11 de mar. de 2015

Ano da Vida Religiosa



16. O Carisma da Vida Religiosa Consagrada nasce sempre da base e não da hierarquia. A Vida Religiosa Consagrada nasce diretamente dos fiéis. A ação do Espírito insuflando carismas vem antes da reflexão teológica e mesmo antes do Direito Canônico. A Vida Religiosa Consagrada é gratuita, é garantida por Deus e não pelo Código de Direito Canônico, por Regras, Constituições ou Estatutos. leia mais:

5 de mar. de 2015

Memorial reúne vida e obra de João Batista Libanio, referência em Teologia da Libertação

Teologia da Libertação
"Nada faz o ser humano ser tão feliz como colaborar no crescimento interior e espiritual das pessoas”. Depois de escrever mais de 125 livros, o padre jesuíta João Batista Libanio tinha mais do que propriedade para fazer ecoar essa frase. Vítima de um infarto aos 81 anos, em janeiro de 2014, o religioso conta agora com um espaço para manter vida sua memória. leia mais:

Disputa pelo Poder

                                             Júlio Lázaro Torma
                                              " Salvai-me pela vossa compaixão,ó Senhor Deus !"
                                                                                                     ( Sl 30 ( 31),2)
   O Evangelista Mateus no seu quinto livrinho;" A Vinda Definitiva do Reino" ( Mt 19-25). Nos conta a caminhada de Jesus para Jerusalém a onde irá acontecer o confronto final entre Jesus e os políticos de seu tempo.
   Onde nos narra o episódio envolvendo os filhos de Zebedeu que tinham a ambição pelo poder. Os outros evangelistas contam que foram Tiago Maior e João que fizeram o pedido. Mateus fala que foi Salomé a mãe que intercede pelos ambiciosos irmãos Boanerges.
   O texto crítica a disputa pelo poder que existe nas comunidades mateanas,onde os membros disputavam quem é o melhor ou maior entre eles. Ou queriam se promover dentro da Igreja e usar as comunidades em beneficio próprio ou segundo os seus interesses particulares. 
   Onde eles causavam com as suas disputas e intrigas verdadeiros escândalos, que " Quem escandalizar um desses pequeninos que acreditam em Mim"( Mt 18,6).
    Ele quer dizer que o verdadeiro discípulo não é aquele que provoca escândalos e nem têm sede de poder ou usa a comunidade para os " meios justificam os fins". E que não devemos reproduzir os vícios em que encontramos na sociedade e trazermos para dentro das comunidades.
    Quem quer usar a Igreja para beneficio próprio para se auto promover, ele está no lugar errado, quantas vezes mesmo no seminário somos treinados para disputas, pisar e concorrer com o outro, queremos melhores cargos , as melhores paróquias.
    Queremos ter prestígios e disputamos por cargos, em que ferimos e machucamos a Igreja e a desviemos do seu primeiro Amor que é Jesus Cristo, que se fez o menor, o servo de todos.
   Se crítica os casos de corrupção na sociedade, na política e em outras esferas, mas nos esquecemos que também dentro da Igreja, não estamos isento da " fumaça de Satanás que entra pelas suas portas e janelas".
    Onde acabamos reproduzindo a corrupção que nada mais é do que a disputa pelo poder. Todos nós sem exceção, estamos contaminados pelo mal da sede de poder e da ambição de ter o poder, cada vez mais. O poder corrompe a pessoa e trás todos os males que destrói as nossas relações para conosco mesmo e com o nosso próximo, onde temos o amor pelo Poder.
    Que Horror é ver cristãos brigando pelo poder ou envolvidos em casos de corrupção, pois as suas vás paixões, os fizeram cair neste grande mal e se tornaram causa de escândalos para muitos.
    O verdadeiro cristão é movido pelo poder do Amor é aquele que se põe a serviço, do outro e que não procura nada em troca. Mas se deixa se envolver pelo Amor que envolveu Jesus que de poderoso se fez menor de todos, rico se fez pobre para servir principalmente os mais pobres e excluídos de nossa sociedade, aqueles que são os verdadeiros amados de Deus e que Ele se fez um deles para mostrar o seu Amor e a sua grandeza.
    Devemos sim nos converter, deixarmos as disputas pelo poder que divide as nossas comunidades e saber nos deixar envolver pelo poder do amor que é estar a serviço dos irmãos e saber que " Entre vós não deverá ser assim.Quem quiser tornar-se grande torne-se vosso servidor;quem quiser ser o primeiro seja vosso servo.Pois o Filho do Homem veio para servir" ( Mt 20,26-27).
                PEDIDO DE ORAÇÃO
    " Quero pedir Oração por um inimigo meu Rafael Gonçalves Queiroz, que acabei de saber que perdeu um primo em acidente de moto na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro ( RJ). Oremos pelo seu descanso eterno e que Deus conforte a família enlutada. Amém Boa Noite.
    "Amai vossos inimigos,fazei o bem aos que vos odeiam,orai pelos que vos perseguem" ( Mt 5,44)
        Mt 20,17-28

4 de mar. de 2015

Ano da Vida Consagrada

  Alguns Apontamentos - II



11. Sobre a Vida Religiosa Consagrada existem muitos escritos. O que é bom, verdadeiro, o que responde vem aos poucos. Para o trabalho de conhecer tudo o que se escreve é preciso: 1. Ler bem o que foi proposto. 2. Refletir bastante 3. Fazer uma reflexão sobre a Vida Religiosa Consagrada a partir da própria vida, da própria experiência. Não existe Vida Religiosa Consagrada abstrata, existe o religioso, a religiosa, concretos!  4. Ver, conhecer e saber a partir do que é a verdadeira face da Vida Religiosa Consagrada. leia mais: 

2 de mar. de 2015

Ano da Vida Religiosa


1. A reflexão que aqui iniciamos é uma escolha. Temos que entrar na vastidão do tema da Vida Religiosa Consagrada e buscarmos compreender a Identidade Teológica da Vida Religiosa Consagrada como Identidade de Vida Cristã. Ela é uma profusão de possibilidades temáticas, mas vamos procurar entender a sua Identidade. Continua lendo:

1 de mar. de 2015

Compromisso político da fé

Fonte:  domtotal.com
Em momentos nos quais o exercício da cidadania parece pouco visível e a alienação social e política toma formas que chegam até a justificar golpe de Estado, é importante refletir sobre como restituir à Política a sua nobreza e dignidade. Alguns meios de comunicação  que se alimentam cotidianamente de assassinatos e assaltos, exacerbam o mesmo sensacionalismo, ao escolher como tema recorrente e quase único a corrupção aparentemente generalizada que assola as instituições públicas. Isso pode deixar em muitos a impressão de que todo político é corrupto e a própria Política é sempre ruim. De fato, existe uma atividade que é mais politicagem do que Política. No entanto, em todas as instituições, há pessoas profundamente éticas e corretas. Essas são a maioria das pessoas. A minoria é corrupta e venal. Acontece que uma vida consagrada aos outros e pautada na ética não é notícia. A corrupção, sim, mesmo se ainda não for comprovada e, principalmente, se a sua divulgação favorece a interesses partidários e de classe.
No atual sistema político brasileiro, infelizmente, pessoas se aproveitam de cargos e benefícios públicos para fins privados. Esse mal se implantou em nossas instituições desde a época da colônia. Tomou formas mais sofisticadas a partir dos anos 90. A maioria dos brasileiros esperava um rigor maior e uma postura diferente de um governo prometia uma nova ética e se apresentava como de esquerda ou mais popular. Todos queremos governantes que não se omitam e não compactuem com a desonestidade. No entanto, não podemos nos deixar levar por uma carga emocional que condena antes do julgamento e quer punir, sem que haja provas concretas da ilegalidade.

