O
gelo marinho que recobre o oceano Ártico provavelmente chegará à sua
menor extensão na história registrada até o fim de agosto, afirmou Ted
Scambos, cientista-chefe do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos
Estados Unidos.
A tendência de diminuição continuará por algumas
semanas depois desse ponto mínimo, acrescentou o cientista. O recorde de
degelo anterior foi verificado em 2007.
Na mesma linha, um estudo publicado em 23 de agosto, na revista Nature,
aponta que a queima de combustíveis fósseis desde a Revolução
Industrial, no século 18, emitiu gases-estufa que seguram o calor,
aumentam a temperatura e causam enchentes, secas e elevam os níveis dos
oceanos com o derretimento do gelo em terra. A pesquisa é assinada por
cientistas ligados à ONU.
Causas naturais e humanas
"O
que estamos observando é consistente com um aquecimento causado pelo
homem, sobreposto a um aquecimento natural", explicou Robert Mulvaney,
do centro de pesquisa ambiental British Antarctic Survey (BAS), que
liderou o estudo. Mas ele ressaltou que a pesquisa, feito em parceria
com especialistas australianos e franceses, refere-se apenas a uma
pequena parte da Antártida.
Os países desenvolvidos
decidiram em 2009 ampliar sua ajuda climática, que hoje está em torno
de 10 bilhões de dólares anuais, para cerca de 100 bilhões por ano a
partir de 2020.
As temperaturas na Península Antártica, região
que está se aquecendo mais rapidamente em todo no Hemisfério Sul,
começaram a aumentar naturalmente há 600 anos, bem antes que as mudanças
climáticas causadas pelo homem intensificassem esse processo, segundo o
estudo. Contudo, a ação humana tem intensificado o processo.
Fundo Verde fora do papel?
Na
terceira semana de agosto, líderes do Fundo Verde da ONU, que pretende
canalizar bilhões de dólares para a mitigação às mudanças climáticas nos
países em desenvolvimento, reuniram-se em Genebra (Suíça), depois de
meses de adiamentos.
Os países desenvolvidos decidiram em 2009
ampliar sua ajuda climática, que hoje está em torno de 10 bilhões de
dólares anuais, para cerca de 100 bilhões por ano a partir de 2020.
O
objetivo é que o dinheiro ajude os países mais pobres a reduzirem suas
emissões de gases do efeito estufa e a lidarem com os efeitos do
aquecimento global, como inundações, secas, ondas de calor e elevação do
nível dos mares.
Quando estiver em funcionamento, o Fundo
Climático Verde vai administrar a distribuição desses valores. Alemanha,
México, Namíbia, Polônia, Coreia do Sul e Suíça já se candidataram para
sediar a instituição.
"O Fundo Climático Verde pode ser uma
ferramenta importante no trabalho conjunto do mundo para prevenir as
mudanças climáticas", projetou, em nota, Kjetil Lund, vice-ministro
norueguês de finanças e membro do conselho do mecanismo. Ele
informou que a primeira atividade do conselho foi eleger dois
copresidentes: Zaheer Fakir, da África do Sul, e Ewen McDonald, da
Austrália.
fonte: EcoDesenvolvimento.org
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