29 de ago de 2012

Gelo do Ártico deve fechar agosto com mínima histórica

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A tendência de diminuição continuará por algumas semanas.
Foto: Polar Cruises
O gelo marinho que recobre o oceano Ártico provavelmente chegará à sua menor extensão na história registrada até o fim de agosto, afirmou Ted Scambos, cientista-chefe do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos.
A tendência de diminuição continuará por algumas semanas depois desse ponto mínimo, acrescentou o cientista. O recorde de degelo anterior foi verificado em 2007.
Na mesma linha, um estudo publicado em 23 de agosto, na revista Nature, aponta que a queima de combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial, no século 18, emitiu gases-estufa que seguram o calor, aumentam a temperatura e causam enchentes, secas e elevam os níveis dos oceanos com o derretimento do gelo em terra. A pesquisa é assinada por cientistas ligados à ONU.
Causas naturais e humanas
"O que estamos observando é consistente com um aquecimento causado pelo homem, sobreposto a um aquecimento natural", explicou Robert Mulvaney, do centro de pesquisa ambiental British Antarctic Survey (BAS), que liderou o estudo. Mas ele ressaltou que a pesquisa, feito em parceria com especialistas australianos e franceses, refere-se apenas a uma pequena parte da Antártida.
Os países desenvolvidos decidiram em 2009 ampliar sua ajuda climática, que hoje está em torno de 10 bilhões de dólares anuais, para cerca de 100 bilhões por ano a partir de 2020.
As temperaturas na Península Antártica, região que está se aquecendo mais rapidamente em todo no Hemisfério Sul, começaram a aumentar naturalmente há 600 anos, bem antes que as mudanças climáticas causadas pelo homem intensificassem esse processo, segundo o estudo. Contudo, a ação humana tem intensificado o processo.
Fundo Verde fora do papel?
Na terceira semana de agosto, líderes do Fundo Verde da ONU, que pretende canalizar bilhões de dólares para a mitigação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento, reuniram-se em Genebra (Suíça), depois de meses de adiamentos.
Os países desenvolvidos decidiram em 2009 ampliar sua ajuda climática, que hoje está em torno de 10 bilhões de dólares anuais, para cerca de 100 bilhões por ano a partir de 2020.
O objetivo é que o dinheiro ajude os países mais pobres a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa e a lidarem com os efeitos do aquecimento global, como inundações, secas, ondas de calor e elevação do nível dos mares.
Quando estiver em funcionamento, o Fundo Climático Verde vai administrar a distribuição desses valores. Alemanha, México, Namíbia, Polônia, Coreia do Sul e Suíça já se candidataram para sediar a instituição.
"O Fundo Climático Verde pode ser uma ferramenta importante no trabalho conjunto do mundo para prevenir as mudanças climáticas", projetou, em nota, Kjetil Lund, vice-ministro norueguês de finanças e membro do conselho do mecanismo. Ele informou que a primeira atividade do conselho foi eleger dois copresidentes: Zaheer Fakir, da África do Sul, e Ewen McDonald, da Austrália.
fonte: EcoDesenvolvimento.org 

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