29 de ago de 2012

A liberdade e a Filosofia

A liberdade é motivo para reflexão de filósofos desde muito antes de Sartre, tanto na área do direito, especificamente, como na tradição filosófica em si.
Na declaração dos direitos do homem e do cidadão consta que liberdade individual caracteriza-se pelo poder de "fazer tudo o que não for nocivo a outrem; assim, o exercício dos direitos naturais de cada um não tem outros limites além daqueles que asseguram aos outros membros da sociedade dos mesmos direitos" (Vicente, 1985, v. 07, p. 2159).
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Gelo do Ártico deve fechar agosto com mínima histórica

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A tendência de diminuição continuará por algumas semanas.
Foto: Polar Cruises
O gelo marinho que recobre o oceano Ártico provavelmente chegará à sua menor extensão na história registrada até o fim de agosto, afirmou Ted Scambos, cientista-chefe do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos.
A tendência de diminuição continuará por algumas semanas depois desse ponto mínimo, acrescentou o cientista. O recorde de degelo anterior foi verificado em 2007.
Na mesma linha, um estudo publicado em 23 de agosto, na revista Nature, aponta que a queima de combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial, no século 18, emitiu gases-estufa que seguram o calor, aumentam a temperatura e causam enchentes, secas e elevam os níveis dos oceanos com o derretimento do gelo em terra. A pesquisa é assinada por cientistas ligados à ONU.
Causas naturais e humanas
"O que estamos observando é consistente com um aquecimento causado pelo homem, sobreposto a um aquecimento natural", explicou Robert Mulvaney, do centro de pesquisa ambiental British Antarctic Survey (BAS), que liderou o estudo. Mas ele ressaltou que a pesquisa, feito em parceria com especialistas australianos e franceses, refere-se apenas a uma pequena parte da Antártida.
Os países desenvolvidos decidiram em 2009 ampliar sua ajuda climática, que hoje está em torno de 10 bilhões de dólares anuais, para cerca de 100 bilhões por ano a partir de 2020.
As temperaturas na Península Antártica, região que está se aquecendo mais rapidamente em todo no Hemisfério Sul, começaram a aumentar naturalmente há 600 anos, bem antes que as mudanças climáticas causadas pelo homem intensificassem esse processo, segundo o estudo. Contudo, a ação humana tem intensificado o processo.
Fundo Verde fora do papel?
Na terceira semana de agosto, líderes do Fundo Verde da ONU, que pretende canalizar bilhões de dólares para a mitigação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento, reuniram-se em Genebra (Suíça), depois de meses de adiamentos.
Os países desenvolvidos decidiram em 2009 ampliar sua ajuda climática, que hoje está em torno de 10 bilhões de dólares anuais, para cerca de 100 bilhões por ano a partir de 2020.
O objetivo é que o dinheiro ajude os países mais pobres a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa e a lidarem com os efeitos do aquecimento global, como inundações, secas, ondas de calor e elevação do nível dos mares.
Quando estiver em funcionamento, o Fundo Climático Verde vai administrar a distribuição desses valores. Alemanha, México, Namíbia, Polônia, Coreia do Sul e Suíça já se candidataram para sediar a instituição.
"O Fundo Climático Verde pode ser uma ferramenta importante no trabalho conjunto do mundo para prevenir as mudanças climáticas", projetou, em nota, Kjetil Lund, vice-ministro norueguês de finanças e membro do conselho do mecanismo. Ele informou que a primeira atividade do conselho foi eleger dois copresidentes: Zaheer Fakir, da África do Sul, e Ewen McDonald, da Austrália.
fonte: EcoDesenvolvimento.org 

27 de ago de 2012

O mundo da obesidade no capitalismo tardio

Em 2011, mais de dois terços da população dos Estados Unidos sofria problemas de excesso de peso ou obesidade. Do ponto de vista dos lucros da indústria alimentar, a obesidade é o melhor sinal de êxito. Por Alejandro Nadal, publicado em La Jornada.

Foto Marshall Astor/Flickr
Há duas coisas que as economias capitalistas sabem fazer e fazem-nas muito bem. Uma delas é alcançar economias de escala para reduzir custos unitários, algo que se atinge muito bem através de processos de industrialização. A outra é obter subsídios, algo que se otimiza quando se tem muito poder. Estas duas coisas juntaram-se para produzir a crise da obesidade nos Estados Unidos.
Em 2011, mais de dois terços da população dos Estados Unidos sofria problemas de excesso de peso ou obesidade. Atualmente, este país tem a maior taxa de obesidade do mundo. Dados oficiais revelam que a percentagem de pessoas adultas com problemas de obesidade passou de 13 por cento, em 1962, para 36 por cento, em 2010.
A manter-se esta tendência, em 2030, 42 por cento da população adulta sofrerá problemas de obesidade (11 por cento com obesidade severa, com mais de 45 quilos de excesso de peso). A taxa de obesidade em crianças já atinge uns alarmantes 18 por cento. Diversos estudos mostram que as crianças com obesidade têm maior propensão para conservar a dita obesidade na idade adulta.
Este excesso de peso produz graves efeitos na saúde. Os estudos clínicos revelam que a obesidade aumenta o risco de diabetes tipo 2, doenças do coração, síndroma da apneia do sono, hipertensão, risco de cancro de muitos tipos e várias doenças crónicas. O balanço final é uma expectativa de vida significativamente menor em relação à população sem obesidade. A tudo isto há que acrescentar o desconsolo pela perda da autoestima e o flagelo da discriminação social.
De onde vem este problema? O primeiro indicador é que existe uma relação muito estreita entre pobreza e obesidade. A população mais pobre está mais exposta à obesidade. Nos Estados Unidos, nove dos 10 estados com maiores taxas de obesidade estão entre os estados mais pobres. Existem distritos pobres, em cidades como Filadélfia ou Nova Iorque, onde 88 por cento dos adultos tem excesso de peso ou sofre de obesidade (50 por cento da população infantil). Há condados na Califórnia em que uma criança, nascida em 2000, tem 30 por cento de probabilidade de desenvolver diabetes (essa probabilidade dispara para 50 por cento em crianças afro-americanas e latinas).
Em proporção, hoje em dia, uma pessoa gasta menos em alimentos do que há 30 anos. Mas isso deve-se fundamentalmente ao processo de industrialização que reduziu os custos unitários na indústria alimentar. Isso não exigiu grandes inovações tecnológicas, mas um incessante processo de concentração da produção e de transformação da paisagem rural nos Estados Unidos. A necessidade que têm as cadeias como McDonald's ou Burger King de manter uma homogeneidade quase absoluta no tipo de produtos que oferecem, mudou a maneira como se produzem quase todos os produtos de carne, assim como muitos produtos agrícolas. A produção de carne de vaca, porco e frango, por exemplo, exigiu grandes concentrações de animais, em condições insalubres e com graves consequências para o meio ambiente e para a saúde humana. Entre parênteses, não há que esquecer que essa industria é a que maior impacto tem na transformação do sistema alimentar do mundo.
A redução de preços também se deve aos subsídios que recebe a indústria alimentar, em especial, através dos canalizados para a produção de milho e soja, produtos que se consomem, em 90 por cento dos alimentos processados que se oferecem num supermercado. Finalmente, os preços baixos são artificiais porque não incluem o custo em saúde que alguém tem de pagar com o passar dos anos: à saída da McDonald's estão à espera as farmacêuticas com as suas garras bem afiadas.
O tipo de comida ingerida nos Estados Unidos não é a mais saudável, mas a mais rentável para as empresas. Isto é certo ao longo de toda a indústria alimentar e, em especial, para as cadeias como McDonald's, Burger King, Taco Bell, KFC, assim como todas as empresas de refrigerantes e de comida fútil. Os seus alimentos são veículos repletos de calorias, sal e gorduras, com um componente minúsculo de nutrientes saudáveis. Em muitos casos têm ingredientes aditivos. É normal, pois tratam-se de dietas especialmente desenhadas para manter a taxa de lucros e não para alimentar o cliente. Já se disse: do ponto de vista dos lucros da indústria alimentar, a obesidade é o melhor sinal de êxito.
A indústria alimentar nos Estados Unidos converteu o tratamento digestivo da população num espaço de rentabilidade. A colonização da alimentação pelo capital não é um caso isolado. No capitalismo tudo pode ser um nicho para obter lucros.
O capitalismo atravessa hoje o que será a pior crise da sua história. As referências a uma mítica recuperação pretendem ignorar a realidade: à normalidade antes da crise já se chamava pesadelo.
  fonte:http://www.esquerda.net/artigo/o-mundo-da-obesidade-no-capitalismo-tardio/24328

Publicado em La Jornada. Tradução: António José André

Quando o Senhor ocupa o espaço todo de uma vida

Sempre de novo estamos refletindo sobre a vida no Espírito. Centralidade da experiência da fé, sequela de Cristo e dinâmica da conversão fazem parte do que chamamos de vida espiritual. Ressoam sempre aos nossos ouvidos os últimos capítulos da Regra Não Bulada de Francisco. Sempre o Senhor no centro, esse Senhor qualificado de forma superlativa, sempre o Tudo, o Absoluto, o Belíssimo. Até que ponto, pessoal e comunitariamente, envidamos todos os esforços para que o Senhor ocupe o espaço todo?
11. Os discípulos seguem o Mestre. Felizes aqueles que são chamados a acompanhar bem de perto esse que é caminho, verdade e vida. A vida espiritual é dinamismo. Tem seus modestos começos e pode fazer com que nela se embrenham cheguem à mais alta contemplação e conformação com  Cristo. Comporta  esse locomover-se. Não se trata apenas de um deslocamento físico.  Há, sobretudo,  o movimento  interior. Somos peregrinos e forasteiros em quaisquer circunstâncias. O discípulo não está tão preocupado em entender  intelectualmente discursos e ditos do Mestre, mas antes de tudo desejam acolhê-los com disponibilidade, como boa terra e se põem a caminho. Ubaldo Terrinoni (Projeto de pedagogia evangélica, p 59):  “O discípulo deve aprender a entregar-se, lentamente à ação discreta e implacavelmente penetrante da palavra, a fim de deixar-se permear  em todas as fibras do próprio ser; deve aprender a estabelecer um contato contínuo com a palavra, uma assimilação lenta e progressiva, para deixar-se transformar em criatura nova”.  Essa tarefa dura toda a vida.  Nunca estamos quites.
12. O seguimento é expressão de conversão permanente a Jesus  Cristo. Segui-lo ou não é uma decisão que estrutura e caracteriza radicalmente o destino dos indivíduos e das comunidades.  “A admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado, seu olhar de amor despertam uma resposta consciente e livre desde o mais íntimo do coração do discípulo, uma adesão a toda a sua pessoa, ao saber que Cristo o chama pelo nome  (cf. Jo  10,3). É um sim que compromete radicalmente a liberdade do discípulo e a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6). É uma resposta de amor a quem amou primeiro “até o extremo” (cf. Jo 13,1).  A resposta do discípulo amadurece  neste amor de Jesus: “Eu te seguirei onde quer tu vás” (Lc  9,57)” ( Doc.de Aparecida, n. 136).  O discípulo se centra no Senhor. Sabe-se incondicionalmente amado por ele.  Tem os olhos  fixos nele. Assim sendo  pode aceitar suas exigências  de seguimento  marcadas pelo radicalismo. O discípulo viverá unicamente ligado a ele, renunciando a tudo o que tira o esplendor de tal seguimento. A preferência a Cristo pedirá rompimentos familiares, perda de bens, troca das coisas certinhas pelo risco da fé. Vida espiritual cristã é vida de seguimento.
13. Francisco de Assis fala do seguimento das pegadas de Cristo:  “Atendamos, irmãos todos, ao que diz o Senhor: Amai os vossos inimigos e fazei o bem àqueles que vos odeiam (cf. Mt 5,44) porque nosso Senhor Jesus Cristo cujas pegadas  devemos  (cf.  1Pd 2,21), chamou amigo a seu traidor e ofereceu-se espontaneamente aos que o crucificavam. Amigos nossos, portanto, são todos aqueles que injustamente nos causam  tribulações e angústias, vergonha e injúrias, dores e tormentos, tribulações e angústias, vergonha e injúrias, dores e tormentos, martírio e morte, a estes devemos amar muito, porque, a partir  disto que nos causam, temos a vida eterna”  (Regra Não Bulada, 22).  O tema da sequela Christi é  caro a Francisco.  Diz-se mesmo que ele caracteriza a espiritualidade franciscana. Será verdade se colocarmos nesta expressão um conteúdo justo. O tema tomado  de 1Pd 2,21  não alude aos fatos e gestos da vida pública de Jesus  que deveriam ser reproduzidos pelo discípulo. Trata-se, antes de tudo, de um convite a que ele entre, com serenidade e paciência, no mistério da bem-aventurada paixão do Senhor e desta forma poder participar de seu destino doloroso e glorioso. Mais do que uma mística da pobreza, entendida do ponto de visto sociológico,  a “sequela” é mística da Paixão, desembocando,  na esteira do Senhor, na glória. Caminhar nas pegadas do Senhor, é viver conforme todas as exigências do Evangelho, incluindo sofrimento e morte e abrir-se às promessas proclamadas pelo Evangelho.
