Dom Aldo Pagotto Plantada a semente do bambu nada se vê por 5 anos. O crescimento é subterrâneo. Enquanto um brotinho desabrocha, robustecem-se as raízes que se estendem debaixo da terra, na vertical e horizontal. No 6º ano o bambu cresce para valer e atinge até 25 metros de altura. Assim é o processo de ensino, aprendizado e habilidade da criança. Desde a sua tenra idade a criança deve ser educada, disciplinada, contando com estímulos e limites. Pais conscientes de sua missão transmitem aos filhos que aos direitos correspondem deveres. Isso se aprende na prática, com trabalho. Pequenos ou maiores afazeres domésticos educam. Não prejudicam, não matam ninguém, nem se identificam ou se confundem com trabalho infantil ou, pior, trabalho escravo. Dar tudo nas mãos dos filhos, sem lhes outorgar e cobrar responsabilidades, é o mesmo que inverter a ordem natural. Pai que não ensina o filho a trabalhar deforma-o ou o transforma num vadio. Filhos se educam com o exemplo dos pais que cultivam hábitos sadios, com amor e disciplina. Pais que ensinam os filhos a ter objetivos na vida os orientam ao enfrentamento de dificuldades e superação de obstáculos inevitáveis. Tudo isso faz parte do processo de crescimento e maturidade de cada pessoa. Os filhos deverão aprender a enfrentar a vida dura, evitando que cometam erros irreversíveis. A Constituição Federal legisla sobre trabalho infantil, proibindo-o. Igualmente fazem a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Ministério do Trabalho e Emprego concedeu 33.173 autorizações judiciais permitindo o trabalho de crianças e adolescentes entre 2005 e 2010. O que não se admite é trabalho escravo, explorado em muitos casos, exercido em condições precárias e, pior, ignorando os estudos ou abandonando a escola. Se crianças precisam ajudar à família a se manter, o questionamento volta-se ao destino e à finalidade do “bolsa família”. O tema é polêmico. De um lado, num país continental, não existe infraestrutura que atenda às reais necessidades da escola de qualidade nos rincões mais distantes. Escola de dois turnos, então, nem pensar. De outro lado, pré-adolescentes (ao menos) de 14 anos não são mais criancinhas ingênuas. Seria muito útil para a sua formação e desenvolvimento integral o aprendizado de um ofício, sem deixar de estudar e sem queimar etapas essenciais. O dilema abre-se às ponderações das pessoas de bom senso. *Dom Aldo Pagotto é rcebispo Metropolitano da Paraíba - PBFonte: www. fc.org.br |
24 de nov. de 2011
O bambuzal
Entre desaparecimento e relatos de atentado, a dor da mais velha guarani-kaiowa
Paula Maciulevicius
João Garrigó
Eleonora Vasque, 105 anos de aldeia, antes mesmo de o município de Amambai existir"Não era assim que acontecia antes, não tinha ameaça, bebida, nunca teve violência. Agora está pior do que antes", desabafa Eleonora, 105 anos. Ela é avó de Nísio Gomes, o líder indígena desaparecido desde sexta-feira.
Em meio à tensão depois de relatos de ataque ao acampamento de indígenas Guaiviry, encontrar uma senhora de 105 anos, avó de Nísio Gomes, a liderança desaparecida desde sexta-feira, é um achado.
Esperado - Mesmo estando na aldeia a cabeça e o coração estão na área Guaiviry, afirmam. "Não é fácil a demarcação de terra. Quando tem acampamento, sempre há morte. Quando fala que vai entrar na terra, a gente já sabe. Enquanto não tiver outro tipo de organização, mais morte vai ter", descreve Crescencia.
Eleonora Vasque, 105 anos de aldeia, antes mesmo de o município de Amambai existir"Não era assim que acontecia antes, não tinha ameaça, bebida, nunca teve violência. Agora está pior do que antes", desabafa Eleonora, 105 anos. Ela é avó de Nísio Gomes, o líder indígena desaparecido desde sexta-feira.Em meio à tensão depois de relatos de ataque ao acampamento de indígenas Guaiviry, encontrar uma senhora de 105 anos, avó de Nísio Gomes, a liderança desaparecida desde sexta-feira, é um achado.
O mais surpreendente não é nem Eleonora Vasque ter mais de um século de vida. É ela ter a idade que tem, nunca ter saído da aldeia em que nasceu, ter visto de perto as lutas pela conquista de terras e agora saber da possível execução do neto de forma covarde.
Mãe de 14 filhos, ela carrega no corpo e no rosto marcado a história da sobrevivência dos guarani-kaiowa.
O Campo Grande News foi até a aldeia Amambai em busca de relatos da vida de Nísio Gomes, líder indígena que desapareceu depois de um atentado no acampamento Guaiviry. O clima de tensão já relatado na área ultrapassa os limites entre as fazendas Querência Nativa e Ouro Verde. Medo, apreensão e angústia cercam também os moradores da aldeia.
As notícias foram chegando aos poucos. Através de ligações telefônicas e idas do acampamento até a aldeia. A distância de aproximadamente 30 quilômetros encurtou depois do desaparecimento de Nísio. A todo momento informações novas chegam para situar quem está na aldeia dos passos à procura do corpo de Nísio.