Sem dúvida, toda corrupção deve ser condenada, mas a mais grave não é essa que vestais da moral bradam diariamente e sem cessar nos meios de comunicação. No plano político, a corrupção mais profunda ocorre quando um partido que se apresentava como iniciativa dos trabalhadores e tinha como programa a transformação do Brasil, se acomoda ao poder e troca o projeto de um país justo e igualitário pela mera ambição de ganhar eleições e deter o poder. Para isso, metas fundamentais como a reforma agrária, reforma política e outras reformas de base são deixadas de lado. Ao fazer todo tipo de conchavo para garantir a tal “governabilidade” pelos caminhos de sempre, o governo coordenado pelo PT se comporta como a gralha da antiga parábola de Esopo. Uma gralha ouviu falar que, em um pombal vizinho, as pombas se alimentavam bem. Então, se pintou de branco, fingiu-se de pomba e foi para o pombal. Deu certo até que, sem querer, ela piou. Ao ouvir o seu granido, as pombas viram que era uma gralha e a expulsaram. Sem alternativas, ela voltou ao meio das outras gralhas que, quando a viram pintada de branco, também não a receberam. E ela ficou sozinha, nem pomba, nem gralha. No Brasil atual, banqueiros ganham 400% de lucro ao ano. O agronegócio tem até ministério no governo. Grandes empresas de comunicação ganham milhões do próprio governo para desinformar a população e destruir o pouco que foi construído. Mesmo assim, essa elite que representa menos de 10% da população não se conforma e não acredita na gralha vestida de pomba. E ao invés de se achar contemplada por um governo que, depois de eleito, abandonou sua base social, o destrata do mesmo modo. Ignora todas as conquistas sociais já conquistadas e tenta divulgar que o país nunca esteve tão mal como agora. E fomenta as bases para um possível golpe de Estado para libertar o país do “terrível e perigosíssimo” bolivarianismo venezuelano ou simplesmente do comunismo cubano para o qual estaríamos caminhando.

Na Campanha da Fraternidade de 2015, a CNBB propõe o aprofundamento da missão das Igrejas cristãs em sua inserção social e política na sociedade. O papa Paulo VI ensinava que a ação política é a forma mais nobre de se viver a caridade cristã na sociedade. O objetivo da ação social e política das pessoas que têm fé é testemunhar que o projeto divino de um mundo justo e de paz é possível. É assunto não só dos políticos, mas de todos os cidadãos e, portanto de todos/as que, em meio às lutas do mundo, querem viver em Deus. O Evangelho de Jesus nos chama para irmos sempre às raízes das questões e trabalharmos por uma transformação radical de todas as estruturas da sociedade. O programa do Conselho Mundial de Igrejas que reúne 349 Igrejas cristãs resume isso no programa: Paz, Justiça e Cuidado com a Criação.

Marcelo Barros Marcelo Barros é monge beneditino e teólogo especializado em Bíblia. Atualmente, é coordenador latino-americano da Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo (ASETT). Assessora as comunidades eclesiais de base e movimentos sociais como o Movimento de Trabalhadores sem Terra (MST). Tem 45 livros publicados dos quais está no prelo: "O Evangelho e a Instituição", Ed. Paulus, 2014. Colabora com várias revistas teológicas do Brasil, como REB, Diálogo, Convergência e outras. Colabora com revistas internacionais de teologia, como Concilium e Voices e com revistas italianas como En diálogo e Missione Oggi. Escreve mensalmente para um jornal de Madrid (Alandar) e semanalmente para jornais brasileiros (O Popular de Goiânia e Jornal do Commercio de Recife, além de um jornal de Caracas (Correo del Orinoco) e de San Juan de Puerto Rico (Claridad).

19 de fev. de 2015

O COP 20 no Peru é uma farsa?

