31 de dez de 2011

Feliz Ano Novo!!!!!


"A vida está cheia de 
desafios que, se aproveitados 
de forma criativa, transformam-se em oportunidades" (Maxwel Maltz)
Querido amigos e amigas!!
Feliz e abençoado 2012 para todos! Que a recordação do nascimento de Jesus Cristo que celebramos dia 25 de dezembro traga bênção, paz e alegria aos seus lares e seja motivo de renovada esperança e conforto para os que sofrem ou andam tristes. Deus pensou em nós, em cada dia de 2011.
Por Jesus Cristo, Filho eterno, nascido da Virgem Maria, que veio ao nosso encontro para ser Emanuel – Deus conosco por isso, ninguém deve sentir-se só e esquecido: Deus se fez próximo de nós todos, para encher nossa vida de sentido. Ele está no meio de nós!  Como escreveu Charles H. Spurgeon:“Mesmo que não possamos ver o rosto de Deus, tenhamos confiança, pois estamos sob a sombra de suas asas”.
É belo pensar que a Boa Nova do nascimento de Jesus Cristo foi acolhida e difundida, em primeiro lugar, por homens e mulheres simples. Não seria isso um sinal forte do desejo de Deus? A Igreja conta com a participação de todos os batizados para que a Boa Nova do Reino de Deus seja acolhida e difundida em todo o mundo. Conta com os pais, primeiros educadores na fé que como Maria e José, se colocam a serviço da obra de Deus.
Temos a grande chance de introduzir os jovens e crianças diante de Deus, como fizeram Maria e José ao apresentaram Jesus no templo; podemos transmitir-lhes as primeiras práticas e ensinamentos da fé, o senso da consciência moral, o amor, pois já escrevia Santo Agostinho: “se tiveres o amor enraizado em ti, nada senão o amor serão teus frutos”. Portanto, deixamos que o amor brote e crie raiz no coração dos homens.  
Desta forma o jovem aprenderá o respeito e cuidado pelo próximo, aprendera e conservara por toda a vida. “Pensar no bem dos outros é sonhara com coisas bonitas que podem acontecer amanhã” (P.Bosman). De fato, a transmissão da fé, de geração em geração, acontece, sobretudo na família, na comunidade e sempre esteve relacionada com a missão de todos os batizados, e principalmente com os pais que são os primeiros evangelizadores dos seus filhos.
Em 2012 lembres-se que; “uma das mais belas compensações da vida é que nenhum ser humano pode ajudar o outro sem que esteja ajudando a si mesmo”(Ralpb Waldo Emerson). Peço a Deus que abençoe a todos e que sejam anunciadores da Boa Nova do Natal na Cidade e no campo. A cada que se inicia renovam-se as promessas de vida.
Feliz e abençoado 2012 todos! E que o ano novo seja portador de bênçãos e boas realizações, com a graça de Deus!

