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11 de out. de 2014

Por um sínodo permanente

Fonte: domtotal.com

Nesse domingo, o papa Francisco abriu em Roma a 13a sessão do Sínodo dos bispos, com representantes do episcopado católico do mundo inteiro. Esse sínodo extraordinário está reunido para refletir e tomar decisões que atualizem a posição da Igreja Católica em relação a questões da família e da moral sexual. Na semana passada, cinco cardeais, membros da Cúria romana, publicaram um livro coletivo. Nesse livro, afirmam que, em matéria de moral e disciplina, a Igreja nada tem a mudar, porque a lei é lei e vem de Cristo. No mundo inteiro, muitos padres e bispos são da mesma posição dogmática e rígida. Ao contrário, o papa Francisco e boa parte do povo, católico e não católico, pensa de modo diferente. O papa cita o Evangelho no qual Jesus diz claramente: “A lei foi feita para o ser humano e não o ser humano para a lei” (Mc 2, 27). “Eu vim chamar os pecadores e não os justos (Mc 2,17). Eu quero a misericórdia e não o sacrifício” (Mt 9, 13).
De fato, há mais de 50 anos, quando o papa João XXIII convocou os bispos católicos do mundo inteiro para se reunirem no Concílio Vaticano II, explicava que uma coisa é a verdade da fé e outra a expressão que, em cada época, toma essa verdade. A palavra de Deus é eterna e não muda. No entanto, a formulação de sua palavra é humana, histórica e contextual. Precisa ser interpretada à luz do projeto divino para o mundo que é justiça, paz e amor inclusivo e nunca desamor, incompreensão ou condenação de nenhuma categoria humana. No século II da nossa era, Tertuliano, um pai da Igreja do norte da África, afirmava: “Para quem é cristão, nada do que é humano pode ser estranho”.

De fato, o Concílio Vaticano II renovou profundamente a forma como a Igreja Católica interpreta a revelação divina, a relação com as outras Igrejas cristãs e sua missão no mundo. Na época do Concílio, a Igreja podia contar com muitos bispos que se colocavam como pastores do seu povo e profetas do projeto divino no mundo. Hoje, a Igreja continua contando com bispos que são homens espirituais e bons pastores do seu povo. No entanto, para garantir a continuidade dessa missão, é preciso rever a natureza e o estilo da atual formação dos padres nos seminários. Muitos bispos se dizem de acordo com a proposta de renovação eclesial do papa, mas mandam os jovens serem formados por seminários que os formam em uma linha contrária a qualquer renovação.

O que está em jogo não é apenas um modelo de atuação e de presença no mundo. O mais importante é que imagem de Deus as pessoas que creem e os ministros apresentam. Como disse alguém: “Sem dúvida, Deus é bom, mas parece que se deixa rodear de pessoas que não amam”.

No século I de nossa era, Igreja era um termo político. Designava as assembleias de cidadãos das cidades gregas do Império Romano. Tinham funções semelhantes à nossa câmara de vereadores. Em suas cartas, Paulo se apoderou desse termo (Igreja) para as primeiras comunidades cristãs. Ele fez isso para afirmar que os grupos cristãos deveriam sempre ser comunidades nas quais se pratica permanentemente o diálogo, a unidade nas diferenças, como parábola do projeto divino de justiça e de paz no mundo. Essa vocação é expressa pelo termo grego “sínodo” (caminhar juntos). Há algumas décadas, quando surgiu a teologia da libertação e alguns bispos e padres conservadores afirmavam que a Igreja não é uma democracia, Dom Pedro Casaldáliga, então bispo de São Félix do Araguaia, respondia: “Absolutamente de acordo. A Igreja não pode ser apenas uma democracia. Ela tem de ser muito mais. Deve ser e se mostrar como comunhão”.

Infelizmente, durante séculos, as Igrejas cristãs adotaram modelos de organização vindos da cultura dominante na época. O papa se tornou chefe de Estado e era sempre visto como o pontífice reinante e os bispos, príncipes da Igreja. Desde que foi eleito no dia 13 de março de 2013, Francisco optou por se apresentar como bispo de Roma e tem sempre proposto uma Igreja descentralizada e em diálogo com a humanidade, diálogo que há mais de 50 anos, o papa João XXIII começou e depois dele, não teve mais continuidade. Agora, o papa Francisco o retoma e propõe uma Igreja voltada para o mundo e a serviço dos mais pobres. Uma Igreja sinodal que caminhe junto com a humanidade. Mesmo os ritos religiosos e a espiritualidade devem ser profundamente penetrados por essa mística do diálogo e da busca de comunhão. E a profecia e os sinais de contradição devem ser vividos em relação às estruturas injustas e excludentes da sociedade e não contra as pessoas. O atual sínodo dos bispos durará três semanas, mas o mais importante de tudo é que ele recoloque a Igreja em um processo de sínodo permanente e não somente de bispos  e sim de todas as pessoas que quiserem participar desse caminho. Como escreve o anjo do Apocalipse: “Quem tiver ouvidos, escute o que o Espírito diz hoje às Igrejas” (Ap 2, 5).

Marcelo Barros Marcelo Barros é monge beneditino e teólogo especializado em Bíblia. Atualmente, é coordenador latino-americano da Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo (ASETT). Assessora as comunidades eclesiais de base e movimentos sociais como o Movimento de Trabalhadores sem Terra (MST). Tem 45 livros publicados dos quais está no prelo: "O Evangelho e a Instituição", Ed. Paulus, 2014. Colabora com várias revistas teológicas do Brasil, como REB, Diálogo, Convergência e outras. Colabora com revistas internacionais de teologia, como Concilium e Voices e com revistas italianas como En diálogo e Missione Oggi. Escreve mensalmente para um jornal de Madrid (Alandar) e semanalmente para jornais brasileiros (O Popular de Goiânia e Jornal do Commercio de Recife, além de um jornal de Caracas (Correo del Orinoco) e de San Juan de Puerto Rico (Claridad).

4 de jul. de 2014

O papa diferente

Francisco vem humanizando o papado e é possível esperar um gradual 'aggiornamento' dos cânones da Igreja.
Por Reinaldo Lobo*