O COP 20 no Peru é uma farsa?
Considerado um dos países mais perigosos para ativistas ambientais, o Peru sediou a cúpula anual da ONU sobre mudança climática, mas líderes comunitários e indígenas afirmam que a ação é uma hipocrisia
Por Stephanie Boyd, em New Internationalist | Tradução por Vinicius Gomes
fONTE:http://revistaforum.com.br/digital/177/cop-20-peru-e-uma-farsa/
Realizada no início de dezembro, em Lima, no Peru, a COP 20 – série de reuniões sobre mudança climática promovidas pela ONU – foi acusada de hipócrita e enganadora pelos líderes indígenas e ativistas ambientais. O Peru gastou cerca de 54 milhões de dólares para sediar o evento e receber líderes de 195 países e mais de 10 mil delegados em sua capital.
Todavia, por trás do “carpete verde” cuidadosamente preparado pelo governo, o presidente Ollanta Humama e seus adidos promovem políticas destrutivas que representam retrocessos na legislação ambiental. Um exemplo é a falha na proteção de comunidades indígenas em seus direitos à terra e água, assim como a violenta repressão policial a que são submetidas.
Alfonso Lopez, um líder Kokama da Amazônia peruana, contou ao canal de televisão mais popular do país, o Canal N, que a COP 20 era uma farsa. Lopez afirmou que a estatal petrolífera PetroPeru tem despejado petróleo por mais de dez anos nos rios de sua comunidade e que nenhum de seus recursos hídricos eram aptos para o consumo humano. “A conferência é uma tentativa de acobertar a desgraça na qual as comunidades indígenas estão vivendo no interior do Peru”, disse.
De acordo com um novo relatório da ONG Global Witness, o Peru é o quarto país mais perigoso para ambientalistas. Pelo menos 57 ativistas ambientais foram assassinados no país andino desde 2002 – a maioria das mortes relacionadas a projetos de minas.
Há dois anos, três homens foram mortos pela polícia durante protestos contra a mina Glencore-Xstrata, ao sul dos Andes. Há poucas semanas, outros cinco ativistas morreram da mesma maneira, por conta de uma greve contra a empresa Newmont na mina de Yanacocha, ao norte dos Andes.
Novas legislações contra protestos de rua no Peru têm permitido que a polícia use armas de fogo contra manifestantes pacíficos e que seu agentes não sejam punidos por tais ações. Outra novidade é que os sobreviventes podem receber uma sentença de até 20 anos de prisão por “crimes”, como bloquear estradas.
O relatório da Global Witness dá ênfase ao assassinato, em setembro, de Edwin Chota e três outros líderes ambientalistas por madeireiros ilegais na Amazônia. Há mais de uma década, a comunidade nativa de Chota, os Ashaninka, tem exigido reconhecimento por suas terras ancestrais. Os quatro homens assassinados eram críticos da venda ilegal de madeira.
A indústria madeireira ilegal do Peru é um grande negócio: uma única árvore de mogno pode valer mais de 11 mil dólares nos Estados Unidos. A taxa de desflorestamento no Peru dobrou entre 2011 e 2012, e a destruição da Amazônia peruana é responsável por metade das emissões de gases estufas do país.
As comunidades indígenas são defensoras vitais dessas florestas, mas o Peru tem sido lento em reconhecer seus direitos à terra. Mais de 20 milhões de hectares, clamados judicialmente pelos indígenas, estão ainda sob custódia do governo, que não decide se os destina aos povos tradicionais. A nova legislação não ajuda: enfraquece os direitos dos nativos ao seu próprio território.
O fraco histórico do governo em relação ao cumprimento da legislação ambiental culminou em um aumento de conflitos. O país chegou ao ponto de registrar 135 confrontos socioambientais em outubro, sendo em sua maioria, relacionados a projetos de mineração, gás e petróleo.
Comunidades agrícolas e indígenas afirmam enfrentar a contaminação de seus recursos hídricos e perda de terras férteis por conta das mineradoras estrangeiras, assim como do óleo e gasodutos. Fora o amplo desflorestamento causado pela indústria ilegal de mineração.
(Foto de Capa: Jorge Rios, um dos ambientalistas assassinado em setembro de 2014, e sua família/Global Witness