
São Francisco de Assis, segundo texto de Tomas de Celano, chegava a
convidar para louvor até a própria morte, que todos temem e abominam.
O mistério da vida e da morte é um mistério de pobreza. A vida é de
graça. Nada fiz para viver. Os que me deram a vida, com toda sua
consciência e bondade, nada sabiam da vida. Não puderam controlar o que
deram.
Não puderam segurar a vida terrena deles mesmos.
Nada entendemos da morte, com todo o nosso progresso. Quanto mais o
homem progride mais sabe que a morte, como a vida, é um mistério.
Só podemos agradecer. Agradecer pela vida de cada momento, pelo dom
de cada momento, e pelos dons da vida dos outros, dos outros seres que a
vida nos traz. Só podemos agradecer pelo mistério da vida, que é tão
grande que ultrapassa a morte.
Agradecer é viver cada momento intensamente. Agradecer é viver.
Não precisamos ter medo da morte se o Senhor da Vida é Amor e nos
prova isso a cada momento. Mas só os agradecidos entendem que Ele é
Amor.
É claro que a gente tem um pouco de medo, aquele medo que a gente
sempre sente como parte da excitação das experiências muito grandes ou
muito novas. É um medo vital, pelo qual também podemos agradecer.
Não somos nada, não temos nada, não levamos nada.
Mas tudo está ao nosso alcance e tudo pode ser vivido por nós intensamente, a cada momento.
O momento anterior já passou. Teve uma oportunidade única de ser
vivido e já se fez passado. Mais assustadora que essa morte que dá a
impressão de nos interromper o fluxo da vida é essa outra em que
perdemos oportunidades de vida, em que algo passa e não é integrado nem
aproveitado.
leia mais: http://www.franciscanos.org.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário