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11 de mar. de 2015

Ano da Vida Religiosa



16. O Carisma da Vida Religiosa Consagrada nasce sempre da base e não da hierarquia. A Vida Religiosa Consagrada nasce diretamente dos fiéis. A ação do Espírito insuflando carismas vem antes da reflexão teológica e mesmo antes do Direito Canônico. A Vida Religiosa Consagrada é gratuita, é garantida por Deus e não pelo Código de Direito Canônico, por Regras, Constituições ou Estatutos. leia mais:

7 de nov. de 2011

Sempre a caminho de olhos fixos em Jesus

Levando em consideração os dois temas anteriores, a saber, “A importância da fundamentação bíblica-teológica para a VRC na perspectiva laical” e “A vocação do Irmão na sociedade de estabilidade e na sociedade de mudança”, queremos dar continuidade na reflexão e aprofundamento da nossa vocação e identidade religiosa de irmãos propondo que avancemos “Sempre a caminho de olhos fixos em Jesus”. leia mais:

3 de nov. de 2011

Martinho da caridade

Martinho de Porres (1579-1639) foi um dos santos mais ativos e humildes da história da Igreja Católica.
Em 1579, Ana Velasquez, uma africana livre, deu à luz um filho em Lima, no Peru. Da certidão de nascimento constava ”pai desconhecido”. Entretanto, quando o menino tinha oito anos, Don Juan de Porres, um nobre espanhol, reconheceu a paternidade e pagou pela educação de Martinho.
leia mais: 

16 de out. de 2011

A vocação do Irmão na sociedade de estabilidade e na sociedade de mudança





            Que sociedade, que Igreja, que vida religiosa existiu antes da crise de identidade?


Estamos na sociedade de estabilidade todas as vezes que: admiramos a lua; o que ocorreu irá acontecer novamente; sempre que sabemos o que vai acontecer; predominância do espaço sobre o tempo: céu acima, inferno abaixo; o espaço não muda, mas o tempo passa; a sociedade tradicional é espacial; sob o Romano Pontífice; o pai para as coisas mais importantes e a mãe para as “secundárias”; tradição e autoridade: o mestre de noviços, o provincial, o Geral, o administrador; não que seja má ou boa é apenas de estabilidade.  Leia mais....

5 de set. de 2011

A importância de uma fundamentação bíblica-teológica para a VRC na perspectiva laical

Cristologia interpreta a natureza, a vida e a missão de Jesus em uma perspectiva sacerdotal diferente da perspectiva da irmandade. É importante, portanto, aprofundar e produzir uma reflexão teológica que parta da perspectiva de Jesus irmão e que contribua para uma eclesiologia mais fraterna em um âmbito mais amplo e uma Vida Religiosa Consagrada mais próxima à sua identidade originante.
Por esta razão, fazer a vontade do Pai constitui o critério de irmandade e de pertença ao Reino inaugurado por Jesus e, nesse sentido, o autor da Carta aos Hebreus entende a vida e a missão de Jesus.
a)      Qual é, para mim, a relação de Jesus irmão com a mãe Igreja?
b)      Como consagrados, de que forma vivo e/ou testemunho a pertença à família humana, religiosa e eclesial?
c)      Qual é a vontade de Deus para minha vida neste momento/circunstância?
Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o projeto dele. Aqueles que Deus antecipadamente conheceu, também os predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho, para que este seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8,28,s)
a)      O que significam, para mim, os irmãos e as irmãs de diferentes crenças, culturas e classes sociais?
b)      O que dizem ou deveriam dizer as orientações de minha congregação a respeito da minha resposta sobre a pergunta acima?
c)      Como me relaciono com os leigos não consagrados: em igualdade, superioridade, inferioridade, por quê?

28 de ago. de 2011

UMA ORDEM DE IRMÃOS

Nas origens da fraternidade
   Frei Odair Verussa frade capuchinho, da Provincia de São Paulo faz um reflexão a respeito da "Sacerdotalização" da Ordem franciscana. Termo usado por Landini, Manselli, Rusconi, Grado Giovanni Merlo e outros historiadores franciscanos vêem usando em lugar de clericalização porque parece indicar melhor a progressiva introdução dos frades menores no organismo eclesiástico e na ação pastoral. Além disso, evita a falsa alternativa entre o caráter “laical” ou “clerical” da primitiva fraternidade e da sua evolução em Ordem. A alternativa verdadeira está, para Luigi Pellegrini, entre a “absoluta precariedade e instabilidade das origens e o sucessivo processo de estabilização e normalização institucional”.
       Portanto a sacerdotalização da fraternidade de Frei Francisco começa cedo. Os primeiros que foram com ele pedir a aprovação da Igreja em 1209 certamente eram leigos, mas a mesma aprovação desperta o interesse e a chegada de clérigos, sacerdotes ou não. É a eles que o Testamento se refere quando diz: “os clérigos rezavam o ofício”. Frei Leão, Frei Iluminato são desse grupo e são sacerdotes. Em 1211 entra Frei Silvestre, sacerdote! O número dos clérigos, todavia vai crescer bastante entre 1217 e 1220. Entre eles já há vários mestres aos quais quase espontaneamente a fraternidade vai confiando o serviço fraterno de ministros, sem excluir os irmãos leigos, levando-os a assumir os destinos da jovem fraternidade. Frei Caetano Esser faz este precioso comentário: “Os ministros se encontravam frente a homens da Idade Média e o homem medieval por si mesmo não pensa nem vive senão de forma cooperativa, em corporações. Essa mentalidade leva a entender que devia haver na Ordem uma estrutura social bem definida. Francisco sustentava ao contrário sua concepção pessoal, querendo o homem bem enraizado em si mesmo e na inspiração divina, como se pode deduzir em primeiro lugar da concepção franciscana de obediência nos primeiros tempos. Sob este aspecto Francisco estava claramente em vantagem em relação ao seu tempo... e mesmo fazendo algumas concessões soube manter e conservar solidamente o seu ponto de vista“ (Introduzione Alla Regola Franciscana, 26-27). Com a sua profunda convicção da importância da fraternidade, Francisco sinaliza para a individualidade e subjetividade típicas da modernidade. Leia mais: