23 de mar de 2014

" Maldito o homem que confia no homem"

                                 Júlio Lázaro Torma*
   Tem se visto muitas pessoas bajulando políticos e decepcionadas com os políticos.No caso sejam radicais na defesa daqueles que tanto defendem, fazendo-os se tornarem verdadeiros deuses ou semi deuses.
   Na qual ao converterem os políticos, seus líderes em seres supremos que estão acima do bem e do mal,num verdadeiro culto a personalidade.
   Que chega a retomar as práticas dos regiemes totalitários como os da Itália e Alemanha nos anos de 1920-1945, onde não se podia criticar o líder e o guia que sabia conduzir o povo e das suas necessidades,em que o povo não precisa se preocupar.
   Tais atitudes de confiar em políticos, nos falsos líderes, foi criticado pelo profeta Jeremias nos anos de 627-580 a.C,quando no reinado de Joaquim ( 609-597 a.C), ( II Rs 23;36-24,16; II Cr 36,5-16), o reino do sul foi destruído pelo império da Babilônia,pelas poderosas tropas do Rei Nabucodonosor, que fez a primeira destruição de Jerusalém ( 598 a.C), onde foi a elite do país.O profeta faz uma crítica profunda ao olhar cego do povo aos políticos, as autoridades que levaram o povo a ruína e a sua própria destruição como povo e nação livre. Ao afirmar " Maldito seja o homem que confia no homem" ( Jr 17,5).
   Tal cegueira ideológica que encontramos em tais pessoas, na qual não aceitam escutar, ler as criticas aos seus ídolos.Qualquer crítica acaba-se convertendo em algo pessoal em ofensas a sua própria pessoa.Na qual muitas vezes esta defesa cega do führer, lhes fazem praticar atos intolerantes contra aqueles na qual consideram como seus inimigos e de forma equivocada usam todos os meios lícitos e ilícitos para denegrir a imagem do adversário.
   Tais pessoas correm com o seu fanatismo cego e doentio, em busca de poder e cargo e para conquistar o que tanto almejam e a onde os " fins justificam os meios",para conseguir uma boquinha ou algum cargo, daquele político de plantão na qual entregaram a sua vida.Muitas vezes sem ter uma ideologia, ideal, mas sim o desejo pelo poder e o amor pelo poder que os move.
   Quando não conseguem conquistar tal ato se tornam como cães raivosos contra aqueles que se dedicaram em uma obediência cega e fazem de tudo para destruir aqueles que um dia foram os seus führer.
     Na qual no pior momento de suas vidas, quando a obediência cega os fez cair em desgraças.São deixados no abandono, para não prejudicar a boa imagem do Führer.
    Jeremias ao criticar o povo de seu tempo,por confiar cegamente no Rei Joaquim e nos políticos quer dizer ao povo, que não deve confiar cegamente nos líderes que só pensam em si próprio e no seu bem estar, mas que busca se libertar.
   O povo deve ele mesmo buscar saídas para os problemas que o aflige e não ficar confiando cegamente em falsos líderes que não aceitam ouvir criticas e nem os apelos que saem das ruas, mas prefere ficar encerrados em seus gabinetes.
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   * Membro do Colégiado Nacional da Pastoral Operária

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