Quando o cardeal Ângelo Roncalli foi eleito acidentalmente, em 1958, e se tornou o Papa João XIII, o "Papa Bom", uma camareira de Roma fez algumas perguntas para a filósofa Hannah Arendt, que lá estava:  "Senhora, esse papa era um verdadeiro cristão. Como podia ser isso? E como aconteceu que um verdadeiro cristão se sentasse no trono de São Pedro? Ele primeiro não teve de ser indicado bispo, e arcebispo, e cardeal, até finalmente ser eleito como papa? Ninguém tinha consciência de quem ele era?"
Bem, a resposta à última das três  perguntas da reflexiva camareira parece ser "Não" - disse Arendt. Ninguém entre os cardeais do conclave tinha consciência clara de quem era Ângelo Roncalli, até porque ele foi escolhido para ser um "papa provisório e transitório". Foi eleito por não haver consenso a respeito dos verdadeiros "papabile" iniciais.
João XXIII foi uma completa  surpresa durante seu breve pontificado, de 58 até 63, quando realizou a mais profunda reforma interna e doutrinária da Igreja em muitos séculos, tornando-a mais popular e, ao mesmo tempo, um pouco mais moderna. O catolicismo expandiu-se numérica e qualitativamente como nunca sob esse papa verdadeiramente  cristão.
A eleição do Papa Francisco teve algumas diferenças de contexto histórico e os cardeais sabiam quem ele era e de onde vinha. Foram buscar um papa do "fim-do-mundo"  - do Terceiro Mundo -, como ele mesmo assinalou ao passar de arcebispo Mario Jorge Bergoglio a 266° pontífice da Igreja Católica, primeiro nascido em continente americano, primeiro não-europeu em mais de 1200 anos e o primeiro papa jesuíta.
A profunda crise atual por que passa a Igreja, que vai de escândalos financeiros no Banco do Vaticano até os casos notórios de pedofilia em várias paróquias do mundo todo, passando pela ascensão das rivais denominações pentecostais, levou o colégio de cardeais a correr um risco calculado de oferecer o nome de alguém bem diferente do antecessor que renunciou, Bento XVI, o sisudo e dogmático cardeal alemão Joseph Aloisius Ratzinger.
Em quê o Papa Francisco é diferente? Por que a burocracia da Igreja correu um risco ao escolhê-lo? As respostas não são fáceis, mas estão evidentes hoje para todos as diferenças, a começar pela escolha do seu nome, inspirada na frase que lhe disse seu amigo brasileiro, o cardeal d. Claudio Hummes, ao cumprimentá-lo pela eleição : "Não se esqueça dos pobres". Ele não tem esquecido e o estilo de vida mais franciscano que adotou revela sua disposição de colocar a Igreja menos ao lado dos ricos e potentados, como esteve por séculos. Depois do interregno ultra-conservador dos papas João Paulo II e Bento XVI,  esse jesuíta simpático e amante do futebol é uma lufada de ar fresco.
As instituições e suas burocracias tendem a escolher como seus representantes e líderes os mais fiéis aos seus interesses e valores administrativos. Muitas vezes, os premiados são os mais submissos às regras políticas da instituição e os mais medíocres. Quase todas as instituições e organizações conhecidas funcionam assim. Daí, a surpresa da camareira romana e da filósofa Hannah Arendt diante da escolha de um "verdadeiro cristão", que poderia levar a Igreja a resgatar princípios originais da instituição e,portanto, a revolucioná-la.
Essa é outra característica de um "grupo de dependência" como a Igreja, isto é, um grupo que elege um Messias, uma doutrina e a disposição fideísta para seguir um mestre e seus dogmas. Quando cresce e se distancia do Mestre original, esquece suas origens e se prende a rituais e regras rotineiras para manter-se sólida. O resgate e a evocação da origem costumam ser subversivos. Daí a surpresa diante da evocação de Francisco de Assis, que contrasta muito com o luxo do trono ocupado por Bento XVI, mais a tolerância da burocracia católica com o novo Papa e com a mudança de rumos que pode imprimir em seu pontificado.
A resistência à sua presença por parte dos conservadores do mundo todo assemelha-se muito à que sofreu João XXIII, acusado pela direita de  "bonzinho com o comunismo" e até mesmo de "marxista". Agora , a revista conservadora "The Economist" acusou-o de "seguir Lênin", o líder soviético que escreveu o livro "Imperialismo, etapa superior do capitalismo", em que assinala a tendência monopolista e concentradora de renda do capitalismo moderno. O Papa apontou a concentração de renda capitalista e os monopólios, e os criticou por aumentarem a desigualdade e a pobreza,  o que tem sido apontado até mesmo por economistas insuspeitos de "marxismo", como o norte-americano Paul Krugman  e o francês Thomas Piketty. Somente o que chamo de  a "burrice conservadora" ou a ma fé poderiam levar à conclusão de que ele seria "leninista".
Sua frase sobre a existência de cristãos gays , dizendo "quem sou eu para condenar um homossexual que procura espiritualmente Cristo?", tocou em outro tema polêmico em que tem sido fustigado pela estupidez conservadora. Sua atitude, porém, começa a se difundir pela corpo da própria Igreja e vários católicos relatam nas redes sociais que já presenciaram padres falando em defesa das uniões homoafetivas do púlpito em suas missas.
Ao mesmo tempo, o Papa acaba de excomungar os membros da Máfia, responsáveis pelo assassinato de uma criança de três anos na Sicília, e também expulsou das funções eclesiásticas o ex-núncio da República Dominicana, o polonês Jozef Wesolowski, condenado por pedofilia comprovada naquele país. As suas atitudes firmes fazem crer que o Papa continuará a condenar o crime, sobretudo quando cometido pelo próprios membros da Igreja, mas não ditará regras sobre as condutas humanas em geral. Sob seu pontificado, espera-se que a Igreja interfira menos na vida privada das pessoas e seja mais tolerante em seus juízos morais.
No início, o Papa Francisco era um enigma. Existiam até acusações apócrifas de que teria sido leniente com a Ditadura Militar argentina quando era bispo. Depois descobriu-se que foram feitas até montagens fotográficas maldosas, dele ao lado do ex-ditador Jorge Videla, de quem "seria o confessor". Nada disso se comprovou. Sabe-se apenas que ele negociou a preservação dos Direitos Humanos naquele país, o que o fazia dialogar com freqüência com os ditadores dos anos 70 e inicio dos 80.
Francisco vem humanizando o papado e é possível esperar que promova um gradual "aggiornamento" dos cânones da Igreja, como fez João XXIII. Tudo para evitar a decadência da instituição. É uma política mais inteligente,  para dizer o mínimo, do que a do intelectual sofisticado Bento XVI.
Se assim for, não é  preciso ser católico e nem mesmo acreditar piamente, para dizermos como os cristãos: "Deus o proteja". Vai precisar.
Fonte:http://www.domtotal.com
* Reinaldo Lobo é psicanalista e articulista. Tem um blog : imaginarioradical.blogspot.com e uma página pública no Facebook: www.facebook.com/reinaldolobopsi

21 de mar. de 2014

A pobreza do outro e os novos tempos da Igreja

‘Se tenho fome, o problema é biológico. Se meu irmão tem fome, o problema é teológico’.

A Igreja respira encantada com o papa Francisco e o movimento que inaugurou e mantém de volta ao Concílio Vaticano II e sua renovação. Seu pontificado vem marcado por essa retomada do espírito de liberdade e abertura daquele inesquecível evento eclesial que aconteceu há 50 anos.  leia mais:


1 de fev. de 2014

Uma flor para todos os inocentes mortos pela nossa "mediocridade cristã"

Papa Francisco: quando falta a presença de Deus, perdemos o sentido do pecado e achamos que mesmo um ato grave se torna apenas um problema a ser resolvido.

Fonte: Zenit.org 

Salvatore Cernuzio |

"O maior pecado de hoje é que as pessoas perderam o sentido do pecado". Por trás do jogo de palavras que o papa Francisco retomou de Pio XII, esconde-se uma grande verdade: quando falta a presença de Deus e do seu Reino, até mesmo os pecados graves, como o adultério e o homicídio, se reduzem a "um problema a ser resolvido". 

Este foi o cerne da homilia do papa na missa de hoje, celebrada na Casa Santa Marta. Ele começou falando novamente sobre o rei Davi e focando em particular na primeira leitura de hoje, que fala da forte paixão do rei por Betsabá, esposa de Urias, um dos seus generais. A paixão leva Davi a mandar o general para as linhas de frente de batalha, a fim de lhe causar a morte e assim obter a sua mulher livremente.
O rei, na verdade, perpetra o assassinato de um homem inocente, cometendo um pecado mortal adicional ao de adultério. No entanto, observa o papa Francisco, nem uma coisa nem a outra o afeta muito: "Davi está diante de um grande pecado, mas não sente que pecou", "não lhe ocorre pedir perdão. O que lhe vem à mente é: como é que eu posso resolver isso?".
O problema, disse o papa, não é tanto o fato de que o rei tinha pecado: "Para todos nós pode acontecer isso. Todos somos pecadores e somos tentados, e a tentação é o nosso pão de cada dia". Aliás, “se algum de nós dissesse: ‘mas eu nunca tive tentações’, significa ou que é um querubim ou que é um pouco bobo, não acham?”. É normal, na vida, lutar e cair, porque "o diabo não fica quieto: ele quer a vitória".
O problema "mais grave" surge a partir da passagem do profeta Samuel: "não é a tentação e o pecado contra o nono mandamento, mas o modo de agir de Davi", que "não fala de pecado", mas de "um problema que precisa de solução. Isto é um sinal!”: um sinal de que, “quando o Reino de Deus não está presente, quando o Reino de Deus diminui, perde-se o sentido do pecado”.
Por esta razão, pedimos, no pai-nosso, “Venha a nós o vosso Reino”. Pedimos que Deus faça crescer o seu Reino, porque, quando perdemos o sentido do pecado, também perdemos o sentido do Reino de Deus. Em seu lugar, disse o papa, emerge uma "visão antropológica superpotente", para a qual "eu posso tudo"; e esse "poder do homem" é sobreposto à "glória de Deus". Deveríamos nos lembrar sempre de que "a salvação não virá da nossa esperteza, da nossa astúcia, da nossa inteligência", mas "da graça de Deus e da prática de todos os dias desta graça na vida cristã".
“Eu”, revelou o papa, “confesso que, quando vejo essas injustiças, essa soberba humana, quando vejo o perigo de que isso aconteça comigo mesmo, o risco de perder o sentido do pecado, me faz bem pensar nos muitos Urias da história, nos Urias que ainda hoje sofrem a nossa mediocridade cristã, quando perdemos o sentido do pecado...".
Eles "são os mártires dos nossos pecados não reconhecidos". Rezar nos fará bem, "para que o Senhor nos dê sempre a graça de não perder o sentido do pecado". E também nos faria bem "levar uma flor espiritual até o túmulo desses Urias contemporâneos, que pagam a conta do banquete daqueles cristãos que se sentem seguros".

16 de dez. de 2013

Diálogo, Reconciliação........


D.R. JN | Papa Francisco e Patriarca Bartolomeu I

«DIÁLOGO, PERDÃO E RECONCILIAÇÃO» PELA PAZ NO MÉDIO ORIENTE DESTACA FRANCISCO

Papa Francisco enviou mensagem a Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla
Cidade do Vaticano, 30 nov 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco enviou hoje uma mensagem a Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, onde destaca o «diálogo, perdão e reconciliação» para resolver os conflitos no Médio Oriente, pela festa do apóstolo Santo André, irmão de São Pedro. «Os cristãos do Oriente e do Ocidente devem dar um testemunho comum, para difundir a mensagem da salvação do Evangelho ao mundo inteiro», escreveu Francisco ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla. O Papa destaca o trabalho e caminho ecumênico que em 2014 comemora o 50° aniversário do encontro histórico entre Paulo VI e o Patriarca Ecumênico Atenágoras, em Jerusalém. Na mensagem relembra que «os cristãos são membros de uma mesma família, experimentam a alegria da autêntica fraternidade em Cristo» embora «a plena comunhão ainda não» tenha sido «plenamente atingida». Nesse sentido, é urgente e necessária «uma cooperação eficaz e diligente entre os cristãos pelo direito de manifestarem a fé publicamente» e para que «sejam tratados com igualdade» quando a anunciam «o cristianismo na sociedade e na cultura contemporânea», explicou. Na mensagem a Bartolomeu I o «diálogo, perdão e reconciliação» são apresentados como «meios possíveis para resolver o conflito no Oriente Médio» e a situação de tantas pessoas que sofrem por causa da violência, da guerra, da fome, da pobreza e de desastres naturais. O direito dos cristãos do Médio Oriente permanecerem nos seus países não foi esquecido, por isso, Francisco apela «a rezar pela paz na região» e insiste que «se continue a trabalhar pela reconciliação e o justo reconhecimento dos direitos dos povos». Sobre o martírio do apóstolo Santo André, irmão de São Pedro, a mensagem recorda «todos os cristãos que, no mundo, sofrem por tantas formas de discriminação e, às vezes, até pagam com o próprio sangue o alto preço da sua profissão de fé», revela a Rádio do Vaticano. Na despedida enviou «um abraço fraterno de paz» e reafirmou que pretende «prosseguir as relações fraternas entre a Igreja de Roma e o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla». RV/CB
fonte: http://www.ecclesia.com.br/news/2013/ 

18 de nov. de 2013

Dom Jaime, novo arcebispo de Porto Alegre

Porto Alegre (RS) – A capital gaúcha viveu um dia histórico nesta sexta-fera, 15 de novembro. Tomou posse na Arquidiocese de Porto Alegre seu sétimo arcebispo. Nascido em Gaspar (SC), Dom Jaime Spengler foi nomeado para a função no dia 18 de setembro de 2013 pelo Papa Francisco. Desde 5 de fevereiro de 2011, ele era bispo auxiliar da Arquidiocese. leia mais:

14 de jul. de 2013

Papa Francisco chega ao Brasil em uma semana e pronto para cumprir intensa agenda


Renata Giraldi

Em uma semana, o papa Francisco desembarca no Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Ele ficará quatro dias no Brasil - de 22 a 28 deste mês. É a primeira viagem ao exterior do papa, que passará um dia em Aparecida, no interior de São Paulo. A programação de Francisco é intensa: visita aos moradores da Comunidade da Varginha, conversa com presos e bênção para os doentes de uma instituição mantida por doações.

Francisco será recebido pela presidenta Dilma Rousseff, pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, pelo prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, pelo arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, e pelo arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis. O papa ficará hospedado na residência do Sumaré e fará os deslocamentos em um helicóptero.

A visita a Aparecida será de apenas algumas horas, no dia 24 (quarta-feira). O papa celebrará missa, pela manhã, no Santuário Nossa Senhora Aparecida. Antes, fará um passeio de papamóvel nos arredores do santuário. Francisco ganhará de presente uma imagem em cedro de Nossa Senhora Aparecida, de 40 centímetros, do artista plástico mineiro Paulo Henrique Pinto, conhecido como Sodêm.

No dia 25 (quinta-feira), Francisco visitará a Comunidade da Varginha, no Complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio, que foi pacificada. O papa fará uma celebração na Igreja São Jerônimo Emiliano, abençoará o novo altar e oferecerá um presente à comunidade. Em seguida, irá ao campo de futebol, onde a comunidade estará reunida. No meio do caminho, o papa deve parar e visitar a casa de uma família.

A primeira celebração na JMJ do papa será no dia 25, na Festa da Acolhida, na Praia de Copacabana. Francisco abençoará os jovens. No dia seguinte (26), Francisco conversará com cinco detentos, no Palácio São Joaquim, que é a residência oficial do arcebispo do Rio. Do balcão do palácio, às 12h, o papa rezará a oração do Angelus.

Alguns dos cartões-postais do Rio serão vistos do alto pelo papa. Ele vai sobrevoar o Cristo Redentor e o Corcovado no caminho da sua residência no Sumaré, na zona norte do Rio. Um dos momentos, considerados mais emocionantes, será o encontro de Francisco com os jovens, na área campestre denominada Campus Fidei. A expectativa dos organizadores é reunir mais de 2 mil de pessoas.

Na celebração no Campus Fidei, haverá a Liturgia da Palavra, com testemunhos e perguntas de cinco jovens ao papa. Francisco responderá e, em seguida, fará a celebração, acompanhado com orações e cantos, troca de presentes e benção. Os jovens dormirão no Campus Fidei, esperando a missa do dia seguinte.

A última missa do papa será no dia 28, às 10h, em Guaratiba. Na ocasião, Francisco anunciará o país que vai sediar a Jornada Mundial da Juventude em 2014. Á tarde, ele tem uma série de compromissos com os organizadores do evento. A previsão é que o papa deixe o Rio rumo a Roma por volta das 19h.
fonte: Agência Brasil

24 de abr. de 2013

Papa Francisco reabre a causa de beatificação de dom Oscar Romero

23/04/2013 | Jaime C. Patias
O papa Francisco decidiu retomar o processo de beatificação do arcebispo de San Salvador, dom Oscar Arnulfo Romero, que se encontrava arquivado desde 1997, quando começou o processo. Romero foi morto por um franco-atirador em 24 de março de 1980 enquanto presidia a uma missa na capela do hospital de San Salvador.
Considerado um mártir da Igreja dos pobres e da teologia da libertação, dom Oscar Romero foi assassinado por seu compromisso com os excluídos, contra a desigualdade social na América Latina e a violência da ditadura de seu país. A causa de beatificação estava parada porque, para setores conservadores da Igreja a mensagem de Romero tinha uma certa carga de orientação política.
Segundo o jornal italiano "La República", o defensor da causa, dom Vincenzo Paglia, presidente do Conselho Pontifício para a Família, anunciou que "a causa de beatificação foi desbloqueado". A informação da conta de que o anúncio foi feito em Molfetta, perto de Bari, na Itália por ocasião da celebração do vigésimo aniversário da morte de dom Tonino Bello, bispo presidente da Pax Christi, que também se encontra em processo de beatificação.
O arcebispo, membro da Comunidade de Sant'Egidio, disse que Romero "poucos meses antes de sua morte nas mãos de esquadrões da morte" havia afirmado que o Concílio Vaticano II pedia a todos os cristãos para serem mártires, ou seja, dar vida e às vezes dar o sangue, mas todos são convidados a dar a sua vida".
Romero, embora proveniente de uma ala conservadora da Igreja e perto da Opus Dei, nunca deixou de denuncuar os esquadrões da morte militares e paramilitares pelo assassinato de adversários políticos.
Fonte: www.oclacc.org