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6 de abr. de 2014

O encontro de São Francisco e o lobo

Francisco e o LoboTodos nós conhecemos a famosa passagem de I Fioretti que marca o encontro de São Francisco com o lobo. A partir desse pequeno texto, não quero aqui fazer uma análise exegética. Tal como ele está em português, proponho uma interpretação que ajude a elucidar a dinâmica do encontro. Um olhar que ilumine nossa postura diante do diferente de nós, do outro...... 

2 de abr. de 2014

Canonização de Anchieta foi marcada para o dia 2 de abril


Hoje dia 2 de abril, por decreto, o padre José de Anchieta – fundador da cidade de São Paulo - será declarado santo pelo papa Francisco. Após a canonização, em vez da missa solene na Praça de São Pedro, em Roma, o papa Francisco celebrará, no dia 24, missa em ação de graças na Igreja de Santo Inácio, em Roma.
Beatificado em 1980, pelo papa João Paulo II, o religioso catequista não precisou da comprovação de um milagre, dispensado pelo atual pontífice, para virar santo. A canonização terá uma série de festejos pelo Brasil, onde o padre Anchieta realizou trabalhos de evangelização em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco e Bahia e intercedeu a favor de índios.
"É fundamental a gente entender a importância do padre Anchieta para o Brasil. A Igreja em São Paulo nasceu junto com a cidade, da qual ele é o fundador, a partir do Páteo do Colégio", diz o cônego Antônio Aparecido, porta-voz da Arquidiocese de São Paulo.
O cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, em convocação para as celebrações, lembrou que a canonização do chamado “Apóstolo do Brasil” teve início já no século XVII, “sendo interrompida e longamente paralisada por várias circunstâncias históricas, como a injusta expulsão dos Jesuítas do Brasil e da posterior supressão da Ordem”. Para o arcebispo, Anchieta “marcou profundamente o início da evangelização, não apenas em São Paulo, mas em boa parte do Brasil”.
"O fato de não haver uma canonização no estilo tradicional não diminui em nada a importância do padre Anchieta ser declarado santo. Há toda uma tradição em torno da figura dele, de homem dedicado à catequese dos índios. Ele é o patrono dos catequistas, dos evangelizadores do Brasil. Para o povo, ele já é santo. A Igreja, quando canoniza alguém, só faz validar aquilo que o povo acredita e crê", acrescenta o cônego Antônio Aparecido.
No próximo dia 2, em São Paulo, dom Odilo convidou padres a tocar os sinos de suas respectivas igrejas e capelas, simultaneamente e por pelo menos cinco minutos, a partir das 14h.
Na Catedral da Sé, dia 6, às 11h, haverá uma missa pela canonização do jesuíta com a presença de autoridades municipais e estaduais, antecedida de uma procissão que sairá do Páteo do Colégio, às 10h15, em direção à Catedral.
Há a possibilidade, ainda, de um concerto ser realizado na Sala São Paulo, na Luz, centro da capital, em homenagem ao religioso.
O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidirá, também no dia 2, uma missa em ação de graças na Catedral Metropolitana de São Sebastião, às 18h.
No Espírito Santo, onde o Padre Anchieta viveu e fundou a cidade que leva seu nome, Anchieta, haverá no dia 2 uma missa na Catedral Metropolitana presidida por Dom Luiz Mancilha Vilela, Arcebispo de Vitória. No dia 6, acontecem missas na paróquia Beato José de Anchieta, na Serra, Grande Vitória, e no Santuário Nacional de Anchieta, no município de Anchieta, no litoral capixaba.
Além do jesuíta espanhol, o papa Francisco canonizará também outros dois missionários no mesmo dia 2; dom Francisco de Laval e a beata Maria da Encarnação, que realizaram trabalhos de evangelização no Canadá.
Fonte: www.domtotal.com.br

27 de ago. de 2012

Soluções integradas são saída inteligente para cidades mais sustentáveis





Projeto da  Fujisawa Sustainable Smart Town (Fujisawa SST), cidade japonesa que deve ficar pronta até 2014(Foto: Divulgação
Um dos grandes erros da gestão pública é tentar solucionar uma questão como se ela fosse um fato isolado. A questão da mobilidade, por exemplo. Mesmo que se invista em transporte público de massa, por si só, essa ação não resultará em uma mobilidade eficiente dentro 
das cidades. Para que isso aconteça é necessário olhar também para outras áreas, como segurança (será que é seguro virar ciclista ou andar a pé na cidade?) e finanças (o que tem maior custo-benefício, andar de metrô ou tirar meu carro da garagem?).

Do mesmo modo, ao solucionar o gargalo da mobilidade urbana, diversas questões são equacionadas: melhoria da qualidade de vida, redução da poluição, aumento da produtividade, redução de problemas de saúde ligada à poluição, entre outras. Assim, um problema jamais deve ser visto (e combatido) como uma questão isolada, sem uma cadeia de ligações por detrás. Tendo isso em vista, países como o Japão e a Suécia estão começando a procurar soluções integradas para as cidades.


Integração


Uma destas ações é o projeto sueco Simbiocity. Com o objetivo de promover o desenvolvimento urbano sustentável por meio da sinergia de problemas urbanos, o sistema busca soluções que sirvam a diferentes questões. Por exemplo, o projeto utiliza águas residuais na geração de biocombustível para o transporte público, resolvendo os problemas de tratamento de esgoto e otimização dos sistemas de transporte de uma só vez.


Um exemplo de que as soluções integradas são mais eficazes é a própria capital sueca, Estocolmo. Eleita em 2010 a capital mais verde da Europa, a cidade já foi a pior do continente em questões como qualidade da água, do ar e de saúde. A receita do sucesso foi justamente as soluções integradas, como aconteceu no bairro de Hammarby Sjöstad. O local, hoje um dos mais disputados da capital sueca, era uma zona industrial com cais e portos na década de 1990.


Por meio de soluções sustentáveis, o governo local reduziu em 40% o estresse ambiental do distrito, hoje com 50% menos eutrofização, 45% menos ozônio no solo e um consumo de água 40% menor.


Esses resultados em Hammarby Sjöstad foram obtidos justamente devido aos sistemas complexos: os resíduos do tratamento de água e esgoto são reutilizados e geram de energia (biogás) para as residências; a arquitetura é pensada junto ao planejamento de habitações energeticamente eficientes; há sistemas subterrâneos automáticos de coleta de lixo; a eletricidade e a água quente são geradas por energia solar e sistema de transporte de bicicletas.


Inteligência

Na terra do sol nascente, o Japão, soluções integradas começam a ser pensadas já no planejamento de novas ocupações urbanas. No país, está sendo criada a cidade Fujisawa Sustainable Smart Town (Fujisawa SST), que deve abrigar cerca de mil residências e ser finalizada até 2014. Intitulada de “inteligente e sustentável”, a nova cidade terá uma rede energética inteligente, geração de energia solar residencial, sistema de transporte público movido a eletricidade e a biocombustível, além de edificações com o máximo possível de eficiência energética.


As ruas principais de Fujisawa devem ainda conter um eixo verde, com parques e vegetação. A ideia é que a cidade, parte de um projeto de recuperação de áreas devastadas pelo terremoto e tsunami de 2011, deverá emitir 70% menos CO2 em comparação com os níveis de 1990. Para viabilizar a ideia, o governo japonês fechou parceria com nove grandes companhias para construir a cidade.
Fonte: Eco Desenvolvimento