22 de nov de 2013

" Lembra-te de mim"

                                Júlio Lázaro Torma*
                                   " Lembra-te de mim,quando entrares em teu Reino!"
                                                                                     ( Lc 23,42)
 Celebrar Cristo Rei do Universo, esta é uma maneira de Celebrar a Páscoa. Ele termina bem o ano litúrgico.
  O que estamos falando de realeza? Que tipo de Rei nós reconhece? Para falar a verdade nunca me simpatizei com a monarquia, e que por si só, a titulo real aplicado a Cristo não é aquele que mais me inspira.
  Jesus nos mostrou um outro tipo de realeza diferente daquelas que nós conhecemos.Enquanto o poder é usado para oprimir e dominar, em beneficio próprio.
  Ele inverte, usa o poder do amor e não o amor pelo poder que move os governantes e aqueles que exercem cargos de chefia e de confiança.
  Ele se fez servo, se esvezia de si mesmo, o que faz tomar uma posição radical e uma opção de vida que fará ir morrer na cruz de forma mais humilhante em que um ser humano pode morrer. Durante a sua vida terrena se fez o menor entre todos, viveu entre os pobres e na periferia desde o seu nascimento até a morte de cruz.
  O poder para Jesus é serviço, ele se põe a servir como no lava pés,onde lava os pés dos discípulos( Jo 13,1-15) e nos mostra como fala na Parábola do Bom Pastor: " Dou a vida pelas minhas ovelhas" ( Jo 10,14).
  O que faz com que ele abrace as consequências do seu amor para com os pobres,onde ele abraça a cruz,tendo uma morte,injusta e humilhante entre dois criminosos de alta periculosidade.
  Jesus está nú na cruz foi despojado de toda a sua dignidade, sofrendo insulto e deboches de toda ordem daqueles que tem mais amor pelo poder.
   Um dos sentenciados reconhece a inocência de Jesus e se arrepende de seus pecados. O bom ladrão dá um assalto e entra no paraíso é uma conquista de Jesus.
  Para Jesus o objetivo não é conquistar e salvar uma multidão, mas aos poucos como nos mostra Lucas no capítulo 15. Tudo é um, é uma ovelha perdida em vez das noventa e nove ( 15,4), uma moeda de dracmas em vez de nove( 15,8),e aquele filho que se arrependeu e volta para casa ( 15,11- 31), nos permitem compreender o Deus do Evangelho, que se revela no padrão que Jesus dá ao ladrão na cruz.
  O ladrão esta na cruz desesperado sozinho e abandonado pela família e pelos comparsas, ao se arrepender de seus crimes, ele é acolhido por Jesus em seu reino.
   Não importa o nosso tempo para o arrependimento, Jesus nos espera paciente, ele ama a todos sem distinção, de tal modo que ninguém é negligenciado, uma pessoa só vale tanto como muitas pessoas vale muito mais.
   A humildade faz com que nos arrependemos de nossos pecados e reconhecemos as nossas faltas e estamos dispostos a mudar e pedir perdão. Como fez o Papa João Paulo II ( 1978-2005) ao pedir perdão pelos pecados da Igreja e pela a sua omissão em que fez com que milhares de pessoas sofressem durante a história nestes dois mil anos de cristianismo.
    Muitos prefeitos e políticos se esquecem do povo e os deixam ao deus dara abandonados a própria sorte. Pois amam mais o poder e como alguns lideres religiosos que querem poder para satisfazer suas vaidades pessoais e desejos e não o usam para servir ao outro.
   Jesus na cruz de braços abertos acolhe a todos sem distinção. A salvação trazida por Jesus é para todos, independente de credos,ideologias, etnias, regionalismos e nacionalidades.
   Deus tem seus caminhos para encontrar-se com cada pessoa e não sempre passam por onde indicamos teólogos.
   O decisivo é ter um coração que escuta a própria consciência.Boas meditações  Lc 23, 25-43
*Neste final de semana acaba o Ano da Fé e no próximo inicia o novo ano litúrgico Ano A ( São Mateus)
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   * * Membro do Colegiado da Pastoral Operária Nacional

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