9 de fev. de 2014

Ministro da Justiça garante a demarcação da TI Passo Grande do Rio Forquilha; agricultores denunciam ações da elite ruralista

Fonte da notícia: Gapin e Cimi-Sul - equipe Iraí
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, seguido de comissão formada pelo ministro do Desenvolvimento to Agrário, Pepe Vargas, pelo presidente do Incra, Carlos Guedes, pela presidenta da Funai, ai, Maria Augusta Assirati, entre outros assessores dos governos federal e estadual, esteve na manhã do dia 18 de novembro na cidade de Passo Fundo (RS), onde se reuniu com lideranças Kaingang da Terra Indígena Passo Grande do Rio Forquilha (na foto ao lado pode-se ver o acampamento onde os indígenas viviam antes de inciarem o processo de auto demarcação) para tratar da continuidade do processo de demarcação da área em questão.
A reunião foi marcada após a ida de Leonir Franco, Cacique da área indígena, até Brasília para contrapor os argumentos utilizados pelo ministro ao decretar de maneira arbitrária a suspensão da demarcação da TI Passo Grande do Rio Forquilha. Na ocasião, José Cardozo prometeu que viria até a área em conflito para averiguar as informações relatadas pelo Cacique. No entanto, às vésperas do encontro, alegando preocupações com segurança pessoal e da comunidade indígena, transferiu a reunião para a cidade de Passo Fundo.
Já no início da reunião foi anunciado pela mesa de diálogo, composta pelas autoridades federais presentes e pelo secretário estadual Ivar Pavan, que a suspensão da Portaria Declaratória da área nunca esteve em questão e que, em decorrência dos conflitos entre indígenas e agricultores, a Presidência da República estaria criando um programa com fundo específico para providenciar indenizações necessárias aos agricultores que ocupam terras declaradas como indígenas.
Em caráter de conselho, mas em tom de ameaça, o ministro enfatizou várias vezes que a continuidade do processo de demarcação dependeria da paz entre os lados, ou seja, que cessassem imediatamente as campanhas de auto demarcação. Imediatamente os Kaingang rebateram o argumento demonstrando ao ministro que não existe nenhum conflito entre a comunidade indígena e os pequenos agricultores. Exemplificaram que o que existe na verdade é uma série de disputas encomendadas por ruralistas e políticos que possuem base eleitoral e interesses diretos na região. Denunciaram publicamente o secretário de Desenvolvimento Rural do Estado, Ivar Pavan, e o assessor do governador do RS, Milton Viário, que se faziam presentes na reunião, por práticas coercitivas e de má fé contra os indígenas e apontaram com clareza a demora no processo de demarcação como causador direto dos conflitos insinuados pelo ministro.
Ao tentar se defender das acusações, o secretário Pavan acabou ressaltando outro ponto levantado pelos indígenas que se refere às diferentes formas de ocupação da área pelos supostos agricultores. Segundo os indígenas, e reforçado por Pavan, enquanto alguns agricultores ocupam a terra indígena por terem sido assentados injustamente pelo Estado, através de títulos ilegalmente concedidos pelo governo do estado, existem mais de 200 hectares de terra que foram colonizadas ilegalmente por outros proprietários. Esses 200 hectares já haviam sido oferecidos aos indígenas, sob ordem do próprio governador Tarso Genro, por Milton Viário, Ivar Pavan e Fabiano Pereira em reunião fechada, onde adicionados a uma série de direitos básicos referentes à educação, moradia e saúde, foram usados como tentativa de moeda de troca para que os indígenas abdicassem do tamanho total do território a ser demarcado. 
As lideranças Kaingang presentes, entregaram ao ministro um mapeamento das propriedades que se encontram em área indígena e deverão ser indenizadas e garantiram que os pequenos agricultores diretamente afetados pela demarcação querem a indenização e não identificam os indígenas como inimigos. O que ocorre é que a partir de tanta indefinição e demora é impossível que os agricultores tenham certeza de que serão realmente indenizados pelos órgãos responsáveis.
Depois de apontadas uma série de possibilidades concretas de resolução do problema por parte da comunidade, a reunião teve um encaminhamento dúbio. Os representantes governamentais deixaram aberta a possibilidade de reuniões entre Incra, Funai e os pequenos proprietários para que, caso a caso, sejam encontradas soluções para a retirada dos colonos. Enquanto isso, os indígenas cobraram do ministro a continuidade do processo demarcatório porque, como alegaram, na sequência dos estudos, mais precisamente na etapa denominada levantamento fundiário, esse levantamento dos casos será feito e é necessário para garantir de fato a demarcação.