Da placa que indica a entrada da aldeia, a poucos quilômetros da cidade de Amambai, segue-se reto por um longo caminho. Em meio à mata, casebres vão surgindo e pouca movimentação. Até que um senhor indígena leva a equipe até a área onde morava Genilto e os demais familiares, filho e parentes de Nísio. Ali estavam reunidos alguns guarani-kaiowa que nos levam ao encontro de dona Eleonora.
Uma das netas, Aparecida Lopes, 44 anos, sorridente e tagarela, é quem fala do sofrimento de saber do ataque contado pelos guarani-kaiowá. E cita o tesouro que a aldeia guarda: uma senhora de 105 anos. Quase quatro décadas a mais que o surgimento de Amambai.
João Garrigó
Neta de Eleonora com foto do bisavô nas mãos. Gente que viu a aldeia nascerAo chegar à casa de Eleonora, a inacreditável senhorinha de 105 anos está varrendo o quintal. Firme, sem precisar de nenhum apoio. A neta conversa em guarani, explica que a imprensa está ali e pede que a filha chame as outras netas mais próximas de Eleonora.
"Ela fala que era tudo mato aquela cidade. Nasceu pai, mãe, avô, tudo dela aqui", diz Aparecida mostrando a foto do pai de Eleonora.
Neta de Eleonora com foto do bisavô nas mãos. Gente que viu a aldeia nascerAo chegar à casa de Eleonora, a inacreditável senhorinha de 105 anos está varrendo o quintal. Firme, sem precisar de nenhum apoio. A neta conversa em guarani, explica que a imprensa está ali e pede que a filha chame as outras netas mais próximas de Eleonora."Ela fala que era tudo mato aquela cidade. Nasceu pai, mãe, avô, tudo dela aqui", diz Aparecida mostrando a foto do pai de Eleonora.
Dos 14 filhos que ela teve, a metade já morreu, mas ela continua firme e forte, com uma saúde de ferro.
Eleonora enxerga, ouve e fala muito bem. "Não era assim que acontecia antes, não tinha ameaça, bebida, nunca teve violência. Agora está pior do que antes", observa.
A tradução do guarani para o português fica por conta de Aparecida.
Com mais de um século de vida, foi triste saber da morte do neto nas circunstâncias em que a comunidade relata. Tanto que é a família demorou a contar.
"Antes eu não contei porque ela estava com dor. Quando eu contei ela chorou, disse que queria ver o corpo. Depois achei que tivesse esquecido, mas daí ela comentou com ela que o Nísio tinha ido...", conta a outra neta Regina Lopes, 33 anos.
Por mais que ela não fale o português, entendeu que a equipe ainda falava dos relatos do ataque sofrido. Os olhos da avó de Nísio por um momento viraram tristeza. Quietinha, mexia com as mãos e parecia já não prestar tanta atenção na conversa. O assunto ficou perdido na memória de quem já viveu tanto.
"Em pleno século XXI, índios lutando pelos direitos. Nós que somos nativos lutando pela terra que foi levada pelo europeu", desabafa Crescencia Martins, 25 anos, uma das netas de Eleonora.
João Garrigó
João Garrigó
Esperado - Mesmo estando na aldeia a cabeça e o coração estão na área Guaiviry, afirmam. "Não é fácil a demarcação de terra. Quando tem acampamento, sempre há morte. Quando fala que vai entrar na terra, a gente já sabe. Enquanto não tiver outro tipo de organização, mais morte vai ter", descreve Crescencia. Para eles que ficaram ali cuidando das casas onde Nísio e os filhos moravam, o sentimento em relação ao ataque descrito pelos índios é de surpresa.
"Dessa vez já tinha dado 15 dias. É a terceira vez que entram ali, das outras duas, em dois dias já despejavam. O risco de morte é na primeira semana, passou e a gente pensou agora está firme e não estava", completa.
No final de semana que passou, os filhos, netos, noras e cunhados de Nísio que ainda estavam na aldeia foram todos para Guaviry. Gente que não deixou de lutar e tomou para si a vontade a batalha de Nísio.
Nas casas o que ficou, ficou. Crescencia e a família sabem que eles não voltam para a aldeia e mesmo assim ficam de olho. "Precisa olhar a casa, ver se não sumiu nada. É tudo deles".
Atentado - Os guarani-kaiowa estão acampados na região desde o dia primeiro deste mês. Nisio Gomes, líder indígena de 59 anos, segundo os índios sofreu ameaças de morte dois dias antes do ataque relatado.
Atentado - Os guarani-kaiowa estão acampados na região desde o dia primeiro deste mês. Nisio Gomes, líder indígena de 59 anos, segundo os índios sofreu ameaças de morte dois dias antes do ataque relatado.
Eles dizem que Nísio foi baleado na cabeça e por todo corpo, após 40 pistoleiros chegaram no lugar procurando por ele. Conforme divulgado pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário), durante a correria de tiros, três jovens um de 14 anos, outro de 15 e um de 16 anos teriam sido baleados.
De acordo com lideranças indígenas de aldeias vizinhas, o garoto de 14 anos é neto de Nisio. Ele chegou a ser socorrido, medicado e já retornou ao acampamento. Os demais, incluindo o líder, continuam desaparecidos.
