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28 de fev. de 2014

Papa não quer condenação de casais separados

"Devemos ficar perto dos irmãos e irmãs que sofreram o fracasso do amor em suas vidas", insistiu o chefe da Igreja católica.
O tema dos divorciados que voltam a se casar é fonte de atritos dentro do Vaticano
O Papa Francisco, que prometeu aproximar a Igreja Católica da vida moderna, disse nesta sexta-feira (28) que os casais que fracassaram em manter o matrimônio não devem ser condenados. A declaração acontece num momento em que a Igreja católica está em pleno debate sobre os divorciados que voltaram a se casar. "Quando o amor fracassa, e fracassa muitas vezes, devemos sentir a dor desse fracasso, acompanhar a pessoa que tenha sentido o fracasso de seu amor", afirmou o Papa durante a missa diária que realiza no Vaticano. "Não devemos condená-los! É preciso caminhar com eles!", afirmou Francisco. "Devemos ficar perto dos irmãos e irmãs que sofreram o fracasso do amor em suas vidas", insistiu o chefe da Igreja católica. Francisco insistiu, ao mesmo tempo, na beleza do matrimônio cristão, da união de um homem com uma mulher, "a obra-prima da criação". O tema dos divorciados que voltam a se casar é fonte de atritos dentro do Vaticano. A questão principal se remete ao direito dos divorciados que voltam a contrair matrimônio de participar na parte mais sagrada da missa católica, a comunhão. Em conformidade com as regras atuais, isso é proibido, mas na prática essa exclusão não é aplicada. O cardeal Philipe Barbarin, arcebispo de Lyon, na França, afirmou à rádio Vaticano que uma reunião de cardeais de todo o mundo que aconteceu este mês na Santa Sé dedicou "de 80 a 90%" do tempo a discutir esta questão. Inúmeros casais em países ocidentais, assim como teólogos e bispos, pedem que a regra atual seja modificada. Em compensação, o cardeal alemão Ludwig Mueller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, afirmou que é impossível mudar as regras e que as pessoas devem deixar de pensar no casamento como "uma festa em uma igreja". O cardeal hondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, membro do conselho de oito cardeais formado pelo sumo pontífice para assessorá-lo, adotou uma postura mais branda e pediu a Mueller que fosse "mais flexível". Um estudo da cadeia de língua espanhola Univisión em 12 países de maioria católica estabeleceu que 75% dos europeus, 67% dos latinos e 59% dos americanos não estão de acordo com a Igreja católica neste tema, enquanto que na África apenas 19% dos entrevistados são contra. Trata-se de uma questão que provoca uma grande angústia em muitos casais católicos, que dizem ser tratados como fieis de segunda categoria. A questão de permitir que os divorciados que contraíram matrimônio pela segunda vez recebam a sagrada comunhão afetaria milhões de católicos em todo o mundo. Apenas nos Estados Unidos, 25% dos casais católicos acabam pedindo divórcio. Alguns teólogos e clérigos pediram mudanças para facilitar a anulação dos casamentos quando for possível alegar que o matrimônio aconteceu por pressão social ou que não foi plenamente compreendido. Um novo casamento seria então autorizado, em conformidade com as regras da Igreja católica, e se permitiria que o casal recebesse a sagrada comunhão. Outra possibilidade seria o modelo ortodoxo, que permite que alguns divorciados se casem novamente na Igreja e recebam a sagrada comunhão, mas no segundo casamento só seria uma bênção, e não considerada um sacramento.
Fonte: http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=725482

5 de jan. de 2012

Equador: Tribunal confirma condenação da Exxon.


A primeira decisão foi em fevereiro, mas a gigante petrolífera norte-americana tinha recorrido para segunda instância. Os crimes de contaminação ambiental da Texaco/Exxon no Equador vão custar à empresa 7,3 mil milhões de euros, a maior multa ambiental de sempre. Ambas as partes vão voltar a recorrer.
Mão coberta de crude vindo de uma das centenas de poços abertos pela Chevron (antiga Texaco) abandonada na floresta amazónica equatoriana ao pé do Lago Agrio.
Mão coberta de crude vindo de uma das centenas de poços abertos pela Chevron (antiga Texaco) abandonada na floresta amazónica equatoriana ao pé do Lago Agrio. Foto Rainforest Action Network/Flickr
As décadas de poluição causadas pela Texaco - comprada entretanto pelo grupo Chevron - na Amazónia equatoriana foram trazidas à justiça há 17 anos por um coletivo representando 30 mil habitantes locais. Em fevereiro, o tribunal de primeira instância responsabilizou a petrolífera pelo derramamento de 68 mil milhões de litros de petróleo na região, poluindo as terras e a água em redor, e condenou-a a pagar 8 mil milhões de dólares. A Frente de Defesa da Amazónia recorreu da decisão por considerar o valor insuficiente para reparar os estragos e a Exxon também recorreu por considerar a sentença "ilegítima e inaplicável", segundo a agência France Presse.
A confirmação da primeira condenação surge agora com o aumento do valor da multa para 9,5 mil milhões de dólares (7,3 mil milhões de euros), o que para as populações ainda não é suficiente para a limpeza da zona e para a empresa poluidora continua a ser inaceitável.
Rafael Correa, presidente do Equador, disse estar satisfeito com a decisão do caso, que comparou a uma "luta entre David e Golias". Mas a disputa judicial iniciada em 1993 não tem fim à vista, com os recursos a poderem prolongar-se até ao Tribunal Constitucional. Agora, a empresa teme que os queixosos entrem com processos nos tribunais doutros países onde a empresa tem ativos penhoráveis.
fonte: Dontotal