14. Paulo lembra que nossa vida está escondida com Cristo em Deus( Cl 3,3). Nossa vida é a própria vida de Jesus. A vida do cristão consiste  em ter os mesmos pensamentos e sentimentos de Cristo Jesus, comportar-se como ele se comportou, permanecer no mundo fazendo o bem aos irmãos, viver e morrer como ele viveu e morreu. A vida espiritual consistirá em viver a existência humana como Jesus viveu em perfeita obediência ao  Pai, em extrema fidelidade à terra, quer dizer, num amor sem limites e sem condições.  A vida espiritual não é uma outra vida, não exige o sair do mundo, nem esquecer a carne de homem. Ela é, no entanto, viver a vida humana como uma obra de arte.
15. “Seria necessário insistir hoje que a existência humana de Jesus foi uma existência boa, uma existência vivida em plenitude, em suma, uma existência feliz, na qual o amor tornou-se um canto de comunhão, a esperança uma convicção até o fim, a fé uma adesão dia após dia a seu próprio ser de criatura diante do Criador. O seguimento de Jesus comporta também o olhar o céu, tentar ler os sinais, amar as flores dos campos, sentar-se à mesa alegre dos amigos e dos que sabem acolher, viver com outros uma aventura de amizade na busca de um projeto comum. Não há dúvida que, no horizonte do seguimento de Jesus está a cruz. Esta será vista a partir daquele que nela subiu. Ela não é uma fatalidade inglória. É Jesus, que na cruz,  revela a autêntica glória: quer dizer a humildade de Deus, seu incontido amor por nós, sua capacidade de sofrer por nõs”  (Enzo Bianchi, La vie spirituelle chrétienne, in Vie Consacrée  2000/1, p.47).
16. Nunca esqueceremos que o seguimento do Senhor se vive à luz do mistério pascal. Somente assim pode se realizar.  Podemos nos inspirar em determinadas ações que  Jesus  colocou em sua existência, mas nosso ato de fé  pode encontrar seu fundamento somente  na ressurreição. Uma vida espiritual deve cuidar de não ser apenas uma imitação de situações humanas. Correríamos o risco, no dizer de Enzo Bianchi, de procurar entre os mortos aquele que vive. Hoje temos a ver com Cristo ressuscitado.  O Espírito Santo que esteve presente ao longo da vida de Cristo desde a sua concepção até o último suspiro na cruz é aquele que nos acompanha no conhecimento de Cristo e no seu seguimento, não somente recordando palavras, atos e acontecimentos de Jesus, mas permitindo que vivamos com ele de sorte que Cristo se forme em nós  e viva em nós.
17 Francisco de Assis no seguimento de Cristo vai se apropriar dos aspectos mais despojados e desapropriados. Ele vai ter em seus olhos e em seus coração a atenção voltada para  os traços do Cristo pobre e despojado. Clara de Assis. por sua vez, pedirá que  Inês de Praga mire o espelho e lá veja  Cristo pobre e dilacerado. E  Clara se apaixonará pelo Cristo esposo pobre. Por ai vai sua identificação com Cristo, segui-lo “assimilando-o”.
18. Os que se preocupam em colocar seus pés nos pés do Senhor, em seguir o Senhor, vão operando a conversão. Este é um dos aspectos fundamentais vida espiritual: uma vida de transformação interior que se exprime num estado de conversão. Terminamos estas reflexões com  textos de Michel  Hubaut  descrevendo o que seria a conversão.  Logo que começou a anunciar publicamente a  Boa Nova,  Jesus se declarou o instaurador de um mundo novo e pedia que seus ouvintes que se convertessem:
•  “Converter-se é acolher na fé a iniciativa gratuita, imprevisível de Deus que decidiu, em Jesus, nos visitar pessoalmente para nos salvar,  para nos fazer entrar numa felicidade sem fim. Converter-se é aceitar de ser salvo gratuitamente e colocar sua vida em consonância com este acontecimento.
• Conversão e fé participam do mesmo movimento. Converter-se é mudar a direção de sua vida, é ter bastante fé para renunciar a se considerar centro absoluto e autossuficiente. Ter fé para orientar nossa vida, nosso futuro, nossa busca de felicidade em  Jesus que nos chama a segui-lo”.
• Converter-se não é em primeiro lugar passar do vício para a virtude, mas viver a mudança radical:  aceitar de nunca mais  querer construir a vida sozinho, com teimosia, mas acolher em Jesus  a iniciativa de Deus, a gratuidade de seu amor, de seu apelo e de seus dons. No começo de tudo não há mais o eu, o homem, mas o Amor de Deus” (Chemins d’interiorité avec Sains François, p. 24-25).
fonte:  http://www.franciscanos.org.br/?p=21039

