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26 de mar. de 2014

Envergonhar-se e alargar o coração

Fonte:  domtotal.com
Todos temos a necessidade de ser justificados. E o único que nos justifica é Jesus Cristo.

Quando caminhamos um pouco, a luz do Senhor nos faz ver as coisas e a ajudar os nossos irmãos.
Por Dom Anuar Battisti*

O perdão se torna cada vez mais uma experiência para místicos e santos do presente e do passado. Como é difícil perdoar, e como faz bem sentir-se perdoado.
O papa Francisco, nesta semana, recordou que para pecar não temos vergonha, mas temos vergonha de confessar o nosso pecado. "É verdade que nenhum de nós matou ninguém, mas tantas pequenas coisas, tantos pecados cotidianos, de todos os dias... E quando pensamos: ´Mas que coisa, que coração pequenino: eu fiz isto ao Senhor!’ E envergonhar-se! Envergonhar-se perante Deus e esta vergonha é uma graça: é a graça de ser pecador. ‘Eu sou pecador e envergonho-me perante Deus e peço perdão.’ É simples, mas é tão difícil dizer: Eu pequei".
Quando queremos agredir alguém, chamando-no de sem vergonha, safado, etc… Deus nunca agiu assim diante dos nossos pecados. Diante de Deus todos nós deveríamos sentir vergonha sim, de nossas malandragens e tirar as máscaras da nossa consciência e voltar ao amor misericordioso do Pai Deus numa vida nova, transparente, iluminada.
Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. Pecador sim, corrupto não. A corrupção não deixa ver o pecado. Tudo é lícito e justificável.
Quarta feira, na audiência pública, o papa Francisco dizia: “A Quaresma é um tempo para "arrumar a vida" nos aproximando de nosso Senhor. Ele "nos quer perto de si" e nos garante que "nos espera para nos perdoar", mas quer "uma aproximação sincera" e nos avisa do perigo da hipocrisia: "O que os hipócritas fazem? Eles se maquiam de bonzinhos: fazem cara de propaganda, rezam olhando para o céu, se mostram, se consideram mais justos do que os outros, desprezam os outros. ‘Mas eu sou muito católico’, dizem eles, ‘porque o meu tio foi um grande benfeitor, a minha família é esta e eu sou... eu aprendi... eu conheci tal bispo, tal cardeal, tal padre. Eles se consideram melhores do que os outros. Esta é a hipocrisia. Nosso Senhor nos diz: ´Não, isso não´. Ninguém é justo por si mesmo. Todos nós temos a necessidade de ser justificados. E o único que nos justifica é Jesus Cristo.”
Na sua mensagem o papa reafirmava: “Temos que nos aproximar do Senhor ‘para não ser cristãos disfarçados, que, por trás das aparências, na realidade, não são cristãos’. Como, então, não ser hipócritas e aproximar-se de Deus? A resposta vem do próprio Deus na primeira leitura: ‘Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos o mal das vossas ações, deixai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem’”. Este é o convite.
Mas Francisco pergunta: "Qual é o sinal de que estamos no bom caminho?" Envergonhar-se e alargar o coração. Que o Senhor nos dê esta graça. ‘Socorrei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva’. Ocupar-se do próximo: do doente, do pobre, de quem tem necessidade, do ignorante. Os hipócritas não sabem fazer isto, não podem, porque são tão cheios de si que estão cegos para olhar para os outros. Quando caminhamos um pouco e nos aproximamos de nosso Senhor, a luz do Senhor nos faz ver essas coisas e a ajudar os nossos irmãos. Esse é o sinal, este é o sinal da conversão.”
CNBB, 25-03-2014.
*Dom Anuar Battisti é arcebispo de Maringá (PR).

16 de dez. de 2013

Diálogo, Reconciliação........


D.R. JN | Papa Francisco e Patriarca Bartolomeu I

«DIÁLOGO, PERDÃO E RECONCILIAÇÃO» PELA PAZ NO MÉDIO ORIENTE DESTACA FRANCISCO

Papa Francisco enviou mensagem a Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla
Cidade do Vaticano, 30 nov 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco enviou hoje uma mensagem a Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, onde destaca o «diálogo, perdão e reconciliação» para resolver os conflitos no Médio Oriente, pela festa do apóstolo Santo André, irmão de São Pedro. «Os cristãos do Oriente e do Ocidente devem dar um testemunho comum, para difundir a mensagem da salvação do Evangelho ao mundo inteiro», escreveu Francisco ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla. O Papa destaca o trabalho e caminho ecumênico que em 2014 comemora o 50° aniversário do encontro histórico entre Paulo VI e o Patriarca Ecumênico Atenágoras, em Jerusalém. Na mensagem relembra que «os cristãos são membros de uma mesma família, experimentam a alegria da autêntica fraternidade em Cristo» embora «a plena comunhão ainda não» tenha sido «plenamente atingida». Nesse sentido, é urgente e necessária «uma cooperação eficaz e diligente entre os cristãos pelo direito de manifestarem a fé publicamente» e para que «sejam tratados com igualdade» quando a anunciam «o cristianismo na sociedade e na cultura contemporânea», explicou. Na mensagem a Bartolomeu I o «diálogo, perdão e reconciliação» são apresentados como «meios possíveis para resolver o conflito no Oriente Médio» e a situação de tantas pessoas que sofrem por causa da violência, da guerra, da fome, da pobreza e de desastres naturais. O direito dos cristãos do Médio Oriente permanecerem nos seus países não foi esquecido, por isso, Francisco apela «a rezar pela paz na região» e insiste que «se continue a trabalhar pela reconciliação e o justo reconhecimento dos direitos dos povos». Sobre o martírio do apóstolo Santo André, irmão de São Pedro, a mensagem recorda «todos os cristãos que, no mundo, sofrem por tantas formas de discriminação e, às vezes, até pagam com o próprio sangue o alto preço da sua profissão de fé», revela a Rádio do Vaticano. Na despedida enviou «um abraço fraterno de paz» e reafirmou que pretende «prosseguir as relações fraternas entre a Igreja de Roma e o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla». RV/CB
fonte: http://www.ecclesia.com.br/news/2013/