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24 de mar. de 2014

Você precisa perder para ter um casamento feliz?





O psicólogo Kelly Flanagan escreveu um artigo cujo título parece muito interessante: "O casamento é para perdedores". Este artigo descreve três tipos de casamento.

Quando eu namorava meu atual marido, eu me imaginava como uma esposa exemplar, morando em um pedacinho do céu (meu lar), com um marido perfeito e acho que estamos no caminho certo para alcançar isso, mas essas coisas não acontecem por mágica: você deve se esforçar. E no caminho nosso casamento passou por metamorfoses incríveis. Qualquer semelhança com seus casamentos na realidade é pura coincidência.

Eu me casei em 2010 e agora faz quase três anos desde que minha vida mudou e, devo admitir, já não sou a mesma. Além de ser mãe de um lindo bebê de 5 meses, sinto que amadureci muito e tudo graças ao meu casamento. Antes de me casar eu era propensa a acidentes e doenças, alguns riscos, com muito amor para dar, mas sem procurar oportunidades para fazê-lo. Hoje tudo mudou. 
 Passar por essas metamorfoses, que são comuns em qualquer casamento porque são dois mundos diferentes que se unem, é normal; e quando eu percebi que estava começando a gostar do poder de estar sempre certa, ser a responsável pela família, realizar seus caprichos e como tudo estava indo bem eu erroneamente achava que eu era a melhor; então, encontrei algo que mudou minha maneira de pensar. O psicólogo Kelly Flanagan escreveu um artigo cujo título parece muito interessante: "O casamento é para perdedores", está em inglês, você pode lê-lo clicando aqui. Este artigo descreve três tipos de casamento: 
Competitivo: É quando ambos competem para ganhar, e muitas vezes torna-se um duelo, onde os cônjuges estão armados com palavras ou silêncios. Esses casamentos muitas vezes destroem o ambiente que os rodeia e acabam destruindo a si mesmos. 
Dominante: O segundo tipo consiste no casamento onde há um que sempre ganha e outro que sempre perde. Ambos os papéis são definidos, e quem perde, acaba sendo sempre a mesma pessoa. Ao ler esse parágrafo, senti que eu era a má e dominante e, sem perceber, estava prejudicando meu casamento. 

O amor como sacrifício: Em seguida, vem o terceiro tipo de casamento. Não é um casamento perfeito, talvez nem esteja perto de ser, mas as pessoas que compõem esse tipo de casamento tomaram uma decisão, a decisão de amar um ao outro sem limites, e sacrificar o mais importante: a si mesmos. Neste casamento, o termo "perder" que na verdade eu entendo mais como saber ceder terreno, torna-se um modo de vida e a competição consiste em ver quem consegue cuidar, servir, perdoar e aceitar um ao outro da melhor maneira, e esta competição aumenta a dignidade e força do outro. Esses casamentos são formados por pessoas que se esforçam por ser humildes, compassivas, misericordiosas, amorosas e pacíficas.
Ao ler sobre esse tipo de casamento meus olhos se encheram de lágrimas e entendi que embora essa ideia fosse muito diferente de como a maioria das pessoas no mundo pensa (que perder nos torna pior), era justamente o que eu queria para minha família. Desde então eu posso dizer que sou uma grande perdedora, e nosso casamento é desse tipo, o mais estranho, o casal de perdedores. Agora posso dizer que este tipo de casamento não é apenas o que eu quero, mas é o que eu tenho; por isso, meu marido me faz ser humilde, compassiva, misericordiosa, amorosa e pacífica.
Alguma vez você sentiu que estava nessa situação? Você era a pessoa que sempre tinha a razão e sempre ganhava? Ou talvez o contrário: talvez você conheça alguém que não seja feliz em seu casamento, e precisa mudar algo, então este tipo de casamento, do meu ponto de vista, é a melhor opção. Você pode compartilhar esta informação e não só encontrará uma forma de consertar as coisas, mas uma maneira de ser feliz e fazer a pessoa que ama feliz. Além disso, são ideias como esta, em que fazemos uma mudança em nosso coração, que podem fazer do mundo um lugar melhor.

Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original ¿Necesitas perder, para tener un matrimonio feliz? de Gabriela Zuñiga.

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Gabriela Zuñiga graduou-se em engenharia da computação, trabalha em projetos web e é SEO, casada e mãe feliz de um filho de 1 ano.
Fonte:  http://familia.com.br/voce-precisa-perder-para-ter-um-casamento-feliz#sthash.XBGU4Y7g.dpuf

21 de nov. de 2011

Glória


"A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos." (Ageu 2:9 ARA)
Eu e você já devemos ter ouvido uma dezena ou mais de mensagens mencionando este texto, sem contar músicas e citações indiretas. Já ouvi esse texto mencionado até num casamento, pois o rapaz era viúvo e estava casando pela segunda vez.
O fato é que Deus tem algo para nos ensinar com isso. No meu entendimento, a primeira casa não precisaria ter sido derrubada, não fosse o pecado daquele povo, algo que Deus considerou como traição diante de Sua face. Portanto, podemos entender que a segunda casa era uma restauração de muito mais do que um prédio, mas de um relacionamento, de uma caminhada.
Aquele prédio era simbólico, representava a presença, a atuação, o mover, a participação, o acompanhamento. Se Deus deixou demolir aquela casa, é como se deixasse retirar Sua presença e Poder por algum tempo. Por isso eu entendo que a glória (poder, manifestação) da segunda casa é igualmente simbólico. O reatar dessa relação seria mais glorioso que da primeira vez, não por causa da ruptura, não por causa do pecado, mas por causa de um povo que amadureceu e aprendeu uma lição de perda, sofrimento, afastamento e privação. Se não tivesse aprendido, não haveria segunda casa. Sem segunda casa, não haveria segunda caminhada e relacionamento.
Isso fala fortemente ao meu coração, pois quando David foi colocado como o segundo rei houve uma segunda casa. Saul foi escolhido para rei de Israel por critérios humanos (era forte, guerreiro, formoso) e o seu sucesso pelos critérios de Deus (coração). Assim também a segunda casa fala de critérios de Deus sobre critérios humanos.
Tome esta lição e refaça sua aliança com Deus. Apresente-se a Ele para começar tudo de novo, mesmo que seja a décima vez e creia que na restauração, a glória será maior que na vez original. Não se prenda aos números ou contagens, prenda-se ao relacionamento com o Pai. A glória pode ser bem maior, depende do seu coração.
"Senhor, ensina-me a restabelecer o relacionamento contigo vez após vez, até que eu seja aperfeiçoado, pois Tu és perfeito e completo como jamais serei. Tem misericórdia de mim."
Mário Fernandez
Deixe o seu comentário no site: http://www.ichtus.com.br/dev/2011/11/20/gloria/

21 de out. de 2011

Zizek: o casamento entre democracia e capitalismo acabou.


O filósofo e escritor esloveno Slavoj Zizek visitou a acampamento do movimento Ocupar Wall Street, no parque Zuccotti, em Nova York e falou aos manifestantes. “Estamos testemunhando como o sistema está se autodestruindo. "Quando criticarem o capitalismo, não se deixem chantagear pelos que vos acusam de ser contra a democracia. O casamento entre a democracia e o capitalismo acabou". Leia a íntegra do pronunciamento de Zizek.