14 de abr de 2014

Na fonte do pensamento franciscano

No final da leitura do trecho do Evangelho (Mt, 10, 9) - que nos convida a ir pelo mundo sem "alforje nem bordão", cobertos apenas pela luz da "boa nova" -, Francisco, com 26 anos, no outono de 1208, exclama na igreja da Porciúncula (Assis): "é o que desejo, é o que quero", isto é, ir pelo mundo não armado como rico, para se defender ou para humilhar, mas como irmão. É um vento novo que transfigura o movimento de renovação social geral - é a idade das comunas -, eleva sua índole sem recusar as formas, radicaliza a perspectiva sem desacelerar a corrida. O olhar sai do âmbito do eu para a direção do nós, suscitando cenários novos de acordo com uma convivência inspirada na lógica altruísta, não possessiva ou elitista, contra a atitude difundida de apropriação, que atenua o encanto das coisas, fazendo com que estas percam seu sentido em detrimento da total vantagem do lucro. É este o propósito de Francisco, empenhado em desatar aquele nó de concupiscência que nos comprime na profundeza e que nos empurra para formas dissimuladas de violência, alimentadas de modos diferentes porque justificadas segundo pretextos........leia mais:

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