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17 de mai. de 2015

Dá nos um pouco da Tua àgua

                                      Júlio Lázaro Torma*
                                             " Para que todos sejam um"
                                                               ( Jo 17,21)
    A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é tradicionalmente celebrada entre os dias 18 e 25 de janeiro. Entre as festas da Cátedra de São Pedro e a Conversão de São Paulo,( hemisfério norte) e em torno de Pentecostes no hemisfério sul.
    Neste ano o tema é tirado do Evangelho de São João, do encontro de Jesus com a samaritana, no poço de Sicar, onde Jesus humildemente pede água;" Dá me de beber" ( Jo 4,7).
   O tema é proposto pelo CONIC ( Conselho de Igrejas Cristãs), que congrega as Igrejas Católica Apostólica Romana, Católica Síriana Ortodoxa, Presbiteriana Unida, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
   Que vem ao encontro da oração de Jesus " para que todos sejam um" ( Jo 17,21) e como fala o Concílio Vaticano II, que a " oração é alma de todo o movimento ecumênico" ( UR 8).
   Dá nos um pouco da tua água, nos remete as palavras de Jesus, " Mas a água que eu lhes der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna" ( Jo 4,14). Esta é a nossa sede a busca de Jesus e de vivermos a unidade dos discípulos de Jesus para sermos de fato um, como Ele e o Pai são.
    A unidade das Igrejas só acontecerá de fato quanto houver amor e acolhida entre a diversidades de religião, etnia e cultura.
   O povo brasileiro é conhecido pela cordialidade e também religioso, onde 86,8% da população se declará cristã.
    Mesmo tempo em que somos a maioria cristã da sociedade, vemos crescer atos que vão contra os princípios ensinados e vividos por Jesus, como a intolerância religiosa principalmente contra as religiões de matriz africanas e indigenas.
    Tais atos tem crescido nos últimos vinte anos praticados por fundamentalistas religiosos.
     O fundamentalismo e a intolerância religiosa são frutos do " mundanismo espiritual leva alguns cristãos a estar em guerra com outros cristãos que se interpõem na sua busca pelo poder, prestígio, prazer ou segurança econômica" ( E.G, 98).
    Enquanto isso a intolerância e a violência estatal e normativa cresce no país, como os atos racistas, xenofóbicos, a violência contra os homossexuais, mulheres, povos indígenas, extermínio da juventude negra e pobre das periferias das cidades, a violência no campo e a intolerância política e religiosa que tem dividido as famílias, pessoas e levado há óbito.
    Como podemos ser um país cristão se não vivemos de fato a mensagem de Jesus?, a intolerância religiosa e o fundamentalismo religioso destrói a mensagem de Jesus e cria uma antipatia naqueles que não conhecem Jesus e nem vivem a sua mensagem.
    Diante da intolerância religiosa nós cristãos discípulos de Jesus somos chamados a testemunhar o Amor de Deus para com a humanidade através da acolhida as mais diversas expressões religiosas, étnicas, culturais e de pensamento, pois o cristão é o mensageiro da Paz e do Amor.
    Mais uma vez o mundo nos pede testemunho e só haverá paz no Brasil e no mundo se houver paz entre as religiões.
     Pois como cristãos de diferentes tradições devemos dar o nosso testemunho de amor e de acolhida, ao mundo,pois como escrevia Tertuliano, sobre os primeiros cristãos, " Vede como se amam".
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  * Membro do colegiado da Pastoral Operária Nacional

19 de jan. de 2014

Judeus e cristãos são "parentes" também teologicamente



Rabino Abram Skorka fala dos desafios apresentados. pela próxima visita do papa Francisco à Terra Santa

Fonte:  (Zenit.org)

