31 de jan de 2012

Paquistão: religiosa fala sobre mulheres que sofrem violência


“No Paquistão, as mulheres aprendem desde pequenas que os homens têm o direito de maltratá-las”: foi o que disse uma religiosa paquistanesa, que trabalha em um centro da Diocese de Faisalabad, que recebe o apoio da “Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre”

29 de jan de 2012

Santo Tomás de Aquino


No dia 28 de Janeiro, celebramos o aniversário de Santo Tomás de Aquino, o " Doctor Angelicus" o pai da boa teologia. Tomás de Aquino nasceu entre 1224-25, em Roccasecca, no Reino de Nápoles ... Leia mais: 

24 de jan de 2012

Campanha da Fraternidade 2012: Saúde Pública.

Campanha da Fraternidade 2012: Saúde Pública - Estimados companheiros e companheiras de caminhada da Pastoral da Saúde: É com enorme satisfação e o coração cheio de alegria, com lágrimas de felicidade, que lhes comunico sobre a escolha UNÂNIME por parte do CONSEP da CNBB para a Campanha da Fraternidade 2012 no Brasil sobre a "Saúde Pública". A votação e escolha foi na manhã desta quarta-feira (23/06) na sede da CNBB em Brasília. Só para o vosso esclarecimento, ontem (22/06) estivemos presente na reunião do CONSEP em Brasília para uma articulação estratégica com os bispos da Presidência da CNBB e do restante do CONSEP, além de articularmos com todos os assessores dos regionais da CNBB e assessores da própria CNBB, presentes naquela reunião. Foi um sucesso!

Só ouvimos elogios pela idéia e pela enorme articulação do abaixo assinado. Quero ressaltar e agradecer publicamente a ajuda e o apoio especiais da Irmã Delci e do Pe. Luiz Carlos (ambos assessores da CNBB) e de Dom Dimas (Secretário Geral da CNBB), e dizer que esta escolha não foi fácil. Havia mais de 15 temas propostos (oriundos dos regionais da CNBB, da Cáritas Brasileira e Pastoral da Mobilidade Humana) e o nosso foi um deles. Mas no final, pasmem, a escolha foi UNÂNIME e obtivemos 9 votos a favor e nenhum contra pelos bispos do CONSEP e Presidência da CNBB.
Quero ressaltar que não só nos dois últimos 2 dias, em Brasília, mas na última semana, com bastante articulação dos companheiros da Coordenação Nacional (Sebastião e Clemilde), conseguimos compor um bloco de 12 entidades, movimentos e pastorais que apoiaram a nossa causa. São eles(as): Comissão Brasileira de Justiça e Paz; Grito dos Excluídos Continental; Ibrades; Movimento em Defesa dos Direitos Sociais; Pastoral Carcerária; Pastoral da AIDS; Pastoral da Criança; Pastoral da Mobilidade Humana; Pastoral da Mulher Marginalizada; Pastoral da Pessoa Idosa; Pastoral da Sobriedade; Pastoral Operária, dentre outros(as). Obrigado a todos e a todas!
Ainda em tempo, entregamos formalmente, ontem (22/06), o nosso abaixo assinado à CNBB (para o Pe. Luiz Carlos - responsável pela CF da CNBB). Atingimos a fantástica marca de 142.352 assinaturas. Parabéns a todos nós que soubemos articular bem os nossos coordenadores (arqui)diocesanos e/ou locais e consequentemente os nossos agentes, verdadeiros responsáveis por esta vitória. 
Ainda não fui informado qual será o tema definitivo (Fraternidade e Saúde Pública ou Saúde: questão de prioridade) e ainda não foi escolhido o lema (será em agosto, na próxima reunião do CONSEP!). Mas a decisão pelo tema já foi tomada e apoiada por todos!

Meus caros companheiros, acho que hoje está sendo um dia muito especial para todos nós e compartilho cada instante deste dia maravilhoso com todos vocês e com todos os nossos agentes da Pastoral da Saúde. Somos muitos grato pelo esforço de cada um que acreditou neste projeto e o êxito incontestável com a escolha da CF 2012 mostra que o nosso trabalho pastoral nunca pode parar e devemos sempre acreditar, mesmo que o nosso sonho seja algo difícil de acontecer! 
Acreditamos, fizemos e agora vamos fazer uma breve comemoração, mas temos que frisar que a nossa responsabilidade agora se multiplicará de maneira exponencial. Temos muito trabalho pela frente e contamos com cada um de vocês! Quero lembrar que em 2012 teremos eleições municipais em todo o país, portanto a saúde se tornará ponto de discussão obrigatória para todos os candidatos e nós, juntos, vamos fazer isto acontecer! Parabéns!! 
Obrigado e Saúde e Paz!
André Luiz de Oliveira
Coordenador nacional da Pastoral da Saúde

22 de jan de 2012

Um bom livro.


  João XXIII : O Homem e A Comunidade
                                      Júlio Lázaro Torma *
   O livro " João XXIII: O Homem e A Comunidade" de Accelino Agostini, nos fala a História, a vida do Papa João XXIII e a Comunidade Eclesial de Base João XXIII da Paróquia São José do Bairro Fragata no município de Pelotas ( RS).
  O livro é dividido em duas partes, na Parte I : João XXIII: O Homem e na Parte II : A Comunidade.
  Onde na primeira parte nos conta a vida deste importante Papa do século XX, o homem Ângelo Giuseppe Roncalli, o Papa João XXIII, que se tornou conhecido como o " Papa Bono".
  João XXIII, nasceu em uma familia pobre  da região de Bergamo na aldeia de Sotto il Monte, no seio de uma familia de camponeses devotos.
  Homem este que antes de ser Papa atuou como diplomata e arcebispo, atuando como núncio apostólico na Turquia, Grécia,Bulgária, França; ajudando durante a perseguição nazi-fascista a salvar milhares de judeus.Além de ter sido o Patriarca de Veneza.
  O Papa considerado de transição, após o longo Pontificado de Pio XII, mesmo idoso já, foi um Papa de visão, que como pastor sob olhar longe, no diálogo da Igreja com o mundo moderno e a sua problemática, além do diálogo aberto e fraterno com as Igrejas Ortodoxas e Reformadas.
  Através da convocação do Concilio Vaticano II, na qual não viu o seu termino,bem como as suas encíclicas sociais.
  João XXIII quebrou os paradigmas em torno dos Papas ao conversar com o povo, ir visitar os doentes e presos.Onde mostrou a sua humildade e humanidade em servir e conduzir a Igreja no mundo.
  A Segunda Parte, nos conta a caminhada e a trajetória desta importante comunidade do Bairro Fragata.
  Comunidade está que se organiza em 1986, após as mini- missões organizadas pelos Freis Capuchinhos.
  Fala da organização da comunidade, da conquista do terreno e construção do prédio.Bem como dos múltiplos serviços, grupos, catequeses e pastorais atuantes nesta comunidade, nestes 25 anos.
  Uma comunidade é mais do que um prédio, é o povo que participa e atua na vida eclesial, como nos atesta o lema desta comunidade, que procura viver através de seus membros o sonho do padroeiro João XXIII :" Para uma Igreja de Comunhão e Participação".
  O Livro do Professor Accelino Agostini, além de resgatar a trajetória e o legado de João XXIII,bem como da comunidade.
   Lança o desafio de todas as comunidades de escrever a sua própria História e a sua caminhada.Pois nós nas nossas comunidades, não podemos jamais esquecer a nossa origem e caminhada.Pois quem perde a memória não volta para casa.
   Sobre o autor: Accelino Agostini, nasceu em Ipé, antigo distrito de Vacaria ( RS), em 1935, foi Frei Capuchinho, Professor  de Ensino Básico e Professor Universitário da Universidade Federal de Pelotas ( UFPEL) e acompanha a CEB JOÃO XXIII, desde sua criação.
  Accelino Agostini: João XXIII: O Homem e A Comunidade, Editora Universitária UFPEL, Pelotas, 2011, 90 páginas.
___________________
  * Membro da Equipe da Pastoral Operária ( Arquidiocese de Pelotas / RS)


20 de jan de 2012

BBB: Cabeças vazias, corpos sarados e comportamentos patéticos


Washington Araújo
Jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México

Fonte: Adital.com.br

Não demorou muito e o BBB é caso de polícia. Mais, é caso de estupro. Mais, é caso do habitual descaso com que a programação da tevê aberta brasileira é tratada tanto pela sociedade quanto pelas instâncias governamentais.
A 12ª edição de um dos programas mais fúteis dentre a enormidade de produção de lixo televisivo nem chegou a completar uma semana de existência e já mostrou a que veio: vender cabeças vazias em corpos sarados e uma série quase interminável de comportamentos humanos aceitáveis na esfera privada e patéticos quando transbordam para a esfera pública.
Na noite de sábado [14/1], festa no BBB. Prenúncio de comas alcoólicos e certeza de danças variando entre o sensual e o erótico, ritmo alucinante, luzes piscando e tudo contribuindo para a exposição, sem reservas, dos instintos humanos. Na madrugada de domingo, o Twitter passa a movimentar um sem número de mensagens denunciando Daniel de ter estuprado Monique, tudo captado pelas lentes do BBB, tanto imagem de cobertor em movimento quanto som. O problema, segundo o Twitter, é que apenas um dos dois parece estar vivo – apresenta, vamos dizer, sinais vitais. Este seria o Daniel. Não tardou para que hashtag #DanielExpulso viesse a ser um dos tópicos mais comentados do domingo.
E a onda se espraia na internet com força de tsunami: todos se unem para pedir a cabeça do Daniel e, de quebra, criticar ferozmente a existência de um programa como o Big Brother Brasil. Muitos questionam a correção em classificá-lo como programa. Muitos anunciam que irão boicotar a marca de automóveis Fiat, aquela que premia os carros entre os participantes e entre a audiência, e muitos clamam por intervenção do governo na grade de programação da tevê aberta.
Caso de polícia
Na tarde da segunda-feira [16/1], investigadores da polícia vão ao Projac (centro de produção da emissora, localizado na Zona Oeste do Rio) para apurar a suspeita de que Daniel teria abusado sexualmente de Monique durante a madrugada do último domingo [15/1]. A essa altura, Monique, a presumida vítima, é chamada no "confessionário” para dar explicações sobre o que aconteceu entre ela e Daniel na madrugada de segunda-feira. A moça parece não dizer coisa com coisa, algo como "não sei muito bem”, "acho que não passamos disso”, "ele seria muito mau-caráter se tivesse se aproveitado de mim”, e por aí vai. Logo, as notícias na internet, em particular no sítio G1, da TV Globo, produtora e responsável pela "atração”, passam a divulgar que a moça negou a ocorrência de estupro e replicam a fala do diretor-geral do reality show, J.B. Oliveira, o Boninho. "Ela não confirmou que teve sexo e disse que tudo o que aconteceu foi consensual. Não dá para garantir que houve sexo, muito menos estupro. Eles estavam debaixo do edredom e de lado. Mas o mais importante é que ela [Monique] estava consciente de tudo. Ela me disse que na hora que o clima esquentou pediu para ele [Daniel] sair da cama”. Não ficaria por aí: "O que está acontecendo nada mais é que racismo”.
Ainda na segunda-feira, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, enviou ofício ao Ministério Público do Rio de Janeiro solicitando que o órgão "tome providências em relação ao suposto estupro que teria acontecido dentro do programa Big Brother Brasil 2012, exibido pela TV Globo.”
Nesta mesma noite, Pedro Bial lê em teleprompter a nota oficial da TV Globo dando conta da expulsão de Daniel por "haver infringido gravemente o regulamento do BBB”. É evidente o clima de constrangimento, sentimento que nem deveria existir em se tratando do BBB, que bem poderia ser visto como uma gincana ininterrupta de constrangimentos... à condição humana. Patética a figura de Bial. Porque ele é aquele jornalista que cobriu a histórica derrubada do muro de Berlim, em novembro de 1989, e mostra à larga que o seu talento é melhor aproveitado fazendo o que faz há 12 anos seguidos no BBB: uma mistura de mestre-de-cerimônias com animador de picadeiro e bedel de escola primária com direito a filosofices tão rasas quanto o programa em que foi aceito como sumo pontífice. Fez o caminho de volta sem ao menos ter ido.
Silêncio da imprensa
Em um país que busca combater a violência contra a mulher em seus muitos aspectos e, em especial, combater o crime de estupro, chama a atenção o silêncio da grande imprensa em torno do caso. Sim, porque pedidos pela expulsão de Daniel e punições à TV Globo não partiram dos jornais Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e muito menos da emissora-líder na desconfortável posição de facilitar a ocorrência de estupro, com tudo gravado, segundo a segundo, e retransmitido para todo o Brasil. As denúncias começaram na forma de "piados” (twitter, em inglês), passaram pelo Facebook e tomaram forma nos tais blogues sujos (para a grande imprensa) e alternativos (para a cidadania).
No espaço de 24 horas, muitas águas rolaram nos desfiladeiros oceânicos da internet. Muitos levantaram o assunto na forma de algo adredemente planejado pela emissora do Jardim Botânico carioca para alavancar a audiência do BBB nesta sua 12ª edição. Outros tantos foram mais enfáticos e exigiram nada menos que a suspensão do programa por tempo ilimitado ou, ao menos, pelo tempo em que durarem as investigações policiais. Mas isto é pedir muito quando estão em jogo interesses unicamente comerciais. Porque o dinheiro não tem nem pátria, ética, nem moral, nem costumes. Tem apenas a densidade que seu proprietário a ele conceda. E nesses tempos em que a liberdade é vista como garantia de expressão dos instintos humanos básicos a qualquer momento, o sucesso nada mais é que conseguir esticar ao máximo seus quinze minutos de fama (lembram do Andy Warhol?), amealhar bens materiais e financeiros sem qualquer escrúpulo, usando os meios mais torpes para sua consecução. Neste contexto, não há muito o que esperar.
Nos últimos três anos escrevi no Observatório da Imprensa críticas ao conteúdo, formato, estilo, produção e transmissão do Big Brother Brasil. Tratei de estética, de conteúdo, de ética e de direitos humanos. Abordei a questão da privacidade e o circo de horrores que a qualquer momento poderia vir a ser a marca registrada do BBB. Depois, resolvi não mais escrever. Porque é difícil falar para o deserto, ou pior, para o vácuo. Mas com a chegada da polícia ao Projac julguei oportuno voltar a tratar do "assunto”. Não porque o programa mereça, mas sim porque é um momento propício para debater sobre a sociedade que temos e a sociedade que queremos.
E qual o papel da mídia, enquanto espelho da realidade, na formulação dessa nova sociedade, uma sociedade que seja justa, igualitária, fraterna, inclusiva e promotora dos direitos humanos?

17 de jan de 2012

Pesquisadores da USP transformam plásticos descartados em biocompósito


Plástico somado ao bagaço de cana
foi transformado em biocompósito


Pesquisadores da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP (Universidade de São Paulo) criaram uma nova técnica para reaproveitar as sacolas plásticas no intuito de diminuir o impacto ambiental causado por esses resíduos. Eles misturaram os plásticos descartados no lixo doméstico com bagaço de cana e conseguiram criar um biocompósito (material híbrido, que mistura componentes naturais e sintéticos) que pode ser usado em divisórias, mobiliários ou em painéis de carros.

Além de utilizar as sacolas plásticas, a técnica utiliza também os filmes plásticos, usados para embalar alimentos, e as embalagens plásticas flexíveis, como as empregadas na fabricação de biscoitos.

‘Decidimos misturar esse plástico com fibras naturais, especialmente bagaço de cana, para obter biocompósitos, que têm uma boa resistência mecânica e são mais biodegradáveis do que os painéis plásticos convencionais, uma vez que possuem as fibras naturais’, contou Adilson Gonçalves, professor e orientador da pesquisa, à Agência USP.

Ele ainda lembrou que as folhas plásticas, embalagens de biscoitos e sacolas plásticas não são recolhidas pelos catadores. ‘Ele plástico corresponde de 5% a 6% da massa do resíduo sólido municipal e causa impactos negativos nos aterros.’
Segundo Gonçalves, a etapa piloto já será iniciada, mas, para isso, alguma empresa terá que se interessar pela tecnologia, com vistas a levá-la ao mercado. ‘A ideia é que com a visibilidade do prêmio, possamos sensibilizar alguma empresa de reciclagem ou de filmes plásticos para apoiar a etapa seguinte, de coleta do resíduo em maior escala, e fazer painéis grandes para serem efetivamente aplicados’, ressaltou.