Por parte da Funai, o órgão afirmou na figura de seu coordenador regional, Roberto Perin, a presença histórica dos indígenas sobre esta área e a seriedade dos laudos e estudos realizados. O próprio ministro, mais uma vez garantindo que não existem possibilidades de revogação da Portaria Declaratória disse ter ciência e certeza de que os estudos realizados pela Funai na área de Passo Grande do Rio forquilha não contém erros e são indubitavelmente verossímeis.
Após o término da reunião, enquanto José Eduardo Cardozo e Pepe Vargas partiram para Porto Alegre para encontrar-se com o conjunto de supostos agricultores, articulados pela Farsul e Fetraf-Sul, denunciados pelos indígenas como causadores de confusão e conflitos, os assessores do ministro da Justiça e do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, junto a Carlos Guedes, presidente do Incra e a Coordenação da Funai de Passo Fundo, se dirigiram à Terra Indígena Passo Grande do Rio Forquilha para ouvir a comunidade e os pequenos agricultores.
Devido ao atraso do ministro na sua chegada em Passo Fundo, muitos dos agricultores que esperavam ansiosos já haviam partido para seus trabalhos cotidianos, porém um grupo de pequenos agricultores permaneceu e garantiu a representatividade destes em meio aos indígenas. Os agricultores falaram abertamente à comitiva governamental. Garantiram que o problema nunca foi deixar a terra, mas sim que desejavam partir com a certeza de que os direitos às indenizações e políticas de compensação fossem cumpridos, para que não perdessem o que acumularam durante suas vidas.
Os pequenos agricultores reclamaram da demora no processo, elencando esta demora como causadora da incerteza de muitos outros agricultores que não estavam presentes no momento. Semelhante ao declarado pelos Kaingang, os pequenos agricultores se declararam amigos dos indígenas e ressaltaram que os conflitos não foram ocasionados pelos ocupantes que se encontram nas áreas a serem demarcadas, mas sim, por elites ruralistas locais que não os deixam participar das reuniões e não os informa sobre o que está realmente acontecendo.
Por fim, houve uma demorada e esclarecedora explicação dos processos indenizatórios por parte da comitiva governamental e os agricultores reafirmaram que estariam satisfeitos com a indenização. Tanto agricultores quanto os Kaingang pediram a continuidade dos estudos e principalmente que se realizasse o levantamento fundiário,a fim de dar maior rapidez à resolução da situação e, por fim, ao clima de incertezas causado pela inércia do ministro da Justiça. A preocupação de ambos os lados é a de que sejam feitas análises de cada caso para estudos de políticas compensatórias e depois de todo este processo ainda tenham de esperar procedimentos oficiais para que a demarcação e os reassentamentos e indenizações possam ser de fato efetuadas.
Quanto à questão da garantia de paz na Terra Indígena Passo Grande do Rio Forquilha, os Kaingang deixaram claro seu posicionamento expresso em documento entregue pelos indígenas ao representante do Ministério da Justiça: não se pode culpabilizar as vítimas por falta de ações efetivas dos próprios órgãos responsáveis. A demora no procedimento demarcatório é o principal gerador de dúvidas e tensões por todos os lados. Ressaltaram ainda que o conflito não se dá entre os pequenos, mas sim por conta de interesses de latifundiários e políticos.
O que a comunidade Kaingang vinha cobrando há muito tempo aconteceu: foram ouvidas as partes diretamente afetadas no processo e as possibilidades de soluções se apresentaram claras e concretas. Os agentes do governo não podem alegar que não sabem o que fazer, nem que providências e que caminho precisam tomar. Está nas mãos do ministro e do governo garantir a aplicação da Constituição Federal e o direito de todos. Só assim haverá a paz que eles cobram de indígenas e de agricultores.
Rio Grande do Sul, 22 de novembro de 2013
Grupo de Apoio aos Povos Indígenas (Gapin)
Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Sul-Equipe Iraí
Fonte: http://cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&action=read&id=7269