Luca Marcolivio

Hóspede da Pontifícia Universidade Gregoriana, o rabino de Buenos Aires, Abram Skorka, falou detalhadamente sobre a sua amizade com o papa Francisco, as relações judaico-cristãs e as perspectivas da visita pastoral do Santo Padre à Terra Santa.
Na conferência pública realizada ontem à noite no auditório da universidade jesuíta, participou também o cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos e da Comissão para as Relações Religiosas com os Judeus. A conferência foi aberta pelo reitor, pe. François-Xavier Dumortier, SJ.
Conforme explicado pelo cardeal Koch, a mesa redonda de ontem foi também um tributo à memória do cardeal jesuíta alemão Augustin Bea (1881-1968), figura de destaque do Concílio Vaticano II, pioneiro do diálogo judaico-cristão e um dos principais arquitetos da declaração Nostra Aetate. O Centro de Estudos Judaicos da Universidade Gregoriana homenageia o nome do cardeal Bea.
O rabino Skorka apresentou o contexto histórico da pluralidade multicultural e religiosa de Buenos Aires, que, desde o século XIX, se tornou destino de vítimas de perseguição política e de minorias étnicas da Europa, dando vida à maior comunidade judaica da América Latina.
O diálogo judaico-católico na Argentina, disse o rabino, vem historicamente de antes do Vaticano II e, de alguma forma, foi precursor das suas ideias a partir do nascimento, em 1956, da primeira fraternidade judaico-cristã do subcontinente latino-americano.
O verdadeiro propósito do diálogo inter-religioso, disse Skorka, “é essencialmente a explicação do porquê da nossa fé, do motivo de sermos judeus em vez de cristãos. É uma prática que não pode ser fim em si mesma e que deve evitar a autocomplacência, fugindo das tentações de proselitismo”.
Só assim poderemos "nos conhecer e amar", disse o rabino, destacando que, em hebraico, os verbos conhecer e amar são sinônimos. "Deus está em cada homem. Por isso, respeitar a Deus significa respeitar quem está perto de mim", declarou.
O diálogo inter-religioso, observou ainda, se divide em três níveis: os dois primeiros são o conhecimento e o amor; depois vem o nível teológico, que, em particular nas relações judaico-cristãs, pode ser bastante frutuoso. "Durante o nosso último encontro, o papa Francisco disse que o próximo passo é justamente o teológico", afirmou o rabino de Buenos Aires.
Recordando o calote argentino de 2001, Skorka comentou que a crise foi uma oportunidade na qual "as instituições religiosas foram chamadas a colaborar umas com as outras de maneira profunda".
Sobre a próxima visita do papa Francisco à Terra Santa, o rabino de Buenos Aires espera que a viagem inspire uma "mensagem de paz", embora o papa "não vá resolver todos os problemas; pelo menos ele vai deixar um sinal".
ZENIT perguntou sobre as armadilhas desta visita pastoral, em particular sobre o risco de uma "banalização" do evento. Skorka respondeu que "há grandes expectativas entre todas as pessoas" devido ao "grande carisma" de Francisco, e que, deste ponto de vista, o desafio para o papa será precisamente demonstrar que uma viagem desse tipo não é uma trivialidade.
ZENIT perguntou também qual é a visão do rabino sobre o diálogo entre cristãos e muçulmanos, revitalizado pelo papa Francisco especialmente depois da mensagem por ocasião do Ramadã. Skorka considera que o diálogo inter-religioso é uma necessidade para todas as religiões e não deve excluir nenhuma fé.
O rabino acrescentou que as relações judaico-cristãs, no entanto, sempre terão uma vantagem em virtude das raízes comuns abraâmicas, “que nos tornam, em certo sentido, parentes”. Além disso, foi no contexto histórico judaico que o cristianismo veio à luz.
É significativo, observa Skorka, que Jesus fosse chamado de rabbi, ou seja, rabino, mestre. Do ponto de vista teológico, "a relação é muito profunda".
Com o islã também há raízes abraâmicas em comum, mas as circunstâncias históricas levaram a uma diversidade maior, que torna o diálogo mais complexo, pelo menos no âmbito teológico. É um caso parecido com o das relações entre as três religiões monoteístas e o budismo, por exemplo.
Em todo caso, reiterou o rabino, o diálogo inter-religioso é sempre necessário pelo menos nos dois primeiros níveis, o do conhecimento e o do amor, e deve ter como pilar essencial "o respeito pela vida" em todas as suas formas.
(17 de Janeiro de 2014) © Innovative Media Inc.

16 de dez. de 2013

Diálogo, Reconciliação........


D.R. JN | Papa Francisco e Patriarca Bartolomeu I

«DIÁLOGO, PERDÃO E RECONCILIAÇÃO» PELA PAZ NO MÉDIO ORIENTE DESTACA FRANCISCO

Papa Francisco enviou mensagem a Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla
Cidade do Vaticano, 30 nov 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco enviou hoje uma mensagem a Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, onde destaca o «diálogo, perdão e reconciliação» para resolver os conflitos no Médio Oriente, pela festa do apóstolo Santo André, irmão de São Pedro. «Os cristãos do Oriente e do Ocidente devem dar um testemunho comum, para difundir a mensagem da salvação do Evangelho ao mundo inteiro», escreveu Francisco ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla. O Papa destaca o trabalho e caminho ecumênico que em 2014 comemora o 50° aniversário do encontro histórico entre Paulo VI e o Patriarca Ecumênico Atenágoras, em Jerusalém. Na mensagem relembra que «os cristãos são membros de uma mesma família, experimentam a alegria da autêntica fraternidade em Cristo» embora «a plena comunhão ainda não» tenha sido «plenamente atingida». Nesse sentido, é urgente e necessária «uma cooperação eficaz e diligente entre os cristãos pelo direito de manifestarem a fé publicamente» e para que «sejam tratados com igualdade» quando a anunciam «o cristianismo na sociedade e na cultura contemporânea», explicou. Na mensagem a Bartolomeu I o «diálogo, perdão e reconciliação» são apresentados como «meios possíveis para resolver o conflito no Oriente Médio» e a situação de tantas pessoas que sofrem por causa da violência, da guerra, da fome, da pobreza e de desastres naturais. O direito dos cristãos do Médio Oriente permanecerem nos seus países não foi esquecido, por isso, Francisco apela «a rezar pela paz na região» e insiste que «se continue a trabalhar pela reconciliação e o justo reconhecimento dos direitos dos povos». Sobre o martírio do apóstolo Santo André, irmão de São Pedro, a mensagem recorda «todos os cristãos que, no mundo, sofrem por tantas formas de discriminação e, às vezes, até pagam com o próprio sangue o alto preço da sua profissão de fé», revela a Rádio do Vaticano. Na despedida enviou «um abraço fraterno de paz» e reafirmou que pretende «prosseguir as relações fraternas entre a Igreja de Roma e o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla». RV/CB
fonte: http://www.ecclesia.com.br/news/2013/ 

25 de abr. de 2012

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

A busca da unidade ao longo de todo o ano
Promovido mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.
No hemisfério sul, em que janeiro é tempo de férias, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas que, neste ano, acontecem de 20 a 27 de maio, sob o tema de 1 Coríntios 15:51-58: “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Já no hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908 por Paul Watson porque cobriam o tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo e tinham, portanto, um significado simbólico.