26 de jul de 2013

A Juventude da Roça quer viver e cultivar a Vida na terra

                                     Júlio Lázaro Torma*
                                                         " Levante a cabeça,meu parceiro.
                                                           Não deixe o granfino te pisar
                                                           Exija o respeito companheiro
                                                           Daqueles que vêm para te enganar".
                                                                   ( Antonio Gringo)
    O Dia 25 de Julho é um dia especial,o dia em que celebramos o Agricultor e a Agricultora,o Camponês e a camponesa.
   Homens e Mulheres que alimentam o nosso país,que produzem a maior parte da comida do povo brasileiro.
    Há 12.000 anos  existe a profissão do agricultor e ela continua mais importante do que nunca como ela foi no passado.Principalmente numa epoca de ' alimentos" industrializados e processos artificiais tem tomado conta da mesa do consumidor.
   Onde cada vez mais os alimentos contaminados por agrotóxicos,anabolizantes tem causados sérios danos a saúde do trabalhador rural como do consumidor.Ao mesmo tempo em que cresce a transgênia no campo brasileiro que afeta a saúde das pessoas e do ambiente.
   A agricultura ecológica e diversificada tem sido produzida pelos pequenos agricultores.Para isso é precisos termos uma agricultura familiar forte e fortalecer a economia familiar e sabermos de sua importância.
   A agricultura familiar brasileira é muito diversificado com características múltiplas de acordo com cada região e cultura.Mas na essência se caracterizam por trabalhar na terra e produzir alimentos.Além do trabalho,a terra é um espaço onde se produz e reproduz a vida camponesa em todas as suas dimensões:a humana,comunitária,cultural,religiosa,os valores,saberes e sabores.
   Ela é responsável por 74% da mão de obra no meio rural e produz 33,9% do arroz em casca;76,8% do feijão preto;53,9% do feijão em cor;83,3% feijão fradinho;87,7% da mandioca;45,9% do milho;15,7% da soja;21,2% do trigo;30,3% dos bovinos;58,1% do leite;50% das aves e 59% dos suinos.
   Além de frutas,verduras e legumes que abastecem o mercado local,regional e  país; os super mercados, feiras e armazéns.
   Toda a produção produzida por 86% das propriedades e que ocupam apenas 17,1% da área total.
   Do outro lado as propriedades acima de 100 hectares representam 145 das propriedades e ocupam 82,9% da área.Destas,as propriedades de mais de 2000 hectares representam apenas 0,8% das propriedades e ocupam sozinhas 42,5% da área.
   Os jovens da roça querem ficar no campo trabalhando mas acabam sendo expulsos,pelo avanço do agronegócio que o atira para a periferia das cidades,esvaziando o campo.
   No Brasil a roça é visto como algo "atrasado'.Aquele que não consegue nada na vida trabalha na lavoura.
   Esta visão esta entranhada no senso comum é responsavel pelo processo de discriminação e exclusão.Onde o jovem ( rapaz e moça) da roça acaba ficando sozinho e não constituindo família.
   O campo esta ficando envelhecido,as propriedades vázias mesmo nos assentamentos da reforma agrária e dos reassentados das barragens.Causado pelo sufocamento e expulsamento do meio rural a fim de ampliar o dominio de poucos.
   Temos 5,5 milhões de jovens que permanecen no campo.Para isso é preciso que os motivem para que fiquem na roça,criando condições para obter renda,infraestrutura e qualidade de vida.
  Para que os jovens que decidirem ficar na terra é necesario que tenham uma vida digna e acesso a tecnologia,maquinário,terra,informações,transportes,estudos,lazer,cultura,saúde e sobre tudo acesso a políticas públicas.
  Temos em nosso estado diversas iniciativas de produção agroecologicas que ajudam os nossos jovens a ficar no campo e não quebrar o vinculo familiar, com a natureza e em busca de uma vida feliz. 
                  " Se a roça não planta a cidade não janta"
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  * Membro do Colegiado da Pastoral Operária Nacional

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