O Cristão deve ser sal da terra e luz do mundo

                      Júlio Lázaro Torma*
                       " Uma luz brilha nas trevas para o justo
                         permanece para o bem que fez"
Mateus no seu primeiro livrinho da " JUSTIÇA DO REINO", nos apresenta o sermão da montanha ( 5-7), que faz parte das grandes homilias de Jesus, como a missão dos discípulos(10), parábolas do Reino ( 13), vida em comunidade( 18), polêmico ( 23) e a vinda do Filho do Homem ( 24-25).
  Jesus nos fala nestá parte do sermão da montanha usando as comparações domésticas o sal e a luz do candeeiro. Ao mesmo tempo em que a comunidade materna nos apresenta Jesus no monte, ela nos recorda a subida de Moisés ao monte Horeb para receber as tábuas da Aliança (EX 19-20). Na qual Jesus é o novo Moisés que libertar o seu povo.
  Jesus usa algo do cotidiano das pessoas como a vida doméstica, onde se usa o sal para salgar e dar gosto na comida. Assim como na escuridão da noite se o candeeiro ou a vela para iluminar o lugar em que estamos ou para não nos perder ou sofrer algum acidente dentro de casa.
   Ele ensina que os discípulos devem estar conscientes de que se acham unidos com todos aqueles que anseiam por um mundo novo.Eles não podem se subtrair de suas obras.Não se comprometer com isso é deixar de ser discípulos do Reino. Através do testemunho visível dos discípulos é que os homens podem descobrir a presença e a ação do Deus invisível.
   Como discípulos e discípulas não devemos ser velas apagadas e nem insosso.Quantos cristãos mesmo dentro da Igreja são velas apagadas, que não dão testemunho e que a escondem debaixo da cama?
   Vivemos numa sociedade dita cristã, onde se está em trevas como o desrespeito a dignidade e os direitos humanos dos mais pobres são constantemente violados desrespeitados e mutilando a imagem de Deus que nos fez a sua imagem e semelhança.
   Nós discípulos devemos ser luz e sal da terra, devemos ir a periferia da sociedade e começar a corroer está sociedade centrada em falsos valores e adoradora de falsos ídolos e como o sal salga a comida e corroí a lataria, assim devemos ser nós.
   Ou olhemos a cúpula das Igrejas Ortodoxas em forma de  acebola, simboliza a chama da vela.Várias velas juntas iluminam a escuridão da noite.Muitas vezes nós cristãos acabamos sendo trevas por nossa omissão ou apoio em que damos aos mecanismos de morte e pensamos e agirmos como nos manda o sistema inio em que vivemos e contrária o EVANGELHO.
   Como discípulos devemos dar o nosso testemunho em todos os lugares e momentos de nossa vida, não podemos ser omissos a violência e a qualquer forma de injustiça contra quem quer que seja.
    Vivemos numa época de barulho, poluição sonora e de falsas luzes, as pessoas não querem discursos, mas querem a prática e o testemunho daquilo em que nós falamos e acreditamos.
    Como discípulos devemos ir ao encontro e ao lugar dos pobres e excluídos e a partir deles poderemos ser a luz que ilumina e oi sal  que dá gosto e transforma a sociedade em que vivemos.
        Boas meditações
                     Mt 5, 13-16
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  * Membro do Colegiado Nacional da Pastoral Operária

