1 de mar de 2013

Começou a "Sede Vacante". A barca aguarda um novo pescado


Cidade do Vaticano, 01 mar (SIR) - Mais de um bilhão de católicos estão, neste momento, sem pastor supremo. Às 16h00 de Brasília, 20h00 em Roma desta quinta-feira, dia 28 de fevereiro, entrou em vigor a renúncia de Bento XVI, anunciada no último dia 11.
Apesar da raridade de ter um Papa Emérito vivo, ao longo dos últimos dois mil anos a Igreja já se habituou a lidar com a sucessão apostólica da Sé de Roma. Desta vez, o contexto pode mesmo ter sido benéfico, dando à máquina burocrática da Santa Sé mais tempo para preparar o Conclave que nas próximas semanas irá escolher um novo Papa. O eleito, seja quem for, sucede a São Pedro e não a Bento XVI. Na linguagem da Igreja, todos os Papas sucedem a São Pedro, aquele que foi escolhido por Cristo e sobre o qual fundou a sua Igreja. Nas próximas horas, o anel de Papa de Bento XVI é destruído, tal como seria se tivesse morrido.
O Governo da Igreja passa para o Colégio Cardinalício, no qual estão representados todos os cardeais, independentemente de terem mais de 80 anos e não poderem, por isso, votar no Conclave. Os cardeais reúnem-se nas Congregações Gerais. Na teoria, podem fazê-lo já a partir desta sexta-feira, mas, segundo o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, a primeira reunião deverá decorrer só a 4 de março. Nessa reunião, os cardeais decidem se querem antecipar, ou até eventualmente adiar, o começo do Conclave. Tudo indica que deve ser antecipado e que vai começar antes de 15 de março e, a previsão, é que a Igreja tenha um novo Papa até à Páscoa, que este ano surge no calendário a 31 de março. A nível prático, a vida decorre como normal para a maioria dos católicos.
Liturgicamente e, sobretudo, porque Bento XVI não morreu, a única diferença é que o Papa deixa de ser lembrado nas missas. A partir do momento em que o Papa renuncia, praticamente todos os prefeitos de congregações pontifícias cessam automaticamente funções. A decisão de substituí-los ou de reconduzi-los fica assim ao critério do próximo Papa.
Ainda assim, há algumas exceções, entre as quais se destaca o penitenciário-mor da Santa Sé, responsável pelas indulgências, sinal da importância que a Igreja atribui a esta questão. O atual prefeito é o cardeal português D. Manuel Monteiro de Castro. Já a Guarda Suíça, cuja função é exclusivamente a de proteger o Papa, é desmobilizada para se reagrupar apenas no momento em que for eleito um novo Sumo Pontífice.
fonte: Domtotal

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