23/05/2012

Quando os biocombustíveis roubam a comida


A crise alimentar, agravada pelo uso do milho e de outros grãos na produção de etanol, foi um dos assuntos centrais abordados nos passados dias 17 e 18, na capital mexicana, pelos vice-ministros de Agricultura do Grupo dos 20 países industriais e emergentes. 
Por Emilio Godoy/IPSNews.  Fonte Esquerda net
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, no ano passado foram consumidos nesse país 53,302 bilhões de litros de etanol feito do milho, para cuja produção foi destinada 40% da colheita do grão.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, no ano passado foram consumidos nesse país 53,302 bilhões de litros de etanol feito do milho, para cuja produção foi destinada 40% da colheita do grão.

Este bloco reúne os países industrializados do Grupo dos Oito (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Japão, Itália e Rússia), a União Europeia e economias emergentes como Brasil, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia.
O impacto desta questão na humanidade é analisado pela pesquisa “Agrocombustíveis: alimentadores da fome” e reflete como as políticas dos Estados Unidos para o etanol de milho aumentam o preço dos alimentos no México. A pesquisa foi apresentada no dia 16, patrocinada pelo escritório norte-americano da organização não governamental ActionAid International.
"Vemos altas de preços muito fortes nos alimentos desde o final de 2000, depois se repetiram em 2007 e voltaram em 2010 e 2011", disse à IPS o norte-americano Timothy Wise, diretor do Programa de Pesquisa e Política do Instituto de Desenvolvimento Global e Meio Ambiente da Universidade de Tufts. "Isto coincide com a expansão do etanol nos Estados Unidos", indicou o diretor, coautor do informe. "O que se vê no México é o aumento do preço da tortilha de milho", o alimento tradicional deste país e cujo preço aumentou 60% desde 2005, afirmou.
Wise e a também coautora do estudo Marie Brill, diretora de políticas da Actionaid, asseguraram que o México perdeu, desde 2005, entre 250 milhões e 500 milhões de dólares por ano, por precisar importar o grão, devido às altas cotações internacionais. "A expansão dos agrocombustíveis contribui para a insegurança alimentar no México. As altas de preços associadas ao etanol afetam negativamente os consumidores, especialmente os que carecem de segurança alimentar e não são produtores", afirma o estudo de 24 páginas.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, no ano passado foram consumidos nesse país 53,302 bilhões de litros de etanol feito do milho, para cuja produção foi destinada 40% da colheita do grão. Nesse país, maior produtor e exportador de milho do mundo, aplica-se uma política de proteção alfandegária a favor do biocombustível local, pagamento de subsídios aos produtores e um mandato de mescla de gasolina com até 10% de etanol.
"O G-20 tem de resolver a crise alimentar. A cúpula de 2011 abordou a situação, mas é preciso assegurar os motores primários. O México é um exemplo do que ocorre em outros países", observou Brill. Os mandatários do G-20, cuja presidência temporária está com o México, se reunirão nos dias 18 e 19 de junho na cidade de Los Cabos, para tratar de políticas contra a crise económico-financeira que afeta o Norte, a segurança alimentar, o crescimento verde e o combate à mudança climática, entre outros assuntos.
"O governo mexicano tem que determinar que está ao lado do produtor e não em benefício das empresas. Temos que trabalhar por uma reserva de alimentos, para não depender do estrangeiro", afirmou à IPS a ativista Olga Alcaraz, dirigente da Rede de Empresas Comerciantes Camponesas do Estado de Michoacán. As plantações destinadas aos agrocombustíveis começaram na região na metade do século passado e atingiram seu auge na década de 70, quando os países latino-americanos despontaram como provedores de matérias-primas para os mercados das nações industrializadas e diante da primeira grande crise do petróleo.
Nos últimos anos, o desenvolvimento de algumas monoculturas mudaram para o fornecimento de matéria-prima para a elaboração de combustíveis, como o etanol procedente da cana-de-açúcar e o biodiesel obtido a partir do óleo de palma africana. A expansão de produtos agrícolas para fabricar combustível também se deve ao esgotamento do petróleo como fonte de energia e ao fato de a produção e uso de hidrocarbonos representar a emissão de gases contaminantes, como o dióxido de carbono, responsável pela elevação da temperatura do planeta.
O milho carrega uma força simbólica do México até a Nicarágua. "O aumento da destinação desse grão para etanol é fortíssimo, empurrado pelos altos preços do petróleo", destacou Wise. "Esta situação cria problemas para países importadores como o México", explicou este especialista que estudou os efeitos do aumento dos preços dos alimentos em nações em desenvolvimento.
No México, são produzidos 22 milhões de toneladas de milho por ano em uma área de 7,5 milhões de hectares, dos quais vivem cerca de 2,5 milhões de produtores de pequena e média escalas, e são importados dez milhões de toneladas. O deficit da balança comercial agrícola mexicana ficou no ano passado em 2,5 mil milhões de dólares, enquanto as compras agrícolas dos Estados Unidos subiram até 18,4 mil milhões de dólares.
A Lei de Promoção e Desenvolvimento dos Bioenergéticos de 2008 proíbe que terras aptas para cultivos de alimentos sejam usadas para plantar vegetais destinados a produzir agrocombustível. As organizações da sociedade civil recomendam ao G-20 anular subsídios e mandatos para consumo de agrocombustíveis, a regulamentação e transparência dos mercados, e o financiamento da agricultura familiar.
Os autores do estudo estimam que o custo financeiro anual das importações mexicanas dariam para produzir 70 mil toneladas de milho. "É necessário investir em programas de produtores que não receberam apoio em 30 anos. Este é o setor que pode ser beneficiado com um investimento moderado. Ficou demonstrada a viabilidade dessa expansão", apontou Wise.
O assunto também constará dos debates da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontecerá de 20 a 22 de junho no Brasil. "Esperamos ver um enfoque que integre energia, sustentabilidade e segurança alimentar", ressaltou Brill. Por sua vez, Alcaraz enfatizou que é preciso "inovação tecnológica para economizar na produção, e termos nossa própria semente, porque dependemos das multinacionais".

22/05/2012

Rezamos pela Unidade dos cristãos!

Júlio Lázaro Torma*
 Nesta semana as nossas comunidades cristãs do Brasil e do hemisfério sul, celebramos a Semana de Oração pela Unidade dos cristãos.
  Aqui no hemisfério sul celebramos entre as Festividades da Ascensão do Senhor e Pentecostes.No hemisfério norte as comunidades celebram entre as Festas da Cátedra de São Pedro e a Conversão de São Paulo no mês de janeiro.
  Cada ano é proposto um tema e elaborado pelas comunidades cristãs de um país.Tema deste ano é " Todos seremos transformados pela Vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo" ( 1Cor 15,51-58), tirado da Carta do Apóstolo Paulo á comunidade de Corinto.
  O Tema foi elaborado pelos cristãos e cristãs da Polônia, país e povo este que passou por inúmeros longos sofrimentos e privações ao longo de sua história.
  A frase de São Paulo Apóstolo, nos chama a nós cristãos de diferentes tradições cristãs, a pensar numa renovação que exige a unidade de nossas comunidades cristãs.
  Muitas vezes em nossas comunidades falamos em rezar e a unidade dos cristãos e das nossas igrejas,alguns defendem como algo conservador.Podemos afirmar que com conservadorismo e fechamento não haverá unidade e muito menos diálogo.
  Para haver unidade, deve haver uma abertura e um diálogo entre as Igrejas,a unidade na diversidade,onde cada Igreja seja autônoma,mas garantindo uma comunhão verdadeira na fé e no serviço ao mundo,como escreve o monge e teólogo Marcelo Barros.
  Mesmo que está unidade dos cristãos seja dificultado pelos conservadorismos das cúpulas das igrejas, que com o seu medo de abertura ao outro, acabam se isolando e caindo no conservadorismo e fundamentalismo, que freia este desejo de unidade.
  A unidade muitas vezes acaba acontecendo através do diálogo e da cooperação mútua entre os cristãos e cristãs da base.
  Eis que como nos fala o Senhor:" Faço nova todas as coisas" e como escreve o Apóstolo," nós seremos transformados".
  Precisamos diante dos apelos do mundo,pelo nosso testemunho de palavras e práticas,estarmos transformados.Se continuarmos com uma mente conservadora e fechados no nosso eu,jamais estaremos abertos para uma renovação e transformação,como prega o Apóstolo.
  Devemos como discípulos/as ao exemplo do Mestre estar abertos ao diálogo fraterno com o outro que pensa e professa uma fé diferente da nossa.No encontro com Cristo, nós estaremos cada vez mais nos renovando e nos abrindo aos irmãos.
  Quando nos abrimos ao outro,nos conhecemos melhor,abrir-se e saber dialogar e não impor-nos ao outro e acreditar que só eu e a minha denominação é a melhor e a verdadeira.
  Mas vermos que podemos caminhar juntos e vermos no outro,um irmão que como eu professa a mesma fé e segue os mesmos passos no seguimento de Jesus Cristo.
  Transformados podemos dar o nosso testemunho na diversidade de construção de uma nova sociedade,principalmente numa sociedade que se autodenomina cristã.
  Devemos como cristãos superar as divisões que nos dividiram estes anos todos e procurarmos cada vez mais em nossas comunidades cristãs, costruirmos a unidade na diversidade do sonho de Jesus de que " todos sejamos um".
  Diante deste ideal vamos cada vez mais em nossas comunidades e orações,buscar e pedir a Unidade dos Cristãos.Vamos viver intensamente este desejo.
 * Membro da Equipe da Pastoral Operária da Arquidiocese de Pelotas ( RS)

19/05/2012

APENAS VOCÊ


Você é a brisa que numa simples palavra me leva a sonhar.
Eu sou o vento  que avança no espaço a lhe procurar.
Eu sou a estrela a mostrar  a tua face iluminada a me conquistar.
Eu sou a lua que reflete na água o teu perfil e fico a te esperar.
Você é o sol que me aquece todos os dias me faz enlouquecer de amor.
Você é o meu jardim de flores que me faz sorrir só de olhar.
Você é o esplendor da natureza e eu fico de longe a te desejar.
Você é toda bravura e beleza das ondas do mar.
Eu sou aquela onda que bate tentando te levar.
Você é a montanha que faz meus olhos brilhar.
Eu sou a trilha que numa louca escalada tento ao teu topo chegar.
Você é amor, sonho,desejo,loucura,ternura ,paixão.
Resumindo você é o amor da minha vida.
E mora dentro do meu coração.
Eu te peço perdão por te amar de repente.
Eu te amo ,te amo, te amo,te amo tanto.
Embora meu amor seja uma canção nos teus ouvidos.
Mais cresce na minha alma o teu encanto.
DE: Catarina Garcia Reis

17/05/2012

Pesquisadores listam soluções para problemas globais

“Pode não parecer sexy, mas solucionar problemas como diarreia, vermes e desnutrição fará mais bem aos pobres do mundo do que intervenções grandiosas”, resume Bjørn Lomborg, fundador do Centro de Consenso de Copenhague, instituição que tem como grande objetivo encontrar as melhores maneiras para o investimento de recursos destinados ao desenvolvimento e auxílio de países pobres.

É com essa postura de propor soluções que sejam “realistas” que a entidade reuniu 65 pesquisadores, entre os quais quatro vencedores do Prêmio Nobel, com o objetivo de pensar durante um ano em possíveis respostas para os dilemas globais.

O resultado desse trabalho vem sendo divulgado nas últimas semanas no formato de artigos sobre dez temas: Conflitos Armados, Biodiversidade, Doenças Crônicas, Mudanças Climáticas, Educação, Fome e Desnutrição, Doenças Infecciosas, Desastres Naturais, Crescimento Populacional, Água e Saneamento.

Para as questões de biodiversidade e da fome, por exemplo, é sugerido o investimento pesado em tecnologias agrícolas. Assim, seria diminuída a necessidade de converter áreas preservadas para campos de cultivo.

De acordo com o Centro de Consenso de Copenhague, se o investimento em pesquisa agrícola chegasse a US$ 13 bilhões ao ano, em 2050 o número de famintos cairia em mais de 200 milhões, devido, sobretudo, ao barateamento dos alimentos.

Analisando em conjunto os problemas, os 65 pesquisadores elaboraram uma lista de 16 ações que deveriam ser prioritárias (em ordem decrescente de importância):

- Financiar intervenções de nutrição para combater a fome e melhorar a educação;

- Expandir os subsídios para o tratamento de malária;

- Expandir a cobertura de imunização infantil;

- Lidar com as doenças causadas por vermes em crianças;

- Expandir o tratamento de tuberculose;

- Investir em pesquisa e desenvolvimento agrícola;

- Melhorar sistemas de alerta de desastres naturais;

- Fortalecer as capacidades cirúrgicas em países pobres;

- Imunização da Hepatite B;

- Financiar o uso de drogas de baixo custo para casos de ataques cardíacos em nações pobres;

- Campanha para reduzir o consumo de sal;

- Investir em pesquisa e desenvolvimento de geoengenharia para lidar com o aquecimento global;

- Programas de transferência de renda condicionados à presença escolar;

- Investir na pesquisa da vacina do HIV;

- Campanhas informativas sobre os benefícios da educação;

- Financiar a construção de poços artesanais.

“Os investimentos para combater doenças infecciosas são baratos e efetivos. Os governos podem conquistar muito nessa área”, afirmou Thomas Schelling, vencedor do prêmio Nobel de Economia de 2005.

“Acabar com doenças provocadas por vermes é um objetivo quase ignorado e que merece mais atenção e recursos. Este simples e barato investimento significa crianças mais saudáveis e que passam mais tempo na escola”, reforçou Robert Mundell, outro vencedor do Prêmio Nobel de Economia.

“O volume de pesquisa produzida pelo Centro de Consenso de Copenhague soma-se ao nosso conhecimento de quais são as maneiras mais inteligentes para lidar com os desafios da humanidade. E a lista construída pelos vencedores do Nobel nos mostra quais investimentos podem ajudar mais. Estas são as áreas que os governos e filantropos deveriam focar sua atenção”, resumiu Lomborg.

Clima

Para as mudanças climáticas, uma solução apresentada foi a criação de uma taxa sobre o carbono para financiar novas tecnologias limpas de energia. Segundo Isabel Galiana e Christopher Green, ferramentas de cobrança sobre as emissões de gases do efeito estufa devem estar alinhadas com o desenvolvimento de novas opções tecnológicas, pois somente assim esses mecanismos são úteis.

Curiosamente, uma das sugestões apontada para o aquecimento global é a polêmica geoengenharia. São apresentadas como soluções viáveis métodos para refletir raios solares, como a injeção de aerossóis na estratosfera e o bombeamento de vapor de água dos oceanos na atmosfera.

Essas opções chamam a atenção justamente porque Lomborg, que é autor do livro “O Ambientalista Cético” e do filme “Cool it”, já negou as mudanças climáticas.

“Minha postura atual sobre o aquecimento global é bastante simples: É real, está sendo causado pelas emissões humanas de CO2 e precisamos fazer algo para freá-lo. Porém, precisamos de ações que realmente funcionem e não apenas que façam bem para a nossa consciência”, escreveu Lomborg em um artigo publicado no dia 9 de maio.
Fonte: Instituto Carbono Brasil

13/05/2012

AMOR

Júlio Lázaro Torma*
 " Amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês"
  Estamos no VI Domingo da Páscoa, daqui alguns dias celebraremos a Solenidade da "Ascensão do Senhor Jesus aos Céus."
   Somos convidados pela Comunidade Joanina, do " Discípulo Amado"( Jo 13,23), a meditarmos em nossas comunidades sobre o AMOR.A comunidade na sua catequese, após falar da " Videira e os Ramos", da permanencia do cristão a comunidade, ligado a Cristo.Aqui nos fala da ligação deste amor:" Como o Pai me ama,assim também eu vos amo.Perseverai no meu amor"( Jo 15,9).
  O relato acontece no caminho do monte das Oliveiras ou no Jardim de Getsêmani,debaixo dos milenares pés de oliveira, antes da Oração, que antecede os trágicos acontecimentos da Paixão.
  No Primeiro Testamento, Deus disse a Moisés, " Amarás o teu próximo como a ti mesmo"( Lev 19,18).Aqui Jesus radicaliza ao propor;" Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo"( Jo 15,12).
  Nesta homilia de despedida encontramos as palavras amar, amor ( 9 vezes), onde é revelado á comunidade o segredo e o sucesso de sua missão.Para dar frutos a comunidade precisa sair, viver a sua missão.
   Viver como Jesus vivia e como cantemos:" Prova de Amor maior não há que doar a vida pelo irmão" ou " Amar como Jesus amou".
   Eis que como nos escreve o Apóstolo João," Deus é Amor" e o amor vem de Deus, pois somos filhos /as de Deus, quando amamos o nosso próximo.Se não amamos o próximo não podemos amar a Deus.Sem amor nada existe e nem o próprio Deus que é Amor.
   Pois quem ama, está aberto ao outro, não faz distinção de pessoa, de orientação sexual, etnia, regionalismo, nacionalismo, ideologia,religião e classe social, pois ama como Jesus amava a humanidade e os seus amigos.
   Como escreve Santa Terezinha de Lisieux( 1873-1897);" Quanto mais unida a Cristo, tanto mais amo minhas irmãs", e Santo Agostinho de Hipona ( 354-430), nos fala nos três graus do Amor.
   " Amar ser amado", o grau mais baixo.Quem não gosta disso?,precisaríamos ser robôs,para compreender o contrário, o amor narciscista.Eu preciso ser amado,tenho que ser amado, o amor individual." Amar,amar", amar os outros( me preocupo com o outro, ajudar o outro), aqui podemos cair no interesse, te ajudo e ajudo o outro, querendo algo em troca.
  " Amor", amar o outro, como ele é mesmo, sem fazer distinção, não esperar nada em troca, sem interesses é o topo da gratuidade do amor, assim como o mesmo Santo Agostinho, nos escreve pois a " medida do Amor é amar sem medida".
  Como amigos de Cristo somos membros da comunidade e devemos, buscar o Amor, pois á radicalidade do Amor, faz com que sejamos capazes de nos entregar e doar ao outro,sem interesses.
   Onde á Amor por interesse, ali não existe o amor,pode ser na comunidade,familia ou entre o casal.
   Onde existe amor, o próprio Jesus esta vivo e presente no meio daquela comunidade, que vive e sabe acolher o outro e não faz distinção de pessoas.Pois assim como Deus não exclui ninguém, através do seu Amor.
  Nós somos convidados, também a amar o outro sem fazer distinção, estar aberto para acolher,mesmo aquele irmão ou irmã que se afastou da comunidade e que nos magoou.
  Pois só somos cristãos de fato e estamos com os nossos galhos unidos a Cristo, quando vivemos de fato o Amor ao outro e superamos as barreiras,que nos supera.
  Quem vive de fato o Amor não discrimina, não exclui e nem explora o seu próximo, mas vive em comunidade e põe em prática o projeto de vida e liberdade.
  O Deus cristão é um DEUS DE AMOR.A existencia do cristianismo ou de qualquer religião é o amor.Se não vivemos de fato o amor,não podemos ser crentes,pois sem amor nem o próprio Deus existe.
  O grande testamento e herança que Jesus nos deixou foi o " Amar uns aos outros como eu vos amei", este é o desafio que temos ,como canta o canto," amar como Jesus amou".
   A Todas as mães, neste dia quero lhe desejar um lindo e feliz dia, pois ser mãe é o maior gesto de amor que uma mulher pode dar,pois ser portadora de vida e o próprio despojamento ao se dedicar aos seus filhos.
     Queridas mães muito obrigado.
As Mães beijos mil imensos.
Jo 15,9-17
* Membro da Equipe da Pastoral Operária Arquidiocesana de Pelotas /RS

12/05/2012

EUA: pesquisa apresenta a opinião dos que abandonaram a Igreja

“A fé cristã e a Igreja tem futuro nas sociedades da Europa ocidental?”, pergunta-se Kurt Koch – presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos – num texto sobre o futuro do cristianismo no Velho Continente. Não é novidade falar de uma crise profunda, testemunhada no esvaziamento das igrejas nas celebrações dominicais – ou, pelo menos, pelo fato dos fiéis praticantes serem de idade cada vez mais avançada – na mesma trilha do desvanecimento daquelas que o cardeal suíço chama de as “grandes convicções cristãs”.
Isto não tem nenhuma diferença em relação ao que acontece na América do Norte, especialmente nos Estados Unidos, em que a mistura mortal com o escândalo da pederastia – longe de chegar a seu fim, tanto no âmbito judicial como no midiático – produziu um êxodo cujos dados, em termos de quantidade, não são sempre conhecidos. E pensar que nas dioceses estadunidenses a quantidade dos que se declaram “pertencentes à Igreja católica” é perfeitamente detectável a partir da quantidade de pessoas que pagam a quota estabelecida no momento da subscrição. Ao contrário, muito menos conhecidos são os motivos pelos quais abandonam a Igreja.
Foi por este motivo que dom David O’Connel (foto), arcebispo de Trenton (Nova Jersey), no outono passado decidiu fazer uma pesquisa, confiando a investigação a dois especialistas: o jesuíta William J. Byron, docente de negócios e finanças na Universidade St. Joseph da Filadélfia; e Charles Zech, docente de economia e direto do Centro de Estudos para o Management Eclesial da Villanova University, na Pensilvânia.
Os resultados da pesquisa estão publicados no último número da revista dos jesuítas, America, com uma ampla síntese de ambos. Foram quase 300 entrevistados - buscados por meio de anúncios em jornais, por telefonemas ou contatados diretamente por meio dos párocos -, com a idade média de 53 anos, sendo 95% brancos caucásicos e 21% hispânicos; 63% são mulheres.
Uma quantidade considerada pelos especialistas como “surpreendente”, abandonaram tanto a própria paróquia como a Igreja católica assim, sem mais. Em torno de um quarto deles se desligaram da paróquia, mas não da Igreja. Alguém explicou: “Como família tínhamos encontrado uma religião alternativa; depois compreendemos que a religião católica é a correta, mas que está manipulada por pessoas erradas”. Alguns especificaram que se distanciaram por causa da hierarquia. De qualquer forma, a grande maioria apresentou um motivo que justificou o distanciamento.
Uma jovem de 23 anos confessou: “Senti-me enganada e subestimada. Não entendi certas decisões”. Outros motivos têm a ver com a qualidade das homilias: “Tentei ir para outras paróquias da região, porque a homilia parecia estar fora da realidade”, “as homilias eram vazias e, muitas vezes, se falava de arrecadação de fundos: em especial, de dinheiro e de problemas econômicos”.
Nas respostas é recorrente o escândalo da pederastia. Um homem declarou ter abandonado a Igreja quando seu bispo se negou a publicar no sítio diocesano uma lista dos sacerdotes acusados de abusos. Na opinião dele, o bispo também não realizou adequadamente as denúncias e os relativos processos.
Diante da pergunta sobre as possíveis mudanças na Igreja, que poderiam levá-los a retornar, muitos responderam positivamente em relação à sondagem. Esta lhes proporcionou uma forma de expressarem suas ideias, com a esperança de ser escutados. Falando especificamente sobre quais as coisas novas, que os trariam de volta para o rebanho, as respostas foram bastante amplas: em primeiro lugar está a aceitação dos divorciados que estão em segunda união, seguidas pelo desejo de melhores homilias, maior transparência e, também, maior assistência às crianças, a presença de sacerdotes mais atentos e amáveis. A motivação política apareceu de forma ambivalente: há os que pedem uma orientação mais conservadora e há aqueles que já não suportam as homilias tradicionalistas, que desejam que seja falado mais sobre o trabalho, a ética e a defesa do meio ambiente.
A quantidade de respostas positivas, sobre a sensibilidade e o recebimento dos párocos, é discreta, ao contrário, quase metade demonstrou-se desestimulada pelos seus pastores. Surgiram termos como “distante”, “arrogante”, “insensível”, termos que fazem refletir sobre a acusação de clericalismo que aflora em várias partes da diocese. As respostas sobre os membros da equipe paroquial foram mais positivas.
O clima de comunidade é um dos aspectos mais destacados; alguns lamentam que a igreja fosse “somente um lugar para assistir a missa, pela falta de participação, porque eu me encontrava sozinho numa multidão desconhecida”. “As pessoas que eu conheço estão fora da comunidade paroquial. Eu não acho que alguém sinta falta porque eu abandonei”. Inclusive, teve quem declarou que jamais foi interpelado na paróquia, para nada, “apesar de que éramos regulares nas contribuições com os envelopes”.
Diante do questionamento sobre as orientações da Igreja, que poderiam ter contribuído para que eles se afastassem, muitos fizeram referência à consideração dos homossexuais e ao problema deste tipo de união civil; seguido da posição sobre o divórcio e em relação aos casais de segunda união, dos casos de pederastia e do encobrimento pelos bispos, da discriminação das mulheres (se bem que não se mencionou tanto a admissão ao sacerdócio), a obrigação do celibato, os privilégios clericais, o excessivo interesse pelo dinheiro (“é sempre uma questão de dinheiro”, “um pedido insaciável”).
O tema do aborto também é recorrente: embora para muitos seja uma escolha equivocada, não obstante, consideram que a Igreja se concentra demasiadamente nele, ignorando outros problemas, como os sociais: a pobreza, a guerra, os cuidados da saúde, etc.
Sobre a pergunta a respeito das possíveis experiências negativas, foram mencionadas aquelas dentro do confessionário, a ausência nos momentos de funerais ou a não aceitação de que se possa ser padrinho/madrinha nos batizados ou na celebração de casamentos mistos; os abusos emocionais ou físicos nas escolas católicas; ter sido vítima de abuso sexual.
O que você diria ao bispo se pudesse encontrar-se com ele? Que não condene aos homossexuais, mas que os recebam como filhos de Deus; que reconheça a paridade das mulheres; que amplie sua própria posição sobre o divórcio; que tenha maior sensibilidade diante dos problemas das famílias, em particular das mães; que aumente as confissões comunitárias; “que renove a mentalidade arcaica para tornar a religião aberta para a sociedade”, “que faça com que a missa não se torne uma fonte de humilhação para os que não podem comungar”; que organize cursos para ajudar aos sacerdotes nas homilias. Em resposta, o bispo garantiu que responderá pessoalmente as 25 pessoas que se declararam dispostas a ser contatadas por ele.
A grande maioria dos entrevistados declarou não ter passado por outras confissões religiosas; entre os que fizeram isso, vão desde os budistas aos judeus, até diferentes Igrejas protestantes.
“Temos muito que aprender”, concluem os especialistas. De fato, apesar de ter se tratado da amostra de um grupo de “descontentes”, impressiona o tom absolutamente positivo e de crítica construtiva. Em absoluto, as respostas não são uma novidade e tem a ver com temas calorosos, sobre os quais ainda existem debates entre os que continuam na Igreja. Não é muito sublinhar que nas respostas que reprovam a Igreja está o fato dela responder com normas pré-confessionais as perguntas dos fiéis: é momento de oferecer melhores argumentos e explicações eficazes da doutrina católica. Faz necessário uma maior criatividade litúrgica e pastoral, inclinação ao significado do preceito festivo, maior atenção à qualidade e à imagem do clero, além da atenção àqueles que participam da missa, mas que falam outro idioma.
A reportagem é de Maria Teresa Pontara, publicada no sítio Vatican Insider, 05-05-2012.

09/05/2012

Ruralistas conseguem adiar votação da PEC 438


Em reunião de líderes, oposição propõe aprovar PEC do Trabalho Escravo em troca de mudanças no texto quando ele voltar para o Senado. Governo deve negar proposta.
Fonte:http://www.trabalhoescravo.org.br/noticia/55
Por Daniel Santini

Brasília - A bancada ruralista conseguiu adiar a votação em segundo turno na Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, a “PEC do Trabalho Escravo”, para esta quarta (9). Inicialmente prevista para esta terça, a votação foi postergada após reunião das lideranças partidárias com o presidente da Câmara Marco Maia. Ele havia prometido que a votação aconteceria no dia 8, mas cedeu após proposta de acordo por parte de parlamentares.

Entre os partidos cujos líderes resistiram à votação estão DEM, PMDB, PP e PSD, que possuem integrantes na bancada ruralista. De acordo com Marco Maia, eles propuseram para o governo um acordo segundo o qual aceitariam votar e aprovar a PEC, contanto que, no Senado, o texto sofresse alterações. Em troca de aprovar o texto, eles solicitaram o compromisso de Maia para levar a José Sarney, presidente do Senado, o pedido de incluir na PEC uma definição de trabalho escravo.

Apesar de o conceito já estar previsto em lei, detalhado no artigo 149 do Código Penal, os opositores à PEC insistem que não há uma definição sobre trabalho escravo e querem que o texto da PEC inclua detalhes sobre o que é o que não é trabalho escravo.

A PEC 438 prevê que propriedades em que for flagrado trabalho escravo serão confiscadas e destinadas à reforma agrária ou uso social. O texto tem que voltar ao Senado porque foi incluída depois da última aprovação na casa a previsão de que, no caso de escravidão urbana, os imóveis urbanos também serão expropriadas – o que não estava previsto na proposta original.

A nova tentativa de fazer mais alterações é entendida pelos setores progressistas como mais uma medida para adiar a PEC. Além disso, a possibilidade de que o conceito de trabalho escravo seja redefinido é vista como uma medida que pode enfraquecer o combate à prática.

Maia ficou de consultar o Senado antes de selar o acordo. Apesar de inicialmente ter considerado a possibilidade de aceitar a proposta, a bancada governista deve manter a posição inicial e não se comprometer com a oposição. A aprovação da PEC 438 é considerada prioridade pelo Governo Federal.

Se não houve quórum suficiente para a votação ou apoio para a proposta, não está descartada a possibilidade de a votação ser novamente adiada. Durante o dia, trabalhadores rurais e artistas fizeram manifestações de apoio à PEC. Apesar de serem contra o texto, os ruralistas resistem em assumir a posição abertamente, temendo desgaste político de assumir publicamente ser contra o combate ao trabalho escravo

04/05/2012

O SERVIR

  
 Toda a natureza é um desejo de serviço...
 Serve a nuvem!
 Serve o vento!
 Serve os vales!
 Onde haja uma árvore que plantar,planta-a tu.
 Onde haja um erro que emendar emenda-o tu.
 Onde haja um esforço que todos evitam aceitar,aceita-o tu.
 Onde haja alguém para ajudar! ajuda-o tu.
 Onde haja alguém para consolar,consola-o tu.
 Onde haja uma lágrima para enxugar,enxuga-a tu.
 Seja aquele que afasta a pedra do caminho.
 O ódio dos corações e as dificuldades de um problema.
 Existe a alegria de ser bom,e a alegria de ser justo.
 Mas existe sobre tudo a alegria de servir.
 Você que abraçou esta atitude missionária,em busca de uma 
 linguagem compreensiva para anunciar o evangelho.
 Parabéns! por seres chamado ao serviço da vida.
 Agora põe a semente na terra e verás que não será em vão.
                                                                            
                                            De: Catarina Garcia Reis
                                                    Paz  e  Bem

03/05/2012

EU ETS registra uso expressivo de RCEs e ERUs em 2011

Autor: Fernanda B. Müller   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil

Empresas utilizaram 254,6 milhões de toneladas em compensações de emissão sob o mercado de carbono europeu no ano passado, um salto de 86% em relação a 2010, reflexo das restrições qualitativas e preços atrativos

A Comissão Europeia acaba de divulgar os dados referentes às unidades cobertas pelo seu esquema de comércio de emissões (EU ETS), que revelaram o uso 86% maior de créditos de compensação para cumprimento de suas cotas de emissão.
Os números somam 178,8 milhões de Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) e 75,8 milhões de Unidades de Emissão Reduzidas (ERUs), estando de acordo com as estimativas dos analistas que acompanham o mercado. Ambos os créditos são equivalentes em termos de possibilidade de uso para compensação de emissões sob o EU ETS.
A notícia, no entanto, não afetou o valor das RCEs para entrega em 2012, negociadas na ICE Futures Europe ainda na faixa de €3,8/t. “Não vimos nenhum impacto imediato sobre os preços", comentou Marcus Ferdinand, analista da Thomson Reuters Point Carbon.
O motivo do salto no uso das compensações tem muito a ver com o fato de que a partir de maio de 2013 grande parte das RCEs (cerca de 60% das emitidas atualmente), aquelas provenientes de projetos de destruição do HFC-22 e ácido adípico, não serão mais aceitas sob o esquema europeu. O crescimento na emissão de ERUs no ano passado também contribuiu muito para esta expansão.
O banco Barclays Capital credita ainda o aumento às altas taxas de emissão de RCEs, que por sua vez mantiveram o spread entre as EUAs e RCEs em níveis (€3 a €4) que incentivaram o seu uso. Já o desconto no valor das ERUs em relação às RCEs também elevou a sua atratividade e impulsionou a sua submissão.
O Deutche Bank levanta outro ponto, o piso para a negociação de RCEs chinesas, que pode ter sido uma barreira à importação para a Europa.
“Muitas instalações que contrataram RCEs chinesas podem ter decidido não importá-las para não pagar a taxa, em vez disso talvez tenham optado pela compra de novas RCEs no mercado, portanto, reduzindo a quantidade de RCEs disponíveis no mercado para outros players”, explica o analista Mark C. Lewis.
Um total de 456,1 milhões de RCEs foram usadas até agora sob o EU ETS, quase a metade do total emitido nos primeiros quatro anos da segunda fase (2008-2011) do esquema.
Os maiores volumes destes créditos foram submetidos nos países que são os maiores emissores de gases do efeito estufa da Europa, que consequentemente podem usar as maiores cotas de compensações: Alemanha (29%), Espanha (11%), França (11%) e Polônia (10%).
Os setores de geração de energia e aquecimento submeteram 63% das compensações, apesar de caber a mesma lógica dos países, sendo que os maiores emissores têm as maiores cotas. Cerca de 20% das compensações foram usadas pelo setor de aço e ferro e 14% por indústrias de cimento.
O Deutsche Bank estima que durante a segunda fase do EU ETS, as instalações terão uma cota de uso de RCEs e ERUs da ordem de 1,43 bilhões, porém que 1,55 bilhões destes créditos serão emitidos. A demanda exterior ao EU ETS por RCEs e ERUs para cumprimento das metas do Protocolo de Quioto deve ser de 150 milhões de toneladas, portanto o banco conclui que provavelmente "não haverá RCEs e ERUs suficientes disponíveis para que as instalações cobertas pelo EU ETS usem a totalidade de sua cota para a segunda fase".

28/04/2012

Desenvolvimento Sustentável Ecossistemas



Minc conversa com Dilma e diz que presidenta pretende vetar itens do Código Florestal

  Autor: Isabela Vieira   -   Fonte: Agência Brasilem 27-4-2012


O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, conversou rapidamente, nesta quinta-feira (26), com a presidenta Dilma Rousseff, em um evento no Rio de Janeiro. Segundo relatou, a presidenta sinalizou a intenção de vetar trechos do Código Florestal, aprovado na quarta-feira (25) pela Câmara dos Deputados. A proposta foi aprovada por 274 votos, contra 184  e duas abstenções.

De acordo com Minc, Dilma disse que "não decepcionaria [o eleitor dela] e manteria todos os compromissos” assumidos em campanha. A expectativa do secretário é que a presidenta vete parcialmente o texto aprovado. “Quando sugeri uma medida provisória que recompusesse de outra forma aqueles dispositivos que viessem a ser vetados, ela deu um riso bem significativo e disse: 'vocês podem contar, não vamos romper nossos compromissos e não vamos desguarnecer o meio ambiente'. Entendi que ela vai realmente vetar alguns dispositivos”, declarou o secretário.

Na avaliação de Minc, se a presidenta não tomar alguma medida em relação ao texto aprovado com apoio da bancada ruralista, seria como aceitar “a derrota no Congresso”. Ex-ministro do Meio Ambiente, Minc preparou um estudo sobre 30 artigos do texto-base do Código Florestal aprovado ontem “que podem ser melhorados por medida provisória”. Ele ofereceu o estudo à presidenta, como subsídio ao debate.

Um dos principais pontos que precisam de revisão no documento, segundo o secretário, é a liberação dos produtores de reflorestar margens dos rios cujo desmatamento já esteja consolidado. “Isso sinaliza uma desobrigação total do desmatador de recompor área desmatadas, dando ideia de que o crime compensa. Aquele que fez tudo direito fica com cara de que, no final das contas, não valia à pena cumprir a lei”.

25/04/2012

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

A busca da unidade ao longo de todo o ano
Promovido mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.
No hemisfério sul, em que janeiro é tempo de férias, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas que, neste ano, acontecem de 20 a 27 de maio, sob o tema de 1 Coríntios 15:51-58: “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Já no hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908 por Paul Watson porque cobriam o tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo e tinham, portanto, um significado simbólico.

23/04/2012

Indústrias do petróleo e da guerra tomam o Ártico aproveitando o aquecimento global

Países europeus e americanos com territórios na zona Ártica estão a multiplicar exercícios militares conjuntos, antecipando as alterações climáticas e preparando a proteção das rotas navais que serão abertas até 2030 e rentabilizarão a exploração de petróleo e gás natural já em curso.
Indústrias do petróleo e da guerra tomam o Árctico aproveitando o aquecimento global
Segundo os dados da US Geological Survey, cerca de 13 por cento das reservas de petróleo e 30 por cento das reservas de gás natural ainda desconhecidas no mundo estarão na zona Ártica, até agora difícieis de pesquisar e explorar devido às condições naturais.
O aquecimento global abre uma "janela de oportunidade", segundo militares e técnicos da indústria petrolífera norte-americana citados pelas agências internacionais, porque vai tornar mais benignas as condições de investigação e trabalho e permitirá abrir rotas regulares à navegação.
A Noruega acolheu em Março os exercícios militares "Resposta Fria" que envolveram mais de 16 mil operacionais de 14 países e respectivo equipamento terrestre, naval e aéreo numa acção de "elevada intensidade". Tratou-se, segundo os organizadores, de fazer face a "ameaças terroristas".
Dois meses antes a Dinamarca, os Estados Unidos e o Canadá tinham feito exercícios conjuntos e debatido com altos comandos dos países de toda a zona Ártica, incluindo a Rússia, as questões de segurança na região. A reunião decorreu numa base militar canadiana.
A abertura de rotas do petróleo, agora em direcção ao Norte profundo, beneficiando das novas condições de acesso proporcionadas pelo degelo contínuo decorrente do aquecimento global ajuda a explicar, segundo analistas citados pelas agências internacionais, muita da falta de empenho das grandes potências no combate às alterações climáticas e os sucessivos fracassos das cimeiras da ONU. Para a indústria petrolífera e a indústria militar que a sustenta, o aquecimento global é uma questão irreversível. E as actividades industriais e militares em zonas sensíveis aceleram-no.
Artigo originalmente publicado originalmente no site do grupo parlamentar europeu.

20/04/2012

A figura de Nosso Senhor Jesus Cristo

A figura de «Nosso Senhor Jesus Cristo» é a chave para compreender todo o percurso de S. Francisco, bem como de todos os santos. O santo de Assis não teria sido o que foi, não teria feito o que fez, se Cristo não estivesse presente, operante, como amigo e companheiro.
leia mais:


Você é só frei ?
Ser só frei basta! Muitas pessoas leigas me questionam, sobre o ser frei não clérigo. Fazendo perguntas como: o que é ser frei? Qual a serventia do frei, não padre, na Igreja? Qual a diferença entre o frei e o padre? E porque não ser padre de uma vez? Leia mais:

Testemunhas


Júlio Lázaro Torma*
"E vocês são testemunhas disso"

O Evangelho deste Final de semana,do III Domingo da Páscoa,que vai ser lido em nossas comunidades cristãs,nos fala da Aparição de Jesus aos Onze discípulos ( Lc 24,35-48).
Estamos no Calendário Litúrgico no Ano B,onde os Evangelhos se revisam em João e Lucas ou Lucas e João,neste período Pascal.
Para a comunidade de Lucas e para o evangelista Lucas o Domingo da Páscoa," No primeiro dia da semana" ( Lc 24,1), é o dia mais longo do ano ou da história da humanidade,do planeta que perpassa o tempo cronológico.
Vemos que algumas mulheres, foram ao sepulcro e encontram o aberto e vazio e dois anjos( Lc 24,1-12);depois dois discípulos,que caminham para a aldeia de Emaús( Lc 24,13-34),ou seja 12 Km de Jerusalém,fazem o percurso em duas horas, chegam em casa e convidam, " Fica conosco,pois já é tarde e a noite vem chegando"( Lc 24,29).
  Ao reconhece-lo,retornam á capital, mais duas horas a pé.Ou será que os discípulos de Emaús mentiram?
  Depois aparece aos onze discípulos e os convida a ir a Betânia,onde sobe aos céus ou a ascensão e depois retornam para Jerusalém e vão louvar a Deus no Templo.Ou a ascensão,ocorre durante a noite?
Pois para Lucas a Ascensão,ocorre no Domingo de Páscoa,que é o " Grande Dia".Na Bíblia a noite, não se consegue andar é o local das trevas não há Luz.Todos os movimentos não forem a noite como Jesus poderia  ter ascendido aos céus?
Lucas quer fazer entender, através desta narrativa é " Páscoa é uma aventura, um novo dia para a Igreja, que é sinal da presença do Ressuscitado, através de seus seguidores, os cristãos e cristãs de todos os tempos.
 Essa nova aventura não termina, continua na Igreja de hoje.Este é um novo dia que ainda esta... Nós " Ainda estamos no Domingo da Páscoa"" ( Pe. Raymond Gravel).
  Jesus após a paixão,ressurreição,aparece aos onze que estão com medo e em silêncio,deseja a " Paz esteja convosco".Ele se mostra na partilha do pão aos discípulos de Emaús, agora com o grupo mais intimo que vivenciaram e conviveram com ele no dia a dia,ele come um pedaço de peixe.O medo impede o anúncio e o testemunho.Jesus liberta do medo,mostrando que o amor doado até a morte é sinal de vitória e alegria.Depois, convoca seus seguidores para a missão no meio do mundo,mostra a eles o objetivo da missão: continuar a missão dele e apartir e entre os mais pobres,excluidos e oprimidos. 
Eis que temos medo,como os onze de testemunhar e viver o Evangelho de Jesus pois isso causa conflitos,assim como os discípulos pensavam," se mataram ele, o que não acontecerá conosco,que somos seus seguidores?".
  Muitas vezes duvidamos da presença real de Jesus em nosso meio,aos conflitos e tristezas,neste meio devemos fazer sentir a sua presença amorosa, mas pecamos contra o Ressuscitado, pois acabamos sendo medrosos,incrédulos e pessimistas.Pois para nós ele não esta presente e se afastou de nós.Ai não somos uma IGREJA TESTEMUNHA.
  Olhamos o Ressuscitado, como um fantasma, fruto da nossa fantasia,imaginação,alucinação.Mas devemos fazer um experiência com Cristo, recorrer sempre aos relatos dos Evangelhos,sentir as mãos que tocavam os doentes,acariciavam as crianças e que partilhava o pão,peixes e o vinho, os pés que percorreram os caminhos,desertos,campos,cidades e que entrou nas casas.
  " E vocês são testemunhas disso"
    Nós como discípulos, as gerações anteriores á nós foram testemunhas do Ressuscitado, também somos em nossos tempos testemunhas desta experiência que devemos ter do Ressuscitado, o mundo nos pede e nós temos medo, só somos IGREJA DE FATO SE TESTEMUNHARMOS.
  Pois cairmos no que diz o Apóstolo João:
  " Quem diz que conhece a Deus, mas não cumpre seus mandamentos, é mentiroso e a Verdade não está com Ele.Por outro lado, o amor de Deus se realiza de fato em quem observa a Palavra de  Deus.É assim que reconhecemos que estamos com ele"( I Jo 2,4-5)
Lc 24, 35-48
_______________
* Membro da Equipe da Pastoral Operária

18/04/2012

Bem-aventurado André Hibernão

Religioso da Primeira Ordem (1534-1602). Beatificado por Pio VI no dia 22 de maio de 1791.
André Hibernão descendia de nobre linhagem espanhola, mas seus pais, que viviam em Alcantarilla, perto de Múrcia, eram tão pobres, que o rapaz se empregou ainda muito jovem junto a um tio, para ajudar no sustento da família. Ele havia juntado pouco a pouco uma quantia suficiente para garantir um dote para a irmã e o levava em triunfo para casa, quando foi assaltado por dois ladrões que o privaram de tudo.
Amargamente desiludido, ele começou então a dar-se conta da precariedade das riquezas terrenas em comparação com os tesouros do céu, que são eternos. Entrou em uma casa dos franciscanos conventuais que deixou pouco depois, passando à reforma alcantarina, onde professou como irmão leigo. Procurou levar uma vida oculta de modéstia, humildade e oração, mas aprouve a Deus glorificá-lo, concedendo-lhe o dom da profecia e dos milagres. Muitos lhe deveram a conversão.
O santo homem predisse o dia de sua morte, que se deu em Gândia, quando ele contava 68 anos de idade. S. Pascal Baílão e o Beato João de Ribera propagaram o nome de André, mas ele já era localmente venerado como santo ainda em vida, e foi beatificado em 1791.
Há uma vida escrita pelo Pe. Vicente Mondina, postulador da causa, Vita del B. Andrea Ibernon (1791), e veja-se também Léon, “Auréole Séraphique” (trad. para o inglês), vol. II, p. 77·83.

17/04/2012

MST desocupa Ministério do Desenvolvimento Agrário





 

Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) iniciaram exatamente às 8h21 a desocupação da sede do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O horário foi uma homenagem aos 21 mortos no Massacre de Eldorado de Carajás, em 1996, que motivou a criação da Jornada Nacional da Luta por Reforma Agrária, uma mobilização que é feita todos os anos no mês de abril.

Ás 11h, os líderes do MST se reuniram com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. Os sem-terra reivindicam o desbloqueio dos recursos públicos destinados ao assentamento de famílias de trabalhadores rurais sem terra.
Ainda hoje, às 17h30, será promovido, na Câmara dos Deputados, um debate sobre o Massacre dos Carajás, a violência e a impunidade no campo. Haverá também uma vigília dos sem-terra, a partir das 17h, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), junto com membros da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

Devanir Oliveira de Araújo, uma das coordenadoras do MST, veio de Mato Grosso para participar da manifestação. ´Para combater a pobreza do país é preciso reforma agrária, necessária para incentivar a produção em pequenas propriedades´, argumentou. Para a coordenadora da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Elisângela Araújo, ´a reforma agrária deve ser justa e igualitária, para dar aos trabalhadores condições de produzir alimentos saudáveis´.

Para Valdir Misnerovicz, que integra a Coordenação Nacional do MST, o protesto é uma forma de mostrar à sociedade que os trabalhadores rurais estão insatisfeitos com a forma como as questões agrárias são tratadas pelo governo da presidenta Dilma Rousseff. ´A lentidão no ritmo de assentamento das famílias e a falta de solução dos problemas reais das famílias assentadas são uma grande preocupação´.
Fonte: Agência Brasil

10/04/2012

Conceito de Economia Azul será debatido na Rio+20


DivulgaçãoOs defensores afirmam que é preciso avaliar a queda dos corais

O termo “economia azul” é utilizado por especialistas para designar todo o potencial de riqueza contido nos oceanos, uma vez bem administrados, gera oportunidade de emprego e negócios.
A discussão sobre o conceito da economia azul deverá ser um diferencial da Rio + 20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), segundo divulgou a rádio ONU na segunda-feira, 9 de abril. A proposta foi estabelecida durante encontro preparatório para a conferência, realizado no fim de março, em Nova York.
Conceito
A economia azul foi um termo pensado por Gunter Pauli, fundador do Zero Emissions Research and Initiatives. Embora também defenda mudanças estruturais na economia, a azul é diferente da economia verde ao estruturar-se na sustentabilidade social, econômica e ambiental e requerer menos gastos e investimentos. Assim, a riqueza produzida no mar vai muito além da coleta de alimentos.
É o caso de um projeto do engenheiro gaúcho Jorge Alberto Vieira Costa, um dos pioneiros na aplicação do conceito no país, que pesquisa as algas Spirulina para absorver o CO2 da queima do carvão, produzir proteínas que podem ser utilizadas para alimentação e, além disso, serem transformadas em biocombustíveis.
Nesse contexto, os defensores da economia azul afirmam que é preciso avaliar as consequências da queda dos recifes de coral, o aumento do nível dos oceanos, a erosão costeira e a poluição marinha. Outra preocupação para o avanço de uma "economia azul" é a pesca excessiva, além das ações prejudiciais aos ecossistemas e as comunidades de países-ilha.
Redação EcoD
fonte: domtotal

05/04/2012

Amor e Serviço


                           Júlio Lázaro Torma*
                             " Vocês compreenderam que acabei de fazer?"
  Estamos na Semana Santa, a " Grande Semana" ou a "Semana Grande", em que recordamos o grande acontecimento que mudou a face da terra.O antes e depois do grande Mistério da Entrega, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
  Nesta semana que iniciou com o Domingo de Ramos, com a entrada triunfante e provocativa de Jesus em Jerusalém na grande romaria da Páscoa Judaica.Agora iniciamos no inicio da noite as últimas horas de Jesus entre nós e como um dos nossos ser humano,recordamos o maior gesto de amor realizado por um ser humano e no caso por um Deus, que é servir e doar a sua própria vida pela humanidade.
  O Evangelho de João 13,1-15, nos fala do lava pés, enquanto os sinóticos nos apresentam a " Instituição da Eucaristia", que acontece antes da tragédia de Jesus( Mt 26,26-35;Mc14,22-26;Lc22,14-23;I Cor 13,1-15).
  João não nos fala da Instituição da Eucaristia, mas conta do lava pés, que acontece durante a ceia da Páscoa Judaica em que todo o judeu celebrava.
  João durante todo o seu evangelho nos fala da Eucaristia,como a multiplicação dos pães e o discurso sobre o Pão da Vida ( Jo 6,1-52), do vinho ( Jo 6,53-60) e nos apresenta Jesus que é morto como Cordeiro Pascal ( Jo 19,31-37).
  Mas aqui ele nos fala do lava pés, que não acontece no inicio da ceia, mas durante a ceia.Pois para o semita, antes da refeição deve se lavar as mãos e os pés, isso era coisa do empregado ou do dono da casa fazer aos convidados.
  Jesus repete, aqui o gesto de Maria em casa de Lázaro e Marta em Bêtania ( Jo 12,1-9), antes de entrar em Jerusalém, onde Maria lava os pés de Jesus e enxuga com os seus cabelos, durante a ceia em sua casa.
  " Ele se levanta, tira o manto e pega a toalha e cinge-se com ela.Depois coloca a água na bacia, começou a lavar os pés dos discipulos e enxugar com a toalha que estava cingido".
   Ele aqui vai a condição de empregado, vai e lava os pés de todos, se doa, se faz servo, menor de todos, nos recordando o servo " servidor" ( Is 42,1-9).
   Na mesa Jesus não exclui ninguém, ao mesmo tempo em que lava os pés de Judas o traidor, que já havia se afastado e se auto excluído da comunidade, no momento em que decide vender Jesus ao sinédrio ( Mt 26,14-25).
   Vemos também Pedro, que se recusa em ter os seus pés lavados pelo Mestre.Pedro tem outra visão de Jesus, de um " Cristo Rei", " Messias dominador",que libertara Israel e colocara seu jugo, sobre todos os povos pagãos.Mentalidade está com que fez, que fosse repreendido pelo próprio Jesus:" Retira-te de mim satanás"( Mt 16,23).
  Ele nos fala da limpeza do corpo, da pessoa estar limpa, perfumada ou elegante.mas a limpeza corporal não se reduz só a higiene corporal, pois muitas vezes vemos o lindo corpo, as aparências externas, elegância das pessoas. Que observam os preceitos e as leis.
  Mas não conhecemos o seu interior, as suas reais intenções e ações, como diz Jesus;" É de dentro do coração das pessoas que saem as más intenções" ( Mc 7,14), mas para ele a verdadeira limpeza é a prática das  suas Palavras e seus gestos de vida.
  O que aconteceu com Judas, quem dos outros onze assentados a mesa imaginava que ele ia trair Jesus? Creio que ali ninguém imaginava isso?
  Jesus após lavar os pés de seus amigos, pega o manto e coloca de novo e se assenta a  mesa e pergunta aos discípulos e há cada um de nós:
   " Vocês compreenderam o que acabei de fazer?( Jo 13,12).
   Eis que Jesus se faz "Servo" ( Fl 2,6-7; Jo 14,8-11), por amor a humanidade, que esta corrompida pelo pecado.
  Ele por Amor, se faz servo, humilde, nos mostrando e contrariando a nossa mentalidade de grandeza, a onde nos fala " de quem deseja ser o maior, deve ser o menor de todos "( Lc 22,26-27).Onde nos deixou o seu exemplo de vida.
   O exemplo ao qual Jesus quer se reportar não é tanto o de ter lavado os pés dos apóstolos, quando, ao invés o da humildade e da caridade com o qual, sem nenhuma consideração por sua dignidade, pôs-se a servir quem lhe era inferior.Nota-se a importância que atribui á expressão Mestre e Senhor.Única vez que assim falou.
  Até o Concilio de Trento ( 1545-1563), o lava pés era considerado na Igreja como um dos sacramentos ou poderíamos dizer um gesto sacramental.
  Olhando o gesto  do lava pés, a morte de Jesus na cruz, poderemos dizer, quando perdemos um ente querido, de que está pessoa nos deixou um legado, na qual recordamos a sua vida e memória para sempre, como ele nos recorda:
 " Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós  deveis lavar-vos os pés uns dos outros.Dei- vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós" e " Fazei em memória de mim"( Jo 13,14-15;Lc 22,19).
  Para a comunidade Joanina, celebrar a Eucaristia, recordar o Amor e a vida de Jesus,o seu amor é estar a serviço.
  Só somos de fatos e verdadeiramente cristãos, quando servimos aos irmãos.
  Servir, exige de cada um de nós, renunciar, humildade de ir ao encontro do irmão, principalmente aquele que mais sofre e que o próprio Cristo se faz um deles( Mt 25,31-46).
  A comunidade que não serve, o cristão que não serve, não celebra a Eucaristia e nem está em comunhão com Cristo.
  Assim como ele por Amor, se doou, entregou-se na cruz, para nos salvar.Devemos nos doar aos outros, sem esperar nada em troca.ESTE FOI O MAIOR GESTO DE AMOR, que um ser humano, que um Deus pode nos dar.
  Pois Jesus na sua grandeza, nos mostrou a sua pequenez, se tornou o menor, para ser o Maior.E como cantemos em nossas comunidades.
  " Prova de Amor Maior não há, do que dar a vida pelo irmão".
    Só sabe amar o seu irmão de fato, quem sabe servir e é capaz de doar-se ao seu próximo de corpo e alma.Este é o grande gesto concreto da Eucaristia e da recordação da memória incomoda de Jesus de Nazaré.
  Que recordamos no Triduo da Semana Santa, da Grande Semana da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo na Páscoa.
Como nos ensina o apóstolo João:"Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua,mas com atos e em verdade" ( I Jo 3,18).
______                               Jo 13, 1-15

 * Membro da Equipe da Pastoral Operária da Arquidiocese de Pelotas /RS