10 de ago de 2012

Juventude e Vocação.


            No mês vocacional falamos de juventude que constrói seu projeto de vida a partir da pessoa de Jesus Cristo
 
Estamos no mês de agosto, mês vocacional, tempo em que fazemos memória e rezamos pelos chamados que Deus suscita na vida da Igreja. Mas diante da realidade que nos rodeia podemos nos perguntar: o que significa falar em vocação nos espaços juvenis? Como trabalhar o tema vocação no grupo de jovens, nas escolas e nos espaços freqüentados pela galera? Estou convicto de que falar em vocação é falar, antes de tudo, de projeto de vida. Sim, de projeto de vida! Projeto de vida do(a) jovem, levando em conta um caminho de conformação com a pessoa de Jesus Cristo, e projeto de Deus, em relação à vida do(a) jovem que se deixa transformar pelas mãos do Divino Oleiro. Só pode dizer-se um vocacionado, aquele jovem que um dia na vida sentiu o coração bater mais forte por causa de uma proposta de vida, se apaixonou profundamente pelo autor dessa proposta e a abraçou com tal entusiasmo que as demais coisas se tornaram insignificantes diante de tão grande Tesouro. Essa proposta apaixonante é o Reino de Deus, e o autor dessa proposta é Jesus Cristo. Somente quem fez a experiência transformante do encontro com Ele é um vocacionado, pois a experiência do seguimento nasce do encontro com Jesus e sua proposta.
          O encontro com a pessoa de Jesus Cristo precisa ser o marco central do projeto de vida do jovem. Podemos comparar o projeto de vida de um jovem cristão, com uma roda de bicicleta, onde o eixo central é Jesus Cristo, e todas as dimensões estão ligadas e dependem dessa proposta de vida. Nessa perspectiva de projeto de vida e vocação, todo grupo de jovens é um grupo vocacional, pois é o lugar onde o jovem amadurece o seu projeto de vida. Na partilha de vida, na integração, na festa, na leitura da Palavra de Deus, na atuação solidária dos grupos o jovem clareia o chamado de Deus em sua vida. São muitas as experiências de jovens que amadureceram sua vocação dentro dos grupos. Quantos são os religiosos e religiosas que descobriram sua vocação nos grupos de jovens, casais que se conheceram na atuação pastoral dos grupos, quantos sacerdotes se sentiram chamados a cuidar do povo de Deus a partir da vivência dos grupos de jovens e quantas lideranças de nossas comunidades vieram da experiência de fé vivida no espaço juvenil.
        Assim somos todos nós na vida da Igreja, muitos homens e mulheres chamados pelo mesmo Senhor, para trabalhar a mesma vinha. Nessa vinha existem diferentes afazeres, e cada pessoa responde ao chamado de Deus e maneira pessoal e específica, de acordo com a vontade daquele que os chamou. Não há serviços melhores ou piores, todos são importantes, pois na comunidade todos trabalhamos na mesma vinha. Por isso jovem, não se preocupe se percebem o seu trabalho, se você é ou não valorizado, se muitas vezes não ligam pra você, ou lhe cobram coisas que estão acima de suas forças. O que importa, é que a obra é do “Cara” que chamou você, e Ele é quem cuida da sua vida.
         Jovem, nesse mês das vocações, lembre-se do amigo(a) mais próximo de você, e faça uma prece pela vocação dele(a), pois ele(a) também é um vocacionado, chamado a trabalhar na Vinha do Senhor. Nessa prece estaremos lembrando de toda a Igreja, em seus ministérios e frentes de pastoral. Peçamos que ela sempre cresça como testemunho vivo de Jesus Cristo que se fez jovem como nós, que nos trouxe um Reino, onde todos são irmãos, onde não há excluídos, onde todos entram na roda e juntos dançamos a mesma ciranda da vida.
 
Autor: Frei Andrei Oss-Emer,ofmcap

fonte: www.capuchinhosrs.org.br

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