O MPF (Ministério Público Federal) abriu investigação e a perícia da Polícia Civil constatou marcas de sangue em meio à folhas, que remontam a cena de um corpo sendo arrastado, possivelmente de Nisio.
Conforme a comunidade, a ação dos pistoleiros foi por volta das 6h30 da manhã de sexta-feira. De acordo com os índios informaram, eles ocupavam uma cerca caminhonetes Hilux e S-10. Na caçamba de uma delas o corpo de Nisio teria sido levado.
Fonte: www.campograndenews.com.brAtaque contra comunidade Kaiowá Guarani registra morte e desaparecimentos
Renato Santana
De Brasília
O saldo é de um indígena assassinado, quatro desaparecidos e uma porção de feridos no acampamento Tekoha Guaiviry, entre os municípios de Amambai e Ponta Porã (MS), onde uma comunidade Kaiowá Guarani foi atacada por um grupo com cerca de 40 pistoleiros - munidos com armas de groso calibre - na manhã desta sexta-feira (18).
“Estavam todos de máscaras, com jaquetas escuras. Chegaram ao acampamento e pediram para todos irem para o chão. Portavam armas calibre 12” , disse um indígena da comunidade que presenciou o ataque e terá sua identidade preservada por motivos de segurança.
Conforme relato do indígena, o cacique foi executado com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. “Chegaram para matar nosso cacique”, afirmou. O filho de Nísio tentou impedir o assassinato do pai, segundo o indígena, e se atirou sobre um dos pistoleiros. Bateram no rapaz, mas ele não desistiu. Só o pararam com um tiro de borracha no peito.
Na frente do filho, executaram o pai. Cerca de dez indígenas permaneceram no acampamento. O restante fugiu para o mato e só se sabe de um rapaz ferido pelos tiros de borracha – disparados contra quem resistiu e contra quem estava atirado ao chão por ordem dos pistoleiros. Este não é o primeiro ataque sofrido pela comunidade, composta por cerca de 60 Kaiowá Guarani.
Decisão é de permanecer
Desde o dia 1º deste mês os indígenas ocupam um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá.
A ação dos pistoleiros foi respaldada por cerca de uma dezena de caminhonetes – marcas Hilux e S-10 nas cores preta, vermelha e verde. Na caçamba de uma delas o corpo do cacique Nísio foi levado, bem como os outros sequestrados, estejam mortos ou vivos.
“O povo continua no acampamento, nós vamos morrer tudo aqui mesmo. Não vamos sair do nosso tekoha”, afirmou o indígena. Ele disse ainda que a comunidade deseja enterrar o cacique na terra pela qual a liderança lutou a vida inteira. “Ele está morto. Não é possível que tenha sobrevivido com tiros na cabeça e por todo o corpo”, lamentou.
A comunidade vivia na beira de uma Rodovia Estadual antes da ocupação do pedaço de terra no tekoha Kaiowá. O acampamento atacado fica na estrada entre os municípios de Amambai e Ponta Porã, perto da fronteira entre Brasil e Paraguai.
Atualmente, 98% da população originária do estado vivem efetivamente em menos de 75 mil hectares, ou seja, 0,2% do território estadual. Em dados comparativos, cerca de 70 mil cabeças de gado, das mais de 22,3 milhões que o estado possui, ocupam área equivalente as que estão efetivamente na posse dos indígenas hoje.
Sobre o território
Com relatório em fase de conclusão pela Fundação Nacional do Índio (Funai), a área ocupada pela comunidade está em processo de identificação desde 2008. Por conta disso, o ataque tem como principal causa o conflito pela posse do território. A região do ataque fica a meia hora da fronteira com o Paraguai.
22 de nov. de 2011
Teologia da Pastoral Vocacional.
Dice Bernard Lonergan que una buena teología es la cosa más práctica . Este principio es operativo, especialmente cuando nos referimos a la acción pastoral de la Iglesia, y de un modo muy concreto a la pastoral vocacional.
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A 500 años Fray Antonio de Montesinos sigue vigente A 500 anos Frei Antonio de Montesinos ainda válido
Cardeal López, falar sobre a defesa dos povos indígenas e da doutrina social da Montesinos, disse que era a mesma doutrina da Igreja, que sempre foi praticado. El cardenal Nicolás de Jesús López Rodríguez destacó el rol de la Iglesia católica en defensa de los derechos humanos, la justicia y la atención a los pobres, desde que los primeros misioneros se establecieron en la isla de Santo Domingo, hace más de cinco siglos. Cardeal Nicolás de Jesus López Rodríguez disse que o papel da Igreja Católica em defesa dos direitos humanos, justiça e cuidar dos pobres, já que os primeiros missionários se estabeleceram na ilha de Santo Domingo, há mais de cinco séculos.
Durante una conferencia titulada "500 años del sermón de Montesinos y su relevancia", que dictó en el salón La Mancha del hotel Barceló Lina, López Rodríguez hizo un breve recuento de la vida y obra de fray Antonio (Antón) de Montesinos, el sacerdote dominico que enrostró a las autoridades españolas de entonces su "grave pecado contra Dios y la Iglesia" al maltratar y esclavizar hasta el exterminio a los aborígenes de la isla. Durante uma conferência intitulada "500 anos do sermão de Montesinos e sua relevância", que publicou na sala de estar de La Mancha Barceló Lina, Lopez Rodriguez fez um breve relato da vida e obra de Frei Antonio (Anton) de Montesinos, o padre dominicano que reprovou as autoridades espanholas, em seguida, sua "grave pecado contra Deus ea Igreja", por maltratar e escravizar ao extermínio dos aborígenes da ilha.
Sobre la defensa de los indígenas y la doctrina social de Montesinos, dijo que se trataba de la misma doctrina de la iglesia, que siempre se ha practicado desde el principio, como doctrina de Jesucristo. Na defesa dos povos indígenas e da doutrina social da Montesinos, disse que era a mesma doutrina da Igreja, que sempre foi praticado desde o início, como a doutrina de Jesus Cristo. "Fue el mismo Jesucristo quien se dedicó a predicar la justicia, defender y amar a los pobres, hasta dar su vida por ellos", dijo López Rodríguez. "Foi o mesmo Jesus Cristo, que começou a pregar a justiça, defender e amar os pobres, para dar a vida por eles", disse Lopez Rodriguez.
El Cardenal destacó la presencia de la congregación de los dominicos en esa época de la historia nacional, tras recordar que los primeros que llegaron eran hombres bien formados, con un alto sentido de la justicia, la teología y la vida cristiana, como fueron Pedro de Córdova, Domingo Velásquez, Bernardo de Santo Domingo y el propio Montesinos. O cardeal destacou a presença da Congregação dos Dominicanos, no momento da história nacional, lembrando que os primeiros homens que chegaram foram bem formados, com um alto senso de justiça, teologia e vida cristã, assim como Peter Cordova, Domingo Velasquez, Bernardo de Santo Domingo e Montesinos si mesmo.
La conferencia se centró en el llamado Sermón Adviento del padre Montesinos, en el cual éste se proclamó como una "voz que clama en el desierto", refiriéndose a la denuncia de los maltratos de los aborígenes. A conferência centrou-se sobre o Sermão do Advento chamada de Montesinos Pai, onde foi proclamado como uma "voz que clama no deserto", referindo-se a alegados maus tratos dos aborígines.
Sobre la defensa de los indígenas y la doctrina social de Montesinos, dijo que se trataba de la misma doctrina de la iglesia, que siempre se ha practicado desde el principio, como doctrina de Jesucristo. Na defesa dos povos indígenas e da doutrina social da Montesinos, disse que era a mesma doutrina da Igreja, que sempre foi praticado desde o início, como a doutrina de Jesus Cristo. "Fue el mismo Jesucristo quien se dedicó a predicar la justicia, defender y amar a los pobres, hasta dar su vida por ellos", dijo López Rodríguez. "Foi o mesmo Jesus Cristo, que começou a pregar a justiça, defender e amar os pobres, para dar a vida por eles", disse Lopez Rodriguez.
El Cardenal destacó la presencia de la congregación de los dominicos en esa época de la historia nacional, tras recordar que los primeros que llegaron eran hombres bien formados, con un alto sentido de la justicia, la teología y la vida cristiana, como fueron Pedro de Córdova, Domingo Velásquez, Bernardo de Santo Domingo y el propio Montesinos. O cardeal destacou a presença da Congregação dos Dominicanos, no momento da história nacional, lembrando que os primeiros homens que chegaram foram bem formados, com um alto senso de justiça, teologia e vida cristã, assim como Peter Cordova, Domingo Velasquez, Bernardo de Santo Domingo e Montesinos si mesmo.
La conferencia se centró en el llamado Sermón Adviento del padre Montesinos, en el cual éste se proclamó como una "voz que clama en el desierto", refiriéndose a la denuncia de los maltratos de los aborígenes. A conferência centrou-se sobre o Sermão do Advento chamada de Montesinos Pai, onde foi proclamado como uma "voz que clama no deserto", referindo-se a alegados maus tratos dos aborígines.
Fonte: Celam
21 de nov. de 2011
IPCC: Desastres climáticos vão aumentar se nada for feito
220 cientistas ao serviço das Nações Unidas produziram durante dois anos o estudo mais completo sobre condições meteorológicas extremas e concluem que o efeito das alterações climáticas irá aumentar a frequência e a intensidade das cheias, secas e ondas de calor.
"Por mais quanto tempo podem defender a vossa inacção?", pergunta a comissária europeia do Clima aos governos que querem adiar decisões na próxima cimeira do Clima, em Durban. Foto Dr. RawheaD/Flickr
"As alterações climáticas levam a alterações na frequência, intensidade, extensão, duração e tempo" dos acontecimentos meteorológicos extremos, diz o resumo deste relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas que juntou os cientistas de topo mundial com investigação nesta área aos dados disponíveis desde 1950 sobre estas catástrofes naturais.
Os cientistas afirmam que "há prova de que estes fenómenos extremos têm-se alterado em resultado de influências antropogénicas, incluindo o aumento da concentração de gases de efeito de estufa na atmosfera". E o custo económico anual destes desastres climáticos nas últimas décadas está calculado em cerca de 150 mil milhões de euros, tendo aumentado exponencialmente desde 1980. Uma subida que pode ser também explicada à luz do aumento da riqueza e da urbanização no planeta, com os prejuízos medidos pelas seguradoras. No entanto, não estão incluídos neste cálculo as perdas em vidas humanas ou o desaparecimento de património cultural.
Enquanto as perdas para a economia são mais avultadas nos países desenvolvidos, é nos países em desenvolvimento que se sente mais esse custo na proporção do seu Produto Interno. E "entre 1970 a 2008, mais de 95% dos desastres naturais ocorreu nos países em desenvolvimento", lembra o relatório do IPCC distribuído esta sexta-feira aos governos de todo o mundo.
A partir da experiência das últimas décadas, os cientistas dizem que "a severidade dos impactos dos fenómenos climáticos extremos depende muito do grau de exposição e vulnerabilidade" de cada população e por isso aconselham os governos a reduzir essa vulnerabilidade. E apontam algumas medidas prioritárias, como travar a rápida e desordenada urbanização e melhorar as condições de vida dos mais pobres.
O estudo prevê ainda um aumento substancial das temperaturas máximas no planeta no fim deste século, bem como das ondas de calor em quase todo o mundo e da velocidade do vento nos ciclones tropicais. As secas também deverão intensificar-se em regiões que incluem a Europa do Sul e o Mediterrâneo. A erosão costeira e a maior frequência de inundações serão o resultado do aumento do nível das águas do mar.
Tudo junto, os fenómenos extremos terão "maior impacto nos sectores ligados ao clima, como a água, agricultura e segurança alimentar, floresta, saúde e turismo". Por isso os cientistas recomendam medidas de gestão do risco mais adequadas ao cenário que está previsto, o que passa pela criação de infraestruturas sanitárias, abastecimento de água, na regulamentação e fiscalização da construção, mais educação ambiental e uma gestão e planificação sustentável do uso da terra. Mas também "responder às causas que estão por detrás da vulnerabilidade, incluindo as desigualdades estruturais que criam e mantêm a pobreza e limitam o acesso aos recursos".
"Estamos a perder demasiadas vidas e bens económicos com os desastres naturais", disse o co-presidente do grupo de trabalho do IPCC, Chris Field. O relatório surge a poucas semanas da cimeira de Durban, que terá de novo as alterações climáticas na agenda de trabalho dos governos de todo o mundo. E ainda na semana passada, a Agência Internacional da Energia veio dizer que o planeta já só tem cinco anos para tomar medidas para cortar a emissão de gases de efeito de estufa e prevenir a catástrofe do aquecimento global.
"À luz dos factos agora conhecidos, tem de ser colocada a pergunta aos governos que querem adiar decisões: por mais quanto tempo podem defender a vossa inacção?", disse ao jornal Guardian a comissária europeia para a Acção Climática, Connie Hedegaard.
Fonte: esquerda.netA Escolha
Júlio Lázaro Torma
Membro da Pastoral Operaria Pelotas RS
Neste último final de semana, o 33º Domingo do Tempo Comum, o último domingo do calendário litúrgico, celebramos a FESTA DE CRISTO REI DO UNIVERSO.
A Igreja Católica, nos convida a meditar em nossas Celebrações Eucarística e da Palavra, sobre o Juízo Final.
O Evangelho de Mateus 25,31-46, nos apresenta a Parábola do Juízo Final, que faz parte dos 5 grandes discursos de Jesus apresentados pela comunidade de Mateus( 5-7;10;13,1-52;18,24-25).O texto foi elaborado pelos anos 60-70, quando ocorre a grande guerra judaica contra o império romano.
O que culminou com a destruição de Israel, do Templo e de Jerusalém pelas legiões romanas do general Tito em Agosto do ano 70.
A Parábola do Juízo final é o complemento das parábolas das dez virgens( MT 25,1-13), vigilância; Talentos( 25,14-30), que nos convoca a colocar os nossos dons a serviço do Reino.
O Juízo final está em todas as culturas da antiguidade, próxima a Israel, como no Egito, Espartamo, Pérsia e até na Grécia.
Na Parábola, Jesus nos usa a linguagem apocalíptica judaica ao falar do " Filho do Homem", que vem de forma gloriosa e como um Rei vitorioso, que encontramos no profeta Daniel.
Jesus usa a linguagem do pastor, que separa as ovelhas dos cabritos.Fala que o Ressuscitado virá vitorioso para julgar todos os povos da terra.Ao mesmo tempo que na Parábola do juízo final, no 5º Sermão da Nova Lei; ele retoma as palavras ou parábolas do joio ( Mt 13,24-30) e da rede( Mt 13, 44-51).
A Parábola do juízo final, foi vista pelos cristãos ao longo dos séculos, como a melhor recapitulação do Evangelho.Ao mesmo tempo em que Jesus nos apresenta e nos fala que todos os homens e mulheres serão julgados pelo mesmo critério.
O critério proposto por Jesus é, que seremos julgados pela fé em que temos em Jesus.Está fé nos leva a ver no irmão, no próximo, principalmente no mais excluído e pobre, a presença de JESUS,que se faz o mais pequenino entre nós.
Para Jesus não basta ter fé, mas devemos fazer algo em defesa dos sofredores, se comprometer com a sua libertação e " cumprir toda a justiça"( Mt 3,15), que é o critério para participar da vida do Reino de Deus.
Pois Jesus se faz presente naquele que tem '' fome, sede, estrangeiro, nu, doente e no preso" (35-36) e nós lhe demos de comer, beber, acolhemos, vestimos e lhe visitamos.
Hoje em nosso continente latino americano e num mundo globalizado, Jesus se faz presente nos rostos sofridos dos " migrante, as vitimas da violência, os deslocados e refugiados, as vitimas de HIV e de enfermidades endémicas, os tóxico-dependentes, idosos, meninos e meninas que são vitimas da prostituição, pornografia e violência ou do trabalho infantil, mulheres maltratadas, vitimas da exclusão e do tráfico para a exploração sexual, pessoas com capacidades diferentes,grandes grupos de desempragados/as, os excluídos pelo analfabetismo tecnológico, as pessoas que vivem na rua das grandes cidade,os indígenas e afro-americanos, agricultores sem terra e mineiros"( D.A 402).
Para Jesus até um ateu, agnóstico ou indiferente a religião pode e é chamado a fazer parte do Reino de Deus, assim como a pessoa que é crente e participa da IGREJA.
Para ser cidadão do Reino, não adianta rezar ou ir na Igreja, se não praticar a Justiça, como escreveu Tiago, " A Fé sem obras é morta".Mas devemos acima de tudo praticar e viver no nosso dia a dia, o compromisso pela causa e libertação dos mais pobres e perceber neles a presença de Jesus em nosso meio.
Poderemos no último dia, no juízo final ser condenados ou premiados a viver o Reino de Deus pela escolha em que fazemos em vida nesta terra.Este é o critério dado por Jesus, só se salva ou entra no Reino de Deus quem acolhe os pequenos e excluídos da sociedade.
Mt 25,31-46
O Evangelho de Mateus 25,31-46, nos apresenta a Parábola do Juízo Final, que faz parte dos 5 grandes discursos de Jesus apresentados pela comunidade de Mateus( 5-7;10;13,1-52;18,24-25).O texto foi elaborado pelos anos 60-70, quando ocorre a grande guerra judaica contra o império romano.
O que culminou com a destruição de Israel, do Templo e de Jerusalém pelas legiões romanas do general Tito em Agosto do ano 70.
A Parábola do Juízo final é o complemento das parábolas das dez virgens( MT 25,1-13), vigilância; Talentos( 25,14-30), que nos convoca a colocar os nossos dons a serviço do Reino.
O Juízo final está em todas as culturas da antiguidade, próxima a Israel, como no Egito, Espartamo, Pérsia e até na Grécia.
Na Parábola, Jesus nos usa a linguagem apocalíptica judaica ao falar do " Filho do Homem", que vem de forma gloriosa e como um Rei vitorioso, que encontramos no profeta Daniel.
Jesus usa a linguagem do pastor, que separa as ovelhas dos cabritos.Fala que o Ressuscitado virá vitorioso para julgar todos os povos da terra.Ao mesmo tempo que na Parábola do juízo final, no 5º Sermão da Nova Lei; ele retoma as palavras ou parábolas do joio ( Mt 13,24-30) e da rede( Mt 13, 44-51).
A Parábola do juízo final, foi vista pelos cristãos ao longo dos séculos, como a melhor recapitulação do Evangelho.Ao mesmo tempo em que Jesus nos apresenta e nos fala que todos os homens e mulheres serão julgados pelo mesmo critério.
O critério proposto por Jesus é, que seremos julgados pela fé em que temos em Jesus.Está fé nos leva a ver no irmão, no próximo, principalmente no mais excluído e pobre, a presença de JESUS,que se faz o mais pequenino entre nós.
Para Jesus não basta ter fé, mas devemos fazer algo em defesa dos sofredores, se comprometer com a sua libertação e " cumprir toda a justiça"( Mt 3,15), que é o critério para participar da vida do Reino de Deus.
Pois Jesus se faz presente naquele que tem '' fome, sede, estrangeiro, nu, doente e no preso" (35-36) e nós lhe demos de comer, beber, acolhemos, vestimos e lhe visitamos.
Hoje em nosso continente latino americano e num mundo globalizado, Jesus se faz presente nos rostos sofridos dos " migrante, as vitimas da violência, os deslocados e refugiados, as vitimas de HIV e de enfermidades endémicas, os tóxico-dependentes, idosos, meninos e meninas que são vitimas da prostituição, pornografia e violência ou do trabalho infantil, mulheres maltratadas, vitimas da exclusão e do tráfico para a exploração sexual, pessoas com capacidades diferentes,grandes grupos de desempragados/as, os excluídos pelo analfabetismo tecnológico, as pessoas que vivem na rua das grandes cidade,os indígenas e afro-americanos, agricultores sem terra e mineiros"( D.A 402).
Para Jesus até um ateu, agnóstico ou indiferente a religião pode e é chamado a fazer parte do Reino de Deus, assim como a pessoa que é crente e participa da IGREJA.
Para ser cidadão do Reino, não adianta rezar ou ir na Igreja, se não praticar a Justiça, como escreveu Tiago, " A Fé sem obras é morta".Mas devemos acima de tudo praticar e viver no nosso dia a dia, o compromisso pela causa e libertação dos mais pobres e perceber neles a presença de Jesus em nosso meio.
Poderemos no último dia, no juízo final ser condenados ou premiados a viver o Reino de Deus pela escolha em que fazemos em vida nesta terra.Este é o critério dado por Jesus, só se salva ou entra no Reino de Deus quem acolhe os pequenos e excluídos da sociedade.
Mt 25,31-46
Glória
"A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos." (Ageu 2:9 ARA)
Eu e você já devemos ter ouvido uma dezena ou mais de mensagens mencionando este texto, sem contar músicas e citações indiretas. Já ouvi esse texto mencionado até num casamento, pois o rapaz era viúvo e estava casando pela segunda vez.
O fato é que Deus tem algo para nos ensinar com isso. No meu entendimento, a primeira casa não precisaria ter sido derrubada, não fosse o pecado daquele povo, algo que Deus considerou como traição diante de Sua face. Portanto, podemos entender que a segunda casa era uma restauração de muito mais do que um prédio, mas de um relacionamento, de uma caminhada.
Aquele prédio era simbólico, representava a presença, a atuação, o mover, a participação, o acompanhamento. Se Deus deixou demolir aquela casa, é como se deixasse retirar Sua presença e Poder por algum tempo. Por isso eu entendo que a glória (poder, manifestação) da segunda casa é igualmente simbólico. O reatar dessa relação seria mais glorioso que da primeira vez, não por causa da ruptura, não por causa do pecado, mas por causa de um povo que amadureceu e aprendeu uma lição de perda, sofrimento, afastamento e privação. Se não tivesse aprendido, não haveria segunda casa. Sem segunda casa, não haveria segunda caminhada e relacionamento.
Isso fala fortemente ao meu coração, pois quando David foi colocado como o segundo rei houve uma segunda casa. Saul foi escolhido para rei de Israel por critérios humanos (era forte, guerreiro, formoso) e o seu sucesso pelos critérios de Deus (coração). Assim também a segunda casa fala de critérios de Deus sobre critérios humanos.
Tome esta lição e refaça sua aliança com Deus. Apresente-se a Ele para começar tudo de novo, mesmo que seja a décima vez e creia que na restauração, a glória será maior que na vez original. Não se prenda aos números ou contagens, prenda-se ao relacionamento com o Pai. A glória pode ser bem maior, depende do seu coração.
"Senhor, ensina-me a restabelecer o relacionamento contigo vez após vez, até que eu seja aperfeiçoado, pois Tu és perfeito e completo como jamais serei. Tem misericórdia de mim."
Mário Fernandez
Deixe o seu comentário no site: http://www.ichtus.com.br/dev/19 de nov. de 2011
Comunicando o Deus da Vida.
Deus chama onde quer e como quer.
Prêmio Chico Nendes.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) será homenageada com o Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente, tendo em vista a sua atuação na preservação das florestas brasileiras.
A cerimônia de premiação ocorrerá no Centro Comunitário da Universidade de Brasília (UnB), no próximo dia 23 de novembro, às 19h.
O prêmio vai de encontro com a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que declarou o ano de 2011 como o Ano Internacional das Florestas. O objetivo da ONU foi chamar a atenção para a importância das florestas para o nosso planeta e “convidar as sociedades humanas a se engajarem em ações de proteção e de uso sustentável de todos os tipos de florestas”.
O Prêmio
O Prêmio foi criado em 2002 e restringe-se a laurear anualmente pessoas, projetos e instituições associados à conservação e ao uso sustentável da floresta Amazônica.
Empresa que opera campo da Chevron é a mesma envolvida em desastre ambiental no Golfo do México
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A empresa Transocean, que faz os trabalhos de perfuração para a Chevron no Campo de Frade, é a mesma que operava a plataforma da British Petroleum, que explodiu no Golfo do México, causando um dos maiores desastres ambientais da história recente.
Apesar do retrospecto da Transocean, o presidente da concessionária brasileira da Chevron, George Buck, disse que confia na empresa e que continuará a operar com ela no Brasil.
A plataforma da Transocean explodiu e afundou em abril de 2010, no Golfo do México, deixando 11 mortos e causando grandes prejuízos. Cerca de 4,9 milhões de barris de petróleo foram derramados no mar e o vazamento durou 87 dias.
Edição: Aécio Amado
fonte: Agência Brasil
17 de nov. de 2011
JESUS CRISTO EM S. FRANCISCO
Por Fr. David de Azevedo OFM
Fonte cadernos franciscanos paginas edição 35 paginas 18 -25
Frei David de Azevedo, OFM escreve nos Cadernos franciscanos um artigo com o titulo; "Jesus Cristo em São Francisco". No centro da vida franciscana encontra-se a experiência de fé em Deus no encontro pessoal com Jesus Cristo. É o que atestam os escritos de Francisco e outros textos. Sob qualquer aspecto que se aborde – oração, fraternidade, pobreza, presença no meio dos homens – todo o projeto evangélico nos remete continuamente para a fé. (n. 5). A palavra principal é: ―encontro pessoal. leia mais:
Chevron começa a lacrar poço de petróleo que apresenta vazamento na Bacia de Campos
Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A empresa petroleira Chevron Brasil Upstream começou hoje (16) a introduzir lama pesada no poço por onde, há uma semana, vaza petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. A empresa, que mantém o controle da produção do petróleo no local, informou por meio de nota que o próximo passo será cimentar o poço para inutilizá-lo de forma definitiva.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na segunda-feira (14), o plano de abandono do poço apresentado pela Chevron.
Sobre as causas do vazamento, a principal hipótese da petroleira é que uma fratura provocada por procedimentos de estabilização do poço tenha liberado o óleo, que vazou por uma falha geológica. A Chevron é inteiramente responsável pela contenção do vazamento. Dezoito navios estão participando dos trabalhos de contenção do vazamento, oito da própria Chevron e dez cedidos pelas empresas Petrobras, Statoil, BP, Repsol e Shell, que também operam na Bacia de Campos.
Para a coordenadora da Campanha de Clima e Energia da organização não governamental (ONG) Greenpeace, Leandra Gonçalves,o vazamento, que já se espalhou por mais de 160 quilômetros quadrados (aproximadamente a área de 25 mil campos de futebol), serve de alerta para que o governo brasileiro repense as licitações para exploração de petróleo. Ela defendeu que o país crie um programa de contenção de vazamentos que garantam a exploração segura de petróleo.
“O Campo de Frade é um dos maiores campos em produção de petróleo no Brasil desde 2009 e, se o vazamento se deu por uma falha geológica, essa falha deveria ter sido prevista no estudo de impacto. O governo está investindo muito dinheiro na exploração offshore [em alto-mar] de petróleo com pouco ou quase nenhum plano de segurança. Essas operações são de alto risco ”, disse Gonçalves.
Ela lembrou que o Ministério do Meio Ambiente criou um mecanismo para acelerar a emissão de licenças ambientais justamente para o setor de petróleo e gás. “Estudos mais detalhados para garantir uma maior segurança para essas operações são inexistentes, como vimos no Golfo do México e, agora, na Bacia de Campos. Amanhã pode ser nas nossas praias”, advertiu a ambientalista.
Edição: Vinicius Doria fonte Agencia Brasil16 de nov. de 2011
Pobres viviam com R$ 225 por mês.
Metade da população recebeu mensalmente, durante o ano de 2010, até R$ 375 – valor inferior ao salário mínimo, de R$ 510, pago na época, embora a média nacional de rendimento domiciliar per capita fosse R$ 668. Apesar da tendência de redução observada nos últimos anos, os resultados do Censo Demográfico 2010 mostram que a desigualdade de renda ainda é bastante acentuada.
Além disso, os 10% com maiores salários entre a população brasileira ficaram, em 2010, com 44,5% do total de rendimentos, enquanto os 10% com menor renda, 1,1%.
Os dados fazem parte dos resultados definitivos do universo do Censo 2010 divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
No que se refere ao rendimento médio mensal domiciliar per capta, os 10% com os rendimentos mais elevados ganhavam R$ 9.501, enquanto as famílias mais pobres viviam com apenas R$ 225 por mês.
De todos os brasileiros acima de 10 anos de idade que têm com rendimentos, 0,5% recebiam mais de R$ 10,2 mil mensais na cidades e 0,1% no campo. Na área rural, 46,1% recebiam R$ 596. Na zona urbana, esse valor alcançou R$ 1.294.
Pobreza
As desigualdades aumentam nas regiões Norte e Nordeste, onde os 10% mais pobres detêm 1% do total de rendimentos. A grande concentração de renda fez com que o país ficasse com número 0,526 no índice de Gini, que calcula a desigualdade de distribuição de renda, levando consideração uma variação de 0 a 1, em que 0 corresponde à completa igualdade de renda e 1 corresponde a total desigualdade. A concentração é maior nas áreas urbanas (0,521), embora as áreas rurais do país (0,453) detenham a maioria das pessoas sem rendimento ou com rendimento até R$ 510 (85,4%).
As desigualdades aumentam nas regiões Norte e Nordeste, onde os 10% mais pobres detêm 1% do total de rendimentos. A grande concentração de renda fez com que o país ficasse com número 0,526 no índice de Gini, que calcula a desigualdade de distribuição de renda, levando consideração uma variação de 0 a 1, em que 0 corresponde à completa igualdade de renda e 1 corresponde a total desigualdade. A concentração é maior nas áreas urbanas (0,521), embora as áreas rurais do país (0,453) detenham a maioria das pessoas sem rendimento ou com rendimento até R$ 510 (85,4%).
A parcela que ganhava mais de R$ 2.550 por mês representava 1% na área rural e 6% na área urbana. As regiões Norte e a Nordeste são as que registram menor número de trabalhadores com renda acima desse valor, com 2,6% e 3,1% respectivamente, bem abaixo das percentagens do Sudeste (6,7%), do Sul (6,1%) e Centro-Oeste (7,3%). Fonte: Agência Brasil
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