3 de ago de 2008


Minha relação com Deus e com o próximo

Por: Nancy
Escalante Para conseguir ter uma relação íntima com Deus, o principal é ter plena confiança Nele, e esta confiança não será alcançada se não estiver fundada no amor de um Deus bondoso e misericordioso.
O fato de viver uma vida consagrada a Deus não necessariamente implica que experimentemos uma relação íntima e profunda com Ele, isto é, a confiança é o sentimento principal para poder conseguir uma verdadeira e profunda experiência com Deus. Esta confiança nos permite conhecer um Deus bondoso e misericordioso, que não somente é capaz de conhecer e entender nossas necessidades, mas que também pode saciar a mais intensa ansiedade ou sensação de vazio que possamos experimentar. Em outras palavras, esta confiança e experiência de Deus é o que nos permite, por sua vez, viver os dons da fé e da esperança, até mesmo nas piores dificuldades da vida, assim como experimentar uma verdadeira relação íntima e profunda com Deus.
Neste sentido, a confiança, o fato de se deixar cair nos braços de Deus, não somente nos permite aceitar totalmente a bondade divina, como também – por sua vez – nos permite conhecer quem somos, a nossa capacidade inata de bondade, de generosidade e de amar a nós mesmos e aos demais, dando como conseqüência uma melhor relação com todo aquele que estiver ao nosso redor.
Pelo contrário, quando temos um conceito de um Deus castigador, pouco ou nada misericordioso, não é possível confiar Nele, em nós mesmos, nem muito menos nas outras pessoas, por isso, é provável que este sentimento de insegurança, de medo e de solidão que produz a falta de confiança em Deus, não somente impeça que experimentemos uma verdadeira e profunda intimidade com Ele, mas também nos leva a experimentar o mundo externo como um mundo hostil e ameaçante, o que – na maioria das vezes – leva a pessoa a se fechar em si mesma.
Esta atitude de onipotência é conseqüência da falta de confiança em um Deus bondoso e misericordioso, sendo a causa do fechamento da pessoa em si mesma, a ponto de não ser capaz de olhar a seu redor com verdadeira entrega e amor, nem é possível que experimente um verdadeiro encontro com Deus, o que produz na pessoa uma sensação de vazio, de insatisfação, de frustração e, até mesmo, um sentimento de desconfiança com Deus. Assim, concluímos que para alcançar uma relação íntima com Deus, o mais importante é ter plena confiança Nele, esta confiança não se consegue se não estiver fundada no amor de um Deus bondoso e misericordioso.BibliografíaGrupo EPSYMO, Experiência de Deus e Psicanálise, Ed. Promexa, México: 1991

KAIRÓS

kairós.....
Kairos (καιρος) é uma antiga palavra grega que significa "o momento certo" ou "oportuno". Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos. Enquanto o primeiro refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, esse último é um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece. É usada também em teologia para descrever a forma qualitativa do tempo, o "tempo de Deus", enquanto chronos é de natureza quantitativa, o "tempo dos homens". Em Síntese pode-se dizer que o tempo humano (medido) é descrito em horas e suas divisões e anos em suas divisões. Enquanto que o termo Kairós que descreve "o tempo de Deus" não pode ser medido e sim vivido...
Assim sendo, crescimento e animação são dois ambiente nos quais nos movemos. Já a sabedoria antiga tinha formulado o convite: Kairón gnoti. Isto é: reconheça em cada um dos acontecimentos de sua vida a situação crítica, saiba que ela exige de você uma decisão e verifique qual seja; eduque-se a si mesmo a reconhecer na sua vida o momento decisivo que lhe é dado e, por consequência, agir.
Kairós é o tempo de salvação que Deus nos dá. Não somente a existência do cristão, mas também a vida terrena esta sob a missão do Kairós. A tarefa e meta da formação consiste, então, em aprender a reconhecer a riqueza humana e da fé do Kairós no tempo da vida, no presente em que vivemos.... Para a formação este é o momento do Kairós.