3 de mar de 2012

Novo estudo reforça ligação entre degelo do Ártico e queda de temperaturas

No começo de fevereiro, investigadores da Unidade de Investigações de Potsdam do Instituto Alfred Wegener para a investigação Marinha e Polar afirmaram que a queda das temperaturas na Europa estaria ligada ao degelo do Ártico. Artigo de Fabiano Ávila do Instituto CarbonoBrasil
Foto de PhOtOnQuAnTiQuE/Flickr
Foto de PhOtOnQuAnTiQuE/Flickr
Segundo eles, o declínio na presença de gelo no Mar do Norte estaria alterando os padrões climáticos do continente e resultando nas baixas temperaturas e nevascas que causaram a morte de centenas de pessoas.
Agora, uma nova pesquisa publicada na atual edição do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences apresenta mais evidências da relação do degelo do Ártico com a queda de temperaturas no Hemisfério Norte.
O estudo, resultado do trabalho de pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, da Academia Chinesa de Ciências e da Universidade de Columbia, avaliou dados coletados entre 1979 e 2010 e concluiu que quando a presença de gelo no Mar do Norte é pequena no outono, acontece um aumento na cobertura de neve nos Estados Unidos, Europa e na China no inverno.
“Nossa pesquisa demonstra que o declínio de gelo flutuante no Ártico está ligado a mudanças na circulação atmosférica no Hemisfério Norte. Essas mudanças resultam em uma maior frequência de precipitação de neve em grande parte dos continentes”, explicou Judith Curry, presidente da Escola de Ciências Atmosféricas e da Terra do Instituto de Tecnologia da Geórgia.
Os pesquisadores chegaram à conclusão de que a queda na presença do gelo resulta no aquecimento do Mar do Norte, que por sua vez causa o aumento na quantidade de vapor de água na atmosfera. Assim, os ventos comuns no inverno, do norte para o sul, acabam trazendo esse ar úmido para a terra onde ele se transforma em neve.
“Acreditamos que os invernos recentes com grande quantidade de neve são realmente causados por alterações na atmosfera resultantes do degelo no Ártico. O ar úmido e a mudança nos padrões de circulação dos ventos explicam perfeitamente as nevascas que vimos nos últimos anos”, afirmou Jiping Liu, pesquisador do Instituto de Tecnologia da Geórgia.
Artigo de Fabiano Ávila publicado em Instituto CarbonoBrasil

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