8 de fev. de 2014

Em Brasiléia (AC), pousada de luxo que poderia abrigar imigrantes será demolida

Conjunto abandonado que foi construído com recursos da Caixa Econômica Federal poderia ser utilizado para receber haitianos que hoje ficam em abrigo humanitário
Por Alex Oliveira*
Fotos: Alex Oliveira
Enquanto a discussão sobre o abrigo humanitário de Brasiléia se concentra em fechar a fronteira ou fechar o abrigo, alternativas próximas que poderiam reduzir os efeitos colaterais da alta taxa de imigração seguem mais próximas do que parecem.
Em sessão extraordinária no último dia 15, a câmara dos vereadores de Brasiléia decidiu destruir uma antiga pousada de luxo que já foi cartão postal da cidade. O nome do local: Vila Brasília. Inaugurada no meio de 2006, a pousada esteve em uso por pouco tempo e está abandonada há aproximadamente um ano. Dispõe de uma infra-estrutura desejável a muitos profissionais do turismo: são 13 chalés construídos de acordo com uma arquitetura “amazônica”. Cobertos de palha, têm base de paxiúba. E disfrutam todos de uma projeto detalhado o suficiente para suportar ar-condicionado.
A área comum possui piscina, parque infantil, quadra de areia e restaurante. A instalação elétrica é toda subterrânea e, pelo que indica sua matéria prima, de alta capacidade. Inclui os cabos coaxiais, que traziam o sinal da antena parabólica. Apesar disso, alguns sinais de gambiarras denunciam uma possível redução dessa qualidade. O sistema hidráulico também está todo pronto, incluindo armazenamento, distribuição e esgotamento, além dos hidrantes de segurança. Com os banheiros das suítes e os das áreas comuns, são mais de 30 vasos sanitários, pelo menos 20 pias e uma dezena de mictórios. Tudo já instalado. Há, ainda, uma lavanderia industrial. Cada um desses itens em funcionamento já ultrapassaria, em tamanho e número, a capacidade do atual abrigo humanitário. Mas isso se resume ao que pôde ser visto.
Com uma área coberta de aproximadamente 200 m², a antiga recepção do estabelecimento também conta com banheiros próprios. O espaço de atendimento do restaurante, com mais 200 m², equivaleria ao local onde as refeições são hoje servidas. No entanto, não dependeria de uma lona improvisada, nem do extremo calor por ela provocado, para funcionar. A cozinha industrial já instalada no Vila Brasília e ainda com equipamentos, se também fosse aproveitada, poderia reduzir o custo da comida hoje servida aos imigrantes. Agora financiada pelo governo federal, essa comida provocou, por si só, um processo de licitação.
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Cada um dos 13 chalés, com área coberta de aproximadamente 50 m², estava planejado para receber umas 3 pessoas. Com o propósito da emergência no lugar do luxo, seria tranquilamente capaz de acomodar 10 indivíduos em condições superiores às que são oferecidas pelo atual abrigo. A piscina, com seus 20.000 litros, tem tamanho do trailer da PM que pretende, no abrigo, suprir as necessidade receptivas do local.
Abrigo humanitário
Com 4.000 m² de área total e 1.200 m² sob zinco, o abrigo humanitário de Brasiléia tem uma capacidade de hospedagem alegada de 300 pessoas. Isso significaria uma média de 4 m² de teto disponíveis a cada abrigado. Mas as condições atuais são mais graves: cerca de 1.200 pessoas estariam vivendo no refúgio de Brasiléia, reduzindo o espaço coberto disponível a 1 m² por pessoa. Em outras palavras, se todos ali tivessem um colchão para dormir, não haveria teto para todo mundo.
Ignorados os espaços de cozinha, vestiários, banheiros e bar da piscina, o Vila Brasília tem cerca de 1.000 m² habitáveis, prontos. Pela mesma base de cálculo, seria imediatamente capaz de abrigar 250 imigrantes. Sua área desmatada equivale a mais de 2 refúgios completos e poderia ser aproveitada para estruturas coordenadas, dedicadas à redução do período de permanência dos imigrantes na cidade. A uma distância aproximada de 2,5 km do refúgio atual, o Vila Brasília poderia ser uma alternativa de concentração burocrática.
Já existem propostas pela construção de áreas permanentes para a acomodação de imigrantes, fora do perímetro urbano e mais distantes de Brasiléia. Os custos dessas eventuais construções nunca foram divulgados. Qualquer uma dessas propostas envolveria, ainda, custos logísticos, dado que a acumulação de imigrantes em Brasiléia se deve sobretudo às operações de imigração feitas no entorno. Ponto de fronteira e sede da Receita Federal, o município é vizinho de Epitaciolândia, onde fica a delegacia da Polícia Federal. Toda essa estrutura já montada também seria – ao menos em parte – deslocada para o suposto novo refúgio.
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Resultado de uma parceria entre a prefeitura de Brasiléia e o Governo do Acre, o Vila Brasília surgiu financiado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e pela Caixa Econômica Federal. Mas deixou de operar logo que expirou o seu prazo de concessão. Segundo vereadores da cidade, mais de R$ 5 milhões foram gastos na sua construção e operação. O valor supera os R$ 4 milhões alegados por Nilson Mourão como custo estadual da imigração haitiana, na audiência pública de 3 de dezembro de 2013.
Cerca de R$ 50 mil ainda podem ser gastos com a demolição da antiga pousada. A escola pública que seria construída em seu lugar ainda não dispõe de plano de construção ou custo estimado.
* Alex Oliveira é fotógrafo e hoje vive em Brasileia, no Acre, onde além de registrar o cotidiano do abrigo humanitário, trabalha para construir um projeto de ensino de português a imigrantes abrigados no local. Mais do seu trabalho pode ser consultado na página http://www.flickr.com/photos/kblo_bcn.  
Os artigos publicados são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da Repórter Brasil.
Fonte: http://reporterbrasil.org.br/2014/02/em-brasileia-ac-pousada-de-luxo-quente-poderia-abrigar-imigrantes-sera-demolida/

7 de fev. de 2014

Conselho para os Leigos



Papa Francisco nomeia membros os brasileiros Dom Orani João Tempesta e Dom João Braz de Aviz e consultor Dom Alberto Taveira Corrêa

Roma,

Fonte: Zenit.org)

Cardeal Stanislaw Rylko e Mons. Josef Clemens foram confirmados pelo Papa Francisco, respectivamente presidente e secretário do Pontifício Conselho para os Leigos (PCL).  As nomeações foram feitas nesta quinta-feira, 6 de fevereiro, pelo Papa Francisco.
O Pontifício Conselho para os Leigos tem dois novos membros brasileiros: Cardeal Dom João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, e o arcebispo do Rio de Janeiro, recém-nomeado Cardeal Orani João Tempesta.
Foram também nomeados membros: o arcebispo de Viena (Áustria), Christoph Schoborn, o de Milão (Itália), Angelo Scola, o de Nairóbi (Quênia), John Njue, o de Munique (Alemanha), Reinhard Marx, de Manila (Filipinas), Luis Antonio Tagle, o arcebispo Charles Joseph Chaput, de Filadefia (Estados Unidos).
Outros nomeados foram: Dr. Yago de la Cierva (Espanha), Professor de Gestão e Comunicação de Crise da Escola de Comunicações Institucionais Sociais da Pontifícia Universidade da Santa Cruz em Roma, Dra. Irene Egle Laumenskaite, Professora de Pesquisa Religiosa da Universidade de Vilnius (Lituânia), Dr. Fabrice Hadjadj,
diretor do Institut Européen d'Etudes Anthropologiques Philanthropos de Friburgo (Suíça), Dra. Jocelyne Khoueiry, fundadora das Associações Libanaise La Femme du-31 mai e Oui à la vie (Líbano), Dr. Franco Miano, presidente nacional da Ação Católica Italiana, Dra Genevieve Amelie Mathilde Sanze (República Centro-Africano), Representante para a África da Secretaria Internacional para a Economia de Comunhão.
O Papa Francisco nomeou ainda alguns consultores do Pontifício Conselho para os Leigos, entre os quais o arcebispo de Belém (PA), Dom Alberto Taveira Corrêa; e o frei Hans Stapel, O.F.M., Fundador e Presidente da Associação Internacional de Fiéis Família da Esperança.
Outros consultores nomeados: o arcebispo de Taranto (Itália),Filippo Santoro, Anders Arborelius , OCD , bispo de Estocolmo (Suécia), Dominique Rey , Bispo de Fréjus -Toulon (França), Christoph Hegge , Bispo titular de Sicilibba , Auxiliar de Münster (Rep. Federal da Alemanha), o Rev. Arturo Cattaneo, Professor da Faculdade de Direito Canônico de S. Pio X de Veneza (Itália). Consultores também: Dra. Alejandra Keen Von Wuthenau, Superiora Geral da Fraternidade Mariana da Reconciliação (Peru), o Dr. Laurent Landete, Moderador da Comunidade Emanuel (França); Mimmo Muolo, Jornalista do Avenire (Itália), Dra. Marguerite A. Peeters (EUA), Diretora do Instituto Intercultural Dialogue Dynamics (Bélgica), Professora Silvia Recchi (Itália) , Docente de Direito Canônico na Universidade Católica da África Central em Yaoundé (Camarões), Dra Maite Uribe Bilbao (El Salvador ), Diretora Geral da Instituição Teresiana.
(MEM)
(06 de Fevereiro de 2014) © Innovative Media Inc.

4 de fev. de 2014

Celebre o jubileu da Conferência dos Religiosos do Brasil



Neste ano em que a Conferência dos Religiosos do Brasil celebra 60 anos, fazemos memória do caminho percorrido, da história construída, dos testemunhos de missão e profecia, do compromisso, da perseverança e audácia criadora de toda a Vida Religiosa presente nos diversos recantos do Brasil.
Fazer memória dos 60 anos é reportar-nos à missão solidária, à aliança e ao compromisso com os pobres e excluídos, com as Congregações, com os Organismos civis e eclesiais, com os leigos e leigas, com o compromisso inegociável em defesa da vida.
A missão da CRB Nacional tem sido a de animar a Vida Religiosa do Brasil e revigorar o espírito profético missionário, despertando-a para a urgência de ser, para o mundo, sinal de justiça e imagem de esperança e solidariedade.
 CLIQUE AQUI PARA LER E IMPRIMIR A CELEBRAÇÃO
Fonte:http://www.franciscanos.org.br/?p=52550#sthash.qLs4fYsU.dpuf

3 de fev. de 2014

Francisco busca seu caminho

Franciscanos que somos conhecemos o encontro de Francisco com o Evangelho na  igrejinha de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula. O padre havia lido o texto do envio dos apóstolos pelo mundo sem cajado, sem duas peças de roupa, pobre e despojadamente. Depois de buscar uma explicação do sacerdote  sobre o texto ouvido, Francisco afirma: “É isso que eu quero, é isso que busco de todo o coração”  (1Celano 22). Leia mais:

As pessoas consagradas são sinal de Deus nos diversos ambientes da vida


Hoje celebramos a festa da Apresentação de Jesus no templo. Nesta data, ocorre também o Dia da Vida Consagrada, que sublinha a importância para a Igreja de quantos acolheram a vocação a seguir Jesus de perto no caminho dos conselhos evangélicos. O Evangelho do dia conta que, quarenta dias depois do nascimento de Jesus, Maria e José levaram o Menino ao templo para oferecê-lo e consagrá-lo a Deus, como prescrito pela lei judaica. Leia:

Proteger a natureza é proteger o homem



Aprendamos a desejar outro modo de vida que passe, primeiramente, pela necessidade de salvar o planeta Terra. (Foto: Divulgação)

Marcus Eduardo de Oliveira

Aprendamos a desejar outro modo de vida que passe, primeiramente, pela necessidade de salvar o planeta Terra. Sonhemos com um mundo em a prosperidade dos homens não esteja centrada na aquisição material, mas sim nas coisas mais simples como respirar ar puro, beber água potável, colher um fruto amadurecido, receber o vento no rosto para, apenas diante disso, perceber como vale a pena viver, como muito bem asseverou o poeta Fernando Pessoa. Deixemos de lado a economia da destruição e rumamos na direção segura de uma economia ecológica que faz da preservação do meio ambiente condição necessária e imprescindível para se atingir bem-estar e equilíbrio. Centremos todos os nossos esforços para tudo aquilo que confere valor à vida: a preservação do espaço natural, das espécies vivas, a contemplação e reverência em todas as dimensões da Mãe Natureza, o viver de forma moderada, consumindo somente o necessário, abandonando o supérfluo, praguejando contra o desperdício, males esses que “alimentam” a cultura da destruição do mundo. Saltemos para outra direção: a de uma vida vivida sob a regência das leis da natureza, e não as do mercado, para que saibamos valorizar o canto dos pássaros, e não o som das buzinas no caótico trânsito das nossas grandes cidades. Deixemos do lado de fora, em qualquer esquina do mundo, esse modelo econômico ora dominante e influente que somente enxerga valor ao aspecto monetário, às finanças, às cotações nas bolsas de valores, à produção excessiva, à produtividade. Em lugar de tudo isso, construamos novos modelos econômicos que sejam caracteristicamente solidários, participativos e inclusivos, que priorizem o patrimônio ecológico, reconhecendo a natureza como suporte (base) da atividade econômica, e que por isso faça a nossa aproximação junto aos laços que embelezam a vida, que promovam harmonia, afetividade, solidariedade, numa relação de contemplação do homem e a natureza.
Saibamos administrar algumas pré-condições econômicas que certamente facilitarão nossa caminhada rumo a um mundo melhor, onde os modelos econômicos procurarão atingir menos produtividade e mais proximidade; menos produção material e mais proteção em todos os sentidos; menos crescimento e mais preservação; menos mercadorias disponíveis e mais bem-estar; menos abundância material e mais abundância de sentido.
Não sejamos obececados pela quantidade, mas sim pela qualidade. Pela qualidade da vida, do viver, do sentir, do contemplar a amizade, a reciprocidade, o afeto entre os pares. Sejamos conhecedores de que o mundo é limitado em matéria de recursos e que não irá, em hipótese alguma, aumentar de tamanho. Não percamos de vista que a nossa imaginação não tem limites, pois é assim, sem limites para imaginar um mundo novo que iremos construir um novo modo de viver. Tenhamos noção de que nada permite esperar que os processos tecnológicos façam milagres e mudem o atual estado de escassez de recursos para o de abundância. Se o desenvolvimento tem alguma finalidade ímpar, daquelas consideradas imprescindíveis, certamente essa é a de promover o progresso do homem em todas as suas dimensões. Para se chegar a isso, é de fundamental importância proteger a natureza, pois isso implica, antes, proteger o homem.
Fonte: http://www.domtotal.com/diario_bordo/detalhes.php?diaId=185
Marcus Eduardo de Oliveira é economista e professor de economia da FAC-FITO e do UNIFIEO, em São Paulo. Contato: prof.marcuseduardo@bol.com.br