29 de dez de 2011

China: A face oculta da contaminação

Aumentam os protestos ambientalistas na China, que abriga 21 das cem cidades mais contaminadas do mundo. 
Por Clarissa Sebag-Montefiore, da IPS. 
Fonte: esquerda net
O temor do ar contaminado fez disparar as vendas de máscaras do tipo cirúrgicas.
O temor do ar contaminado fez disparar as vendas de máscaras do tipo cirúrgicas. Foto Let Ideas Compete/Flickr
Os críticos garantem que as autoridades manipulam em público estatísticas parciais da poluição. Os responsáveis pelos assuntos ambientais de Pequim afirmam que esta capital já cumpriu seu objetivo anual de “dias de céu azul” para 2011, declarando que a qualidade do ar este ano foi melhor do que em 2008, ano em que a cidade recebeu os Jogos Olímpicos.
As últimas declarações foram motivo de piadas na internet. Muitos entendem que o governo encobre os reais níveis de poluição. No dia 18, a estatal Agência de Notícias Xinhua informou que Pequim desfrutou de 274 dias de “céu azul” este ano. “Pequim teve redução generalizada na concentração de vários contaminantes em 2011”, disse Zhuang Zhidong, subdiretor do Gabinete Ambiental Municipal. A agência admitiu que a capital chinesa também experimentou “vários dias com ar de má qualidade, devido às más condições meteorológicas”.
O Gabinete culpou vários fatores, entre eles ventos mais fracos e aumento da umidade por não conseguir dispersar os contaminantes atmosféricos. Os cibernautas do site mais popular de microblogs chineses, Sina Weibo, reagiram com desdém às últimas declarações. “Por acaso, hoje é o Dia das Mentiras?”, perguntou um usuário, depois citado no South China Morning Post, publicado em Hong Kong. “Sugiro que as autoridades ambientais de Pequim usem óculos de sol com lentes azuis para que cada dia tenha o céu azul”, brincou.
O especialista ambiental Steven Q. Andrews disse à IPS, por e-mail, que “o Gabinete perdeu credibilidade diante da população chinesa. O governo controla o ozono e as partículas finas, mas não informa publicamente” esses números, afirmou. “Também há preocupações significativas quanto à precisão dos controles do Gabinete”, acrescentou.
“Por exemplo, antes, o Gabinete fechou as estações de controle criadas para medir a contaminação rodoviária e afirmou que isso melhorou a qualidade do ar”, apontou Andrews. “Ao não informar o particulado fino, o governo pode argumentar que a qualidade do ar melhorou na capital, mesmo que a severa contaminação aérea e os impactos sobre a saúde tenham aumentado”, acrescentou.
No começo deste mês, moradores de Pequim protestaram pelas grandes discrepâncias entre as leituras oficiais do Gabinete sobre a qualidade do ar e as obtidas dos controles realizados pela embaixada dos Estados Unidos. A sede diplomática produz suas próprias leituras sobre a poluição e as transmite por meio da rede social Twitter. A desigualdade entre os dois registros está no tamanho das partículas aéreas que medem. As leituras oficiais medem as maiores, conhecidas como PM10 (partículas até dez micrómetros de diâmetro), enquanto a embaixada norte-americana mede as mais finas, PM2,5, consideradas mais perigosas para a saúde humana porque penetram mais profundamente nos pulmões.
Segundo um relatório de Andrews, publicado no site ambiental China Dialogue, os funcionários do governo anunciaram nos últimos dois anos que a qualidade do ar em Pequim foi boa, ou mesmo excelente, quase 80% do tempo. Em contraste, as medições da embaixada dos Estados Unidos concluíram que, em cerca de 80% dos dias, houve níveis de contaminação prejudiciais para a saúde.
A pressão pública, cada vez maior, levou no mês passado os funcionários governamentais a anunciarem que revisariam os padrões de qualidade do ar. As avaliações propostas indicam que até 2016 cidades de todo o país exigirão controles medindo as PM2,5. “Os diferentes dados são colhidos usando diferentes métodos de controle. Estes dois não são comparáveis. Para PM2,5 podemos ter, e temos, dados de controle, mas estes não estão disponíveis para o público. Divulgar os dados sobre qualidade do ar e ambiental é um assunto muito sério”, disse à IPS o vice-presidente do Gabinete, Du Shaozhong.
“Atualmente, o público sente que a informação que o governo divulga não é tão boa como a da embaixada norte-americana. Deveríamos melhorar nosso sistema de difusão de informação e criar métodos mais amigáveis para os usuários, como aplicações para telefones celulares”, afirmou Du. “Acreditamos na informação que divulgamos, porque temos muitos Gabinetes de controle da qualidade do ar e produzimos dados precisos. A qualidade do ar em Pequim melhorou gradualmente”, acrescentou.
Porém, os moradores da cidade têm um olhar muito diferente a respeito. No começo deste mês, céus cobertos pela poluição forçaram o cancelamento de 700 voos no aeroporto de Pequim. As autoridades culparam o mau tempo. O governo descreveu o cinza smog que envolveu o céu com se fosse uma “ligeira contaminação”, mas a embaixada dos Estados Unidos disse que os valores registrados eram “perigosos”, ou superavam a escala.
O temor do ar contaminado fez disparar as vendas de máscaras do tipo cirúrgicas. Alguns estabelecimentos comerciais esgotaram completamente seus estoques. Dados do Taobao Mall, o maior site de vendas pela internet na China, indicaram que foram vendidas 30 mil dessas máscaras apenas no dia 4, quando foi determinada a suspensão dos voos. Já em novembro, os blogs destilavam indignação diante da notícia de que, aparentemente, vários dirigentes chineses compraram sofisticados filtros de ar para o complexo Zhongnanhai, sede do Partido Comunista, enquanto asseguravam que a capital não tinha nenhum problema de contaminação.
Os custos são elevados. Um relatório divulgado em 2007 pelo Banco Mundial diz que cerca de 750 mil pessoas morrem a cada ano na China por se exporem à poluição, tanto em espaços abertos quanto fechados. “Coloquem funcionários do governo e especialistas para trabalharem na área com maior concentração de PM2,5, aposto que serão mais eficientes”, postou no Weibo um usuário que se identificou como Fanfanstudio. Outro usuário, chamado Linye Neo, simplesmente escreveu: “a rádio de Hangzhou disse que Pequim está coberta por areia amarela, engarrafamentos e ar venenoso. Pequim tem tudo”.

