O psicólogo Kelly Flanagan escreveu um artigo
cujo título parece muito interessante: "O casamento é para
perdedores". Este artigo descreve três tipos de casamento.

Eu me casei em 2010 e agora faz quase três anos desde que minha vida mudou e,
devo admitir, já não sou a mesma. Além de ser mãe de um lindo bebê de 5 meses,
sinto que amadureci muito e tudo graças ao meu casamento. Antes de me casar eu
era propensa a acidentes e doenças, alguns riscos, com muito amor para dar, mas
sem procurar oportunidades para fazê-lo. Hoje tudo mudou.
Passar por essas metamorfoses, que são comuns em qualquer casamento porque são
dois mundos diferentes que se unem, é normal; e quando eu percebi que estava
começando a gostar do poder de estar sempre certa, ser a responsável pela
família, realizar seus caprichos e como tudo estava indo bem eu erroneamente
achava que eu era a melhor; então, encontrei algo que mudou minha maneira de
pensar. O psicólogo Kelly Flanagan escreveu um artigo cujo título parece muito
interessante: "O casamento é para perdedores", está em inglês, você
pode lê-lo clicando aqui. Este artigo descreve três tipos de
casamento:
Competitivo: É
quando ambos competem para ganhar, e muitas vezes torna-se um duelo, onde os
cônjuges estão armados com palavras ou silêncios. Esses casamentos muitas vezes
destroem o ambiente que os rodeia e acabam destruindo a si mesmos.
Dominante: O
segundo tipo consiste no casamento onde há um que sempre ganha e outro que
sempre perde. Ambos os papéis são definidos, e quem perde, acaba sendo sempre a
mesma pessoa. Ao ler esse parágrafo, senti que eu era a má e dominante e, sem
perceber, estava prejudicando meu casamento.
O amor como sacrifício:
Em seguida, vem o terceiro tipo de casamento. Não é um casamento perfeito, talvez
nem esteja perto de ser, mas as pessoas que compõem esse tipo de casamento
tomaram uma decisão, a decisão de amar um ao outro sem limites, e sacrificar o
mais importante: a si mesmos. Neste casamento, o termo "perder" que
na verdade eu entendo mais como saber ceder terreno, torna-se um modo de vida e
a competição consiste em ver quem consegue cuidar, servir, perdoar e aceitar um
ao outro da melhor maneira, e esta competição aumenta a dignidade e força do
outro. Esses casamentos são formados por pessoas que se esforçam por ser
humildes, compassivas, misericordiosas, amorosas e pacíficas.
Ao ler sobre esse tipo de casamento
meus olhos se encheram de lágrimas e entendi que embora essa ideia fosse muito
diferente de como a maioria das pessoas no mundo pensa (que perder nos torna
pior), era justamente o que eu queria para minha família. Desde então eu posso
dizer que sou uma grande perdedora, e nosso casamento é desse tipo, o mais
estranho, o casal de perdedores. Agora posso dizer que este tipo de casamento
não é apenas o que eu quero, mas é o que eu tenho; por isso, meu marido me faz
ser humilde, compassiva, misericordiosa, amorosa e pacífica.
Alguma vez você sentiu que estava
nessa situação? Você era a pessoa que sempre tinha a razão e sempre ganhava? Ou
talvez o contrário: talvez você conheça alguém que não seja feliz em seu
casamento, e precisa mudar algo, então este tipo de casamento, do meu ponto de
vista, é a melhor opção. Você pode compartilhar esta informação e não só
encontrará uma forma de consertar as coisas, mas uma maneira de ser feliz e
fazer a pessoa que ama feliz. Além disso, são ideias como esta, em que fazemos
uma mudança em nosso coração, que podem fazer do mundo um lugar melhor.
Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original ¿Necesitas perder, para tener un matrimonio feliz? de Gabriela Zuñiga.
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Gabriela Zuñiga graduou-se em engenharia da computação, trabalha
em projetos web e é SEO, casada e mãe feliz de um filho de 1 ano.
Fonte: http://familia.com.br/voce-precisa-perder-para-ter-um-casamento-feliz#sthash.XBGU4Y7g.dpuf
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