O estudo desenvolvido pela aluna Cibele Rosa Oliveira, do curso de Engenharia Industrial Química foi intitulado Diminuição do impacto ambiental dos resíduos sólidos municipais: caracterização e quantificação de filmes plásticos rejeitados na reciclagem comercial e sua utilização em biocompósitos, e conquistou, no ano de 2011, o segundo lugar no Prêmio Jovem Cientista, na categoria Estudante do Ensino Superior.
fonte: dontotal








9 de jan de 2012

China anuncia novas medidas para reduzir emissões



 Autor: Jéssica Lipinski - Fonte: Instituto CarbonoBrasil
País apresentou recentemente um projeto para aumentar a meta de energia eólica para 1000 GW até 2050, além de analisar a possibilidade de implantar uma taxa de carbono para as maiores empresas poluidoras até 2015

A nação que mais emite gases do efeito estufa (GEEs) no mundo planeja criar mais ações para controlar sua liberação de carbono na atmosfera. Nesta quinta-feira (05), a mídia chinesa anunciou que o Ministério das Finanças está analisando propostas para implementar um imposto de carbono para os principais poluidores do país que deve entrar em vigor até 2015. Além disso, os chineses pretendem aumentar sua meta de energia eólica para 1000 GW até 2050.

O projeto para a imposição da cobrança de carbono faz parte do 12º Plano Quinquenal da China, que vai de 2011 até o final de 2015. A ideia é cobrar cerca de US$ 1,59 por cada tonelada de carbono emitida pelos maiores consumidores de carvão, petróleo e gás natural do país, aumentando gradualmente essa taxa de acordo com os níveis de emissão das empresas.

Embora a intensão seja aplicar esse imposto até 2015, o governo não mencionou a partir de quando o aumento da cobrança deve ocorrer. E apesar de pedidos para que a taxa seja implantada ainda neste ano, a agência de notícias do governo, Xinhua, declarou que o lançamento do projeto deve ser adiado devido a incertezas econômicas.

Outra medida do Plano Quinquenal para reduzir as emissões de GEEs da China é diminuir a intensidade de carbono do país, ou seja, a quantidade de CO2 eliminada por unidade de produto interno bruto (PIB), em 17% até 2015 em relação aos níveis de 2011.

Para garantir que essas metas sejam alcançadas, o governo introduziu novos padrões de eficiência para combustíveis e energia, está implantando mercados de carbono em diversas províncias do país, lançou incentivos para investimentos em energia de baixo carbono e incluiu novas metas para o desenvolvimento de energias renováveis.

Uma das novas metas para a produção de renováveis é a da energia eólica, que, segundo um roteiro publicado recentemente pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC), deve chegar a 1000 GW até 2050.

De acordo com o documento, até lá o país deve atingir as metas transitórias de 100 GW, 200 GW e 400GW em 2015, 2020 e 2030, respectivamente. O relatório prevê ainda que por volta de 2020 a energia eólica deve ter um preço semelhante à da energia carbonífera.

A energia eólica offshore, especificamente, deve atingir cinco mil MW nos próximos cinco anos, totalizando apenas 5% da produção de energia da China, dada a limitação espacial para o seu crescimento.

O relatório sugere que sejam seguidos os seguintes passos para a produção da energia eólica no país: até 2020, dar prioridade ao desenvolvimento de projetos de energia eólica onshore, complementados por projetos de demonstração offshore perto da costa; de 2012 a 2030, investir igualmente no desenvolvimento de projetos eólicos onshore e offshore perto da costa, apoiados por projetos de demonstração de offshore longe da costa; e de 2031 a 2050, realizar o desenvolvimento simultâneo dos três tipos de projetos.

Com isso, o governo espera transformar a eólica em uma das cinco principais fontes energéticas da China, fazendo com que o investimento no setor chegue a cerca de US$ 1,9 trilhão em 2050. “Até 2050, os projetos de energia eólica devem oferecer 17% da demanda de energia na China”, comentou Wang Zhongying, diretor e pesquisador do Centro para Desenvolvimento de Energia Eólica do Instituto de Pesquisa em Energia, que é parte da NDRC.

Atualmente, a conexão na rede e a necessidade urgente de gerar energia são os dois principais fatores que restringem o desenvolvimento da energia eólica na China. “Dada a situação, é imperativo para nós planejarmos e implementarmos programas para a inclusão oportuna da energia eólica”, observou Wang.

Esse desenvolvimento do setor deve possibilitar também mais oportunidades aos produtores de turbinas eólicas, que neste ano tiveram uma queda de 60% em seus lucros devido à retração no preço de seus produtos e à redução da demanda, causada sobretudo pela crise financeira internacional.

Temperatura superficial do mar sobe 1,5ºC em 24 anos

Relatório da ONU alerta que aumento da temperatura do mar verificado entre 1982 e 2006 pode alterar o movimento de nutrientes nos oceanos, reduzindo a produção de peixes e prejudicando o sustento de milhares de milhões de habitantes. Por Jéssica Lipinski.
Fonte: esquerda.net
O oceano, Cabo da Roca : o ponto mais ocidental da Europa Continental – Foto de starrynight1/flickr As mudanças climáticas, além de provocarem os fenómenos climáticos extremos, também são responsáveis por alterações em muitos ecossistemas e biomas de nosso planeta. Uma dessas alterações foi apresentada em um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que revela que em 24 anos, a temperatura superficial do mar aumentou cerca de 1,5ºC.
O documento, intitulado o Rumo à Recuperação e Sustentabilidade dos Grandes Ecossistemas Marinhos do Mundo durante as Alterações Climáticas, foi publicado no início de dezembro, na 17ª Conferência das Partes (COP17) em Durban, na África do Sul, e apresenta os dados de 64 grandes ecossistemas marinhos (GEMs).
Segundo a análise, entre 1982 e 2006, a temperatura de 61 dentre os 64 GEMs – dos quais três estão no Brasil – aumentou em até 1,5ºC. E em 18 das áreas cobertas por esses ecossistemas, a temperatura está aumentando de duas a quatro vezes mais rápido do que as tendências de aquecimento registadas pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
Esse rápido aumento da temperatura superficial do mar pode levar a uma alteração no movimento de ascensão dos nutrientes das águas mais profundas e frias, chamado de ressurgência.
Esse processo é responsável por abastecer grande parte das cadeias alimentares marinhas, e sua modificação pode alterar as características de diversos ecossistemas, diminuindo inclusive a produção de peixes que abastecem os seres humanos.
Consequentemente, esse aquecimento poderá afetar a vida de milhares de milhões de pessoas que dependem do mar como fonte de alimentação, o que ocorre, sobretudo, nos países em desenvolvimento situados nas latitudes mais quentes da África, Ásia e América Latina.
O estudo indica também que, embora a quantidade de peixes aumente com a elevação das temperaturas, os animais diminuem de tamanho, o que constitui um problema para a reprodução de outras espécies e pode acarretar em um desequilíbrio ambiental.
Para combater os problemas desencadeados pelo aquecimento da superfície marítima, o relatório recomenda algumas providências, como estabelecer níveis sustentáveis de pesca nas regiões mais afetadas.
Além disso, a investigação sugere que devem ser tomadas medidas de precaução para manter a pesca marinha, restaurar e proteger os habitats costeiros, incluindo importantes sumidouros de carbono, e reduzir a carga de poluição eliminada nos mares.
“As mudanças climáticas são uma questão global muito importante e crítica. Sem ação, as alterações do clima poderiam anular décadas de progresso no desenvolvimento destes países e minar os esforços para a promoção do desenvolvimento sustentável”, alertou VeerleVandeweerd, diretora do grupo de meio ambiente e energia do PNUD.
Em alguns locais, como o Mar Amarelo, que banha o norte da China e o oeste da Coreia do Sul e do Norte, já há programas de ação estratégica (SAPs), que procuram tomar iniciativas para lidar com os problemas causados pelo aquecimento das águas marítimas superficiais.
No caso do SAP do Mar Amarelo, há, por exemplo, acordos entre os países responsáveis para reduzir a pesca em 33%, redirecionar os pescadores para outros meios de subsistência e reduzir a eliminação de lixo no mar.
Artigo de Jéssica Lipinski, publicado em Instituto CarbonoBrasil

5 de jan de 2012

Equador: Tribunal confirma condenação da Exxon.


A primeira decisão foi em fevereiro, mas a gigante petrolífera norte-americana tinha recorrido para segunda instância. Os crimes de contaminação ambiental da Texaco/Exxon no Equador vão custar à empresa 7,3 mil milhões de euros, a maior multa ambiental de sempre. Ambas as partes vão voltar a recorrer.
Mão coberta de crude vindo de uma das centenas de poços abertos pela Chevron (antiga Texaco) abandonada na floresta amazónica equatoriana ao pé do Lago Agrio.
Mão coberta de crude vindo de uma das centenas de poços abertos pela Chevron (antiga Texaco) abandonada na floresta amazónica equatoriana ao pé do Lago Agrio. Foto Rainforest Action Network/Flickr
As décadas de poluição causadas pela Texaco - comprada entretanto pelo grupo Chevron - na Amazónia equatoriana foram trazidas à justiça há 17 anos por um coletivo representando 30 mil habitantes locais. Em fevereiro, o tribunal de primeira instância responsabilizou a petrolífera pelo derramamento de 68 mil milhões de litros de petróleo na região, poluindo as terras e a água em redor, e condenou-a a pagar 8 mil milhões de dólares. A Frente de Defesa da Amazónia recorreu da decisão por considerar o valor insuficiente para reparar os estragos e a Exxon também recorreu por considerar a sentença "ilegítima e inaplicável", segundo a agência France Presse.
A confirmação da primeira condenação surge agora com o aumento do valor da multa para 9,5 mil milhões de dólares (7,3 mil milhões de euros), o que para as populações ainda não é suficiente para a limpeza da zona e para a empresa poluidora continua a ser inaceitável.
Rafael Correa, presidente do Equador, disse estar satisfeito com a decisão do caso, que comparou a uma "luta entre David e Golias". Mas a disputa judicial iniciada em 1993 não tem fim à vista, com os recursos a poderem prolongar-se até ao Tribunal Constitucional. Agora, a empresa teme que os queixosos entrem com processos nos tribunais doutros países onde a empresa tem ativos penhoráveis.
fonte: Dontotal

Nível do mar sobe cada vez mais rápido no litoral norte de SP.


Sobe cada vez mais rápido o nível do mar no litoral norte de São Paulo, aponta pesquisa coordenada pelo professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), Paolo Alfredini. Com base nos registros feitos de 1944 a 2007 pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, em Santos, Alfredini constatou uma elevação do mar de 74 centímetros por século. Também foi analisada a documentação de outras instituições em Ubatuba, São Sebastião e Caraguatatuba .
Nas últimas décadas, no entanto, o avanço das águas marítimas foi mais rápido. “Nos últimos 20 anos, analisando esses dados, a gente nota que tem havido uma aceleração. Isso aparentemente está ligado ao fato que as temperaturas têm aumentado mais nesse período”, ressaltou o professor. Com isso, a estimativa de Alfredini é que neste século o nível do mar suba cerca de 1 metro.
Um aumento desse nível significa, segundo Alfredini, a perda de 100 metros de praia em áreas com declividades suaves. Essa aproximação das águas pode colocar em risco construções à beira-mar. “A quebra da onda vai ficar muito mais próxima das avenidas, onde existem ocupações urbanas. Vai começar a solapar e erodir muros”, disse. “Tubulações que passem perto da praia, como emissários de esgoto, interceptores de águas pluviais, podem vir a ser descalçados e eventualmente até romper”, completou.
Outro fator que ameaça as construções costeiras, verificado no estudo, é o aumento da altura das ondas nas ressacas e tempestades marítimas, além do aumento da frequência desses fenômenos. “Havendo um recrudescimento das ondas, isso também vai provocar mais erosões [nas praias]”, alertou o pesquisador.
A elevação do nível do mar poderá ainda, segundo Alfredini, causar problemas para o abastecimento de água em algumas cidades. Segundo ele, esse processo tende a causar um aumento no volume de água que se infiltra nos rios. “ Portanto, as tomadas de água para abastecimento público e industrial poderão começar a receber água com maior teor de salinidade. E isso pode começar a complicar ou inviabilizar o tratamento da água”.
Para amenizar esses problemas, o pesquisador aponta a necessidade de preparação das cidades afetadas, com a construção, por exemplo, de obras de defesa costeira. “Tem que ter nesses governos municipais, principalmente, que estão em áreas de extremo risco, consciência de que isso é uma realidade”.


fonre:Agência Brasil

Trabalho e Humildade


                              Júlio Lázaro Torma*

   Estava numa reunião  de pastoral, quando foi lido e refletido o Evangelho de Lucas 14,1.7-11; onde relata o almoço de Jesus na casa de um notável de seu tempo e conta uma admoestação de Jesus sobre o comportamento da pessoa.
   "Quando fores convidado ás bodas, não te sentes no primeiro lugar, pois pode ser que seja convidada outra pessoa de mais consideração do que tu, e, vindo o que te convidou, te diga:
 Cede o lugar a este.Terias então a confusão de dever ocupar o último lugar.Mas, quando fores convidado vai e tomar o último lugar, para que,quando vier o que te convidou, te diga:" Amigo, passa mais para cima.Então serás honrado na presença de todos os convivas.Porque todo aquele que se exaltar será humilhado,e todo aquele que se humilhar será exaltado".
  Na partilha da Palavra, havia uma eminente senhora de um movimento eclesial,que ficou escandalizada,assim como muitas pessoas,ficam escandalizadas,quando falo do meu trabalho.
  " Trabalho como reciclador", me respondem:" como pode tu com toda esta bagagem intelectual estas catando lixo, lá não é o teu lugar".
  Eis que ao trabalhar como reciclador ou catador, vi e percebi a solidariedade das pessoas humildes, irmãos e companheiro/as de trabalho para comigo.Os pobres na qual me dediquei de corpo e alma, em servi-los no trabalho pastoral ou militância social,pessoas que não professam a mesma crença do que eu.Na hora em que eu mais precisava, foram os primeiros á me estender a sua mão e solidariedade.
  Nestes dias no meu trabalho ao chegar numa residência fomos ofendidos pelo dono da casa que nos chamou de " vagabundos", como já vi pessoas humildes, falarem com desprezo e dizerem que não vão" trabalhar de lixeiro".
  Nos anos de 1970-1989, no ensino fundamental, na 1º série, havia uma cartilha imposta pela ditadura militar que dizia para as crianças:
  "Pedrinho estudou e virou doutor e Joãozinho não estudou e virou lixeiro".Onde a profissão de lixeiro é desprezada e colocada como sendo inferior e para pessoas inferiores.
  Ao trabalhar no meio dos catadores e recicladores, vivo na prática concreta a " Opção preferencial pelos pobres", sindo me cada vez mais franciscano.Mesmo não sendo franciscano, sou como escreve os teólogos José Arregi, José Maria Castillo e José Maria Diez-Alegria Gutierrez ( 1911-2010), " sou um franciscano ou jesuíta sem papeis( sem documento).
  Como fez São Francisco de Assis, na sua prática de vida, " no meio de gente comum e desprezada, de pobres e fracos, enfermos e leprosos e mendigos de beira de estrada"( São Francisco de Assis; Regra Não Bulada).
  Na humildade deste trabalho, quero educar os meus futuros filhos, a valorizar o trabalho, pois mesmo o trabalho mais humilde e desprezível, como o do gari, catador, faxineiro,como o do agricultor,pedreiro e pescador, tem o mesmo valor do que tem aquele que tem o curso superior como o médico, professor,arquiteto,advogado,engenheiro,jornalista ou do empresário, pois todo o trabalho está interligado.
  Diferente do que foi imposto na mentalidade de toda uma geração de brasileiros e brasileiras pelo regime militar e atualmente pela mídia.
  O humilde trabalho do gari, do reciclador, tem hoje, sem desprezar as outras categorias profissionais um valor muito importante, no cuidado de nossas cidades, bem como da preservação da vida no planeta.
   Pois como nos mostra o filme " Lixo Extraordinário", documentário da inglesa Lucy Walker e coodirigida pelos brasileiros Karen Haley e João Jardim, sobre a vida de trabalhadores do aterro sanitario de Duque de Caxias (RJ).
  O material transformado em lixo pela sociedade consumista se converte em fonte de vida de milhares de pessoas.Ser reciclador é ter orgulho de poder salvar a vida do planeta e o entregar as futuras gerações que são de fato os donos do planeta.
" Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado" .
  * Membro da Equipe da Pastoral Operária ( Arquidiocese de Pelotas/ RS)