28 de dez de 2011

A lei moral de Kant e a realidade sócio-política brasileira

Autor: Wesley Wadim Passos Ferreira de Souza
Fonte: dontotal


Este pequeno texto traça um paralelo entre alguns aspectos importantes da filosofia kantiana (contidos na Critica da Razão Prática e na Doutrina da Virtude) e a realidade da política e da sociedade brasileiras. Pretende-se demonstrar o quanto estamos distantes dos ideais kantianos nos dias atuais e que uma das causas dos grandes problemas experimentados no Brasil de hoje é uma profunda crise moral. Leia mais:

A Igreja defende as medidas para reduzir a poluição do ar.


A Igreja católica dos EUA apóia as medidas anunciadas pela Agência nacional de proteção ambiental (Epa) para melhorar a qualidade do ar. Trata-se de “um importante passo adiante pela defesa da saúde de todos, especialmente dos nascituros e das crianças”, comentou o presidente do Comitê pela Justiça e o Desenvolvimento Humano da Conferência Episcopal (Usccb), dom Stephen Edward Blaire, bispo de Stockton.
Os limites às emissões de mercúrio e outras substâncias tóxicas irão reduzir gradualmente a poluição das centrais elétricas, a carvão e a petróleo. “Os Bispos – declarou dom Blaire – recebem com satisfação” esta que “no final é só uma questão de bom senso”: “querer que nossos filhos, famílias e as gerações futuras respirem um ar melhor. As crianças dentro e fora do seio materno – acrescentou o prelado – são particularmente vulneráveis ao ar poluído com substâncias tóxicas”. Em junho deste ano, o mesmo dom Blaire escreveu uma carta à responsável da Epa, Lisa P. Jackson, pedindo que “fossem reduzidas as emissões de gases perigosos pelas chaminés das indústrias”. “Também se não somos peritos em matéria ambiental”, escrevia dom Blaire – nossa convicção “se fundamenta sobre o ensino católico, que nos convida a cuidar da Criação e a proteger o bem comum, a vida e a dignidade das pessoas, sobretudo das mais pobres e vulneráveis”.
 Nos EUA as centrais elétricas são a principal fonte de produção de mercúrio, arsênico, chumbo, dioxina, gases ácidos e outros metais pesados. “Também pequenas quantidades desta poluição atmosférica – lembrava o prelado em sua carta – são perigosas para o ambiente e provocam doenças como a arma, o câncer, dificuldades de aprendizagem, danos ao cérebro e outras patologias que incidem negativamente no desenvolvimento infantil. Não só, a poluição atmosférica das centrais elétricas provoca danos ao ambiente, à cadeia alimentar e aos seres humanos. Os cientistas – concluía a carta – afirmam que as quantidades de mercúrio lançadas pelas centrais elétricas contaminam nossos lagos, riachos, rios e os peixes. Isto é particularmente fonte de preocupação para as mulheres grávidas e nossas crianças recém-nascida, porque a exposição ao mercúrio pode interferir com o sistema nervoso das crianças”. Segundo recentes pesquisas, uma criança entre seis nascida nos EUA tem níveis perigosos de mercúrio no sangue. Os novos parâmetros decididos pela Epa deveriam reduzir as emissões de mercúrio de 91%.
VERBONET 28/12/2011
Ervino Martinuz
Fonte: dontotal

23 de dez de 2011

A Economia do Pobrezinho de Assis



São Francisco de Assis nasceu e cresceu em uma família rica, que comerciava tecidos finos, que seu pai trazia da França. Durante sua mocidade preocupou-se em viver intensamente sua virilidade ‘jogralesca’. Suas noitadas, suas festas, seus amigos, tudo viveu Francisco com muita intensidade. Seu pai Pietro Bernardone o educou para uma economia do lucro, fundamentada numa administração para o "cem por cento de lucro". leia mais:

O verdadeiro significado do Natal.





Treês reis magos.jpegMaria e menino.jpeg
E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1, 14). Desse modo singelo resumiu o Discípulo Amado o maior acontecimento da História. Suas despretensiosas palavras sintetizam o rico e insondável conteúdo do grandioso mistério comemorado a cada 25 de dezembro: na obscuridade das trevas do paganismo, raiou a aurora de nossa salvação. Fez-Se homem o Esperado das nações, Aquele que tinha sido anunciado pelos profetas.
Cenário tomado pelo sobrenatural
Na noite em que Jesus veio ao mundo, pairava sobre Belém uma atmosfera de paz e alegria. A natureza parecia estar em júbilo enquanto, dentro de uma gruta inóspita, um santo casal contemplava seu Filho recém-nascido.
Ela é a Mãe das mães, concebida sem pecado original, criatura perfeita, na qual o Criador depositou toda a graça. Ao seu lado, encontra-se São José, esposo castíssimo, varão justo, cujo amor a Deus, integridade e sabedoria o tornam digno de tão augusta Esposa. E a Criança que ambos contemplam é o próprio Deus, que assume nossa natureza para dar a maior prova possível de seu amor à humanidade.
Quão sublime atmosfera envolvia aquele cenário paupérrimo! O ambiente no qual nasceu o Menino Deus devia estar tão tomado pelo sobrenatural que, se alguém tivesse a dita de entrar naquela gruta, ficaria imediatamente arrebatado por toda sorte de graças.
Foi o que ocorreu com os pastores. Após o aviso dos Anjos, correram em direção à gruta e lá encontraram o Rei do Universo deitado sobre palhas. Abismados pela grandeza dessa cena, que contemplavam também com os olhos da Fé, não tiveram outra atitude senão a da adoração. Que extraordinária dádiva receberam, sendo os primeiros a contemplar o Criador do Céu e da Terra feito homem, envolto em faixas, numa manjedoura!
Deus quis apresentar-Se de forma exemplarmente humilde
Considerando as imponentes manifestações da natureza que acompanhavam as intervenções de Deus no Antigo Testamento - o mar se abre, o monte fumega, o fogo cai do céu e reduz cidades a cinzas -, resulta surpreendente constatar a humildade e discrição com que Cristo veio ao mundo.
Não teria sido mais condizente com a grandeza divina que, na noite de Natal, sinais magníficos marcassem o acontecimento no Céu e na Terra? Não poderia, ao menos, ter nascido Jesus num magnífico palácio e convocado os maiores potentados da Terra para prestar-Lhe homenagens? Bastar-Lhe-ia um simples ato de vontade para que isso acontecesse...
Mas, não! O Verbo preferiu a gruta a um palácio; quis ser adorado por pobres pastores, ao invés de grandes senhores; aqueceu-Se com o bafo dos animais e a rudeza das palhas, em lugar de usar ricas vestes e dourados braseiros. Nem mesmo quis dar ordem ao frio para que não O atingisse. Num sublime paradoxo, desejava a Majestade infinita apresentar-Se de forma exemplarmente humilde.
Pois, apesar das pobres aparências, Aquele Menino era a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. NEle dava-se a união hipostática da natureza divina com a humana, conforme explica o renomado padre Boulenger: "União é o estado de duas coisas que se acham juntas. Ela pode realizar-se ora nas naturezas, por exemplo, quando o corpo e a alma unem-se para formar uma só natureza humana; e ora na pessoa, quando se unem duas naturezas na mesma pessoa. Esta última união chama-se hipostática, porque, em grego, os dois termos, hipóstase (suporte) e pessoa, têm igual significação teológica".1
E, depois da união, essas duas naturezas permaneceram perfeitamente íntegras e inconfundíveis na Pessoa de Cristo, que não é humana, mas divina. Por esse motivo é Ele chamado Homem-Deus.
Abismo intransponível
Mas, por que quis a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade encarnar-Se em uma tão inferior natureza? Os nossos primeiros pais foram criados no Paraíso Terrestre em estado de inocência original, portanto em justiça e santidade.2 Além disso, na sua infinita bondade, Deus conferiu a Adão dons de três qualidades: naturais, estando todas as propriedades do corpo e da alma perfeitamente ordenadas para alcançar o seu fim natural; sobrenaturais, a graça santificante, ou seja, a participação na própria vida de Deus, e a predestinação à visão de Deus na eterna bem-aventurança; e preternaturais, tais como a ciência infusa, o domínio das paixões e a imortalidade, que constituem o dom de integridade.
Como contrapartida a esses imensos benefícios, foi apresentada ao homem uma prova.
Devia ele cumprir de modo exímio a lei divina, guiando-se pelas exigências da lei natural gravada no seu coração, e respeitar uma única norma concreta que Deus lhe dera: a proibição de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, plantada no centro do Jardim do Éden (cf. Gn 2, 9-17).
Narra-nos a Sagrada Escritura como a serpente tentou Eva, como caíram nossos primeiros pais e como foram expulsos do Paraíso (cf. Gn 3, 1-23). Em consequência do pecado, boa parte desses privilégios lhes foram retirados. Mas Deus, em sua infinita misericórdia, manteve-lhes os privilégios naturais, como descreve o douto padre Tanquerey: "Contentou-Se de os despojar dos privilégios especiais que lhes tinha conferido, isto é, do dom de integridade e da graça habitual: conservam pois, a natureza e os seus privilégios naturais. É certo que a vontade ficou enfraquecida, se a compararmos ao que era com o dom de integridade; mas não está provado que seja mais fraca do que teria sido no estado de natureza".3
O Pecado Original abriu entre Deus e os homens um abismo intransponível. As portas do Céu se fecharam e o homem contingente só podia oferecer a Deus uma reparação imperfeita da ofensa cometida. E o Filho ofereceu-Se ao Pai para, "fazendo-Se obediente até a morte, e morte de cruz" (Fl 2, 8), restituir ao homem a graça perdida com o pecado. O próprio Criador fazia-Se criatura para, com uma generosidade inefável, saldar nossa dívida.
O caminho da glória passa pela Cruz
Entretanto, por que quis Jesus sofrer o desprezo dos seus coetâneos e os tormentos da Paixão? Estando hipostaticamente unido à Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, qualquer gesto da Sua natureza humana poderia ter redimido a humanidade inteira. Um simples ato de vontade de Cristo teria bastado para obter de Deus o perdão de todos os nossos pecados.
Mais uma vez, deparamo-nos com um sublime paradoxo. Com o exemplo de Sua Vida e Paixão, queria Jesus ensinar-nos que, neste vale de lágrimas, a verdadeira glória só vem da dor. E como o Pai desejava para Seu Filho o máximo grau de glória, permitiu que Ele passasse pelo extremo limite do sofrimento.
"O Filho do homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos" (Mt 20, 28). Já na manjedoura em Belém, nosso Salvador estava ciente de ter vindo ao mundo para expiar nossos pecados. É esse o motivo pelo qual em muitos presépios o Menino Deus nos é apresentado com os braços abertos em cruz. Durante toda a sua vida, de Belém ao Gólgota, Jesus não fez outra coisa senão avançar ao encontro do Sacrifício Supremo que Lhe acarretaria o fastígio da glória.
A Terra toda foi renovada
Pode haver ser humano mais frágil do que uma criança, habitação mais simples do que uma gruta e berço mais precário do que uma manjedoura? Entretanto, a Criança que contemplamos deitada sobre palhas na gruta de Belém haveria de alterar completamente o rumo dos acontecimentos terrenos.
Afirma o historiador austríaco João Batista Weiss: "Cristo é o centro dos acontecimentos da História. O mundo antigo O esperou; o mundo moderno e todo o porvir descansam sobre Ele. A Redenção da humanidade por Cristo é a maior façanha da História universal; sua Vida, a memória mais alta e bela que possui a humanidade; sua doutrina, a medida com que se há de apreciar todas as coisas".4

Difícil é, num mundo marcado pelo relativismo e pelo laicismo - quando não pelo ateísmo -, ter bem presentes o verdadeiro significado do Santo Natal e o benefício incomensurável que representou para os homens a Encarnação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
Cristo era o varão prometido a Adão logo depois de sua queda, o Messias anunciado durante séculos pelos profetas. Mas a realidade transcendeu qualquer imaginação humana: quem poderia excogitar que Ele seria o próprio Deus encarnado? A vinda de Jesus ao mundo não só abriu-nos as portas do Céu e nos trouxe a Salvação, mas também renovou toda a Terra. Diz São Tomás que Nosso Senhor quis ser batizado, entre outras razões, para santificar as águas.5 E o mesmo aconteceu com todos os outros elementos: a terra foi santificada porque seus divinos pés a pisaram; o ar, porque Ele o respirou; o fogo ardeu com maior vigor e pureza. Podemos sem dúvida dizer que este nosso mundo nunca mais foi o mesmo depois de nele ter vivido, feito homem, o próprio Criador.
Não é por acaso que se contam os anos a partir do nascimento de Cristo, pois Ele, realmente, divide a História em duas vertentes. Antes dEle a humanidade era uma, e depois passou a ser diametralmente outra. São duas histórias. Quase poderíamos afirmar serem dois universos! (Revista Arautos do Evangelho, Dez/2009, n. 96, p. 19 à 21)
fonte: Gaudium Press

22 de dez de 2011

Escoto: Platão ao Alcance da Escola Franciscana.

Ao lado do aristotelismo de Alberto, Tomás e suas escolas, sobrevive ainda a velha tradição agostiniana, com o seu pensamento próprio. Antes como depois, são sempre os franciscanos os seus representantes principais. a) De Boaventura a Escoto Até Duns Escoto, que simboliza uma nova culminância, a velha herança é transmitida por Mateus de Aquasparta.........Leia mais: