favor.
"O fato de que a teologia abranja também o corpo não deve maravilhar ou surpreender quem está ciente do mistério e da realidade da encarnação: ‘Dado que a Palavra de Deus se fez carne - disse Wojtyla, na audiência geral de 2 de abril de 1980 -, o corpo entrou, digamos, pela porta da frente, na teologia, ou seja, na ciência que tem por objetivo a divindade'."
E, dirigindo-se aos jovens que se sentavam nas arquibancadas da ‘Arena di Verona', lembrou mais uma vez que o homem pode falar com seu corpo e, por isso, o corpo se torna linguagem. Uma comunicação cristológica a dele, "que lembra - diz Caligiani - a de Cristo com as parábolas".
Quando João Paulo II viajava de avião, "os jornalistas sentiam a mesma curiosidade dos apóstolos que seguiam Jesus, ouvindo as parábolas que o tornaram aceitável para as pessoas comuns, não cientes se serem a igreja primitiva, mas - conclui a autora - movidas pela curiosidade, pelo pressentimento do verdadeiro".
Pensando no breve papado de Albino Luciani, durante uma Missa concelebrada em sua memória, o então cardeal Wojtyla fez uma oração, que agora parece profética, dado o que logo depois aconteceria, com sua eleição para o trono pontifício: "Não podemos deixar de voltar a esse primeiro chamado, o dirigido a Simão, a quem nosso Senhor deu o nome de ‘Pedro'. Em especial o chamado definitivo, após a ressurreição, quando Cristo lhe perguntou três vezes: ‘Tu me amas?', e Pedro respondeu três vezes: ‘Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo'".
"Um coração humano deve estremecer, porque a pergunta é também um pedido. Deves amar! Deves amar mais do que outros." Um chamado de duplo significado: "É um convite a servir - concluiu Wojtyla -, é um convite a morrer".
E também com o último ato de sua vida terrena - a morte -, João Paulo II escreveu uma das páginas mais comoventes e acompanhadas pela mídia do mundo inteiro. Centenas de milhares de pessoas se emocionaram no dia do seu funeral, quando o evangelho, colocado sobre o seu caixão, na Praça de São Pedro, foi aberto pelo vento.
(Mariaelena Finessi)
Fonte:http://www.zenit.org/article-27546?l=portuguese
ZP11032110 - 21-03-2011

20 de fev. de 2011

Evangelizar é facilitar relação pessoal com Cristo. Papa recebe bispos filipinos em visita “ad limina”.


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - O segredo para a verdadeira realização humana é uma relação genuína e pessoal com Cristo, afirmou o Papa Bento XVI nesta sexta-feira, diante de um grupo de bispos filipinos.
O Papa saudou os bispos das Filipinas, por ocasião da sua visita "ad Limina Apostolorum", sublinhando a "relação profunda" dos católicos deste país com o Sucessor de Pedro, e pediu que esta comunhão "continue crescendo e florescendo", ajudando-os a enfrentar os "desafios desta época".
Estes, afirmou, não se referem apenas ao setor de desenvolvimento econômico, pois a cultura filipina "enfrenta muitos problemas sutis inerentes ao materialismo, ao secularismo e ao consumismo dos nossos tempos".
"Quando a liberdade e a autossuficiência se desprendem de sua dependência e realização em Deus - disse o Papa -, a pessoa humana cria para si mesma um falso destino e perde de vista a alegria eterna para a qual foi criada."
"O caminho de redescoberta do verdadeiro destino da humanidade só pode ser encontrado no restabelecimento da primazia de Deus nos corações e mentes de cada pessoa."
"Vossa grande tarefa de evangelização é, portanto, propor uma relação pessoal com Cristo como a chave para a realização plena", disse aos bispos.
Testemunho
Neste contexto, o Papa também destacou que "as novas iniciativas de evangelização só serão fecundas se, pela graça de Deus, seus propagadores forem pessoas que realmente acreditam e vivem a mensagem do Evangelho".
"Esta é certamente uma das razões pela qual as comunidades eclesiais tiveram um impacto positivo em todo o país", observou.
"Por serem formadas e lideradas por pessoas cuja motivação é a força de seu amor por Cristo, estas comunidades demonstraram ser instrumentos dignos de evangelização, já que trabalham em união com as paróquias locais."
A Igreja nas Filipinas, acrescentou, "tem a sorte de contar com um número de organizações leigas que continuam atraindo pessoas para o Senhor".
Para atender as exigências do nosso tempo, disse o Pontífice, "os leigos precisam ouvir a mensagem do Evangelho em sua plenitude, para compreender suas implicações em suas vidas pessoais e para a sociedade em geral e, portanto, estar constantemente convertidos ao Senhor".
Portanto, exortou os bispos presentes a "ter um cuidado especial na orientação desses grupos, para que a primazia de Deus continue na vanguarda".
Juventude e Vocações
Segundo Bento XVI, esta primazia é "particularmente importante" quando se trata de evangelizar os jovens.
Assim, expressou sua satisfação pelo fato de que, nas Filipinas, "a fé desempenha um papel importante na vida dos jovens", principalmente graças "ao trabalho paciente da Igreja local para chegar aos jovens em todos os níveis".
"Encorajo-vos a recordar aos jovens que o glamour deste mundo não vai satisfazer seu desejo natural de felicidade", disse ele aos presentes.
O cuidado pelos jovens, prosseguiu, deve envolver também o cuidado em "mostrar aos jovens a importância dos sacramentos como instrumentos da ajuda e graça de Deus".
Isso, sublinhou, principalmente em relação ao sacramento do matrimônio, "que santifica a vida do casal desde o início, de modo que a presença de Deus sustenta os casais jovens em seus problemas".
"O cuidado pastoral dos jovens, que tem como objetivo estabelecer a primazia de Deus em seus corações, se dá de maneira inerente, não só nas vocações ao matrimônio cristão, mas nos chamados vocacionais de todos os tipos", acrescentou,elogiando "o sucesso das iniciativas locais na promoção de numerosas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada".
Apesar destes progressos, "a necessidade de mais vocações de servos dedicados a Cristo, seja no próprio país ou no estrangeiro, continua sendo urgente". Os relatórios quinquenais mostram que, em muitas dioceses, o número de paróquias "não é suficiente para atender as necessidades espirituais da grande e crescente população católica".
"Junto a vós, rezo para que aqueles que sentem um chamado ao sacerdócio e à vida religiosa respondam generosamente aos impulsos do Espírito", afirmou.
Os bispos, concluiu, devem "dar a estas jovens vocações um plano de formação integral bem desenvolvido e implementado com cuidado, de modo que sua inclinação inicial a uma vida de serviço de Cristo e aos seus fiéis possa alcançar a plenitude espiritual e a maturidade humana."
Fonte: http://www.zenit.org/article-27299?l=portuguese

19/02/2011. Capuchinhos iniciam Ano Capitular na segunda-feira com a presença do Ministro Geral.

Estarão presentes cerca de 285 religiosos da Província e das vices-províncias do Mato Grosso, Rondônia, República Dominicana e do Haiti.

No encontro que vai até o dia 23 serão avaliados os 17 projetos da Província, que foram trabalhados nos últimos três anos, apresentar novas propostas e encaminhar a escolha do novo Provincial para o próximo triênio. O Capítulo Provincial, será realizado no final de agosto deste ano.


PROGRAMAÇÃO
Dia 21 – Segunda-feira
9: 30 hs – Aquecimento – Ensaio de cantos, boas-vindas,
10:00 hs – Celebração de abertura e instalação do encontro
11:00 hs – Relações fraternas – análise e situação atual (VER) - Frei Luiz Carlos Susin

13:30 hs – Retomada
14:00 hs – Relações fraternas: fundamentação no projeto de Deus e na experiência franciscana – Frei Aldir Crocoli

16:00 hs – Desafios da fraternidade capuchinha no mundo de hoje – Ministro Geral
18:30 hs – Celebração eucarística – Ministro Geral e Definidor Geral
19:30 hs – Jantar

Dia 22 – Terça-feira

8:00 hs – Oração
8: 20 hs – Breve retomada do dia anterior (Freis José Bernardi e Vanildo Zugno)
8:40 hs – Avaliação do processo, metodologia e consolidação do PEP – Equipe de Monitoramento... (Freis José Bernardi e Vanildo Zugno)
9:10 hs – Trabalho em grupos – Fazer um diagnóstico da Província:
Onde estávamos e onde estamos?

10:20 hs – Plenário
10:40 hs – Plenário – Comentários, pontualizações, explicações...

13:30 hs –Retomada
14:00 hs – Oração da tarde
14:20 hs – Grupos: Quais as prioridades para o próximo triênio?
15:40 hs – Intervalo
16 hs – Plenário, debates e definição das prioridades para o triênio 2011-2014
18:00 hs – Celebração eucarística e homenagem aos frades jubilandos 2011
19:00 hs –Jantar
Noite cultural

Dia 23 – Quarta-feira
7:00 hs – Café
8:00 hs – Oração
8:20 hs – Em grupos: A partir das prioridades, definir possíveis projetos (Não é elaboração do projeto, apenas o enunciado ou a abrangência do projeto)
9:00 hs - Eleição da equipe pré-capitular (Eleição Geral: votar em cinco frades – Os mais votados formarão a equipe pré-capitular)
Encaminhamentos e comunicações
10:00 hs - Intevalo
10:30 – Celebração de encerramento
12:00 hs – Almoço final
Fonte: www.capuchinhosrs.org.br

19 de fev. de 2011

Morto Salesiano em Manouba.





(ANS – Manouba) – O P. Marek Rybinski, jovem missionário polonês em Manouba, Tunísia, foi encontrado morto esta manhã na escola salesiana de Manouba. Incerto o motivo.
O P. Rybinski tinha sido visto pelos irmãos da sua comunidade ontem pelas 10 horas. O seu não comparecimento à oração da tarde nem à missa esta manhã alarmaram o P. Lawrence Essery, diretor da presença salesiana em Manouba. E não o encontrando em seu quarto, alertou a polícia local, que logo em chegando iniciou as buscas do P. Rybinski. Tragicamente foi o seu corpo encontrado numa saleta de depósito com a garganta cortada. Já é o segundo religioso achado morto neste recente período caracterizado por tumultos sociais.
Às 9.30 da manhã de ontem, o P. Rybinski mantivera contato telefônico com a Ir. Ewa Siuda, da Procuradoria Missionária de Varsóvia, pedindo o envio de um fax que atestasse a realizada transferência de uma quantia de dinheiro – transferência feita ainda no mês de dezembro – mas cuja entrega estava sendo dificultada pelo banco.
No dia 31 de janeiro, dia da festa de Dom Bosco, os salesianos de Manouba encontraram sob a porta da casa uma carta anônima que ameaçava os religiosos de morte caso não pagassem. Oficialmente a polícia não se expressou acerca do movente, que ainda continua incerto, entre furto e fundamentalismo religioso.
O P. Rybinski, de apenas 33 anos, originário da inspetoria salesiana de Varsóvia, Polônia, fora ordenado sacerdote no mês de maio de 2005. Em setembro de 2007 chegara a Manouba onde desempenhou o encargo de ecônomo da comunidade.
“Marek era extremamente eficiente e através dos seus contatos com a procuradoria missionária polonesa, onde havia trabalhado antes de ir à Tunísia, conseguiu financiar diversos projetos para o bem da escola” – declarou em nota a ANS o P. Essery. Pelo arcebispo de Túnis havia sido nomeado capelão da comunidade polonesa com a qual passava longo tempo preparando os jovens para a Crisma.
Esta tarde na catedral Dom Maroun Elias Nimeh Lahham, arcebispo de Túnis, presidirá uma Eucaristia de sufrágio pelo P. Rybinski. O Reitor-Mor dos Salesianos, P. Pascual Chávez Villanueva, apenas inteirado da notícia, manifestou toda a sua dor e consternação.
Publicado em 18/02/2011 fonte:
http://www.infoans.org/1.asp?sez=1&sotSez=&doc=6140&Lingua=5

16 de fev. de 2011

Sexto aniversário do assassinato de Irmã Dorothy Mae Stang, NDdN

Dom Erwin Krautler

Bispo do Xingu e Presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

"Sabemos que toda a criação geme" (Ro 8,22)

"Fogo eu vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!" (Lc 12,49)

Sexto aniversário do assassinato de Irmã Dorothy Mae Stang, NDdN

Irmãs e irmãos em Jesus Cristo,

querido povo de Deus de Anapu e da Transamazônica,

No dia 12 de fevereiro de 2005 o batismo na água e no Espírito Santo (cfr. At 1,5) de Irmã Dorothy Mae Stang e sua consagração a Deus como religiosa culminaram em seu batismo de fogo e de sangue. As fotos da irmã estendida na estrada nos mostram como o sangue que se esvaiu das perfurações mortíferas impregnou a terra do PDS "Esperança". Irmã Dorothy completou sua vida dedicada aos pobres e à Amazônia numa última e total doação. A vida lhe foi tirada pelos adversários dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS). Completou na sua carne "o que falta às tribulações de Cristo" (Col 1,24). Associou-se ao Sangue do Senhor, símbolo e realidade de seu amor levado até ao extremo.

"Fogo eu vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! Um batismo eu devo receber, e como estou ansioso até que isto se cumpra" (Lc 12,49-50).

Ao celebrarmos hoje o aniversário do assassinato, creio que não haja melhor referência bíblica para compreendermos a missão e o martírio de nossa Irmã. Os dois versículos do Evangelho de São Lucas nos remetem à VI Assembléia do Povo de Deus no Xingu realizada em novembro de 2009. Foi o lema daquele grande encontro que reuniu representantes de toda a Prelazia para elaborarmos as linhas e diretrizes que orientam nossa ação evangelizadora e pastoral até 2014. Irmã Dorothy, sempre participou de nossas assembléias. Assim a carta dirigida a todos os irmãos e irmãs que caminham conosco no Xingu não deixa de ser um reflexo de sua convicção: "Queremos ser uma Igreja engajada na construção do Reino de Deus, uma Igreja samaritana que abre seu coração aos que sofrem, mas também uma Igreja profética que denuncia com vigor as agressões e o desrespeito à dignidade e aos direitos humanos e se opõe a projetos e programas que destroem o lar que Deus criou para todos os povos."

A preocupação com a dignidade e os direitos humanos sempre norteou nosso engajamento em nome do Evangelho. Entendemos que a luta em favor da vida dos povos desta região nunca poderá ser separada da defesa da Amazônia como um todo: suas florestas, suas águas, sua maravilhosa biodiversidade, pois essa Amazônia é a garantia da sobrevivência física e cultural dos povos que nela habitam. Temos certeza de que o cuidado, o zelo com a dádiva divina da Criação faz parte do anúncio e do testemunho do Evangelho. Já em 1990 os bispos do Pará e Amapá deploraram "a sangria da Amazônia" que "já chega ao extremo e a criação de Deus geme no estertor da morte". Alertaram que os males que afligem a região podem redundar em um irremediável desastre ecológico com conseqüências que se tornam "catastróficas para todo o ecossistema e ultrapassam, sem dúvida, as fronteiras do Brasil e do Continente"(1).

Em setembro de 2007 os bispos de toda a Amazônia Brasileira se reuniram em Manaus e mais uma vez vieram a público com um documento que se baseia na primeira leitura desta celebração: "A criação espera ser libertada da escravidão da corrupção, em vista da liberdade que é a glória dos filhos e das filhas de Deus. Com efeito, sabemos que toda a criação geme até o presente" (Ro 8,21-22). Os pastores da Amazônia lamentam que "um suposto 'desenvolvimento para a Amazônia' têm gerado devastação das florestas, exploração dos seus recursos naturais, sem avaliar as consequências. É um processo de desenvolvimento que oprime a natureza e os seres humanos, pois está fundado sobre a perspectiva economicista, ligada ao lucro acima de tudo, sem responsabilidade social e ecológica. (...) A salvação da humanidade inclui a salvação do mundo criado. Isso significa pensar e agir por um desenvolvimento adequado e participativo de todos"(2).

Estamos hoje congregados aqui, não apenas para recordar a Irmã que barbaramente foi tirada de nosso convívio e agradecer-lhe a coragem com que sempre defendeu a Amazônia e seus povos. O principal motivo de estarmos celebrando o Sexto Aniversário de sua morte é pedir as graças de Deus para continuarmos firmes e corajosos na luta por um mundo em que reinam a justiça e a paz e se respeite o meio-ambiente. Queremos também avaliar o presente momento e nos perguntar como ficou o legado que Irmã Dorothy deixou para todos nós. Guardo comigo a última entrevista que ela concedeu a um jornalista em 2 de fevereiro de 2005, exatos 10 dias antes de ser assassinada. Dorothy confessou naquele último colóquio com a mídia: "O nosso povo anda muito angustiado (...). Os fazendeiros e os madeireiros estão com vários pistoleiros espalhados pelo PDS. Eles invadem os lotes, apontam armas e ameaçam matar o nosso povo (...) É um sofrimento muito grande. Eu acredito muito em Deus e sei que ele está comigo. Mas prefiro falar de vida e não de morte. O nosso povo tem um projeto de uma vida melhor com o PDS. Não tenho tempo de pensar em coisa ruim. Mas, se eles me matarem, eu gostaria de ser enterrada em Anapu, junto daquele povo humilde. O Pará é a minha terra."

Seis anos se passaram desde que Irmã Dorothy, através dos meios de comunicação dirigiu estas suas últimas palavras ao mundo. Pergunto-me hoje: O que realmente mudou? Qual é a realidade que as famílias assentadas no PDS estão vivendo? Uma coisa eu sei: elas continuam angustiadas. Mas o pior sofrimento é darmo-nos conta de que muitas pessoas que, quando Dorothy estava viva, apoiaram sua luta em favor dos pequenos, em favor do povo dos PDS, hoje não andam mais conosco. Pelo contrário, encontram-se do lado oposto. Para defender interesses particulares ou de um grupo tentam matar o sonho da Irmã Dorothy e não hesitam em trair os ideais pelos quais ela derramou o seu sangue.

"Sabemos que toda a criação geme"

"Fogo eu vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!"

Não é o fogo das queimadas!

É o fogo que faz arder o nosso coração para zelarmos pela dádiva divina da criação e, em nome de Deus, defendermos os direitos e a dignidade dos povos da Amazônia. Amém.

Anapu, 12 de fevereiro de 2011

Erwin Kräutler

Bispo do Xingu

Notas:

(1) Encontro dos bispos da Amazônia, Icoaraci 1990, Documento "Em defesa da Vida na Amazônia".

(2) Manaus 2007, "Discípulos Missionários na Amazônia", 28-29.

10 de fev. de 2011

Educação Sexual.

Falar em educação sexual nos dia de hoje se faz necessário e urgente. Fátima Rebollo alerta que os problemas da sociedade é a falta de educação. Portanto, não podemos negar que a civilização está vivenciando uma situação de crise que se manifesta em várias frentes; vivemos uma época de crise dos valores morais e éticos, uma crise econômica e política, e várias outras.

Assim sendo, o tema da educação é fundamental no desenvolvimento da humanidade, por conseguinte para o homem realizar-se por completo.. A educação tem o fim de ajudar à pessoa em seu processo de crescimento, lhe ajudando a descobrir suas potencialidades e conhecer seu entorno, de tal modo que ao estar educado possa tomar decisões e possa determinar sua própria vida com a máxima autonomia que seja capaz.
O desenvolvimento das características específicas do homem: a inteligência, a vontade, a afetividade dão bons resultados para o homem, o ponto é a seriedade que tomem os educadores sobre seu papel e a grande influencia que podem dar a seus alunos. Disse VANIER, J.:
"Educar na vida afetiva e sexual consiste, ante todo, em ajudar a alguém a ter em consideração ao outro, a ensina-lhe escutar, amar, ter compaixão e ternura; em definitiva, a virar responsável. A verdadeira educação sexual consiste em acordar ao coração; em ajudar a uma pessoa a caminhar para a maturidade afetiva"
A educação sexual deve ajudar por meio de seus conteúdos, a metodologia e atividades a que a pessoa desenvolva suas potencialidades, conhecendo e madurando os conhecimentos e habilidades que lhe permitam orientar o melhor possível suas decisões nesta matéria e que reforcem as atitudes necessárias para viver uma sexualidade sã, positiva, evolutiva e prevenir os problemas que pode ocasionar a falta de formação.
Adverte-nos Miguel Ángel Cárceles que a sexualidade não pode se reduzir a um fenômeno puramente biológico, à experiência genital, à união carnal homem-mulher. A sexualidade atinge categoria humana quando se vincula ao mistério do amor, essencial na existência do homem. “O homem e a mulher são criados em idêntica dignidade, a ‘Imagem de Deus’. Em Ser homem em ser mulher refletem a sabedoria e a bondade do Criador” (Catecismo da Igreja católica numero 369).
Por este motivo, a educação sexual deve estar incluída no marco da educação da afetividade, isto é, na educação dos sentimentos e tendências humanas, entre as quais o amor tem um caráter primordial.
Sendo o homem e a mulher criaturas de Deus, que é amor e vive em uma comunidade de amor assim ao criar o homem à sua imagem e semelhança, deu-lhe uma vocação semelhante à sua: uma vocação ao amor. Este amor é sempre dom de si mesmo.
O ponto é que se faça de uma forma integra e não ficar no plano informativo, pois hoje em dia mais que nunca se da informação, embora ficasse trancada o podemos ver, pois seguimos com a problemática a nível mundial. Assim que estamos chamados a EDUCAR, com ajuda do trinômio educativo, escola (professores), família (em especial os pais) e os alunos; dando uma visão íntegra de sua realidade sexual e afetiva, para que a possa vivenciar de maneira sã e satisfatória.
Obtendo maturidade afetiva se logrará:

• Relações interpessoais saudáveis.

• Saber reconhecer os sentimentos, suas idéias e forma de ser.

• Aceitar aos que nos rodeiam, com suas particularidades, fazendo ver nas diferencias mais uma riqueza que um obstáculo.

• Pessoas com boa auto-estima, conscientes de seu valor.

• Boa comunicação e confiança entre ambos os sexos, orientando e facilitando a tendência natural para o contato mutuo.
Fonte: http://pt.almas.com.mx/almaspt/

5 de fev. de 2011

A la intemperie

Hay quien piensa que nuestra presencia en el mundo es cada vez más irrelevante. No falta quien, incluso desde dentro de la misma Iglesia, desprecia la vida consagrada juzgando superficialmente que su tiempo pasó. Religiosos y religiosas seguimos, sin embargo, en el corazón de la Iglesia fieles al espíritu de nuestros fundadores.
Somos seguidores de Jesucristo hasta las últimas consecuencias. Identificados con el Maestro y enviados por Él a anunciar la buena noticia del amor de Dios, a sanar y liberar, a alentar la esperanza. Hoy como ayer, la vida religiosa quiere ser fuego en las entrañas mismas de la Iglesia, en medio de una sociedad que busca un rescoldo donde abrigar el alma o un poco de luz para iluminar la noche. Somos consagrados por Dios para proclamar el año de gracia del Señor con nuestra vida sencilla, entregada y silenciosa. Aunque a veces el tesoro esté contenido en frágiles vasijas de barro.
Somos hombres y mujeres que sentimos con pasión el latido del Reino oculto en los avatares de la historia. En ella, miles y miles de nuestros hermanos y hermanas ponen rostro al samaritano del evangelio, sin dar rodeos, curando con el aceite de la entrega gratuita, pagando con la vida cabalgadura y posada a los apaleados al borde del camino.
Contemplativos y en el corazón del mundo, los consagrados y consagradas amamos profundamente la Iglesia. En ella somos y vivimos nuestra alianza con el Señor. Fieles al Magisterio, fieles al Papa, fieles a la comunidad cristiana.
Hoy, como muchos cristianos en occidente, vivimos a la intemperie nuestra fe. Y hace frio. Algunos nos culpabilizan y nos auguran un pronto final. Bien nos gustaría experimentar el calor de nuestros hermanos y el aliento fraterno que sostiene en los momentos de zozobra y confusión. Hemos de reconocer errores. Hay cosas que cambiar. Pero necesitamos la fuerza eclesial para afrontar dificultades e impulsar la renovación que nuestros institutos han acometido con ilusión y esperanza.
El Espíritu sigue soplando con fuerza haciendo nuevas todas las cosas. También la vida religiosa. Confiamos en Dios que precede y acompaña. Y que seguirá suscitando en su Iglesia hombres y mujeres consagrados para ser signos elocuentes de su presencia y portadores de su amor en medio del mundo.
Fonte: htp://www.vidareligiosa.es/blogs/corazondelaciudad/

22 de jan. de 2011

"Jesus, Parábola de Deus"

Ficha técnica:
"Jesus, Parábola de Deus - Cristologia narrativa"
Frei Sinivaldo S. Tavares
Editora Vozes
91 páginas
Professor do Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis, Frei Sinivaldo Silva Tavares está lançando um novo livro: "Jesus, Parábola de Deus", sobre cristologia narrativa. Esta obra procura indagar acerca das atitudes tomadas por Jesus, das palavras cheias de encanto que saíam de sua boca, dos valores pelos quais Ele viveu e morreu, do sentido que deu a cada gesto ou palavra pronunciada. Foram estas atitudes e uma determinada mensagem que entusiasmaram o coração e a mente dos apóstolos de ontem e de hoje, fazendo com que deixassem/deixem tudo para segui-lo.
A experiência de nossa relação com Jesus Cristo nem sempre é explícita, embora esteja presente na raiz mesma da nossa existência cristã, tanto pessoal quanto comunitária. Aprofundar as distintas relações de Jesus constitui a oportunidade de estreitar ainda mais nossa relação com Ele. Resgatar as relações constitutivas da vida de Jesus é, portanto, criar uma proximidade que nos permitirá experimentá-lo como alguém que, para além dos condicionamentos do seu tempo, continua presente entre nós, agindo no e mediante seu Espírito.
Não se trata de um para além que deixa para trás os condicionamentos históricos e sociais de Jesus, como se eles fossem meros adereços sobrepostos à pessoa e à missão do mestre de Nazaré. Ele somente conseguiu transcender os condicionamentos biográficos e sociais do próprio tempo porque os assumiu com singular e inusitada intensidade. Neste sentido, Jesus só pode ser experimentado como alguém que nos é contemporâneo porque foi alguém que, decididamente, sorveu até à última gota a seiva da sua existência ordinária e circunstanciada.
Sinivaldo Silva Tavares é frade franciscano ; doutor em Teologia Sistemática pela Pontifícia Universidade Antonianum (Roma); professor no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ) e coordenador do Curso de Pós-Graduação lato sensu - Espiritualidade, Ecologia e Educação: uma abordagem transdisciplinar.
É autor e/ou organizador também de "Inculturação da fé, A cruz de Jesus e o sofrimento no mundo"; "Memória e profecia - A Igreja no Vaticano II", além de estudos em obras coletivas e artigos para revistas especializadas: REB, Grande Sinal, Rhema, Scintilla.
Fonte:http://www.franciscanos.org.br/v3/cultura/literatura/publi21.php
 

Como explicar que Jesus fosse Deus e Homem?


Publicado 2011/01/06
Autor: Gaudium Press
Secção: Espiritualidade

É difícil imaginar, caro leitor, o gáudio e a felicidade interior experimentada por Maria Santíssima, ao aceitar a proposta do Arcanjo São Gabriel, feita na Anunciação. Com efeito, a Virgem puríssima de Nazaré tornara-se a Mãe do Redentor, do "Salvador", como o nome Jesus significa. Realizava-se em seu casto seio o sonho de toda mulher hebreia: ser a escolhida por Deus para dar à luz o Messias de Israel. Com um acréscimo: a sua tão amada virgindade permaneceria intacta. Seria Ela, a primeira e única Virgem e Mãe na história da humanidade. Por fim, o longo e penoso período de espera chegara ao seu termo: o povo eleito recebia, no silêncio da humilde casa de Maria, Aquele por quem os patriarcas suspiraram, e a quem os profetas anunciaram, prevendo inclusive, com luxo de detalhes, tantos aspectos e minúcias de sua vida, seus sofrimentos e sua glória. Ocorreria assim o acontecimento central da história da humanidade: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1, 14), pela ação do Espírito Santo (cf. Lc 1, 35) e pela plena aceitação amorosa e cheia de Fé de Maria. Entretanto, como explicar tão alto mistério? É possível que Deus se torne homem sem deixar de ser Deus?
Pode alguém ser Deus e homem ao mesmo tempo?
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A primeira a receber a "boa notícia" do grandioso mistério da Encarnação do Verbo foi Nossa Senhora. As palavras do Anjo foram explícitas e Ela, a "cheia de graça", deve tê-las entendido com preclara inteligência. Por um lado, o mensageiro celeste lhe diz: "conceberás e darás à luz um filho" (Lc 1, 31), e, de outro lado, lhe anuncia: "será chamado Filho do Altíssimo" (Lc 1, 32). O que significa claramente, segundo nos explica São Beda, que o fruto das entranhas de Maria seria verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Mesmo antes de receber a visita do Arcanjo, Nossa Senhora, agraciada com a plenitude dos dons do Espírito Santo, devia perscrutar as Escrituras com finíssima atenção, compreendendo amplamente seu significado. Antes de tudo, é conjecturável que procurasse Ela compor a fisionomia moral do Messias esperado. É essa a opinião de São Leão Magno: "Deus elege uma Virgem da descendência de Davi, e esta Virgem, destinada a levar no seio o fruto de uma sagrada fecundação, antes de conceber corporalmente a sua prole, divina e humana ao mesmo tempo, a concebeu em seu espírito" .
Lendo com Maria as profecias sobre a Encarnação
Certamente, da leitura dos pergaminhos contendo os trechos das Escrituras, terá Ela se impressionado vivamente diante dos anúncios gloriosos dos profetas a respeito do Messias esperado, como por exemplo, ao ler estas palavras de Miquéias: "Mas tu, Belém de Éfrata, pequenina entre as aldeias de Judá, de ti é que sairá para mim aquele que há de ser o governante de Israel. Sua origem é antiga, de épocas remotas. [...] Ele se levantará para apascentar com a força do Senhor, com o esplendor do nome do Senhor seu Deus" (Mq 5, 1-3). Também em Isaías encontraria Nossa Senhora trechos empolgantes e grandiosos: "Nasceu para nós um menino, um filho nos foi dado. O poder de governar está nos seus ombros. Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai para sempre, Príncipe da paz" (Is 9, 5). Porém, leitora atenta da Palavra de Deus, Maria Santíssima não deve ter deixado de considerar outros aspectos do anúncio profético do Messias. Aspectos esses quiçá não tão compreendidos no seu tempo, pois muitos esperavam sobretudo um Messias triunfador, um libertador político. Todavia, a Revelação era clara: "[O meu servo] era o mais abandonado e desprezado de todos, homem do sofrimento, experimentado na dor, indivíduo de quem a gente desvia o olhar, repelente, dele nem tomamos conhecimento. Eram na verdade os nossos sofrimentos que ele carregava, eram as nossas dores, que levava às costas. E a gente achava que ele era um castigado, alguém por Deus ferido e massacrado. Mas estava sendo traspassado por causa de nossas rebeldias, estava sendo esmagado por nossos pecados. O castigo que teríamos de pagar caiu sobre ele; com os seus ferimentos veio a cura para nós. Como ovelhas estávamos todos perdidos, cada qual ia em frente por seu caminho. Foi então que o Senhor fez cair sobre ele o peso dos pecados de todos nós" (Is 53, 1-6). Diante desse panorama tão complexo, como seria então o Messias, o esperado das nações? Por um lado, grande e potente, chamado de "Deus Forte", com mando e governo, mas, de outro lado, homem de dores, vítima de expiação dos pecados dos homens. Como se realizariam esses extremos, aparentemente contraditórios, na mesma pessoa?
No convívio com o Homem Jesus
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Para Nossa Senhora esse enigma deve ter-se tornado paulatinamente mais claro depois de conceber o Deus humanado e conviver com Jesus. O Menino que "crescia e se fortalecia, cheio de sabedoria" (Lc 2, 40), dava provas irrefutáveis de ser homem verdadeiro, e, ao mesmo tempo, Deus verdadeiro. Assim, a mesma criança que se alimentava e dormia como todas as outras, ao ser interrogada por seus pais, no episódio da perda e do encontro no Templo de Jerusalém, por que havia se separado deles, responde de forma surpreendente: "Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu Pai?" (Lc 1, 49). Nossa Senhora guardou essas palavras no seu coração (cf. Lc 1, 51). E, durante os trinta anos de vida oculta, que conversas não terá havido, ao cair da tarde, entre São José, Nossa Senhora e Jesus, a respeito da Pessoa e da missão do Filho de Deus feito Homem? Todavia, as silenciosas paredes da Santa Casa de Nazaré - agora venerada na Itália, na cidade de Loreto - são as únicas testemunhas mudas desse convívio íntimo da Sagrada Família! Na vida pública de Jesus - acompanhada com discrição por Nossa Senhora - Nosso Senhor revelou-se claramente diante dos apóstolos, dos discípulos e do povo enquanto Filho de Deus e Filho do Homem. Com efeito, os Evangelhos nos narram que Jesus teve fome (cf. Mt 4, 2) e dormira (cf. MT 8, 24), que, no meio do caminho, sentiu cansaço (cf. Jo 4, 6), e diante do túmulo de Lázaro chorou de pena pela perda do amigo muito amado (cf. Jo 11, 35). E, no auge destas provas de sua humanidade, conta-nos São Mateus, como diante da sombria perspectiva da paixão, sua alma sentiu uma tristeza de morte (cf. Mt 26, 37-38). Atitudes e sentimentos esses que caracterizam a sua verdadeira e completa natureza humana.
E sua Divindade?
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São prolixos também os testemunhos das Escrituras. No evangelho de São João, Cristo declara diante do povo reunido que Ele e o Pai são um (cf. Jo 10, 30). Em São Mateus encontramos a feliz declaração de Fé de Pedro, ratificada por Jesus: "E vós, retomou Jesus, quem dizeis que sou eu? Simão Pedro respondeu: tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Jesus então declarou: Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu". (Mt 16, 16-17). A essas afirmações claras deve-se juntar a consideração dos fatos de sua vida. Jesus demonstrou ser o Filho de Deus pelo poder e a autoridade própria com que realizou inúmeros milagres. Pôs em evidência ter um domínio absoluto sobre doenças, na época totalmente incuráveis, como a Lepra (cf. Lc 17, 11-19) e a paralisia (cf. Jo 5, 1-9), inclusive, sobre a mesma morte ressuscitando, por exemplo, o filho da viúva de Naim (cf. Lc 7, 11-17). Obedeciam-lhe as forças da natureza. Basta lembrar nesse sentido a multiplicação dos pães e dos peixes (cf. Mt 14, 13-21) e a furiosa tempestade acalmada a uma ordem sua (cf. Mt 8, 23-27). Mas o evento no qual Ele mostra de forma mais patente sua divindade é na sua Ressurreição. Primeiro, profetizando-a (cf. Mt 20,19) e depois cumprindo à risca sua própria previsão: "Ninguém me tira a vida, mas eu a dou por própria vontade. Eu tenho poder de dá-la, como tenho poder de recebê-la de novo. Tal é o encargo que recebi do meu Pai" (Jo 10, 18). Depois da consideração atenta do testemunho infalível das Escrituras, ainda resta-nos a pergunta: Sim, cremos que Jesus é Deus e homem verdadeiro mas, como explicar essa realidade?
Pe. Carlos Werner Benjumea, EP

15 de jan. de 2011

Bispo brasileiro nomeado Prefeito para a Vida Consagrada

O Papa Bento XVI nomeou o arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, o novo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a nomeação ocorreu em 14 de dezembro, mas só foi anunciada dia 04 de janeiro, pelo Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.
Dom João sucederá o cardeal francês Franc Rodé, que pediu renúncia da função por limite de idade. Ele tem 76 anos e, segundo prevê o Código de Direito Canônico, só pode ocupar a posição até os 75 anos.

Dom João Braz de Aviz

Nascido em Mafra (SC), em 24 de abril de 1947, Dom João  foi bispo auxiliar da arquidiocese de Vitória (ES), bispo de Ponta Grossa (PR) e arcebispo de Maringá (PR). Em 28 de janeiro de 2004 foi nomeado arcebispo de Brasília.
Dom João Braz vai coordenar o trabalho da Congregação que se ocupa das Ordens e Congregações Religiosas, com os Institutos seculares, as Sociedades de Vida Apostólica, a Vida Eremítica, as Virgens Consagradas e suas associações e com as novas formas de Vida Consagrada.
Dom João que o Senhor conceda luz e força em sua nova missão.
Fonte: http://blogpaulinas.blogspot.com/2011/01/bispo-brasileiro-nomeado-prefeito-para.html

Semana do Consagrado de 30 de janeiro a 6 de Fevereiro.

CIRP: Semana do Consagrado de 30 de Janeiro a 6 de Fevereiro

Lisboa, 07 Jan (ECCLESIA) – A Semana do Consagrado vai realizar-se em 2011 de 30 de Janeiro a 6 de Fevereiro, por decisão da Conferência Episcopal Portuguesa, tendo por tema «Vida Consagrada na Missão da Igreja».
“A escolha do tema tem a ver em grande parte com a sintonia no processo sinodal em curso «Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal»”, sublinha, em comunicado, o padre Manuel Barbosa, presidente da Conferência de Institutos Religiosos de Portugal (CIRP).
Em coordenação com a Comissão Episcopal Vocações e Ministérios (CEVM), a CIRP vai divulgar, a partir do próximo dia 9 de Janeiro, materiais para “momentos de oração, celebração e reflexão”.
Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=83654

14 de jan. de 2011

O processo no qual Deus é réu.

10.01.11 - MUNDO




Marcelo Barros *

Fonte: Adital - 
No ano passado, as agências norte-americanas noticiaram que Ernie Chambers, senador por Nebraska, abriu na justiça dos Estados Unidos, um processo criminal contra Deus. Ele descobriu que, por trás de muitas iniciativas terroristas existe um fanatismo religioso. Decidiu, então, acusar o Criador de ser responsável pelas contínuas ameaças terroristas que prejudicam milhões de pessoas no mundo inteiro. Culpou também a Deus de provocar terremotos, furacões, guerras e nascimentos de crianças com má formação. Além disso, Deus teria ainda distribuído, em forma escrita, documentos considerados sagrados, como a Bíblia, que, de acordo com a acusação, servem para transmitir medo e insegurança às pessoas só com a finalidade de conseguir obediência total e servil. O processo caminhou até o Tribunal de Justiça, mas o Juiz encarregado do processo respondeu que não poderia abrir o processo contra Deus e condená-lo porque Deus não tem um endereço fixo e reconhecido. "Se o senhor não tem um endereço postal certo do acusado e um número de telefone com o qual possamos nos colocar em contato com ele, não temos como convocá-lo a uma audiência e julgá-lo". "Mesmo à revelia, podemos fazer o julgamento, mas depois, como contatá-lo?"
Este fato pode parecer quase folclórico, mas tem a sua seriedade e até sua consistência. Em 2003, um escritor sério como José Saramago, prêmio Nobel de literatura, declarou: "De algo sempre haveremos de morrer, mas já se perdeu a conta aos seres humanos mortos das piores maneiras que seres humanos foram capazes de inventar. Uma delas, a mais criminosa, a mais absurda, a que mais ofende a simples razão, é aquela que, desde o princípio dos tempos e das civilizações, tem mandado matar em nome de Deus".
Quem é crente em qualquer religião ou tradição espiritual gostaria de contestar que nosso Deus é fonte de paz e unidade e nunca de divisão ou violência. Entretanto, a história mostra que isso não é tão simples. De fato, todas as grandes religiões da humanidade foram envolvidas em conflitos violentos. No decorrer da história, infelizmente, o Cristianismo foi a religião que mais patrocinou ou legitimou guerras, atos de intolerância e de violências. Graças a Deus, hoje, ministros de todas as Igrejas têm se posicionado pela paz e um dos fenômenos mais importantes do século XXI tem sido a proliferação de congressos e organizações para o diálogo entre as religiões. No Brasil, em 2007, uma portaria assinada pelo Presidente da República consagra o dia 21 de janeiro como dia nacional contra a intolerância religiosa. Se naquele processo, o juiz norte-americano aceitasse, se poderia dizer que Deus tem sim endereço neste mundo. Jesus disse no Evangelho: "Quem der até um copo de água fria a um pequenino em meu nome é a mim que está dando". Deus mora onde moram os pequeninos e pobres do mundo. É claro que isso muda a imagem de Deus que a maioria de nós recebeu quando criança. O padre Ernesto Balducci, filósofo e espiritual italiano, dizia com convicção: "Enquanto não renunciarmos à idéia de um deus onipotente, não compreenderemos profundamente a fé cristã".
De fato, a imagem clássica de um Deus todo-poderoso, de acordo com a visão de poder deste mundo, responsável por tudo o que acontece e sem o qual nada acontece, merece mesmo a acusação e o processo do senador Chambers. Atualmente, a cada dia, aumenta o número de crentes de todas as religiões que testemunham: Deus é fonte de paz porque ele mesmo é Amor. Em um livro de meditações cotidianas, o irmão Roger Schutz, prior da comunidade ecumênica de Taizé, deixou claro: "Deus não castiga ninguém. Deus só pode amar e só ama. Se não, não seria Deus".
Atualmente somos todos chamados a nos tornar crianças para aprender de Jesus a espiritualidade mais profunda. Até hoje, todos nós somos chamados a valorizar a criança divina que está adormecida no mais profundo de nosso coração. Muitas vezes, a tradição ocidental fixou-se em métodos de espiritualidade que tornam as pessoas sérias demais, artificialmente adultas. O Mestre Eckhart, místico medieval, ensinava que "cada um de nós tem uma dimensão mística. Esse ser místico é a criança que existe dentro de nós". Na música popular brasileira, Milton Nascimento tem a música "Bola de Gude, Bola de meia", na qual canta: "Dentro de mim mora uma criança, um moleque. Quando em mim, o adulto fraqueja, a criança vem e me dá a mão".

* Monge beneditino e escritor

31 de dez. de 2010

Ano novo.


Que a graça e a paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo: Ele nos abençoou com todas as bênçãos espirituais, no Céu, em Cristo.
O ano esta chegando ao final. Com alegria iniciamos novo ano. É o tempo que precisamos nos preparar, juntos com amigos e nossos familiares, para chegada do ano novo. Celebramos o nascimento do Menino que veio para nos redimir e resgatar para o Pai.
Ele já veio, mas continua nos visitando e, por isso precisamos estar atentos para o nascimento, o novo nascimento de Jesus. Devemos estar atentos e preparados à sua nova vinda que se anuncia neste novo ano. Ano que vai ser um  tempo especial de vivência e experiência cristã. ELE, o Deus Conosco desceu a terra para formar uma nova aliança com a humanidade.
Devemos neste ano novo formar uma nova aliança com Jesus, o Deus conosco. Formar uma nova aliança  implica em uma mudança de vida e de valores. Por que o Jesus humano não é violento, seus valores têm base no mandamento do Amor. Jesus é aquele homem manso e humilde de coração. Inaugura um mundo novo, no qual se deve "fundir suas espadas, para fazer bicos de arado, fundir as lanças, para delas fazer foices."  
Que em 2011 seja inicio do mundo novo proposto pelo Deus – Menino. Um ano em que não tenha espaço para as fabulosas e incalculáveis riquezas que são gastas com as mais sofisticadas e poderosas armas.  Que neste ano e nos demais  esse dinheiro seja aplicado para acabar com a fome, com a ignorância, com o desemprego, com a morte prematura, proporcionando condições de vida digna para todos.  
Jesus, Filho do homem, é o Jesus, filho de Deus Pai, encarnado, nascido de Maria, que viveu com seus pais em Nazaré, e, depois, envolve-se no ministério da libertação dos oprimidos, comunicando sua vida divina a todos que nele crêem e a todos que amam, respeitam e promovem a vida.  
Somos e fomos convidados no advento a meditar; Jesus compreender a sua divina presença encarnado entre nós, no dia a dia, a partir de seu nascimento. Estar vigilante, desperto do sono, é envolver-se no cumprimento da vontade do Pai, que nos é revelada por Jesus. Envolve-se no ministério da libertação dos oprimidos, comunicando a vida divina de Jesus e a todos que nele crêem e a todos que amam, respeitam e promovem a vida.  
Neste ano novo peço a Deus que abençoe a todos os de nossa Paróquia; e os encorajo a serem anunciadores da Boa Nova do Natal à Cidade. Peço que o Ano novo traga muita alegria e bênção para todas as famílias!
Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence à glória, vos dê um espírito de sabedoria que vos revele Deus e faça que O conheçais profundamente.
Aos meus irmãos de São Jose do Norte, paz, amor e fé da parte de Deus, o Pai do Senhor Jesus Cristo. A graça esteja com todos os que amam a nosso senhor Jesus Cristo com amor eterno.
Feliz e abençoado 2011 a todos! E que este ano seja portador de bênçãos e boas realizações, com a graça de Deus!

28 de dez. de 2010

Um bom livro.

JOSÉ LUIS VÁZQUEZ BORAU
La inteligencia espiritual o el sentido de lo sagrado
Desclée De Brouwer
Bilbao 2010, 146 pp.


La pregunta por el sentido de la vida, a pesar de los avances de la ciencia, no ha encontrado todavía respuesta. Es más, probablemente la ciencia ante preguntas como: ¿por qué vivir?, ¿por qué amar?, ¿cuál es el sentido de las cosas?, no tenga más palabra que el silencio. En este silencio misterioso estaría para José Luis Vázquez Borau el ápice espiritual o conciencia por medio de la cuál Dios nos puede hablar. Este libro pretende demostrar que Dios es consustancial al ser humano, que la persona es el único ser de la creación que puede preguntarse por el sentido y el fundamento de su ser y de su vida.

En la primera parte titulada “El cerebro humano”, aborda el autor tres tipos de inteligencia: racional, emocional y espiritual. Esta última vendría a completar o a ensanchar las dos anteriores pues desde ambas se estaría contemplando al ser humano de una forma incompleta y unidimensional. Vázquez Borau explica cómo la experiencia religiosa se refleja en la actividad cerebral y ésta es la que permite realizar las preguntas fundamentales.
“La inteligencia espiritual como respuesta integral a la crisis de sentido”, es la segunda parte. En ella analiza cómo el lugar de la religión en el hombre no está en la razón, sino en la emoción profunda: creer en Dios no es pensarlo sino sentirlo en la totalidad del ser. Cuando acogemos a Dios en nuestra vida se convierte en inteligencia que intuye y en sabiduría que impregna de sentido la vida.
La tercera parte: “La inteligencia espiritual aporta una mirada contemplativa”, muestra la inteligencia espiritual como impulso hacia la mística, ella nos puede conducir a vivir en el amor, promueve la paz cívica y se rinde ante el encuentro con el resucitado. En esta última parte presenta a Cristo como punto de encuentro entre la humanidad y Dios e invita a presentar a Cristo como único Salvador ante el relativismo.
La reflexión realizada por Vázquez Borau pretende dar respuesta integral a la crisis de sentido de la sociedad y el individuo. El hombre está, según el autor, necesitado de autoliberación, de una existencia plena y auténtica, y sólo Dios puede ofrecer la verdad identitaria del ser humano y su perfección debida. La alternativa cristiana es, sin duda, una respuesta que da sentido a la vida y plenifica la personalidad de manera global. Dar razones de nuestra fe desde una clave antropología personalista cristiana, donde, lejos del dualismo helénico, el hombre es capacitado por Dios para amar es el principal logro de esta obra. “El futuro es místico”.

22 de dez. de 2010

Presentes ao Menino Deus.

Publicado 2010/12/17
Autor: Gaudium Press
Secção: Espiritualidade

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Magos vindos do Oriente, aos quais apareceu a miraculosa estrela mostrando-lhes o caminho até Jerusalém, personagens míticos que não se sabe bem sua procedência, se vieram da Arábia, da Babilônia ou talvez da Pérsia. A piedade cristã os denominou reis, cujos nomes ficaram conhecidos como Gaspar, Melchior e Baltazar.
A estes magos astrônomos, acostumados pela observação do céu a interpretar os acontecimentos, Deus quis revelar-se primeiro pela natureza através de um astro, mas logo que chegaram a Jerusalém, sua inspiração foi confirmada pelas Sagradas Escrituras, na profecia de Miqueias, como indicaram os príncipes dos sacerdotes e os escribas, grandes conhecedores das Escrituras. A cidade em que deveria nascer o menino era a antiga cidade de David: Belém, na Judeia.
Herodes, que governava toda aquela região, possuía grande poder e prestígio, mas acabou por amedrontar-se pelo nascimento daquela criança, que - segundo ele - poderia vir a fazê-lo perder seu trono. Enviou os magos a Belém na esperança de descobrir o paradeiro deste rei que acabava de nascer, a fim de matá-lo. Não conseguiu levar a cabo seu plano e, por isso, cometeu um grande assassinato de crianças inocentes, com o intuito de atingir também o Menino Deus, mas os desígnios da Providência não foram alterados e a Sagrada Família saiu ilesa deste atentado.
Os magos foram os primeiros representantes do mundo pagão a adorar o Menino Jesus. Por meio deles está simbolizado que o Filho de Deus veio à terra para atrair a Si todo o mundo. Quando entraram na casa onde se encontrava Maria Santíssima com seu Divino Filho, não viram um suntuoso rei ostentando riquezas e um poder inigualável, mas apenas uma criancinha protegida por sua Mãe; e eles o adoraram...
Que presente oferecer ao rei que acabava de nascer?
Os presentes que eles ofertaram eram as riquezas do Oriente naquela época: ouro, incenso e mirra. Há um simbolismo feito pelos Padres da Igreja, e entre eles Santo Agostinho, acerca destes dons regalados ao Menino Jesus. O ouro, símbolo da realeza, foi entregue a fim de lembrar que aquela criança é o Rei dos reis; o incenso, cuja fumaça sobe aos céus durante os sacrifícios, recorda que esta pequena e frágil criatura é o Senhor do Universo, Deus verdadeiro; e a mirra, unguento perfumado, geralmente usado para embalsamar os mortos, prediz que Jesus Cristo veio ao mundo a fim de salvá-lo através de seu oferecimento de morte na cruz.
Outros santos, como São Gregório Magno, interpretaram de outro modo o valor espiritual destes presentes. Viram no ouro o oferecimento da luz da sabedoria a Nosso Senhor; no incenso, é expressa a devoção a Deus por meio da oração; e na mirra, damos a mortificação da própria carne, com a abstinência.
Neste Natal rememoramos o nascimento do Menino Jesus, mas será que já pensamos em algum presente para lhe oferecer?
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Talvez não tenhamos estas riquezas do Oriente. No entanto, há uma coisa que se pode regalar ao Divino Infante neste Natal, é a nossa fé. Mais importante que os presentes obsequiados pelos magos quando visitaram a casa onde se encontravam o Menino com sua Mãe, foi a adoração que fizeram, como afirma o Papa Bento XVI: "O ápice do seu itinerário de busca foi quando se encontraram diante ‘do menino com Maria sua mãe' (Mt 2, 11). Diz o Evangelho que ‘se prostraram e o adoraram'. Teriam podido ficar desiludidos, aliás, escandalizados. Mas não! Como verdadeiros sábios, estão abertos ao mistério que se manifesta de modo surpreendente; e com os seus dons simbólicos demonstram reconhecer em Jesus o Rei e o Filho de Deus. Precisamente com aquele gesto cumprem-se os oráculos messiânicos que anunciam a homenagem das nações ao Deus de Israel".1
Nós também podemos Lhe prestar esta adoração e reconhecê-lo como Deus que se Encarnou e morreu na cruz para nos salvar.
Thiago de Oliveira Geraldo

1-BENTO XVI. Solenidade da Epifania do Senhor. Angelus. Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010.

2 de dez. de 2010

Padre reitor do santuário da Penha não se ausenta da sua comunidade em momentos de tensã



.- O Padre Serafim Fernandez, reitor do Santuário de Nossa Senhora da Penha, localizado próximo à zona ocupada recentemente pelas forças de segurança do Estado, afirmou ao site da arquidiocese do Rio de Janeiro que não sairá do local apesar dos momentos de tensão vividos.
"Passamos por um momento difícil, mas a esperança de paz nunca morre. É tempo de nos unirmos em oração na certeza de que o bem sempre vai superar o mal”, afirmou o padre reitor da Penha.

Desde o início das operações das forças de segurança na Vila Cruzeiro, Zona Norte do Estado, esta foi a postura assumida pelo Reitor do Santuário Nossa Senhora da Penha,que vem sendo um motivador para a Comunidade.

“Minha missão é ser uma presença solidária para tentar animar aqueles que possam estar abatidos com todos estes confrontos, disse o Pe. Fernandez na entrevista divulgada pelo site da arquidiocese carioca.
Com um perfil atencioso, acolhedor e voltado para a solidariedade, Padre Serafim, há 14 anos no Santuário, neste momento em que a situação é ainda turbulenta em sua comunidade, vem buscando levar todos à fé. No último domingo, 28 de novembro, os horários das missas não foram alterados. Durante as 4 celebrações eucarísticas do dia, a presença dos fieis foi marcante: mais de 400 pessoas.

“Não aceitamos mudar a programação da Igreja devido ao confronto. (...) Passamos por um momento difícil, mas a esperança de paz nunca morre. É tempo de nos unirmos em oração, na certeza de que o bem sempre vai superar o mal”, afirmou o padre reitor da Penha.

Sua maior preocupação está sendo com as vidas envolvidas. Tanto as dos policiais quanto as dos traficantes:  “O que fico preocupado nesses confrontos é com as vítimas. Das duas partes, há pessoas com famílias”, afirmou o sacerdote.

Sobre a ocupação, Padre Serafim explicou que principalmente a sua fé o faz otimista.
“Percebo, de todos os lados, um sentimento de esperança por parte dos moradores. Se a ocupação vai dar certo e trazer a paz que tanto desejamos, só o tempo vai dizer”, partilhou.

Embora na quarta-feira Padre Serafim tenha passado pela experiência da invasão de bandidos ao Santuário, na busca por refúgio, e na quinta tenha precisado driblar o clima de tensão e dar continuidade à programação das missas, mesmo durante uma das mais intensas operações policiais da história da Cidade, o Sacerdote não se ausentou da comunidade.

“Nunca fui incomodado por algum líder do tráfico ou algo assim. Mas não vou sair daqui. Não importa o que aconteça. Não vou abandonar o barco, mesmo com toda essa confusão”, afirmou o padre Serafim na entrevista publicada no site da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20727

Iglesia Católica es institución que más ayuda a enfermos de SIDA en el mund


ROMA, 01 Dic. 10 / 01:16 pm (ACI)

Del total de personas infectadas en el mundo con el VIH/SIDA, aproximadamente el 25 por ciento es atendida por alguna institución de la Iglesia Católica, lo que la convierte en la institución más importante a nivel mundial en este tema. Este porcentaje aumenta en el caso de África, en donde la Iglesia cuida de casi el 50 por ciento de los afectados por este flagelo.
En entrevista concedida a la plataforma multimedia de la organización Ayuda a la Iglesia que Sufre, Wheregodweeps.org, el P. Michael Czerny, fundador de la Red Jesuita para lucha contra el SIDA en África, precisa que en algunos lugares alejados de las grandes ciudades, la cantidad de personas que sufren esta enfermedad y que son atendidas por la Iglesia llega incluso al 100 por ciento.
"Con frecuencia los únicos servicios para lidiar con el SIDA en áreas remotas con las clínicas de la Iglesia", añade el sacerdote jesuita que dirige la mencionada red en la ciudad de Nairobi, Kenia.
El sacerdote resalta luego que "la Iglesia en el mundo es la entidad que más cuida a enfermos de VIH, a quienes ya padecen el SIDA y cuida además de quienes son afectados por este flagelo: las viudas, los huérfanos y demás personas que tienen que lidiar con este problema".
"Dado que el HIV y el SIDA no son solo una infección o enfermedad sino también un problema personal, familiar, social y espiritual, lo que la Iglesia puede hacer y lo que efectivamente hace que me enorgullece es acoger a la personas de manera integral, considerando su dimensión psicológica y espiritual, básicamente, y no solo al nivel médico", explica.
El SIDA y el condón
Tras comentar que se lucha contra el SIDA con espíritu de familia, llevando a Cristo a todos los afectados, amigos y parientes, el P. Czerny recuerda lo dicho por el Papa en su viaje a África en 2009 sobre el hecho de que el condón no resuelve el problema, sino una auténtica humanización de la sexualidad.
Esta afirmación secundada por el Dr. Edward Green, entonces Director del programa para la prevención del SIDA de la Universidad de Harvard. Este experto explicó, días después del viaje del Santo Padre, que "el condón no previene el SIDA, solo la conducta sexual responsable puede responder a esta pandemia".
Luego de explicar que la clave para la lucha contra el SIDA está en la promoción de la abstinencia y la fidelidad, que permiten vivir la sexualidad de manera sana y bella, el sacerdote denuncia que en África, "la masiva promoción del condón es sinónimo de destrucción".
"Eso no está haciendo frente al problema, pero desafortunadamente no es el único ejemplo de aproximaciones equivocadas impuestas a África a las cuales ha sobrevivido este continente", añade.
Finalmente el P. Czerny expresa su esperanza de que "con la enseñanza que el Santo Padre ha dado progresemos. El éxito real está en que la gente joven sea capaz de vivir su sexualidad más responsablemente. Cuando las parejas casadas viven su sexualidad de esta forma, y cuando el SIDA se enfrenta todos juntos como la familia de Dios, entonces avanzamos en África".
Más información, en inglés, www.WhereGodWeeps.org