
das cidades. Para que isso aconteça é necessário olhar também para outras áreas, como segurança (será que é seguro virar ciclista ou andar a pé na cidade?) e finanças (o que tem maior custo-benefício, andar de metrô ou tirar meu carro da garagem?).
Do mesmo modo, ao solucionar o gargalo da mobilidade urbana, diversas questões são equacionadas: melhoria da qualidade de vida, redução da poluição, aumento da produtividade, redução de problemas de saúde ligada à poluição, entre outras. Assim, um problema jamais deve ser visto (e combatido) como uma questão isolada, sem uma cadeia de ligações por detrás. Tendo isso em vista, países como o Japão e a Suécia estão começando a procurar soluções integradas para as cidades.
Integração
Uma destas ações é o projeto sueco Simbiocity. Com o objetivo de promover o desenvolvimento urbano sustentável por meio da sinergia de problemas urbanos, o sistema busca soluções que sirvam a diferentes questões. Por exemplo, o projeto utiliza águas residuais na geração de biocombustível para o transporte público, resolvendo os problemas de tratamento de esgoto e otimização dos sistemas de transporte de uma só vez.
Um exemplo de que as soluções integradas são mais eficazes é a própria capital sueca, Estocolmo. Eleita em 2010 a capital mais verde da Europa, a cidade já foi a pior do continente em questões como qualidade da água, do ar e de saúde. A receita do sucesso foi justamente as soluções integradas, como aconteceu no bairro de Hammarby Sjöstad. O local, hoje um dos mais disputados da capital sueca, era uma zona industrial com cais e portos na década de 1990.
Por meio de soluções sustentáveis, o governo local reduziu em 40% o estresse ambiental do distrito, hoje com 50% menos eutrofização, 45% menos ozônio no solo e um consumo de água 40% menor.
Esses resultados em Hammarby Sjöstad foram obtidos justamente devido aos sistemas complexos: os resíduos do tratamento de água e esgoto são reutilizados e geram de energia (biogás) para as residências; a arquitetura é pensada junto ao planejamento de habitações energeticamente eficientes; há sistemas subterrâneos automáticos de coleta de lixo; a eletricidade e a água quente são geradas por energia solar e sistema de transporte de bicicletas.
Inteligência
Na terra do sol nascente, o Japão, soluções integradas começam a ser pensadas já no planejamento de novas ocupações urbanas. No país, está sendo criada a cidade Fujisawa Sustainable Smart Town (Fujisawa SST), que deve abrigar cerca de mil residências e ser finalizada até 2014. Intitulada de “inteligente e sustentável”, a nova cidade terá uma rede energética inteligente, geração de energia solar residencial, sistema de transporte público movido a eletricidade e a biocombustível, além de edificações com o máximo possível de eficiência energética.
As ruas principais de Fujisawa devem ainda conter um eixo verde, com parques e vegetação. A ideia é que a cidade, parte de um projeto de recuperação de áreas devastadas pelo terremoto e tsunami de 2011, deverá emitir 70% menos CO2 em comparação com os níveis de 1990. Para viabilizar a ideia, o governo japonês fechou parceria com nove grandes companhias para construir a cidade.
Fonte: Eco Desenvolvimento
Nenhum comentário:
Postar um comentário