Soluções integradas são saída inteligente para cidades mais sustentáveis





Projeto da  Fujisawa Sustainable Smart Town (Fujisawa SST), cidade japonesa que deve ficar pronta até 2014(Foto: Divulgação
Um dos grandes erros da gestão pública é tentar solucionar uma questão como se ela fosse um fato isolado. A questão da mobilidade, por exemplo. Mesmo que se invista em transporte público de massa, por si só, essa ação não resultará em uma mobilidade eficiente dentro 
das cidades. Para que isso aconteça é necessário olhar também para outras áreas, como segurança (será que é seguro virar ciclista ou andar a pé na cidade?) e finanças (o que tem maior custo-benefício, andar de metrô ou tirar meu carro da garagem?).

Do mesmo modo, ao solucionar o gargalo da mobilidade urbana, diversas questões são equacionadas: melhoria da qualidade de vida, redução da poluição, aumento da produtividade, redução de problemas de saúde ligada à poluição, entre outras. Assim, um problema jamais deve ser visto (e combatido) como uma questão isolada, sem uma cadeia de ligações por detrás. Tendo isso em vista, países como o Japão e a Suécia estão começando a procurar soluções integradas para as cidades.


Integração


Uma destas ações é o projeto sueco Simbiocity. Com o objetivo de promover o desenvolvimento urbano sustentável por meio da sinergia de problemas urbanos, o sistema busca soluções que sirvam a diferentes questões. Por exemplo, o projeto utiliza águas residuais na geração de biocombustível para o transporte público, resolvendo os problemas de tratamento de esgoto e otimização dos sistemas de transporte de uma só vez.


Um exemplo de que as soluções integradas são mais eficazes é a própria capital sueca, Estocolmo. Eleita em 2010 a capital mais verde da Europa, a cidade já foi a pior do continente em questões como qualidade da água, do ar e de saúde. A receita do sucesso foi justamente as soluções integradas, como aconteceu no bairro de Hammarby Sjöstad. O local, hoje um dos mais disputados da capital sueca, era uma zona industrial com cais e portos na década de 1990.


Por meio de soluções sustentáveis, o governo local reduziu em 40% o estresse ambiental do distrito, hoje com 50% menos eutrofização, 45% menos ozônio no solo e um consumo de água 40% menor.


Esses resultados em Hammarby Sjöstad foram obtidos justamente devido aos sistemas complexos: os resíduos do tratamento de água e esgoto são reutilizados e geram de energia (biogás) para as residências; a arquitetura é pensada junto ao planejamento de habitações energeticamente eficientes; há sistemas subterrâneos automáticos de coleta de lixo; a eletricidade e a água quente são geradas por energia solar e sistema de transporte de bicicletas.


Inteligência

Na terra do sol nascente, o Japão, soluções integradas começam a ser pensadas já no planejamento de novas ocupações urbanas. No país, está sendo criada a cidade Fujisawa Sustainable Smart Town (Fujisawa SST), que deve abrigar cerca de mil residências e ser finalizada até 2014. Intitulada de “inteligente e sustentável”, a nova cidade terá uma rede energética inteligente, geração de energia solar residencial, sistema de transporte público movido a eletricidade e a biocombustível, além de edificações com o máximo possível de eficiência energética.


As ruas principais de Fujisawa devem ainda conter um eixo verde, com parques e vegetação. A ideia é que a cidade, parte de um projeto de recuperação de áreas devastadas pelo terremoto e tsunami de 2011, deverá emitir 70% menos CO2 em comparação com os níveis de 1990. Para viabilizar a ideia, o governo japonês fechou parceria com nove grandes companhias para construir a cidade.
Fonte: Eco Desenvolvimento

Nascemos porque fomos convidados


O primeiro chamado que recebemos de Deus é o chamado à vida. Conforme o profeta Jeremias: “Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci; antes que você fosse dado à luz, eu o consagrei, para fazer de você profeta das nações (cf. Jr 1,5s).” leia mais: