17 de set. de 2013

Papa Francisco: “A alegria de Deus é perdoar



Cidade do Vaticano – Qual é a alegria de Deus? Foi o que perguntou o Papa Francisco na manhã do domingo (15/9) antes de rezar a Oração Mariana do Angelus na Praça São Pedro, cheia de fiéis apesar da chuva que caía sobre a Cidade Eterna. A resposta do Santo Padre foi imediata: “É perdoar; a alegria de Deus é perdoar! É a alegria de um pastor que reencontra a sua ovelha; a alegria de uma mulher que reencontra a sua moeda; é a alegria de um pai que recolhe em casa o filho que estava perdido, estava morto, e voltou à vida. Aqui está todo o Evangelho, todo o Cristianismo!” O Papa disse isso recordando que na liturgia deste domingo, lemos o capítulo 15 do Evangelho de Lucas, que contém as três parábolas da misericórdia: a da ovelha perdida, a da moeda perdida, e depois a mais longa de todas as parábolas, típico de Lucas, a do pai e dos dois filhos, o filho “pródigo” e o filho que acredita ser o justo, o santo. Todas estas três parábolas falam da alegria de Deus, da misericórdia de Deus.
“Mas olhem que não é sentimento, não é “ser bonzinho”! Pelo contrário, a misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do “câncer” que é o pecado, o mal moral, espiritual. Só o amor preenche os espaços vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história”.
Jesus é todo misericórdia, todo amor: é Deus feito homem. Cada um de nós é a ovelha perdida, a moeda perdida; cada um de nós é o filho que desperdiçou sua liberdade seguindo ídolos falsos, ilusões de felicidade, e perdeu tudo. Mas Deus não se esquece de nós, o Pai nunca nos abandona. Respeita a nossa liberdade, mas permanece sempre fiel. E quando voltarmos a Ele, nos acolhe como filhos, em sua casa, porque ele não para nunca, nem por um momento, de nos esperar, com amor. E o seu coração está em festa por cada filho que retorna.
“Qual é o perigo? Que supomos ser justos, e julgamos os outros. Julgamos também Deus, porque pensamos que deveria punir os pecadores, condená-los à morte, em vez de perdoar. Então, sim, corremos o risco de ficar fora da casa do Pai! Como o irmão mais velho da parábola, que, em vez de ficar feliz porque seu irmão voltou, fica com raiva do pai, que o acolheu e faz festa. Se no nosso coração, não há misericórdia, a alegria do perdão, não estamos em comunhão com Deus, mesmo se observamos todos os preceitos, porque é o amor que salva, não só a prática dos preceitos. É o amor a Deus e ao próximo, que realiza todos os mandamentos”.
E o Papa pediu, então, que os fiéis reunidos na Praça São Pedro rezassem em silêncio por aquela pessoa com a qual se desentenderam. “Eu peço uma coisa agora – disse -, em silêncio, todos, vamos pensar, cada um pense a uma pessoa com a qual se desentendeu, que não nos faz estar bem”. “Vamos pensar naquela pessoa e em silêncio vamos rezar por ela e assim nos tornaremos misericordiosos com ela”.
Se vivermos de acordo com a lei “olho por olho, dente por dente”, jamais sairemos da espiral do mal, continuou o Papa Francisco. O Maligno é inteligente, e nos ilude que com a nossa justiça humana podemos nos salvar e salvar o mundo. Na realidade, somente a justiça de Deus pode nos salvar! E a justiça de Deus se revelou na Cruz: a Cruz é o julgamento de Deus sobre todos nós e sobre este mundo. Mas como Deus nos julga?
Dando a vida por nós! Eis o ato supremo de justiça que derrotou, uma vez por todas, o Príncipe deste mundo; e esse ato supremo de justiça é também ato supremo de misericórdia. Jesus chama todos a seguirem este caminho: “Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6:36).
Festa da Exaltação da Santa Cruz – O mistério da Cruz é um grande mistério para o homem e do qual se pode aproximar somente através da oração e das lágrimas: foi o que observou o Papa Francisco no sábado na Missa presidida por ele na capela da Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz.
No mistério da Cruz – disse o Papa em sua homilia – encontramos a história do homem e a história de Deus, sintetizadas pelos Pais da Igreja, na comparação entre a árvore do conhecimento do bem e do mal, no Paraíso, e a árvore da Cruz:
“Aquela árvore tinha feito tanto mal, e esta árvore nos leva à salvação, à saúde. Perdoa aquele mal. Este é o caminho da história humana: um caminho para encontrar Jesus Cristo Redentor, que dá a sua vida por amor. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Esta árvore da Cruz nos salva, todos nós, das consequências daquela outra árvore, onde teve início a auto-suficiência, o orgulho, a soberba de querer conhecer, – nós -, tudo, de acordo com a nossa mentalidade, de acordo com os nossos critérios, também segundo a presunção de ser e de se tornar os únicos juízes do mundo. Esta é a história do homem: de uma árvore a outra árvore”.
Na cruz, se encontra também “a história de Deus” – prosseguiu o Papa Francisco –, “porque podemos dizer que Deus tem uma história”. De fato, “Ele quis assumir a nossa história e caminhar conosco”: inclinou-se, se tornando homem, enquanto nós queríamos nos elevar, e assumiu a condição de servo, sendo obediente até a morte na cruz, para nos levantar:
“Deus faz este caminho por amor! Não há outra explicação: somente o amor faz essas coisas. Hoje olhamos para a Cruz, a história do homem e a história de Deus. Olhamos para esta cruz, onde se pode provar mel de aloe, o mel amargo, a doçura amarga do sacrifício de Jesus. Mas esse mistério é tão grande que por si só não podemos compreender bem este mistério, não tanto para entender – sim, entender … – mas experimentar profundamente a salvação deste mistério. Antes de tudo o mistério da Cruz. Somente se pode entender um pouquinho, de joelhos, em oração, mas também através das lágrimas: são as lágrimas que nos aproximam deste mistério”.
“Sem chorar, chorar no coração – disse o Papa – não se poderá jamais entender esse mistério”. É o choro do arrependimento, o choro do irmão e da irmã que olham para tantas misérias humanas” e as vêem em Jesus, mas “de joelhos e chorando” e “nunca sozinhos, nunca sozinhos!”
“Para entrar neste mistério, que não é um labirinto, mas se assemelha um pouco, temos sempre necessidade da Mãe, da mão da Mãe. Que Ela, Maria, nos faça experimentar quão grande e quão humilde é este mistério; tão doce como mel e tão amargo como o aloe. Que seja ela a nos acompanhar neste caminho, que nenhum outro pode fazê-lo além de nós mesmos. Cada um deve fazê-lo! Com a Mãe, chorando e de joelhos”. (SP)
Fonte: Rádio Vaticano
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16 de set. de 2013

O testemunho das fontes franciscanas

Dos “Fioretti” – Terceira consideração dos Sacrossantos Estigmas
“Um dia, no princípio de sua conversão, ele rezava na solidão e, arrebatado por seu fervor, estava totalmente absorto em Deus e lhe apareceu o Cristo Crucificado. Com esta visão, sua alma se comoveu e a lembrança da Paixão de Cristo penetrou nele tão profundamente que, a partir deste momento, era-lhe quase impossível reprimir o pranto e suspiros quando começava a pensar no Crucificado”.  E rezava:  Leia mais em:

O testemunho das fontes franciscanas

Dos “Fioretti” – Terceira consideração dos Sacrossantos Estigmas
“Um dia, no princípio de sua conversão, ele rezava na solidão e, arrebatado por seu fervor, estava totalmente absorto em Deus e lhe apareceu o Cristo Crucificado. Com esta visão, sua alma se comoveu e a lembrança da Paixão de Cristo penetrou nele tão profundamente que, a partir deste momento, era-lhe quase impossível reprimir o pranto e suspiros quando começava a pensar no Crucificado”.  E rezava:
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A Jufra da paróquia Santo Antônio do Partenon vai as ruas




     A iniciativa de levar alimento e vestes a moradores de ruas da cidade de Porto Alegre surgiu com as irmãs da Arca de Maria. Juntamente com elas participam vários leigos. Sendo assim, o grupo de jovens franciscanos e franciscanas da paróquia Santo Antônio somaram força nessa pastoral. Dessa forma, percebendo essa importância, os freis capuchinhos também juntaram-se a essa ação eclesial.
     Gesto que pode parecer focado somente na assistência social, mas que aos poucos apresenta valores cristãos. Os moradores de rua são solidários entre eles. Eles se entre ajudam. Geralmente, quando um recebe um pão logo diz: "Tenho um amigo ou amiga que também precisa! Gostaria que também levassem a ele ou a ela que está mais a frente (indicando o local)"
     A experiência de fé que eles vivenciam é surpreendente quando instigados. Um dos jovens destacava: "Vamos até eles para dar algo, como alimento, carinho, atenção. E recebemos muito mais: experiência de fé que é uma lição de vida!" Não poucas vezes encontramos a Bíblia  entre seus pertences. Cantos cristãs são comuns entre eles
     A realidade desses irmãos é muito dura. A dependência química é muito frequente e eles mesmo admitem isso. Conforme algumas partilhas, os laços familiares permanecem, embora fragmentados. Muitos não querem sair de onde estão. Um deles dizia: "A catedral (de Porto Alegre) e a praça, são nossas mães, porque, são elas que nos abrigam. E não preciso de mais nada." 
     Uma atividade que parece ser insuficiente comparada a necessidade dos moradores de ruas. Alguns encontram-se com membros amputados. A doação de alimento durante uma noite da semana (sexta-feira) é um gesto mínimo. No entanto, a retribuição dos sorrisos, das partilhas  de vida (eles querem ser ouvidos), dos cantos, revelam a importância da "Pastoral de Rua".
     Para saber o que é Pastoral de Rua segue o link: http://arcademaria.com/index.php/pt/arca-de-maria/trabalho-caritativo-social

Fonte: www.capuchinhosrs.org.br
por Frei Alisson Brunetto

15 de set. de 2013

Os estigmas

Francisco era um fiel servidor de Cristo. Dois anos antes de sua morte, havendo iniciado um retiro de Quaresma em honra de São Miguel num monte muito alto chamado Alverne, sentiu com maior abundância do que nunca a suavidade da contemplação celeste, o ardor dos desejos sobrenaturais e a profusão das graças divinas. Transportado até Deus num fogo de amor seráfico, e transformado pelos arroubos de uma profunda compaixão n’Aquele que, em seus extremos de amor, quis ser crucificado, orava certa manhã numa das partes do monte. Aproximava-se a festa da Exaltação da Santa Cruz, quando ele viu descer do alto do céu, dir-se-ia, um serafim de seis asas flamejantes, o qual, num rápido vôo, chegou perto do lugar onde estava o homem de Deus. O personagem apareceu-lhe não apenas munido de asas, mas também crucificado, mãos e pés estendidos e atados a uma cruz. Duas asas elevavam-se por cima de sua cabeça, duas outras estavam abertas para o vôo, e as duas últimas cobriam-lhe o corpo. leia mais em:

Hombridade - Responsabilidade


"O assalariado não é o pastor a quem as ovelhas pertencem. Assim, quando vê que o lobo vem, abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca o rebanho e o dispersa." (João 10:12)
Um homem temente a Deus não pode ser como um mero assalariado, pois no Reino de Deus não há empregados. Neste mundo, nossas organizações precisam de pessoas e algumas delas serão contratadas, empregadas, ou qualquer outro modo que usemos. Mas no Reino Eterno só há o Senhor Majestoso, Seu Filho, o Espírito Santo, os anjos e demais seres celestiais... e nós. Nós, meu querido, somos todos servos redimidos pelo sangue do Cordeiro, sem direito a nada, adotados como filhos e co-herdeiros.
Tendo clara esta visão, facilmente percebemos que andamos na direção errada fazendo qualquer coisa neste mundo agindo como um empregado (assalariado) e nos intitulando tementes a Deus. Servir a Deus implica em fazer tudo para Sua Glória, como que para o Senhor e não para os homens, considerando os outros superiores a si mesmo e sem pensar de si mesmo além do que convém. Como, após cumprir tudo isso, abandonaríamos as ovelhas em fuga?
O assalariado aqui mencionado é um degrau abaixo de um pastor, pois no mesmo capítulo Jesus nos ensina acerca do bom pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Obviamente, nenhum pastor será bom como Ele que deu sua vida por um miserável infeliz como eu que não valia a sombra que fazia ao sol. Nós, como seus imitadores, não podemos deixar por menos e temos de nos dedicar a tudo que fizermos como realmente para o Senhor.
Sonho com um dia (admito que não sei se chegará) em que os homens de Deus serão vistos e reconhecidos como aqueles que fazem e fazem bem feito, com excelência, agindo como se fossem donos das coisas, ou melhor ainda, como se tivessem a clara sensação e certeza de estarem sendo observados - por que estão mesmo. Enquanto este dia não chega, te convido a se juntar a mim e ir adiantando o expediente e fazendo exatamente isso, no limite das nossas forças.
"Senhor, obrigado pelo exemplo de Jesus como pastor que não foge nem abandona Suas ovelhas. Eu preciso de ajuda e fortalecimento, pois não consigo ir tão longe sozinho."
Mário Fernandez

14 de set. de 2013

DEUS DE MISERICÓRDIA

                                                   Júlio Lázaro Torma*
                                                      " Haverá no céu mais alegria por um só pecador
                                                         que se converte"
                                                                   ( Lc 15,7)
      Estamos com Jesus a caminho de Jerusalém, nas próximas semanas,Jesus das comunidades de Lucas nos deixa claro que tipo de Igreja ele quer e deseja.
   Os próximos capítulos é segundo o Cardeal Carlo Maria Martini é a " educação" e a " formação do discípulo", é a formação da Igreja e como comunidades nós devemos agir neste mundo.E como Jesus quer que nós agimos e os valores que nós devemos ter.
   Se nós amamos e estamos ao lado de Deus que não vemos, devemos ir ao encontro, daqueles que vemos, ir ao encontro dos pecadores, dos pobres que estão caidos nas ruas, praças e avenidas de nossas cidades, dos doentes, está é a grande revolução em que Jesus veio trazer a humanidade.
  Jesus nos apresenta tres parábolas, para nos mostrar a imagem de Deus Pai, para conosco, que é a " Ovelha perdida"( 15,3-7), " Moeda perdida"(8-10) e o " Filho Pródigo"( 11-32).
   Jesus escandaliza com os seus gestos,os fariseus,saduceus e os teológos oficiais da religião do seu tempo, que condenavam as pessoas e que passava uma outra imagem de Deus. Uma imagem que estava presente no Primeiro Testamento.
   De um Deus que castiga, que se vinga, que mata e que está no mais alto dos céus,um Deus cruel e insensivel aos seus filhos.
   Jesus vai ao encontro dos publicanos e pecadores, as ovelhas perdidas da casa de Israel, aqueles que o oficialismo religioso tanto condena.
   Deus se preocupa com a humanidade e vai em busca do pecador que se perdeu e se alegra com o seu arrependimento.
   Ele é como o pai do filho pródigo, que saiu de casa.
   eis que como seres humanos, não somos seres perfeitos, nós fazemos escolhas insensatas e nos afastamos do caminho de Deus.Deixamos o seu amor de lado, o abandonamos, como um filho que abandona os seus pais ou os netos que abandonam os seus avós e não os visitam.
   Mesmo não os visitando,distante deles, não os respeitando, eles ainda amam e gostam daquele filho ou neto que os abandonou.
   Deus não corre atrás do ser humano, ele esperá paciente, o seu retorno e a sua reconciliação, como fez o filho pródigo que retorna arrependido a sua casa.Pois quem ama sempre esperá paciente a volta do ser amado que um dia se foi pelos caminhos da vida,onde bate com a cabeça, até se arrepender e voltar para casa e cair em seus braços arrependido.
  Pois a maior alegria é volta de um irmão, a volta do filho para a casa do Pai. Deus que é misericórdia, ele nós perdoa sempre e está sempre ao nosso lado, mesmo quando a gente não quer ver e sentir a sua presença amorosa.
  Estas tres parábolas nos ensina que como comunidades, devemos estar abertos, para acolher o irmão e ir ao encontro dos irmãos que mais sofrem e não nos fechar.Está é a grande revolução em que Jesus veio nos trazer, mostrar que Deus é Amor, Misericórdia e nos ama sempre e paciente nos espera.
                      Boas meditações
                                                   Lc 15,1-32
____________________
 * Membro do Colégiado Nacional da Pastoral Operária

13 de set. de 2013

Emissões das 500 maiores empresas do planeta continuam a subir

Um relatório alerta que a libertação de gases do efeito de estufa das grandes companhias já chega a 3,6 mil milhões de toneladas métricas. As 50 maiores empresas avaliadas respondem por 2,54 mil milhões de toneladas de GEEs. Por Fabiano Ávila do Instituto CarbonoBrasil
As 50 maiores empresas avaliadas respondem por 2,54 mil milhões de toneladas de GEEs. Essas companhias - incluindo gigantes como BP, Shell, Chevron, Arcelor Mittal e RWE - registaram conjuntamente um aumento de 1,65% nas suas emissões nos últimos quatro anos.

Se as 500 maiores companhias do globo fossem um país, as emissões anuais de gases do efeito estufa (GEEs) dessa nação, 3,6 mil milhões de toneladas métricas, seriam mais de sete vezes maiores do que as do Brasil, 488 milhões de toneladas. O mais preocupante é que essas empresas provavelmente emitirão quantidades ainda maiores de GEEs nos próximos anos, uma vez que a economia mundial está em recuperação.
Essa é uma das conclusões de um levantamento das emissões das empresas listadas no FTSE Global 500 Equity Index – índice que reúne as 500 companhias com maior capitalização na Bolsa de Valores de Londres – que foi publicado nesta quinta-feira (12) pelo CDP, ONG britânica que busca estimular o empenhamento climático da iniciativa privada, e pela consultoria PwC.
De acordo com o “Global 500 Climate Change Report 2013”, apenas as 50 maiores empresas avaliadas respondem por 2,54 mil milhões de toneladas de GEEs. Além disso, essas companhias - incluindo gigantes como BP, Shell, Chevron, Arcelor Mittal e RWE - registaram conjuntamente um aumento de 1,65% nas suas emissões nos últimos quatro anos.
Segundo Jonathan Grant, diretor da PwC, a iniciativa privada precisa se esforçar mais para evitar o crescimento das emissões. “Estamos a poucas semanas da publicação do novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, que será um dos documentos mais abrangentes já realizados sobre as mudanças climáticas. Apesar de algumas empresas estarem atentas aos riscos e serem transparentes sobre o seu planeamento e reporte sobre mudanças climáticas, as emissões das maiores companhias continuam a subir.”
O relatório aponta que as emissões das cadeias de fornecedores ainda não são contabilizadas de forma completa e que alguns setores são bem mais conscientes do que outros. Por exemplo, enquanto as seguradoras estão muito mais empenhadas e alertadas para o aquecimento global, o setor de energia ainda possui uma enorme quantidade de empresas que não possuem metas para emissões.
“O medo dos impactos futuros das mudanças climáticas está a crescer à medida que presenciamos mais eventos extremos, como o furacão Sandy, que causou 42 mil milhões de dólares em prejuízos. (...) O resultado é que estamos a perceber uma transformação no mundo corporativo, que está a ficar mais alerta para a necessidade de lidar com os riscos das mudanças climáticas e de aumentar a sua resiliência”, explicou Paul Simpson, CEO do CDP.
Rankings
Apesar da preocupação com a falta de metas e de empenhamento das empresas, o relatório traz também com grande destaque os bons exemplos. São apresentados dois rankings para classificar as companhias com melhor desempenho no que diz respeito às ações de adaptação e mitigação climática (CPLI) e as mais transparentes na divulgação de suas informações e impactos (CDLI).
Dezenas das 500 maiores companhias não quiseram participar do levantamento, entre elas Amazon, Kia, Time Warner, Valero Energy, CaterPillar, Facebook, Apple e Prada.
Artigo de Fabiano Ávilado