1 de fev. de 2014

Uma flor para todos os inocentes mortos pela nossa "mediocridade cristã"

Papa Francisco: quando falta a presença de Deus, perdemos o sentido do pecado e achamos que mesmo um ato grave se torna apenas um problema a ser resolvido.

Fonte: Zenit.org 

Salvatore Cernuzio |

"O maior pecado de hoje é que as pessoas perderam o sentido do pecado". Por trás do jogo de palavras que o papa Francisco retomou de Pio XII, esconde-se uma grande verdade: quando falta a presença de Deus e do seu Reino, até mesmo os pecados graves, como o adultério e o homicídio, se reduzem a "um problema a ser resolvido". 

Este foi o cerne da homilia do papa na missa de hoje, celebrada na Casa Santa Marta. Ele começou falando novamente sobre o rei Davi e focando em particular na primeira leitura de hoje, que fala da forte paixão do rei por Betsabá, esposa de Urias, um dos seus generais. A paixão leva Davi a mandar o general para as linhas de frente de batalha, a fim de lhe causar a morte e assim obter a sua mulher livremente.
O rei, na verdade, perpetra o assassinato de um homem inocente, cometendo um pecado mortal adicional ao de adultério. No entanto, observa o papa Francisco, nem uma coisa nem a outra o afeta muito: "Davi está diante de um grande pecado, mas não sente que pecou", "não lhe ocorre pedir perdão. O que lhe vem à mente é: como é que eu posso resolver isso?".
O problema, disse o papa, não é tanto o fato de que o rei tinha pecado: "Para todos nós pode acontecer isso. Todos somos pecadores e somos tentados, e a tentação é o nosso pão de cada dia". Aliás, “se algum de nós dissesse: ‘mas eu nunca tive tentações’, significa ou que é um querubim ou que é um pouco bobo, não acham?”. É normal, na vida, lutar e cair, porque "o diabo não fica quieto: ele quer a vitória".
O problema "mais grave" surge a partir da passagem do profeta Samuel: "não é a tentação e o pecado contra o nono mandamento, mas o modo de agir de Davi", que "não fala de pecado", mas de "um problema que precisa de solução. Isto é um sinal!”: um sinal de que, “quando o Reino de Deus não está presente, quando o Reino de Deus diminui, perde-se o sentido do pecado”.
Por esta razão, pedimos, no pai-nosso, “Venha a nós o vosso Reino”. Pedimos que Deus faça crescer o seu Reino, porque, quando perdemos o sentido do pecado, também perdemos o sentido do Reino de Deus. Em seu lugar, disse o papa, emerge uma "visão antropológica superpotente", para a qual "eu posso tudo"; e esse "poder do homem" é sobreposto à "glória de Deus". Deveríamos nos lembrar sempre de que "a salvação não virá da nossa esperteza, da nossa astúcia, da nossa inteligência", mas "da graça de Deus e da prática de todos os dias desta graça na vida cristã".
“Eu”, revelou o papa, “confesso que, quando vejo essas injustiças, essa soberba humana, quando vejo o perigo de que isso aconteça comigo mesmo, o risco de perder o sentido do pecado, me faz bem pensar nos muitos Urias da história, nos Urias que ainda hoje sofrem a nossa mediocridade cristã, quando perdemos o sentido do pecado...".
Eles "são os mártires dos nossos pecados não reconhecidos". Rezar nos fará bem, "para que o Senhor nos dê sempre a graça de não perder o sentido do pecado". E também nos faria bem "levar uma flor espiritual até o túmulo desses Urias contemporâneos, que pagam a conta do banquete daqueles cristãos que se sentem seguros".